domingo, 17 de março de 2013

Domingo, outra vez!

Já sabemos que o tempo voa, foge, esgueira-se, escapa-se entre os dedos.
E como já sabemos que ele é o mais precioso dos bens, há que geri-lo criteriosamente, aqui e agora.
Se ao sábado gosto de passar o dia no arejo, almoço e jantar incluídos, ao domingo, não.
Ao domingo, uma saída, de manhã, para tomar café, ler os jornais e caminhar durante uma hora, é saída que baste.
Depois casa, almoço e jantar incluídos.
Chegando pelas 13:00, apetece sentar à mesa e comer. Daí que programo a coisa para facilitar a vida.
Organização é fundamental. Simplifica e promove uma cútis luminosa e sem vincos de preocupação.
O último argumento, convenhamos, é imbatível. O que é que não fazemos em nome de uma pele perfeita?
Então, organizêmo-nos. É grátis e com resultados infalíveis.
Vamos pensar no almoço, de véspera.


Para este domingo, ontem, preparei uma embalagem de pernas de frango, como quem cozinha "Frango na Púcara".
As receitas abundam, é só procurar.
Deixei que chegassem ao ponto e dormissem no tacho onde foram cozinhadas.
Esta manhã, em água abundante, temperada com sal e um fio de azeite, mergulhou a pasta.
Desliguei o fogão assim que se iniciou a fervura.
Chegando para almoçar, em 5 minutos, ligado o fogão, o repasto ficou no ponto.
Polvilhada a pasta com imeeeeenso queijo, fez parelha com o franguito.

Uma salada de alface, tomate, maçã, azeitonas e nozes, com um golpe de vinagre balsâmico, foi o acompanhamento



... para um almoço simpático, leve e, modéstia à parte, delicioso.
Acompanhamos com um copo de bom tinto.
Finalizamos com fruta e café.
Assim, sem pressas, sem atrapalhações, sem complicações e com uma pele de rosa!




Entretanto, ainda antes de esconder a louça suja na máquina, preparei o "meu" bolo de iogurte, que já desenformei e cujos utensílios jazem, nas entranhas da máquina de lavar os pratos, que sou pessoa frágil, pouco resistente a cozinhas desarrumadas.
Para o jantar, está tudo previsto:
- Um peixinho grelhado, com salada;
- Uma sopa de legumes feita em proporções que garantam várias refeições!

E assim, organizando, a coisa flui sem sobressaltos.

Beijo
Nina

sábado, 16 de março de 2013

Southampton


Um pouco maior em importância e extensão do que Portsmouth, fica Southampton.
Com universidade, com hospital e diversas escolas é mais importante em termos económicos.
Com uma High Street, a rua principal reservada a peões,  concentra  aí o comércio, com pequenas lojas, alguns supermercados e um grande e bom Shopping Center. 

A zona peatonal começa aqui, numa antiga porta da cidade.

Interessantes os brasões que a ornamentam.
E o frio, sempre o gélido frio.

As proteções sobre as orelhas aqui na cabeça desta jovem, são um apetrecho muito utilizado contra o vento, fininho como navalhas, que trespassa.

Nas laterais da porta, dois leões armados de lanças, na tentativa de intimidarem possíveis invasores.

Tirando a porta, os leões e os brasões , pouco mais vi durante as horas em que, acima e abaixo, percorri High Street. 
 Entrei num supermercado para tomar o pulso ao custo de vida e - surpresa das surpresas!- não há grande diferença nos preços dos produtos alimentares, em relação aos que aqui se praticam. Uns ligeiramente mais caros, outros ligeiramente mais baratos.
Falo de produtos de qualidade!

Já uma refeição num restaurante, é cara ...

... ainda que se trate de um italiano ...

... com aspeto decente ...

... mas mediano!

Um esparguete à Carbonara, razoavelmente cozinhado, custa 15 libras!
Os serviços são caros, a gasolina é cara (embora não se paguem portagens) e a renda da casa é também cara.
 Atendendo à proporção entre o valor dos salários e o custo de vida, garanto que se vive muito melhor lá do que cá.


Mas, depois, temos isto ...

