quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Como costurar umas calças de pijama (aceitáveis)




Não pretendo de modo algum dar lições de costura, nem mesmo dicas! 
Tenho plena consciência das minhas limitações e , portanto, não me exponho a tal ridícula situação.
O que eu pretendo é algo muito diferente - é demonstrar que é possível fazer (quase) tudo. Basta querer.

No caso das calças de pijama a que no título faço referência, devo esclarecer que não são as primeiras que faço. São as segundas.
As primeiras, as que foram verdadeiramente desafiantes, foram costuradas com êxito há tanto tempo que perdi a referência às diversas fases de execução. 
Tive, pois, que me debruçar sobre o assunto. Estudei.
Onde?
Numa revista Burda que em tempos colecionei.
Entretanto deixei de as comprar por me parecer que os moldes se repetiam e que os modelos se estavam a tornar muito antiquados.
Porém, o básico está lá.
Desde que se perceba como "tirar" os moldes, meia tarefa está concluída. 

Numa das revistas encontrei umas calças clássicas, com bolsos embutidos, pinças na cintura e fecho .
Aboli todos esses detalhes, limitando-me a copiar o contorno das calças.
Contorno copiado, recortei e coloquei sobre o tecido dobrado, deixando uma pequena margem para a costura.



Erradamente, marquei o contorno no direito do tecido - má ideia!
Felizmente a marcação desapareceu com a lavagem

Portanto, a reter - é no avesso que devem ser feitas as marcações.


A seguir, alfinetei, alfinetei, alfinetei!
Depois cosi.


Primeiro ao longo da perna, ligando a frente à parte de trás ...

Depois, o gancho.

Na orla inferior, cosida a bainha, apliquei uma rendinha, que não resisto a umas pinceladas vaidosas


Na cintura, um elástico e já está.

Conclusão:
Não é nenhum bicho de sete cabeças e quem decidir tentar, vai verificar que a coisa se concretiza. Mais, as segundas serão mais fáceis que as primeiras e as terceiras, nem se fala.

Seguidamente, serão aventais. Tenho andado a pesquisar modelos no Pinterest e as ideias borbulham.
Em Janeiro - não antes, que entretanto temos o Natal - teremos, pois, aventais.

Esquecia de referir que não me atrevo a costurar ( nem em sonhos) a parte superior do pijama - para isso existem as t-shirts, as resmas delas que toda a gente tem abarrotando gavetas. Parece-me bem!

Beijo
Nina

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Natal


Nos últimos anos tenho tido -  por razões minhas - alguma resistência em decorar a casa para o Natal. Na verdade, nos dois últimos anos não o fiz.
Reuníamo-nos, jantávamos juntos na véspera e almoçávamos no dia, mas, não me apetecia  entrar no jogo das decorações natalícias  e, quando assim é, nesta ou noutra qualquer circunstância, o melhor é ouvir "o coração".
 Assim fiz e ainda bem que o fiz, dei-me tempo e deixei que a vontade ressurgisse.
Ressurgiu!
E, embora sem excessos, vesti a casa de Natal.



Numa janela, o Pai Natal, o presépio, Amarilis que em breve irão desabrochar e luzes, muitas luzinhas - são leds multicolores que a fotografia não consegue captar.
 Não comprei nada. Tudo estava guardado em caixas na arrecadação.
Depois de dois anos sem lhes tocar fui obrigada a abrir tudo para seleccionar.


Descobri estes ramos luminosos - têm estrelas azuis que piscam.
 São leds e alegram uma mesa de canto.

A rainha da festa!
É uma árvore de tamanho médio, mas que funciona bem como símbolo da época.

Na tal arrecadação descobri várias, de todas as cores e de vários tamanhos, sendo que uma delas, de tão grande, bate no teto.
Essa, embora muito vistosa, exige tarefa a 4 mãos para ser montada, ideia que não me seduziu.
Talvez para o ano o meu entusiasmo  - que continua em crescendo - me incentive a enfrentar a tarefa sem medo.


Pendurei bolas e bolinhas, e também frutas e gotas ...

... e enfeitei com "pérolas " douradas e vermelhas ...

Missão cumprida!
Habemus árvore.


