domingo, 3 de novembro de 2013

Sapatinhos ...

... da Teresinha.
Que é mestra em sapatos, casacos, vestidos, tricô em geral, bordados, crochê, cozinha e, lembrei-me agora, até pinta portas.

Conheço a Teresinha há muito tempo e a ela lhe devo preciosos ensinamentos.

Pois bem, precisava de um modelo de sapatinhos para bebé verdadeiramente fofo, absolutamente irresistível e encontrei-os aqui!


Terminado o casaquinho em ponto de arroz, queria completar o presente com uns sapatinhos.

Foi então que descobri, no baú dos tesouros da Teresinha, este modelito irresistível.

Serão vestidos por uma menina vaidosa, moreninha, a quem o verde do conjunto ficará muito bem.
Estou muito feliz e também um bocadinho orgulhosa do resultado obtido.

Como noutro post referi, o modelo do casaquinho veio da Oficina da Regina, sendo que esta delícia de sapatinhos foi a verdadeira cereja em cima do bolo.
À Teresinha , autora de 1000 maravilhas e à Regina, fabulosa artista,   o meu imenso agradecimento.

Beijo
Nina

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Comércio tradicional!

Tenho um carinho, uma predileção, uma queda arrebatadora pelo comércio tradicional.
Gosto. Gosto do que vejo. Gosto da disposição ingénua, sem arrebiques de decorador de vitrine, do soalho riscado pelos milhares de passos que o cruzaram, do cheiro, meio antigo (às vezes, admito, poeirento ...) das gavetas e gavetinhas mil, das prateleiras... Gosto até da rabujice dos proprietários espantados pela evolução, pela velocidade vertiginosa das modas e das tendências.
Gosto muito. De tudo!
Sou  (seria, noutras circunstâncias ...) "menina" para me lançar entusiasticamente na aventura de uma lojinha!
De aviamentos, como dizem as costureiras, com linhas, novelos, botões e tudo que a arte exige. Com muita cor. Sublinho. A cor seria fundamental. E o sorriso. O sorriso ainda mais. Esse seria imprescindível"
Gosto de gente bem disposta, gente de bem na sua pele, gente de bem com a vida.
Ora, estar bem, caber na sua pele como se duma luva se tratasse, faz maravilhas ao dia a adia, adoçando as horas.

Gostaria que me lesse - mas sei que não lê - a pessoinha desagradável com quem hoje me cruzei.
Onde?
Numa retrosaria! Logo numa retrosaria! Aquele local improvável! Aquele mundo de cores e sugestões, de quase sonhos!

Está mal!
Por lei, deveria ser proibida a gente com maus fígados a entrada nesse mundo de fim de arco-íris, aquele sitinho onde - toda a gente sabe - se alojam potes de ouro.

Aconteceu assim, depois de um sorriso (meu, é claro), de um "por favor" e vários "muito obrigada", foi assim, dizia, que rodopiei nos calcanhares e me ausentei, majestosa do salão.

Queria botões. Botõezinhos, queridos, giros, coloridos. Foi botões que pedi.

A equivocada criatura da qual apenas retive umas unhas vermelhas enormes, em garra, mostrou-me três variedades.
-Não, (desculpe!), não gosto! Informei.
Nesse mesmo momento, de repente, assim como que atraída por imã poderoso, descobri-os, aqueles que queria, aqueles mesmos, do outro lado do balcão, na parede forrada por caixas de botões.
 Ei-los!
-Posso ir ver aqueles? Pedi entusiasmada.

- Não! Não pode passar para o lado de dentro do balcão!

Muda, Se calhar com algum medo das armas letais que eram as unhacas vermelhas, silenciei. Emudeci. Não encontrei nada para dizer.

"Linda" e loira, rodopiei no alto dos meus saltos vertiginosos ( nem tanto ...) e, digna ( aparvalhada), retirei-me do salão.

Nunca mais lá volto. Só não denuncio o nome porque não o retive!
Mas se virem as tais garras vermelhas, fujam e não se atrevam a incomodar a santa criatura que vive apertada e desconfortável na sua pele.

Beijo
Nina

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Casaquinho em ponto de arroz!

Ficou pronto e ficou lindo.


Acho que a imagem não lhe faz justiça.

Numa cor que dançava, hesitante, entre o amarelo limão e o verde pistáchio ...



... recebeu botõezinhos nas duas cores ...

... para permitir à menina que o vai vestir sonhos quentinhos e muito coloridos.
Foi um trabalho muito agradável, um divertimento! Deu-me um imenso prazer tricotá-lo. De tal modo que, nas agulhas, já repousam malhas para uma segunda edição.

À Regina (oficinadaregina.blogspot.com), o meu público agradecimento.

Beijo
Nina

domingo, 27 de outubro de 2013

Kiwi!

Aquela fruta peludinha que chegou lá do outro lado do mundo, concretamente da Nova Zelândia, o Kiwi, entrou, definitivamente nos nossos hábitos alimentares, seja ao natural, na composição de uma salada de fruta, em sumo, em gelado ... eu sei lá! O kiwi é bom de qualquer maneira.

Subitamente, comecei a reparar numas trepadeiras que evoluiam para o alto, enroscadas em estacas que mais não eram que os ditos, os deliciosos Kiwis.
Pus-me em campo. Informei-me. Questionei. E fiquei a saber que se dão lindamente no nosso clima temperado, apenas com uma exigência de que não abdicam:
- Querem companhia. Querem casamento. Nada de celibato!
Quem diria?

Fui às compras!

As estaquinhas são 3- 2 meninos (os azuis) e uma menina (a rosa)

Assim envasados, são transferidos para a futura casa.

