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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Arroz de Pato e Leite creme para a sobremesa


Modéstia à parte, o meu arroz de pato é magnífico!
A receita está AQUI!

Completa, em detalhe, transparente. E com a garantia absoluta  de que sempre sai bem.
A verdade é que de cada vez que me lembro do Arroz de Pato, acabo por introduzir inovações na preparação, porque a criatividade ( da artista ) é incontrolável - modéstia à parte, de novo!
Desta vez refresquei o estufado com vinho tinto, acrescentando sabor e cor. Ficou para lá de perfeito.
Depois, no momento de "secar" no forno, polvilhei a superfície com imenso queijo ralado - e o nível do arrozito subiu mais uns quantos degraus. No momento da prova, constatei que o dito planava lá nas alturas da estratosfera.
Melhor, nunca comi ... até à próxima vez em que o reinvente, já se sabe.



Ei-lo, farto de sabor, pujante de carnes - tão bom!



Sequinho, mantendo a individualidade de cada grãozinho de arroz, no caso Basmati.
Este é um dos tais pratos abençoados que só é possível preparar em quantidades avantajadas, o que garante jantar pronto para o mesmo dia. Só tem vantagens. Só!
O único senão é o ser-lhe difícil resistir. Muito difícil! Impossível, mesmo!
Eu própria, na minha permanente preocupação calórica, repeti. Servi-me duas vezes.
É o preço!
Quem manda ser assim delicioso?

Depois, como se tivesse sido pouco, na mesa surgiu um leite creme dos deuses.
 Surgiu vindo das entranhas da Bimby que - como toda a gente sabe - prepara um leite creme fantástico, fabuloso, que não fica a dever nada ao do método tradicional.
Esse, na era pré Bimby, eu preparava seguindo a receita do Pantagruel e, já então, o meu leite creme provocava suspiros de prazer. Mas dava trabalho. Era exigente e meticuloso. Este não. Este é uma brincadeira de crianças e a receita está AQUI!


Foram seis as tacinhas que enchi ...

E foi um momento lindo!
O conteúdo aveludado, no ponto certo, provocou ais e desconfio que alguma escondida lágrima de emoção.
Mandem a dieta para o tecto!
Uma vez não são vezes e não será por isso ( uma vez, repito) que farão má figura na praia ( espero, espero muito ...)

Beijo
Nina


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Arroz de Pato



Adoro arroz. Acho até que em mim vive uma chinesa,
E gosto muito de pato. De todas as maneiras - assado com laranja, magret - que mais não é que o peito grelhado e fatiado - coxas com mel e laranja e arroz de pato. Estas são as formas que conheço e domino.
Porém, o pato, esse bicharoco corpulento, é um bluff!
Parece imenso, mas, depois de cozinhado, fica quase um passarinho - descontando o exagero da comparação.
Ainda assim, um pato é suficiente para um almoço ou jantar de seis comensais, se for preparado em arroz.
Este é um dos meus pratos fetiche, um super prato, para receber amigos, sem se necessitar de permanecer na cozinha quando chegam os convidados.
Não há nada mais deprimente do que uma anfitriã que deixa a sala para terminar o jantar, apresentando-se, à mesa, descabelada e cheirando a refogado.
Muitas, muitas vezes incorri nesse pecado. Era cozinheira e dona de casa de primeira viagem, sem discernimento para eleger a ementa correta. Hoje, muitos desastres volvidos, raio a perfeição - sem falsa modéstia.
Escolho pratos que podem ser preparados antecipadamente e, quando os amigos chegam, fico na sala, como se na cozinha reinasse  uma cozinheira profissional.
Para o efeito, repito, o ARROZ DE PATO é simplesmente perfeito.

Tem as suas coisas, que tem!
Exige umas tantas voltas, que exige!
Mas, no fim, é um sucesso garantido.

Faço assim:
Começo por cozer o pato em água temperada com sal, pimenta em grão, 1 cebola onde se espetam 4 cabeças de cravinho e 1 folha de louro.
Ao mesmo tempo cozo 1 orelheira de porco.


Depois de cozido e frio, retiram-se todas as peles, todos os ossos, deixando inteiras as pernas e coxas.
Corta-se a orelheira em pedaços e reserva-se.


O líquido da cozedura será utilizado para fazer o arroz.
Esse líquido encontra-se  CARREGADO de gordura. Não queremos essa gordura. Não queremos entupir as nossas preciosa artérias, pois não?
Oh! dilema terrível!
Vamos, então, colocar esse líquido no frio.
O que acontece?
A gordura congela à superfície e é só retirá-la com uma colher. Lixo com ela!


Cá está o líquido precioso da cozedura, muito bem temperado e (quase) totalmente desprovido de gordura!


Depois, não tem que saber ...



Frita-se cebola picada, alho e tomate ...

Até ficar transparente

Acrescenta-se cenoura ralada e refresca-se com um pouco de vinho branco.

A seguir, entra o pato e a orelheira.
A água da cozedura é utilizada na proporção clássica - 2 medidas de líquido para uma de arroz.



As pernas inteiras são dispostas à superfície - dão um ar mais suculento ao prato e, como se sabe, os olhos também comem.

Pode concluir-se a cozedura no fogão ou no forno ...

É para lá que se leva a panela, com muito queijo ralado ...


Quando o queijo derreter ...
Está pronto!

Temos pois os seguintes passos:

- Cozer e desossar o pato;
- Desengordurar  o líquido da cozedura;
- Fazer o refogado base para o arroz;
- Juntar as carnes;
- Juntar o arroz;
- Gratinar o queijo;

Podemos (e devemos) antecipar os primeiros quatro passos, deixando os dois últimos para 30 minutos antes de servir o jantar.

Que será um sucesso, com a cozinheira linda e perfumada.

Beijo
Nina