Lá no canto, piscam estrelas sem cessar ...
Porque é Natal e eu (nós) estou (estamos) bem!

Só não me peçam para ir às compras, para me meter em Shoppings ou Supermercados.
Isso não!
Isso já é pedir de mais!
Estou bem aqui, no meu sossego, na minha paz.
Que venha a Consoada, que venham todos.
Vai ser bom.

Beijo
Nina

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Em Viana do Castelo



Estive em Viana do Castelo, uma cidade belíssima, numa das últimas sexta-feiras com sol, dia em que se  realiza a feira semanal, mas - devo dizê-lo - não tem absolutamente nada a ver com a de Vila Nova de Cerveira, que, já agora,  desconfio, não tem nenhuma que se lhe compare em variedade e qualidade de oferta.
Mas voltemos a Viana de Castelo, cidade com muito para oferecer.

Começámos por um passeio pela marginal  e, junto ao Forte,  esta estátua:




Menina marinheira,
menina agricultora,
numa mão o barco,
noutra a flor.


Eram quase horas de almoçar e, ali bem perto, encontrámos um restaurante muito simples, mas que  - quase aposto - serve o melhor peixe e o melhor marisco que é possível encontrar.


Pedimos linguada grelhado que apareceu, fresquíssimo, acompanhado por umas batatinhas "a murro" deliciosas e de uns grelos salteados em azeite e alho. Mais simples não se pode arranjar.
Mais fresco e delicioso, também não.

É  A TASQUINHA DA LINDA e, sendo o espaço restrito e a procura imensa, torna-se obrigatório reservar mesa

Seguiu-se um passeio a pé junto ao rio  ...


Olhando barcos de pesca , observando redes


Estava muito frio, tanto frio como só sente junto ao mar, nestes dias de quase Inverno.


Todo o agasalho é necessário ...

Casaco comprido, botas e camisola de lã ...


Caminhando sempre junto ao rio, avista-se, ao fundo um barco ...


O Gil Eanes, atualmente inativado .


É possível visitá-lo e entrámos.





Não que seja extremamente interessante, mas, ainda assim, vale a pena entrar.

Depois, divagámos pela zona antiga e peatonal de Viana ... Muito bem preservada ...





Nestas ruas, as fachadas de casas senhoriais foram respeitadas e o ambiente é digno, muito agradável.

Sempre, gostei de Viana do Castelo, uma cidade com mar, com rio, com montanha, com monumentos, com ambiente tranquilo, com excelente gastronomia e variadíssimas ofertas para compra dos produtos regionais.

É um destino imperdível, que nunca me decepciona.

Beijo
Nina

domingo, 10 de dezembro de 2017

Chá e bolo


Com previsão de violenta tempestade a fazer-se sentir a partir do meio da tarde, bom mesmo, é ficar em casa.
Ainda que não houvesse tal previsão, convenhamos que o melhor local para se estar nas tardes de domingo é o lar, doce lar.

Pela manhã ainda arrisquei uma rápida saída para comprar e ler jornais e tomar um café olhando o rio que, já então se mostrava escuro, agitado e ameaçador, de tal modo que as gaivotas tinham desaparecido, voando para local seguro.

Depois foi o regresso a casa, com a lareira bem abastecida de lenha, fogueira esperta e ar acolhedor - como só em casa se vive.

Num impulso, preparei um bolo. Uma torta. Com recheio de compota de frutos vermelhos.

Liguei o forno a 180 graus e preparei o tabuleiro, untando-o com manteiga e polvilhando- o com farinha - procedimentos que sempre antecedem a "feitura" doa massa do bolo.

Precisei de:

- 180 g de açúcar
- 5 0v0s
90 g de farinha
- 1 pacote de açúcar baunilhado
1 c. de chá de fermento


Preparação

- Bater 5 g gemas + 2 claras com o açúcar e o açúcar baunilhado até formar uma pasta esbranquiçada;
- Acrescentar a farinha com o fermento, continuando a bater até que a massa faça bolhas;
-À parte bater as restantes 3 claras em castelo muito firme;
- Juntar as claras à massa , sem bater, envolvendo cuidadosamente com uma espátula;
- Verter o preparado no tabuleiro e assar durante 20 / 25 minutos (testar com o palito)




Desenformar sobre um pano polvilhado com açúcar

Cobrir toda a superfície com compota de frutos vermelhos (ou outra qualquer)

Enrolar com o auxílio do guardanapo

... e polvilhar com icing sugar

Bonito, bom e fácil

Guardei em caixa hermética ...

