segunda-feira, 25 de março de 2019

Uma espécie de Disney World





Quando no programa da viagem li a referência à Golden Bridge estava longe de imaginar a que se referia essa designação.

No 6º dia  dissiparam-se as dúvidas.



Chegados ao Parque das Montanhas de Ba Na ...

... um chamariz para uma multidão de turistas, na sua esmagadora maioria chineses ...
... entra-se numa cabine de teleférico ...

... e sobe-se, sobe-se sempre, sobe-se imenso ...
... com uma vista estonteante, com floresta densa e quedas de água ...


... cada uma mais impressionante que a anterior.

Até que se chega!
As boas vindas são dadas na pessoa de um gigantesco Buda.


Estamos no Parque das Montanhas de Ba Na, uma criação recente, polo de atração para multidões de turistas.
Confesso que as ditas multidões me incomodam. Ainda assim, devo admitir que o local é de uma beleza inquestionável.

Os jardins ...

... ah! Os jardins são impressionantes!

... e contextualizam construções que me remetem para a Disney World. Digamos que esse lado não me seduz!

A ponte, a Golden Bridge, essa sim, é surpreendente:

Duas mãos servem de pilares ...


... suportando o "tabuleiro " da ponte.



... que é dourada, tal como o nome indiciava.
Insisto - não destoaria na Disney World!

Visitantes aos magotes ... Na sua maioria chineses (aliás, suponho que neste empreendimento existe capital chinês ...)

Insisto no cuidado e no cenário bem conseguido dos jardins:




Muito, muito criativos!





Chegámos a meio da manhã e aí almoçámos, num gigantesco self service apinhado e confuso.
 Não delirei com a experiência.
Sugeri(mos) ao guia que, numa próxima visita encurte a estadia e opte por um restaurante longe da confusão.

Apesar de tudo, não dei como mal empregue a experiência, porque o percurso em teleférico, os jardins e a Golden Bridge justificam plenamente a visita.
Por isso aqui a registo.

Beijo
Nina




quarta-feira, 20 de março de 2019

Os mercados



Os mercados atraem-me!
Percorro-os com avidez, procurando descobertas, espantos. Mesmo na Europa, mesmo aqui onde as surpresas são previsíveis, os mercados atraem-me.
Em Itália, por exemplo, fascinam-me, ainda mais que os produtos, os compradores, as italianas que, em toda a sua exuberância, deslizam pelos mercados, fascinadas, fascinantes. Sigo-as com os olhos. Tão bem vestidas, tão interessantes, tão inspiradoras.

Em França, adoro os cheiros, a variedade, a novidade de sabores e odores.

Mais para norte, adoro as flores, a variedade de plantas . Arrancam suspiros do meu peito. Quero tudo. Compro um pouco.


No Vietname, mergulhei avidamente nos mercados, naquele mundo exótico, colorido, perfumado, mal cheiroso, barulhento, confuso e pleno de sorrisos.
















Comprei e comi frutos secos, apenas. Fiel às proibições médicas defensoras do frágil aparelho digestivo ocidental. Frutos secos pareceu-me bem. Seguro. Sem consequências.

O tudo que não comi, olhei. Como quem visita um museu. Só que este era vivo.

Beijo
Nina

segunda-feira, 18 de março de 2019

Partindo de Ho Chi Minh




Só hoje senti ânimo e capacidade para voltar ao registo do percurso da viagem, porque, contra todas as minhas próprias expectativas, fiquei num estado de exaustão verdadeiramente incapacitante, adormecendo durante o dia - assim que me sentava - e acordando pelas 3 ou 4 da madrugada completamente desperta.
 Foi uma adaptação difícil e, principalmente, muito mais demorada do que imaginava.

O facto é que começo a sentir-me normal e com vontade de registar uma experiência incrível que, seguramente não repetirei - não porque não tivesse gostado (adorei) -, mas porque há muito mundo ainda para ver.

Curiosamente, na chegada ao Vietname não senti diferença horária e acompanhei todos os percursos atenta e desperta.

Aí e então, a grande surpresa foi o trânsito, o caos absoluto, o oceano de motas, a total desobediência face a semáforos ou passadeiras. Incrível.

Grande parte da população desloca-se de mota. São aos milhares ziguezagueando pelas ruas. Sem colidirem. Sem atropelarem ninguém.
Numa das noites, distrai-me e fiquei isolada do grupo, do outro lado da rua. Era preciso atravessar. Pus um pé fora do passeio. Dei dois ou três passos e gelei. Petrifiquei no meio das motas. Todas apitando. Todas avançando.
Um polícia que me observava, gritou:
-Keep walking!
Don't look!
Não consegui. 
Então, o polícia, num gesto raro, mandou parar o trânsito para que eu atravessasse.
- Obrigada! Muito obrigada, senhor polícia vietnamita!
Não fosse ele, desconfio que ainda hoje lá estaria no meio do enxame das motas - passo o exagero!

Nas motas seguem pessoas, famílias inteiras, animais, fardos, montanhas, resmas de tralha!













A par com o caos, em cada canto e recanto, a natureza exuberante:




Nesse mesmo dia, seguiu-se a visita ao Palácio da Reunificação, antigo Palácio Imperial e sede do governo de Saigão durante a guerra e  ainda ao Museu de Memórias da Guerra.




Esta a imagem tristemente famosa da menina nua , fugindo aos bombardeamentos americanos... muito impressionante!

Multidões de turistas, na sua maioria orientais, na sua maioria chineses




Nesse mesmo dia, embarcámos para Hué, num curto voo doméstico.


De Hué, darei informações no próximo post.