... e isto!
Um frio polar, um vento cortante e neve voando.
À primeira vista é engraçado.
À segunda é um horror!
Já visitara a Grã Bretanha por diversas vezes, mas sempre no Verão. Ainda assim, apanhei grandes molhas que o clima inglês não é de fácil previsão.
Em pleno Inverno, já estivera em Londres que, com todos os seus museus, protege e ilude o visitante quanto ao rigor do clima.
Desta vez, vi como se vive na realidade e fiquei, por isso, a entender a saudade pelos dias amenos, pelos entardeceres suaves, pelas noites de convívio.
É um grande país, sem dúvida.
Mas não é Portugal!

Beijo
Nina

quinta-feira, 14 de março de 2013

O estrangeiro, os países evoluídos da Europa...


...e tal, e lá é que sim, lá é que é bom e porque assim  e porque assado!
OK! De momento são o refúgio, a solução para o desemprego, mas ...
Fora de Londres, as cidades deixam muito, muito a desejar, se comparadas com a santa terrinha.
As fotografias são de Portsmouth, uma cidade portuária.
Uma cidade triste.
Uma cidade cinza.
Uma cidade gélida.

Do cimo do edifício mais alto, a paisagem é quase aérea.

Linda, recortada ...

...beneficiada pela água que sempre embeleza o conjunto.


Portos, estruturas de apoio, navios...

...e o ferry que serve de ligação à Ilha de Wight.


Numa doca, em reparação, o Victory, barco de Nelson.

Intemporal na sua majestade.
Tirando isto, temos o Outlet de todas as oportunidades e temos frio e chuva e neve e muitos (demasiados) copos ao fim de semana.
Para viver, é pouco.
Falta-lhe o sal, o "salero" mediterrânico.
O dia começa muito, muito cedo, já que a noite também. Sai-se de casa ainda sem sol, enfrenta-se o trânsito denso e, pelas 17:00, regressa-se.
É bem mais pesado e bem menos lúdico e descontraído que o nosso quotidiano.
As gentes, pelo que vi, são afáveis e despreconceituosas.
Ainda assim, não é Europa Mediterrânica.
Nem dela se aproxima.

Beijos
Nina

Ainda sobre o Dia Internacional da Mulher ...

... que já lá vai.
 Paz à sua alma!
Encontrei dois posts que não posso deixar de referir, com o convite implícito de que muitas visitas sejam feitas aos respetivos blogs.

O primeiro, da minha amiga querida, Rosa , incita  todos os indignados  a que tomem posição contra um  alarve presidente dos "direitos humanos", rei  e autor assumido das maiores barbaridades, contra as mulheres e outras minorias ( note-se a elegância da criatura ...).

O segundo blog que entusiasticamente aconselho, é de uma portuguesa, dona de uma ironia e acutilância raras:
Encontram-no aqui. 

Vale mesmo a pena ler!

Beijo
Nina




quarta-feira, 13 de março de 2013

Compras!


Seguramente o mais apetecido dos temas, concluída uma viagem, ainda que curtinha, como foi o caso.
Ainda assim, comprei umas coisinhas, poucas, mas comprei.

Estive em Southampton e Portsmouth, duas cidades pequenas, no sul de Inglaterra.
Sem a amplitude de Londres, têm, ainda assim, oferta variada, com uma  ampla amostra  das grandes cadeias de marcas inglesas.

Em Portsmouth, a oferta é particularmente interessante, com um excelente Outlet cujas lojas proporcionam uma escolha variadíssima.

Gosto de Outlets, gosto de compras e gosto de amarelo.
Logo: 


Este casaco veio comigo.

O flash não permite que a cor da fotografia lhe faça justiça ...

... porque, na realidade, é muito menos gema de ovo do que aparenta.
Veste bem, como uma luva. E nada  melhor do que sentir que a peça funciona como segunda pele, para que se torne confortável.

Veio, portanto, de Portsmouth, do seu estupendo outlet.

A marca, KAREN MILLEN, oferece uma variedade muito tentadora, tendo em consideração a relação qualidade/preço...

... e, logo que volte ao UK vou reincidir nesta marca.

