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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Panela nova!


Para além das formas que referi AQUI, da mesma loja - num Outlet espanhol - trouxe também esta panela preta, também ela Le Creuset.
Não é mania minha, garanto! De facto, estas panelas em ferro fundido e esmaltado, são as melhores, as que cozinham com maior rapidez, as que deixam os alimentos mais suculentos. Enfim, são AS PANELAS!
São carotas, é verdade, mas a qualidade paga-se.

Na loja onde sempre vou, situada no Outlet La Roca Village, consegue-se um preço que, ainda que alto, é metade do das lojas convencionais.
Neste Outlet a oferta de produtos e marcas é fantástica, porém eu apenas compro panelas.
Trouxe esta em preto, num pack com uma assadeira e uma espátula.
Queria em rosa, em amarelo ou verde, mas, infelizmente não encontrei essas cores o que significa que, numa próxima passagem por aquelas bandas, lá terei que voltar à minha loja preferida!

Para inaugurar a panela, decidi preparar Bacalhau à Gomes de Sá, prato que todos apreciamos cá em casa.
Correu mesmo bem!



Ei-la, em toda a sua glória.

Comecei por cozer batatas e, uma vez cozidas, retirei-as deixando que arrefecessem para depois as cortar em cubos.


Na mesma panela - praticidade é o meu nome do meio ... - fritei cebolas cortadas às rodelas - 1 por pessoa, que amamos as ditas - até que amolecessem.



Juntei então o bacalhau.
Gosto daquelas embalagens em que o peixinho se apresenta salgado e em lascas
que deixo de molho em água de um dia para o outro e estando então  pronto a ser utilizado.
Dou-lhe uma ligeira cozedura e, depois de muito bem escorrido,
vai fazer companhia à cebola, com 5 dentes de alho picado.

Durante uns minutos, em lume brando, confraternizam ...


Chegando então o momento de acrescentar as batatas, temperar com pimenta e uma folha de louro.
Antes de servir cubro a superfície com rodelas de ovo cozido e azeitonas.

Eu sei, lembro-me perfeitamente que já tinha falado neste célebre bacalhau, mas, é tão bom que nunca é de mais repetir - e referi-la para quem não a conhece!

A panela portou-se muito bem, à altura do acontecimento e do seu preço, como seria de esperar e exigir.

Refiro, para terminar, que a salsa viçosa e verdinha que a imagem documenta é da minha produção particular, de um vaso que tenho ali na varanda, pujante de vida.
A propósito, ainda não começaram a semear a própria salsa?
Não?
Não acredito!
É começar já, que dentro de poucas semanas receberão a recompensa.

Beijo
Nina


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Bacalhau à Gomes de Sá

Continuando na onda dos aproveitamentos, retirei hoje do congelador uma caixa contendo três postas de bacalhau cozido, sobreviventes da última noite de natal.
Há 100, ou 1000 maneiras de cozinhar bacalhau, ou não fosse eu portuguesa. Porém, não sou fã da maioria, ou porque o bacalhau fica seco como palha, ou porque obriga à junção de natas, ou ainda porque, frito, absorve muita gordura.

Em resumo, gosto francamente de um bom lombo de bacalhau cozido com todos, de bacalhau espiritual - este, quando o rei faz anos, dadas as malditas das natas - e ainda e principalmente de Bacalhau à Gomes de Sá cuja receita publiquei há muito tempo, quando ainda geria o blog Na cozinha da Nina, que acabei por encerrar, dada a completa impossibilidade de o manter atualizado ... mas isso é outra conversa que não vem ao caso.

Ao caso, vem a repetição da minha receita:



Bacalhau à Gomes de Sá


É um clássico da gastronomia portuguesa.
Não há quem não goste e existem restaurantes que guardam ciosamente o seu segredo na confeção deste prato.
Eu faço-o assim, como aprendi no Livro de Pantagruel:

INGREDIENTES

3 postas grandes de bacalhau demolhado
750 g de batatas
3 cebolas médias
2 dentes de alho
3 ovos cozidos
Salsa, louro, pimenta e azeitonas descaroçadas q.b.

PREPARAÇÃO

Coze-se o bacalhau e, depois de escorrido, divide-se em pedaços, retirando toda a pele e espinhas.
Separadamente, cozem-se as batas em água temperada com sal, que, depois de cozidas, se cortam em pequenos cubos.
Aloiram-se as cebolas cortadas às rodelas e os alhos picados, em bastante azeite.




Vai-se mexendo para que não queime e acrescenta-se o bacalhau, uma folha de louro e as batatas, refogando levemente.
Retira-se do calor e dispõe-se o preparado numa travessa que se enfeita com o ovo cozido, as azeitonas e a salsa picada.
Pode esperar no forno, de calor muito baixo, para ser servido, ganhando o prato um sabor mais intenso.


Foi, pois, este o post, em que , lá muito atrás, divulguei o meu bacalhau preferido.

Hoje, vou repeti-lo, com entusiasmo acrescido, porque, como uma criança feliz com brinquedo novo, também eu, deliro com a minha nova / linda / eficiente / e, infelizmente, caríssima, nova panela LE CREUSET que veio comigo de Andorra e a quem não paro de olhar, embevecida:


Não é uma beleza, um Rolls Royce? Não é?
Pouco passa das 5 da tarde.
Vou, no entanto, assim que terminar este texto, para a cozinha.
Vou namorar a nova panela.
Vou preparar Bacalhau à Gomes de Sá!

Beijo
Nina