sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Amigos de infância





São o paradigma de uma amizade especial, daquela que sobrevive a ventos e marés, mais durável que qualquer ligação, mais durável que os laços de sangue, mais durável que o próprio casamento.
Por definição, nasceu na infância e perdurará por toda a vida, mesmo quando um dos envolvidos desaparece, continua a ser para o outro, o amigo de infância.
Acontece que com a vida tenho redefinido conceitos e aprendido excepções.
Tenho grandes amigos, alguns de infância, outros descobertos nos idos do liceu ou da faculdade, e tenho ainda outros, preciosos, íntimos, tão íntimos que poucas vezes se consegue uma tão profunda intimidade, descobertos, adulta feita, com vida sedimentada e organizada, em quem descobri tantas similitudes que, apesar da longínqua infância, se transformaram, por direito próprio em amigos de infância.
Já o sabia, apenas nunca o havia verbalizado.
Dei por mim, há dias, assistindo a uma entrevista ao eterno candidato a nobel da literatura, António Lobo Antunes, concordando entusiasticamente com o seu depoimento, quando afirmava que, "amigos de infância" podem ser descobertos no outono da vida e, de tão verdadeiros, tão próximos, ascendem, automaticamente a esse escalão.
Tive a sorte de, mulher feita, encontrar em, até então, desconhecidos, Amigos de Infância.
Por isso, por ser amada, sou rica e sou poderosa.

Beijos
Nina

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Tesouros


Pretendo terminar hoje as postagens relativas a Guarajuba.
Faço-o com o título tesouros, por uma razão.
São verdadeiros tesouros da natureza os que aqui exponho, numa seleção que peca por defeito.
Neste mundo tropical, o reino vegetal é assim, espampanante, excessivo, maravilhoso.
Da maior parte das flores não conheço o nome.
Basta-me expô-las, um espetáculo para os olhos, um deslumbramento para a alma!




Arranjo exuberante no lobby do hotel

Parece-me ser a flor do maracujá, quase uma aranha de mil patas, vestida de tons roxos

Hibiscus, flamejante, ardente...

Planta, animal?
Apenas bela!

Um casal entrelaçado





Côcos, luzidios, prometendo delícias.


Costela de Adão, luxuriante.

Em cacho, anónimas, lindas.

Tâmaras?
Talvez, quem sabe?

Orquídeas, orquídeas aos montes, parasitando troncos de árvore.

Enorme, misterioso, um fruto que não identifico


Humildes, sem exigências, crescem lindas, por todo o lado

Um tapete roxo e verde recobre um canteiro

Poderia, se quisesse, continuar a expor outras e mais outras plantas e flores que, em cada canto, pela mão do homem ou por vontade da natureza se multiplicam.
Não é esse, contudo, o objetivo deste texto.
Deixar um apontamento da riqueza vegetal deste canto do mundo, sim!

Beijo
Nina

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Aniversário e sorteio

A Maria Filomena  comemora a passagem de mais um aniversário do seu fabuloso blog, com um sorteio.
Vale a pena visitá-la e participar.

Fica o aviso.
Não percam!

Beijo da Nina






Vilarejo


A 12Km de Guarajuba fica a Praia do Forte, contígua a uma aldeia de pescadores designada por Vilarejo.
É o local de encontro, por excelência, de turistas hospedados nos hóteis das cercanias que, visitando-o, pretendem diversificar as rotinas diárias.
As lojinhas de artesanato, de biquinis e chinelas de praia, os bares e os restaurantes ocupam a rua principal, normalmente calcorreada por grupos  em modo férias.

É aí também que se situa a sede do projeto TAMAR vocacionada para a proteção das tartarugas marinhas que nidificam e desovam nestas praias.

É, portanto, uma alternativa à rotina oferecida pelos diversos hóteis que, para aí organizam passeios diários



Artistas das mais diversas áreas expõem as suas obras

Este é o fabuloso restaurante do Zéquinha que serve a mais deliciosa e, infelizmente, igualmente calórica, comida baiana, com particular incidência no peixe e marisco fresquíssimo.

Na rua principal, um emaranhado de árvores maravilhosas, crescem magníficas, como só nos trópicos é possível



As construções ocupadas pelos locais são simples, mas muito coloridas

Para orçamentos mais modestos, as Pousadas são alternativa aos hóteis

Na praça principal, a Praça de S. Francisco, junto à praia, encontra-se  uma igrejinha com o mesmo nome

Vendedores ambulantes por onde quer que se circule.
Este oferecia réplicas das tartarugas verdadeiras.