Esta preferência pelo amarelo não é de hoje.
Mesmo não apostando em grandes macedónias de cor, o pezinho foge-me para o amarelo.

Este casaco,  é exemplo da desta debilidade.
Tem 3 ou 4 anos, mas continua a ser o meu fatinho de marujo. Chego ao absurdo de o usar com restrições não vá estragá-lo.

Agora, com dois exemplares canarinhos, darei livre curso às minhas preferências.
Recordo que, mesmo em criança, quando as meninas se vestem de pink total, eu, teimosa, exigia roupinha amarela, a tal que identifica a boemia, como na canção:

Encontrei  o meu pedaço
Na avenida
De camisa amarela ...

Beijo
Nina

terça-feira, 12 de março de 2013

Cheguei!


A madrugada às 6:30 acabou comigo.
Tenho um relógio biológico que me impede de dormir antes da meia noite, por isso, por muito boas que sejam as intenções de ir dormir cedo para acordar cedo, não resultam. Ainda que às dez da noite esteja na cama, em silêncio absoluto e escuridão total, não resulta.
Fico esperta e desperta até à hora habitual de dormir.
Depois, sendo o relógio implacável, salto da cama no mais profundo dos sonos e fico com o dia estragado.
Sinto-me como quem tivesse viajado de outro hemisfério, em caótico jet lag que me torna um ser irritante e irritável.
Nada a fazer. Afasto-me, refugio-me no meu canto a ver se não dão por mim.
Foi assim esta manhã!
É por estas e por outras que, obstinada, continuo a defender as vantagens de viajar de automóvel. Impraticável no acaso,  apenas com um fim de semana alargado.
Já atravessei várias vezes o Canal da Mancha, partindo de Calais e desembarcando, no ferry, em Dover.
É uma opção excelente para conhecer a Grã- Bretanha de carro.
Na impossibilidade, são 2:00 de avião. Com horários rígidos, ligações ao aeroporto feitas de comboio, duas horas de antecedência para check in ... tudo somado, quase um dia inteiro 


Estava um frio de morrer.
Ao levantar, da janela do avião era esta a paisagem.

Quase no limite da ilha, vê-se o Atlântico que a separa do continente.


Por aqui, sobrevoando a Península Ibérica, muitas nuvens e algum frio, mas nada que se compare.
Por isso os ingleses vêm para o nosso sul, refugiando-se da intempérie.




Quase no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.
Ao longe o rio Douro

E aqui a nossa bela faixa litoral

Por muito que veja, por muito que visite, sempre regresso com saudades, sentindo-me abençoada por viver nesta cidade maravilhosa.
Tenho montanhas de novidades. Muitas fotos, Compras... mas, infelizmente, muito sono e pouca lucidez.
Amanhã, amanhã, fresca como uma alface, retomarei a narrativa.

Beijo
Nina

domingo, 10 de março de 2013

OK!

O avião cumpriu o horário!
O voo foi tranquilo, sem a assustadora turbulência que, de vez em quando, resolver chocalhar-nos!
As malas não se perderam ... Só a passagem pela zona de verificação de passaportes foi lenta, muito leeeenta!
Quase uma hora para verificação dos passaportes eletrônicos!
Bem sei que a imigração ilegal abala a estrutura económica e social do Reino Unido, mas, para quem apenas pretende passar aqui um fim de semana, os trâmites alfandegários, são penosos.
Enfim, tudo acaba por se resolver.
Para quem, como eu, se queixa do frio e da chuva que parecem querer eternizar-se, nada como chegar a esta terrinha de eternas névoas e frio cortante, para suspirar por casa.
Frio tão glaciar que não há agasalho que nos valha.
Amanhã neve garantida e, sendo um espectáculo de beleza única, torna o dia a dia muito, muito duro. O simples acto de caminhar pelas ruas geladas é tarefa difícil.
Planos para compras, muitos!
Os preços absolutamente acessíveis se comparados com os de casa  são sedutores.
Portanto, na falta de outro programa, o Shopping promete mala cheia e excesso de peso!
Tudo por uma boa causa!
Partilharei fotos, muitas fotos.

Beijo
Nina