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terça-feira, 2 de abril de 2019

Cruzeiro nos canais




Naveguei por quatro canais a bordo de um moliceiro - uma réplica dos barcos que se dedicavam à recolha de moliço, uma espécie de alga que era posteriormente utilizada como adubo dos terrenos agrícolas.

É um passeio calmo, muito tranquilo, apesar do motor que faz avançar o barco, observando-se as margens dos canais, atravessando túneis e passando sob pontes.
O percurso é acompanhado por uma guia que explica, primeiro em português e depois em inglês o que de mais importante se vê.

No caso, o inglês era indispensável dado que, connosco viajava um jovem casal egípcio, com quem não tardei a meter conversa - já que, nós portugueses temos fama de povo afável, há que fazer jus a essa reputação.

Como disse era um casal jovem - na casa dos trinta.
- Estão a gostar de Portugal - perguntei certa da óbvia resposta.
- Muito, muito mesmo!
A comida, o tempo, as pessoas, a beleza natural e monumental do país, adoramos tudo - responderam.

Ficámos de imediato (quase) amigos, pelo que me atrevi a perguntar:
- Estão de férias?
- Não! disse a jovem. Estou a fazer um doutoramento em Gestão e Economia na Universidade do Minho, que no ranking mundial ocupa um lugar no topo.

Definitivamente, ficámos amigos!

O jovem falava um inglês fluente e era também extremamente simpático.
Dei-lhes umas quantas dicas:
- Há que visitar os museus de Aveiro;
- Comer ovos moles;
- Dar um pulo à Costa Nova;
- A seguir deambular por aí.
 Almoçar peixe fresco.
 Beber vinho branco gelado.
 Comer mais ovos moles .

Acabado o cruzeiro despedimo-nos com sorrisos, gratos pelo fortuito encontro.

Feita a introdução, vejam pelos meus olhos que bonito é o passeio.

Cruzámo-nos com outros moliceiros  que navegam abundantemente nestas águas.

Estava um belo dia de Primavera, quase Verão e eu concedi ser fotografada

De chapéu, com a cara sombreada e não identificável

Escolhi o vermelho e preto ...


... e assim percorri quilómetros.


Sob um túnel ...





A ponte dos namorados.
 Aveiro é uma cidade universitária .
Os jovens enfeitam a ponte com laços e juras de amor.

Esta a zona habitacional mais cara

Esta a mais típica, perto do mercado

Esta a mais antiga, com exemplos de arquitetura que merecem ser perservados.

Almoçámos perto do mercado no restaurante Legados da Ria.
Muito bem!
Com peixe fresquíssimo e atendimento para lá de afável.
Recomendo vivamente.

Depois, foi tempo de regressar.

Pelo caminho, ao longe, no alto, avistámos a mais inesperada aldeia - uma aldeia de cegonhas.







A duras penas conseguimos, tomando um atalho, estacionar fora da auto-estrada e assim fizemos as mais improváveis fotografias.
Foi um dia feliz!

Beijo
Nina

domingo, 31 de março de 2019

Aveiro e arredores



Dediquei três saídas, três sextas-feiras para visitar Aveiro, seguindo a valiosa colaboração de uma amiga, ALDINA GUIMARÃES, que me forneceu as linhas mestras para que pudesse descobrir Aveiro de que, até agora, conhecia apenas a Ria e os Ovos Moles- pouquíssimo para definir uma região como esta, rica a todos os níveis.

Na primeira saída, encantei-me com a OFICINA DA FORMIGA, uma loja encantada repleta de peças em faiança. Aí, para além de comprar, visita-se a oficina onde tudo é produzido, como que por milagre.
Sendo que a gastronomia faz parte integrante do pacote turístico, seguindo uma vez mais a indicação da Aldina, almoçámos estupendamente no Restaurante Dori, situado na Costa Nova, mesmo por cima do mercado do peixe. A localização, só por si, garante uma qualidade de matéria-prima magnífica.

Na segunda segunda incursão, entrámos no Museu Marítimo (museu do bacalhau) e dele deixei registoAQUI. Foi uma visita muito interessante, que recomendo.
Ao comprar o ingresso, adquirimos também a entrada para o Museu da Vista Alegre que deixámos para realizar depois do almoço.
Desta vez, também recomendado, escolhemos o Restaurante Duna do Meio de muito bom nível.
Só depois nos dirigimos ao Museu da Vista Alegre.


O sol brilhava, o céu estava azul e o complexo que constitui o museu
 (e loja de outlet) pareceu-me , à primeira vista, muito agradável ...

Aqui a loja. Os preços são inferiores aos do comércio normal,
 mas, ainda assim altos. É que a qualidade paga-se.












Na verdade não comprei nada.
Estava muito mais interessada em visitar o museu.