Para a criançada, uma oferta irrecusável

Uma espécie de galeria de arte expõe a sua oferta

Pinturas com motivos locais

Mais pinturas

Na frontaria de uma residência um lindo motivo marinho em mosaico

Porto do Vilarejo

Abençoado quem inventou o descanso, as cadeiras e os bancos

As piadas do costume

 O Vilarejo nasceu como aldeia de pescadores, mas cedo diversificou a sua atividade.
Merece uma visita e, se possível, um almoço no Zéquinha.

Beijo
Nina






terça-feira, 18 de outubro de 2011

Caravela Portuguesa






Caravela Portuguesa

É a mais temível presença nos mares de Guarajuba.
É uma medusa com alto poder urticante que pode causar sérios problemas como se pode ver aqui .

Ao longo da praia, no areal, pude observar várias e não achei piada ao encontro.
Numa manhã de domingo, vi um banhista a receber assistência depois de ter sido "acariciado" pelos seus tentáculos.

Curiosamente, tinha sido alertada para o perigo desta criturinha,  quando, inesperadamente, apareceram na costa portuguesa, na zona de Peniche, tendo, então, sido atingidos alguns banhistas.

Prevenida e atenta, tomava banho com os radares ligados e correu tudo muito bem.
 Digamos que , uma vez mais, " não há bela sem senão!"


Beijos,
Nina

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Praia de Guarajuba

Guarajuba é uma praia de vento, vento morno que apazigua os ardores do sol.
É ele que agita os leques dos coqueiros e ondula o mar.
Os surfistas, mesmo quando a bandeira vermelha do vigilante da praia, adverte de um mar está extremamente perigoso, os surfistas, repito, abraçados à prancha, aventuram-se por ele adentro, numa vertiginosa corrida para apanhar a onda perfeita.

Os banhistas, rapidamente descobrem o local apaziguado, tranquilo, que permite banhos deliciosamente tépidos,  que retemperam o corpo e libertam a alma, nas redondezas de uma aldeia de pescadores, que povoa o mar com minúsculos barquinhos.

No areal sem fim, circulam, para além dos turistas, vendedores, aterram aves marinhas, nidificam tartarugas e, desvairados, esvoaçam caranguejos que, desprevenidos,  ao avistar os intrusos, procuram refúgio em tocas ou no mar.  


O mar, as ondas o vento de Guarajuba.

Vendedores de cocada.

Surfistas



É a hora da retirada da vendedora de biquinis.

Lá vão, para tudo recomeçar no dia seguinte


Pesca à linha

Ao fundo, aldeia de pescadores

Guarajuba é assim.
Uma praia magnífica, quase deserta, embalada pelo mar e pelo vento constante.

Beijos
Nina

domingo, 16 de outubro de 2011

Segredos!

No canto de um recanto sombrio, ao abrigo do olhar dos visitantes, descobri uma espécie de viveiro de plantas, estacas, caules, galhinhos espetados no solo, em recipientes improvisados, mantidos na discreta penumbra da sombra de gigantescas árvores.
Foi por acaso que o descobri, mas foi um feliz acaso.
Revi-me no processo de multiplicação de espécies vegetais, a partir de um nada, de um talozinho que, inconscientemente, se dispensa, se joga no lixo.
Não o faço!
Algo me impele a tentar fazer a vida brotar de uma insignificância e, quando o consigo, o sabor delicioso da vitória, do dever cumprido, invade-me.



O cuidador atento providenciou as condições adequadas e deixa que a natureza faça o resto.
São Espadas de São Jorge que se multiplicam a partir de fragmentos das folhas ou  de secções da planta com um pouco de raiz.
Será, em breve , uma bela orquídea, uma rainha que, ainda que na penumbra, ocupa já o seu trono, num lugar destacado.
Parece um cato carregado de espinhos que, inesperadamente,  se remata com uma frágil flor.

Tantas promessas de abacaxi!

Protegida do vento, no alto de um poste, procurando luz, exibe-se esta espécie.

Uma  espessa cortina de palmeiras, escondia este tesouro.
A partir de um, fazer dois ou três vasinhos, de uma estaca obter uma planta adulta, de uma amarela, desfolhada, desidratada criatura, progredir para um saudável e viçoso ser vivo, é um feito grandioso, é a diferença entre a vida e a morte, é uma glória, muito, mas muito mais reconfortante que a mais exótica e dispendiosa compra num horto.

Não entendo porque escondiam este espaço dos olhos dos visitantes.
Deveria ser exibido, pedagogicamente exposto como exemplo a seguir.

Beijos
Nina