... mas, depois de provar ...

... acho a precaução desnecessária ...

... porque não vai secar ...

Será comido num abrir e fechar de olhos ...

Suculento, suave e leve ...


Quase não precisa de chá!
Não é bom!
É delicioso!

Bom domingo.

Beijo
Nina

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Do Black Friday




Do Black Friday comemorado na última sexta-feira  do mês de Novembro, recebi ontem as encomendas feitas online no site da Zara.
Norrmalmente, em 2, 3 dias tenho a encomenda em casa - ou levanto-a na loja, conforme a minha opção.
Desta vez demorou 15 dias.
Estranhando, telefonei para o atendimento da marca onde me informaram que, dada a avalanche de pedidos, o tempo de entrega alargara, o que até é compreensível, mas que espevitou a minha (infantil) ansiedade.
Finalmente, ontem, chegou.

Não tencionava comprar o que quer que fosse, mas ... comprei!
Básicos e sapatos.



Estas camisolas /blusas caneladas, uma em verde tropa, outra em preto, vestem muito bem e adaptam-se ao corpo sem encher.
Têm a vantagem acrescida de serem 100% fibra o que, para a minha pele "comichosa" com lãs é ideal.
Sendo fininhas, visto-as debaixo de camisolas de lã ou de vestidos - e nada me "pica"



Esta, em preto, tem um canelado engraçado e um aspeto de coisa cara, que não é.


Esta, com meia gola, já foi vestida, combinada com uma saia de camurça e botas.
Gostei muito


Arrependo-me de não ter encomendado em branco, azul marinho e vermelho.
Fica para a próxima.

Quanto aos sapatos, aproveitei os 20% de desconto e escolhi:


Estes em príncipe de Gales, com tacão médio, bem grosso, que garantem grande comodidade

Combinam bem com umas coisas que tenho desde sempre - um blazer e uma saia neste padrão

O segundo par de sapatos, em verniz castanho, com laços (que adoro), são verdadeiramente elegantes e estou em estado de paixão com eles:



Menos cómodos que os anteriores, mas muito mais sofisticados.

Para terminar, uma camisa de seda branca, com pintinhas pretas - mais básico não existe ...


Vesti-a hoje, combinando com calças pretas ...

Posso dizer que foram excelentes compras, muito diferentes dos saldos em que só se encontram "monos" - falo por mim e pela minha triste  experiência.

Esta sexta-feira, feriado, resolveu fazer cara feia, com chuva e nevoeiro cerrado todo o dia. Pode ser que amanhã melhore - necessito (suplico ...) urgentemente que melhore para vestir as novidades.

Tenham um bom sábado.

Beijo
Nina



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Liliane

Conheço LILIANE desde o começo do blog e desde sempre alimentei a nossa amizade.

Gostava muito de a conhecer pessoalmente e, embora ela já tenha estado em Portugal e eu, por duas vezes no Recife, nunca nos encontrámos. Um dia será.

Liliane é muito atenciosa e faz questão de presentear os amigos, mesmo os que vivem do outro lado do oceano, como é o meu caso.

Em tempos, trocámos umas prendinhas enviadas pelo correio e tudo correu dentro do esperado, sem demoras nem contratempos.

Em Setembro de 2017, achando que não haveria problemas, enviei-lhe uma prendinha, coisa pequena, simbólica apenas, mas feita por mim com carinho.
Em Setembro, repito.
Para não correr riscos, registei o pacote, como garantia de que seria entregue.
Enganei-me!
Não foi!
Passaram semanas e nada.

Dirigi-me aos Correios onde me informaram que a encomenda chegara ao Brasil dois dias após ter sido registada. O problema era mesmo com os correios brasileiros.
Forneci o código de identificação a Liliane que descobriu que o pacote se encontrava retido em Curitiba.
Persistente, Liliane não deixou de reclamar e ainda bem que o fez, pois, 70 - setenta - dias após ter sido expedida, finalmente chegou.

