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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Amigos...





São recentes, conheci-os há 10 anos,quando muito, mas são tão especiais, tão queridos, que parece que nos conhecemos desde sempre.
São brasileiros, do Rio de Janeiro, do Leblon.
Ele é filho de portugueses que emigraram para o Brasil ainda ele era criança.
Relembra, repetidamente a visão da cidade a partir da Baía da Guanabara, quando, de barco, aí chegou.
Diz que, a partir desse momento, jamais deixou de amar o Brasil e que, ainda hoje, falecido o pai há muitos anos, lhe agradece, todos os dias, a decisão que o levou a partir com a família para o outro lado do mundo.
É um homem lindo, de farta cabeleira branca, simpático, muito culto, muito interessante e, todos os anos nos encontramos, aqui ou no Rio.
Ela, uma carioca de gema, é uma doce senhora de olhos azuis e cabelos loiros.
Doce é o adjetivo que melhor a define, com o seu sorriso sereno e a palavra exata no momento próprio.
Fazem excelente companhia e hoje almoçamos juntos.
Estão cá até ao fim de semana próximo, altura em que regressam ao seu "habitat", como dizem.
Vêm da Grécia que percorreram durante 15 dias, e só nos reencontraremos, possivelmente, no Rio, que me ensinaram a percorrer, a conhecer em profundidade, como só os cariocas  conhecem.
Com eles descobri restaurantes, bares, salas de espetáculo, teatros, lojas, o Saara e muito mais ...
Com eles aprendi a amar o Rio de tal forma que esta é, de facto, a Cidade Maravilhosa, onde SEMPRE me apetece regressar.
Obrigada amigos!
Já estou com saudades.

Beijos,
Nina

domingo, 20 de março de 2011

Amigos

São quem nós escolhemos, quem por direito merece ascender a essa posição.


De certo ângulo, são mais importantes do que a família, porque não sujeitos à imprevisibilidade hereditária, biológica ou, se quiserem, aos laços de sangue.
Amigos, nós escolhemos, abrimos as portas de casa, da alma e do coração.
Numa multidão informe, encontramo-nos e decidimos que funcionamos no mesmo cumprimento de onda, tornando-nos inseparáveis, mesmo quando a vida se encarrega de nos separar.
Dou por mim, frequentemente, a pensar na minha melhor amiga dos tempos do liceu.
Chamava-se Gigi.
 Não nos vemos há muitos anos, seguimos rumos distintos e até suponho que ela, presentemente, vive no Brasil.
 Tenho, contudo, para mim, que a ela lhe ocorrerão as mesmas recordações, antecipando igual prazer, se um dia, as circunstâncias nos colocarem à mesma hora , no mesmo local, ainda que correndo o risco de,  momentos volvidos, chegarmos à conclusão, que foi num outro tempo, numa outra vida  , que a cumplicidade  nos atou.
Falo de amizades de adolescente, mas há outras.
Eu tenho a imensa felicidade de ter amigos, poucos, muito poucos, quatro ou cinco, mas muito bons, para o que der e vier.
Tenho também  muitos e muito agradáveis conhecidos, cuja companhia muito me enriquece e muito prezo. 

Mas  AMIZADE é outra coisa, outro cimento que nos ata, , mas  sustem.
É o ombro, é o colo, é o poço sem fundo onde despejo aflições, o espelho em que me desnudo sem pudor, a quem me dou, de quem recebo tudo ou nada, quem vejo diariamente ou revejo ocasionalmente, quem não me falha, a quem não falho!
AMIZADE é a mais elevada forma de amar.

Beijos,
Nina