sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

1033 - Ai! a minha vida ...


As minhas noites televisivas têm sido ocupadas com pipocas e rosas, melhor dizendo com o Ponto Pipoca/  Rosinhas de Portugal de acordo com os ensinamentos das amigas que não brincam em serviço, que sabem tudo, mesmo tudo, desta coisa das agulhas e fios. Refiro-me à Teresinha (das mãos de Teresinha) e à Rosa (à janela).
Sem quase precisar olhar, lá avanço, costas e peito concluídos.


Tecendo pipocas e rosinhas. Aos montes!

A gola e as mangas, decidi, serão lisas e, neste momento acabei a primeira manga e acabou-se-me o fio!
Ai! a minha vida!
Amanhã, sábado, a loja estará aberta, pelo menos durante a manhã, mas, eu viajante, viajo, o que implica pausa forçada durante o fim de semana, agora na reta final, quando menos me apetece intervalar!
- Ai! a minha vida!

Não que me faltem alternativas, que não faltam, mas não será a mesma coisa.
Vejamos:
- Tenho a tal toalha centenária, ferrugenta e esburacada. Pensei aplicar-lhe uns motivos em crochê que tapassem os furinhos.
Que não, dizem as amigas! Que nem pensar! Que o adequado será recorrer ao Ponto Richelieu!
Só que eu não domino a técnica por muito maravilhosa que seja. Daí que, fiquei na dúvida, hesitante, indecisa, insegura, ignorante!
Nestes casos,está decidido,  o melhor é parar tudo e deixar que a poeira assente.

Ir-me à Singer, de peito feito, como aconselha a São (agulhas soltas), por razões logísticas, é mais projeto para enfrentar, caseira, durante a semana.

Resta-me o passarinho em crochê, da Manela (Crochê em Revista):

Trabalho  iniciado com um resto de novelo, confrontei-me com o fim do fio, trabalho a meio e sem saber como continuar.

Valeu-me a balconista da Casa dos Linhos, moça esperta e expedita que matou a charada depois de, sobrancelhas em arco, matutar sobre a questão

Aprendi a mais elementar das lições deste mundo: Nunca, jamais, em caso algum, perder a identificação  da matéria prima.
Parece, pois, que para o fim de semana, tenho divertimento garantido,e, embora o primeiro passarinho esteja quase concluído, um segundo esquema me aguarda.
Serão quadros!
Estou a vê-los prontos e lindos e vão crescer muito durante o fim de semana.
Ou não!
Ai! a minha vida!

Beijo
Nina



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

1032 - Reciclando


Como cumpridora de propósitos, está visto, deixo muito a desejar!
Se bem me lembro, uma das anunciadas metas  seria postar diariamente e, sem saber como, confronto-me com dois dias inteirinhos em que não só não escrevi uma linha, com também mal abri o mail.
Por quê?
Porque as solicitações foram imensas e - valha-nos ao menos isso - consegui dar resposta a praticamente todas.
Coisinhas chatas, mas que têm de ser feitas.
E, nada melhor do que matar o trabalho, despachá-lo, dar-lhe sumiço.
Por formação ou por herança genética, essa sou eu.
 O lazer e o prazer só é total e verdadeiramente desfrutado, cumprida que foi a obrigação.
Com este auto-elogio, só falta mesmo candidatar-me a Wonder Woman!
Adiante!

Ainda não falei na minha nova máquina de costura, pois não?
Pois é verdade! Ganhei uma máquina Singer, daquelas cheias de possibilidades que só de olhar para ela me intimido.
O certo, porém, é que a chinesa COROA só me dava desgostos!
Só  me criava obstáculos!
Só gerava fracassos, a peste!

Agora, com a tecnologia de ponta ao meu serviço, temei costureiras, pois antecipo feitos extraordinários!

OK! Ainda não pilotei o Ferrari ( que tenho medo ...), mas estou nos chamados preliminares.
A ver:
Tinha um individual de linho, rematado com crochê. O linho rompeu-se. O crochê não.
Recortei-o. Preguei-o a novo retângulo de linho. Por enquanto com alfinetes. A seguir com a Singer ( de que continuo com medo!)

Eis uma toalha com mais de 100 anos.
Cravejada de furinhos!
Manchada pela ferrugem.

Lixo com ela?
Nem pensar, que o bordado permanece incólume!
Vai virar almofada, para uma cama branca, de um quarto branco.
Que o branco encanta-me e apazigua-me.


Alguns dos incontornáveis furinhos serão disfarçados, a seu tempo, com aplicações em crochê.
O resultado final encontra-se ainda muito vago na minha cabeça, mas pressinto que resultará.
Nessa altura, presumo, já terei dominado a fera.
E serão glórias e vitórias e sucessos nunca vistos!
Hoje, estou assim!
Nem eu própria me aturo!