As peças são maravilhosas e muito valiosas


Aqui uma coleção de pimenteiros que me empolgaram porque possuo alguns destes exemplares, uns comprados, outros oferecidos.
Nem eu sabia que eram peças de museu. A partir de agora vou olhá-los com outros olhos e tratá-los com redobrados cuidados.

Fotografei imenso, mas não posso publicar tudo.
Mostro estes pratos, estas obras de arte dignas da mesa de um rei.

Foi, pois, a segunda visita a Aveiro/ Ilhavo/ Costa Nova.

Voltei ainda uma vez mais.
Dessa visita darei notícia no próximo post.

Tenham uma feliz semana.

Beijo
Nina







sexta-feira, 29 de março de 2019



Terminarei hoje a publicação de imagens referentes à viagem ao Vietname, Cambodja e Laos, não porque tenha esgotado as fotografias, mas porque não pretendo eternizar o relato. É o que aconteceria  se tivesse a veleidade mostrar tudo. Não mostro. Mostro o essencial.  Se é que é possível eleger o essencial numa experiência que foi, a todos os títulos empolgante.

Um dos últimos percursos realizados foi o que nos conduziu de Hanoi à Baía de Halong.
Dessa baía já vira imagens, imagens belíssimas, imagens de calendário. 
Porém a realidade superou tudo o que vira e imaginara. 
Este é um local único, um local encantado.
Um outro mundo.


A Baía de Halong está classificada como Patrimónioda Humanidade,
pela Unesco, devido à sua incrível beleza natural.

Conhecida pelos vietnamitas como o Dragão Descendente ...

... é composta por 1969 ilhotas de calcário ...

... emergindo do mar.
Um mar que é um espelho ...

... verde esmeralda ...

... refletindo a vegetação que reveste cada ilhota.
Por entre elas  navegámos ...
... de olhos pasmados!

Foi a bordo de um junco que se realizou o cruzeiro.
Numa paragem, escalámos uma colina e entrámos na Gruta Surprising e, mesmo eu que não deliro com aventuras subterrâneas, aderi ao convite dado que a gruta era ampla e iluminada.

Numa segunda paragem, desembarcámos na Ilha Ti Top.
Porém, antes de nós, haviam chegado os chineses:
Tantos!

...taaaantos ...

Tantos!!!!

A fronteira com a China fica a 150 Km, daí a invasão!

Ao fundo, os juncos ...

... e mais chineses!
 
Nada como a amplitude silenciosa e deserta da baía.



Não há dúvida que gente a mais perturba, como se viu na Ilha Ti Top.
 Oxalá as autoridades responsáveis sejam capazes de controlar o turismo selvagem enquanto nada está estragado.
Oxalá!



Beijo
Nina




segunda-feira, 25 de março de 2019

Uma espécie de Disney World





Quando no programa da viagem li a referência à Golden Bridge estava longe de imaginar a que se referia essa designação.

No 6º dia  dissiparam-se as dúvidas.



Chegados ao Parque das Montanhas de Ba Na ...

... um chamariz para uma multidão de turistas, na sua esmagadora maioria chineses ...
... entra-se numa cabine de teleférico ...

... e sobe-se, sobe-se sempre, sobe-se imenso ...
... com uma vista estonteante, com floresta densa e quedas de água ...


... cada uma mais impressionante que a anterior.

Até que se chega!
As boas vindas são dadas na pessoa de um gigantesco Buda.


Estamos no Parque das Montanhas de Ba Na, uma criação recente, polo de atração para multidões de turistas.
Confesso que as ditas multidões me incomodam. Ainda assim, devo admitir que o local é de uma beleza inquestionável.

Os jardins ...

... ah! Os jardins são impressionantes!

... e contextualizam construções que me remetem para a Disney World. Digamos que esse lado não me seduz!

A ponte, a Golden Bridge, essa sim, é surpreendente:

Duas mãos servem de pilares ...


... suportando o "tabuleiro " da ponte.



... que é dourada, tal como o nome indiciava.
Insisto - não destoaria na Disney World!

Visitantes aos magotes ... Na sua maioria chineses (aliás, suponho que neste empreendimento existe capital chinês ...)

Insisto no cuidado e no cenário bem conseguido dos jardins:




Muito, muito criativos!





Chegámos a meio da manhã e aí almoçámos, num gigantesco self service apinhado e confuso.
 Não delirei com a experiência.
Sugeri(mos) ao guia que, numa próxima visita encurte a estadia e opte por um restaurante longe da confusão.

Apesar de tudo, não dei como mal empregue a experiência, porque o percurso em teleférico, os jardins e a Golden Bridge justificam plenamente a visita.
Por isso aqui a registo.

Beijo
Nina