Beijo
Nina



domingo, 17 de março de 2019






Acabou a Primavera antecipada.
Foi boato.
Hoje o dia amanheceu gelado e chuvoso.
Tomo o meu primeiro café olhando este mar invernoso.

Bom domingo.

Beijo 
Nina

quinta-feira, 14 de março de 2019

Em modo jetlag

Continuo refém do jetlag!
Às 8 da noite os olhos fecham-se-me, o cansaço invade-me. Não cedo! Continuo as tarefas rotineiras ... sem saber muito bem de que terra sou, literalmente. Portuguesa ou vietnamita?

Arrasto-me até perto da meia noite, mas sem me sentar, já se adivinha porquê. Finalmente permito- me dormir - para acordar, se tiver sorte, às 5 da madrugada, esperta, desperta, pujante de energia!
Tento readormecer, mas , honestamente, não sei se aquilo é sono ou se apenas um estado de semi (in)consciência.

Finalmente o despertador anuncia a alvorada. E eu cansada.
Ainda assim,- cansada - tenho reposto lentamente ordem na casa.
Já perdi a conta ao número de máquinas de lavar roupa que enchi, mas garanto que foram muitas, a julgar pela montanha de roupa que se acumula esperando ser passada.
Também já tratei das plantas que, felizmente, não se ressentiram com a minha ausência. As orquídeas estão viçosas prometendo floração abundante.. Repus estacas, cortei e aparei folhas mortas e reguei.

Amanhã vou reordenar gavetas e, assim, aos poucos do caos nasce a ordem.

Continuo cansada.
Permiti-me uma pausa para escrevinhar este post. Depois de jantar - receio - seria tarefa impossível.

Refiro ainda que consegui preparar um Bolo de Iogurte, porque nada melhor do que o seu cheirinho  para me fazer sentir de regresso ao meu mundo.

Adicionar legenda
É assim, penosamente, que me vou reencontrando, cada dia um poucomais, cada dia melhor que o anterior.

quarta-feira, 13 de março de 2019

De volta

Passei as duas últimas semanas longe, muito, muito longe.
Visitei o Vietname, Cambodja e laos!
Posso dizer que é uma viagem única, repleta de surpresas, num mundo que desconhecia totalmente.
Cheguei ontem e quase caí inanimada com uma síncope de sono, assim que me sentei. Consegui resistir até às 10 da noite, acordando às 4 da madrugada. Não foi mau. Dormi 6 horas,, sendo que, dada a diferença horária (7 horas), quando acordei seriam 11 da manhã no Vietname.

Horas de avião que pareciam não ter fim - primeiro 7 horas até ao Dubai, seguindo-se 8h 30m até Lisboa! É muito avião! Só que não existe outro processo.

Gostei, como já atrás referi, muito!
É ramos um grupo de 29 pessoas, que se entenderam na perfeição, tanto que, no final, sentimos ter feito novos amigos.

Tenho uma quantidade incrível de fotografias que apenas comecei a editar. Deixo algumas:


Chegada ao aeroporto de Ho Chi Minh, depois de quase 20 horas em viagem

Tempo de espera para obtenção de vistio de entrada - a burocracia é sempre irritante, mas quando se está exausta torna-se insuportável

São no mínimo chatos, estes funcionários detentores de um poder ocasional ... nada a fazer se não aguentar!


Finalmente no hotel - simpático, muito confortável e mesmo bonito

As orquídeas! Já as tinha publicado no Instagram sem especificar a sua origem. Estão aqui! Não em minha casa.


Na manhã seguinte - o grupo reunido para dar início à excursão


O primeiro contacto com a realidade local - tanta, mas tanta moto!!!!

O caos absoluto domina o trânsito. Mas o que é mais curioso é que lá se entendem sem colidirem.



Muitos parques, muitos jardins, muito verde, que aqui a natureza é pródiga.

... e o Lótus, a flor nacional.



Clima tropical é isto - lança-se uma pevide e nasce uma árvore .
Infelizmente também nascem mosquitos, mas para tal praga me preveni saindo ilesa da aventura.


A imagem fala por mim ...

É uma exuberância de cor, de formas, de odores!

Dirigimo-nos para o Delta do Rio Mekong por onde navegámos!

Aqui, uma primeira degustação de frutos exóticos




Não sei o que seja! São esferas verdes imensas. Toranjas, talvez ...




Já no barco, navegando num castanho, mas não poluído, rio Mekong.

O delta apresenta 9 braços e é via essencial para acesso ao mar

Depois, em pirogas, explorando outros caminhos.


Apresento o Sr.Tang, o guia vietnamita que falava um aceitável espanhol de Cuba


Os chapéus vietnamitas que efetivameb«nte protegem do sol sendo frescos




Elementos do grupo, aqui, ainda cerimoniosos - no fim estávamos bem mais à vontade uns com os outros

Primeira experiência com a gastronomia - peixe orelha de elefante (que medo...) assado - afinal nem era nada mau!

Isto é ... arroz! Uma bola feita com massa de arroz, um dos muitos acompanhamentos.


Este foi um dos meus locais preferidos - o Mercado! A oferta é louca! Há de tudo!
Ainda comprei um relógio!






A estação dos correios. muito interessante.
A imagem de Hio Chi Minh está em toda a parte!
Continua sendo um líder venerado.







By night!
Uma animação permanente. Continuavam os festejos do Ano Novo, o ano do Porco!


Ano do Porco

A Câmara ao fundo, no centro da cidade ...




Ho Chi Minh


 Com os fusos horários completamente baralhados caímos, então,  inanimados na cama, literalmente sem saber de que terra éramos!

Beijo
Nina