Para não danificar as raízes fininhas como cabelos, que despontavam pelo fundo, não os desalojei ! Enterrei o vasinho na terra.
Amanhã mesmo, trago um saco de composto para os cobrir devidamente, que assim , ao léu, não estão bem.

Ao lado, um caule fortalhaço, enrosca-se, solitário (coitado) parede acima. Tem mais de um ano e não arranjou companhia.
Acontece!
Desconfio que as fêmeas se suicidaram ... antes a morte que tal sorte!
Mas que sei eu, que casei apaixonada?

Daqui por 3 anos, garante a embalagem, colherei e comerei os meus próprios kiwis, que não facilitarei na vigilância.
Vão casar e reproduzir-se, sim, como manda a natureza e a lei normal dos seres vivos que preservam a espécie.
E não! não estou de modo algum a favorecer conclusões sexistas!
Só quero mesmo Kiwis!

Beijo
Nina

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ponto de arroz!

O pontinho que ontem mostrei no casaquinho verde limão, era o Ponto de Arroz.
É lindo e vistoso e simples, muito , muito simples.
Perdoem-me as "mestras" o topete da aula!
É que me interrogaram.
A sério!
Pediram-me esclarecimentos, concretamente a Ana, a quem procurei contactar, infelizmente, em vão.

Então lá vai a aula:

-Ponto meia
-Ponto liga (tricô para as meninas brasileiras)

Estes os ingredientes.
Tricota-se um de cada ... um meia, um liga, um meia ... até ao fim da carreira.
Vira-se o trabalho e volta-se ao mesmo, só que, onde se tem ponto meia, se tricota liga e onde se vê um liga, tricota-se meia.

O resultado é um monte de grãozinhos de arroz:

Mais simples, impossível!
Uma explicação clara e detalhada pode ser vista aqui!

Beijo
Nina

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Deixei de "sentir" a mão ...


... salvo seja, que a sinto perfeitamente! O que quero dizer é que aquelas fisgadas súbitas desapareceram ao fim de 48 horas de descanso.
E descanso é que eu não posso ter!


O casaquinho terá que ser entregue na próxima semana ...

...ainda que tenha de ir comprar um presente à loja.

Não queria!
Queria oferecer esta nuvem em ponto de arroz!

Neste verde limão que vestirá uma beleza morena com 1 mês de idade.
Comecei pelo decote, com muita, muita ajuda e lá sigo, cantando e rindo, entusiasmadíssima.

Beijo
Nina

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Grávidas, tricô, maçãs, muffins e crocantes de chila (ou gila, como preferirem...)

Fala-se da queda da natalidade e que não há meninos e  que cada vez nascem menos bebés e que a culpa é da crise e por aí fora! Fala-se!
Acontece que essa evidência não se aplica aos meus amigos e conhecidos.
Esses esperam bebés!
Não sei se combinaram, mas esperam bebés e todos previstos para datas muito próximas.
Gosto de dar prendinhas aos bebés!
Poderia ir comprá-las a uma qualquer loja.
Mas, do que eu gosto mesmo é de meter mãos na massa e ver surgir casaquinhos e sapatinhos e mantinhas.
Contra o meu hábito e, principalmente, contra a minha natureza, que gosto de arrumar e manter arrumado o que não utilizo, tenho, na minha sala, junto ao meu lugar no sofá, um cesto de tricô, em permanência, sempre à mão para ser usado. Já se vê como e quanto sou exagerada!

Pois, do nada, de repente, sem aviso, comecei a sentir a mão direita. Coisa má. Os orgãos estão lá para cumprirem a sua função, mudos e quedos. Se se fazem sentir é mau sinal.
Foi assim uma espécie de formigueiro, uma fisgada repentina na palma da mão direita!
Há ali qualquer coisa que reclama!  Serão as horas consecutivas de mão em gancho?
Diria que sim!
Tenho a certeza que sim!
A certeza que há que parar o tricô, ainda que temporariamente!

Sem dramas!
Porei em ordem revistas e esquemas e darei andamento aos bordadinhos.
Decidido.

Entretanto, após o almoço, olhei com preocupação a taça da fruta na mesa da cozinha:
-Tanta maçã!
Apetecem-me muffins.
A receita veio da net e veio errada. Aconselhava um ovo. Usei três para deslaçar o cimento que era a massa. Lapso? Descaso?
Não sei!
Chato, seguramente!

Utilizei:
1 e 1/2 chávena de chá de farinha
3/4 de chávena de chá de açúcar
1 e 1/2 colher de chá de fermento
1 colher de sobremesa de canela
1/3 de chávena de chá de óleo
3 ovos ( e não 1!)
2 maçãs finamente fatiadas

Assam por 30 minutos a 180 graus ...




... rendendo 15 deliciosas unidades!

Aproveitando que o forno está quente, sem nenhuma confusão, zero de bagunça, preparam-se uns crocantes de chila, comidinha simples, a armar ao fino:


Precisamos de um tabuleiro de forno forrado com o papel que garante que nada agarra e uma embalagem de massa filo.

Abrimos a massa, 

... dobramos em 4  e cortamos.

Usando 2 folhinhas, colocamos uma colher de compota de chila (cabelo de anjo ...) ou outra.
Polvilha-se com canela e ...

... dobra-se fazendo uma espécie de embrulhinho ...

... que vai ao forno ...





... até tostar ligeiramente.
Aqui exige-se atenção que esta massinha para carbonizar, é um ai!

Já no prato, recebe uma ténue chuvinha de icing sugar  ...
... e para deleitar palatos, é aquecê-la um nadinha no microondas e servir na companhia de uma bola de gelado!

Para sobremesa, estamos entendidos!
É provar apenas e deixar que as delícias resistam uma semana.
A ver ...

Beijo
Nina