domingo, 23 de outubro de 2011

Capela do Senhor da Pedra

Mostrei-a, de relance, ontem.
É um templo curioso cuja construção remonta ao ano de 1686.
Curiosamente, é o único conhecido, construído de costas voltadas para o mar.
Terá sido, inicialmente, um templo de culto pagão que, posteriormente foi devotado ao cristianismo.

Murmura-se que, ainda hoje, quando a noite cai, aí se praticam misteriosos trabalhos de feitiçaria, comprovados pelos vestígios de velas, pela manhã, encontrados no local.

À luz do dia, a devoção é claramente cristã e, aí mesmo, se realiza a romaria do Senhor da Pedra, com início no domingo da Santíssima Trindade, prolongando-se as festividades até à terça-feira seguinte.

Pessoalmente, nela vejo apenas um templo lindo na sua simplicidade, ingenuidade e localização privilegiada.




Em casa, possuo uma aguarela produzida por um dos maiores aguarelistas portugueses, António Joaquim, amigo de longa data que, num gesto de grande generosidade ma ofereceu:




O artista captou a magia do local, o inesperado surgimento de uma capelinha na areia, implantada em rochedos, beijada pelo mar.
Aí assisti e participei num casamento memorável:
-O meu!

Beijos
Nina

sábado, 22 de outubro de 2011

Ontem,


... dia 21 de Outubro, com um mês de atraso, vivemos o último dia do verão, já que, segundo sucessivas e repetidas previsões meteorológicas, hoje, sábado, a temperatura cai a pique, o céu esconde o seu azul e veste-se de cinza, antecipando um domingo de chuva forte e mesmo neve.
Enfim, o outono atrasou-se e o verão dilatou-se fazendo questão de festejar a sua  despedida assim, gloriosamente:


Ao fundo, o Atlântico, imenso, profundo, sereno.
Céu de um azul sem mácula.
Areal impoluto, branco, mas deserto, que as férias já lá vão.

Estamos no passadiço de Vila Nova de Gaia,  um passadiço kilométrico que começa na Praia de Lavadores e termina em Miramar.

Na praia, desagua uma cristalina ribeira,

onde nidificam aves marinhas.


Ao longe, em pleno areal, quase mergulhada no mar, a capela do Senhor da Pedra,

de cuja história falarei num próximo post.

A caminhada por este passadiço é um grande privilégio, acessível a todos quantos pretendam  fazer exercício, passear ou, apenas, deixar que ... o pensamento viaje.
Melhor contexto, não é fácil descobrir.
E tudo isto, como as melhores coisas da vida, é grátis.

Beijos
Nina

Coração de estudante


A propósito do me post  Amigos de Infância , a Maria Filomena, por associação de ideias, sugeriu-me esta canção extraordinária de Milton Nascimento, que merece ser ouvida uma e outra vez,  Coração de estudante .
Fica o convite.

Beijo
Nina


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Amigos de infância





São o paradigma de uma amizade especial, daquela que sobrevive a ventos e marés, mais durável que qualquer ligação, mais durável que os laços de sangue, mais durável que o próprio casamento.
Por definição, nasceu na infância e perdurará por toda a vida, mesmo quando um dos envolvidos desaparece, continua a ser para o outro, o amigo de infância.
Acontece que com a vida tenho redefinido conceitos e aprendido excepções.
Tenho grandes amigos, alguns de infância, outros descobertos nos idos do liceu ou da faculdade, e tenho ainda outros, preciosos, íntimos, tão íntimos que poucas vezes se consegue uma tão profunda intimidade, descobertos, adulta feita, com vida sedimentada e organizada, em quem descobri tantas similitudes que, apesar da longínqua infância, se transformaram, por direito próprio em amigos de infância.
Já o sabia, apenas nunca o havia verbalizado.
Dei por mim, há dias, assistindo a uma entrevista ao eterno candidato a nobel da literatura, António Lobo Antunes, concordando entusiasticamente com o seu depoimento, quando afirmava que, "amigos de infância" podem ser descobertos no outono da vida e, de tão verdadeiros, tão próximos, ascendem, automaticamente a esse escalão.
Tive a sorte de, mulher feita, encontrar em, até então, desconhecidos, Amigos de Infância.
Por isso, por ser amada, sou rica e sou poderosa.