ALELUIA; ALELUIA; ALELUUUUUIA!!!

Fiquei feliz e ainda mais porque há muito perdera a esperança de que o episódio acabasse bem.

Entretanto, por um amigo de Lliliane,  português,  vindo do Recife, recebi em mão, este gracinha ...



Uma cestinha - linda, linda! -  para pão que, seguramente, irei reproduzir nas minhas próximas aventuras no âmbito da costura.



Com toalha branca, dará um toque de cor e muita vida à mesa, além de representar, de algum modo, a  presença de uma amiga que (ainda) não conheço, mas a quem quero muito bem.
Obrigada, Liliane querida!


É inesperado, inaceitável e totalmente incompreensível que, no século XXI ocorreram tais incidentes, ainda mais quando falamos de organismos oficiais que vivendo dos impostos dos contribuintes, tão mal desempenhem o seu dever, traindo assim a confiança que seria suposto os cidadãos nele depositarem.
Enfim ...

Da próxima vez que pretender enviar o que quer que seja, será apenas e unicamente através de portador .

Este episódio acabou bem - Liliane recebeu a encomenda e eu aprendi esta lição.
E - mais importante - estamos ambas felizes.

Beijo
Nina



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Bolsinha

Mostro hoje a bolsinha que tinha costurado com retalhinhos e que fará conjunto com o saco, também ele de retalhos.
Serão presente para uma pessoa de quem gosto muito e que, sei, irá dar o devido valor à prenda - nada que se possa comprar onde quer que seja.
Para além de ser único é também fruto de muitas horas de trabalho ( mas principalmente de prazer) para quem, como eu, sem qualquer iniciação ou conhecimento na costura, não se inibe de fazer "coisas".

Lembro que comecei com uma máquina chinesa absolutamente temperamental, que só costurava quando lhe dava na real gana. Muita agulha parti! Muito me desesperei e desanimei, convicta de que não fora talhada para a matéria.

Insistindo, insistindo, insistindo - e comprando uma máquina decente ... - ultrapassei o que me parecia inultrapassável e começaram a nascer umas brincadeiras sem pretensões a grande obra.
O certo é que, fazendo o melhor que sei, noto que evoluí e que cada peça é mais perfeita e mais fácil de executar que a anterior.
Reside aí o segredo - saber que a prática conduz à perfeição - pois, se pretendermos que tudo saia absolutamente impecável, melhor desistir, pois, garanto,  não sairá.

No caso desta bolsinha, até que me desenvencilhei sem sofrimento - recordo que a primeira que tentei produzir preencheu toda uma tarde de domingo, resultou em TODAS as agulhas partidas, tecido rasgado em pedaços, uma lixeira descomunal e a vontade assente de nunca, jamais, em tempo algum, me aproximar novamente de uma máquina de costura.



Ei-la, bela e amarela!
Posando junto à minha Tilda, de nome Nina, presente de uma amiga brasileira, a Ju, que infelizmente desapareceu da blogosfera ( Onde andas, querida Ju?)



São retalhos e mais retalhos, e uns pedacitos de renda



O interior num xadrês miudinho, utilizando uma sobra de tecido.
O meu calcanhar de Aquiles continua sendo o fecho - é muito difícil cosê-lo, mas não impossível!
Seguindo a mesma linha de raciocínio, sei que um dia eu chego lá, à perfeição.

Já habita o saco e parece-me que os dois casam lindamente

Os bolsos do saco, combinam com a bolsa (por puro acaso, confesso)

Antes do Natal seguem para a nova dona e eu feliz, pois tenho a certeza que será prendinha muito estimada

De momento, quase esgotei os retalhos.
Pretendo por isso iniciar novo voo - calças de pijama! Que lhes parece? Sou atrevida? Sou!
Mas - lá está - sem uma dose de atrevimento não se sai da cepa torta ...

Depois mostro - isto é, se houver alguma coisa para mostrar ...
Se não, não se fala mais no assunto.

Beijo
Nina