Beijos
Nina

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Tesouros


Pretendo terminar hoje as postagens relativas a Guarajuba.
Faço-o com o título tesouros, por uma razão.
São verdadeiros tesouros da natureza os que aqui exponho, numa seleção que peca por defeito.
Neste mundo tropical, o reino vegetal é assim, espampanante, excessivo, maravilhoso.
Da maior parte das flores não conheço o nome.
Basta-me expô-las, um espetáculo para os olhos, um deslumbramento para a alma!




Arranjo exuberante no lobby do hotel

Parece-me ser a flor do maracujá, quase uma aranha de mil patas, vestida de tons roxos

Hibiscus, flamejante, ardente...

Planta, animal?
Apenas bela!

Um casal entrelaçado





Côcos, luzidios, prometendo delícias.


Costela de Adão, luxuriante.

Em cacho, anónimas, lindas.

Tâmaras?
Talvez, quem sabe?

Orquídeas, orquídeas aos montes, parasitando troncos de árvore.

Enorme, misterioso, um fruto que não identifico


Humildes, sem exigências, crescem lindas, por todo o lado

Um tapete roxo e verde recobre um canteiro

Poderia, se quisesse, continuar a expor outras e mais outras plantas e flores que, em cada canto, pela mão do homem ou por vontade da natureza se multiplicam.
Não é esse, contudo, o objetivo deste texto.
Deixar um apontamento da riqueza vegetal deste canto do mundo, sim!

Beijo
Nina

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Aniversário e sorteio

A Maria Filomena  comemora a passagem de mais um aniversário do seu fabuloso blog, com um sorteio.
Vale a pena visitá-la e participar.

Fica o aviso.
Não percam!

Beijo da Nina






Vilarejo


A 12Km de Guarajuba fica a Praia do Forte, contígua a uma aldeia de pescadores designada por Vilarejo.
É o local de encontro, por excelência, de turistas hospedados nos hóteis das cercanias que, visitando-o, pretendem diversificar as rotinas diárias.
As lojinhas de artesanato, de biquinis e chinelas de praia, os bares e os restaurantes ocupam a rua principal, normalmente calcorreada por grupos  em modo férias.

É aí também que se situa a sede do projeto TAMAR vocacionada para a proteção das tartarugas marinhas que nidificam e desovam nestas praias.

É, portanto, uma alternativa à rotina oferecida pelos diversos hóteis que, para aí organizam passeios diários



Artistas das mais diversas áreas expõem as suas obras

Este é o fabuloso restaurante do Zéquinha que serve a mais deliciosa e, infelizmente, igualmente calórica, comida baiana, com particular incidência no peixe e marisco fresquíssimo.

Na rua principal, um emaranhado de árvores maravilhosas, crescem magníficas, como só nos trópicos é possível



As construções ocupadas pelos locais são simples, mas muito coloridas

Para orçamentos mais modestos, as Pousadas são alternativa aos hóteis

Na praça principal, a Praça de S. Francisco, junto à praia, encontra-se  uma igrejinha com o mesmo nome

Vendedores ambulantes por onde quer que se circule.
Este oferecia réplicas das tartarugas verdadeiras.

Para a criançada, uma oferta irrecusável

Uma espécie de galeria de arte expõe a sua oferta

Pinturas com motivos locais

Mais pinturas

Na frontaria de uma residência um lindo motivo marinho em mosaico

Porto do Vilarejo

Abençoado quem inventou o descanso, as cadeiras e os bancos

As piadas do costume

 O Vilarejo nasceu como aldeia de pescadores, mas cedo diversificou a sua atividade.
Merece uma visita e, se possível, um almoço no Zéquinha.

Beijo
Nina