Beijo
Nina

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

1031 - Zara Home ...


Adoro visitar esta loja. É de um bom gosto, de uma elegância que me encanta. Por isso, não deixo de entrar, ainda que apenas para passear os olhos.
Foi o que fiz esta manhã.
Coleções novas, incríveis.
Apetece tudo!
Acontece que, os restos dos saldos ainda por lá andam e, sem querer, sem procurar, descobri maravilhas!


Esta bandeja!
Sem palavras, sem adjetivos que lhe façam justiça.
O tamanho? O ideal para a bancada de uma casa de banho.
Não suporto  a poluição visual que é semear com mil cacarecos a área exposta de uma bancada.

Com esta bandeja, achei a solução perfeita.
Tudo organizado, tudo alinhado no sítio próprio.

Arranjei ainda, neste frasco lindo a que desastradamente parti a tampa, uma composição colorida.
Não sei o nome próprio desta planta, uma espécie de begónia, que cresce generosamente.
Roubei - roubei mesmo! - uma estaca num hotel em que pernoitei, há vários anos, em França.
Lembro-me que, na altura, rodeei a pontinha do caule em algodão molhado, dentro de um plástico. Sobreviveu vários dias até chegar a casa.
Reparei, então, que umas raízes fininhas começavam a despontar.
Envasei a plantinha que nunca mais deixou de me surpreender.
Corto-lhe as pontas maiores e, como no caso, mergulho-as em água, para mais tarde as transplantar.
Entretanto, permanecem assim, lindas, viçosas e coloridas, dando um toque de festa onde quer que se coloquem. 


Da Zara - a minha mina de ouro - veio este cesto discreto e elegante, adequado para os frascos feinhos de plástico, inevitáveis  no dia a dia.

Gostei tanto do resultado que, de vez em quando, vou lá acima espreitar, feliz da vida com a descoberta.

A bancada  agora organizada não tem comparação com o rebuliço anterior.
Ainda por cima, como se fosse pouco elevar deste modo o visual ( e já conversámos sobre a importância da beleza ... - que me perdoem as feias, como dizia o poeta!), gastei pouco, gastei metade do que teria gasto fora da estação dos saldos que, como comprova a experiência, merecem cada vez mais o tempo e a paciência da espera.

Na nova coleção, confrontei-me com toalhas em algodão do Egito, em branco e bege, felpudas, macias, irresistíveis!
Absolutamente maravilhosas, embora  a preços distantes dos saldos.
Mas, repito, irresistíveis.

A questão que se coloca é que tenho imensas toalhas. Usadas, lavadas, mas em perfeitas condições.
Que destino lhes dar?
Digam-me!
Se comprar novas que faço às antigas?
O quê?
Das sugestões recebidas dependerá a compra ou não compra!

beijo
Nina

sábado, 18 de janeiro de 2014

1029 - Com 8 claras congeladas ...

Viajando pelo frigorífico e pelo congelador, aquela vaigem que pretende resgatar o conteúdo de caixas fechadas, encontrei 8 claras congeladas.
8,sem a menor dúvida, já que tudo está etiquetado, quantidades, datas,  











1030 - Um jantar!

 Um jantar é muito, muito mais do que aquilo que se come.
Refiro-me a um jantar preparado em casa, um jantar especial, um jantar pretexto para reencontrar a quem se quer bem.
É claro que a comidinha deve ser boa, preparada com carinho, com desvelo, com tempo, com atenção.
Mas, repito, um jantar tem de ser muito mais do que o conteúdo do prato.
Um jantar exige cuidados, esmeros, de toalha impecável, de louça imaculada.
Nada é de mais para acolher quem amamos. Nada.
E, quanto aos vidros, não facilitar! Os vidros devem brilhar, resplandecentes, imaculados.



Ontem dei um jantar.

Coisa  simples, com canja temperada com  muita hortelã fresca, apanhada dos vasos que vivem na minha varanda ...
Uma entrada quente e perfumada, acompanhando conversa boa, do melhor que há.

E os amigos sentiram-se especiais, únicos, como de facto são.

Depois, um cozido à portuguesa.
 Oh! prato dos deuses!

Farto, abundante, com muitos ingredientes, tantos que resulta numa enorme travessa fumegante onde se pescam amostras que somadas acabam em grande quantidade.

Os doces portugueses ...

... deliciosos, mas, infelizmente hiper calóricos ...
Para contrabalançar o pecado, fruta fresca colorida e mais, muito mais conversa, durante a sobremesa. 

As flores nunca são de mais ...

... bem como as velas.

Acendo muitas, muitas ...


... adorando aquela luzinha trémula ...

... que veste o espaço com um ar quase irreal.



Se me tivesse limitado a um franguinho assado, comprado pronto, e me limitasse a vestir de festa o espaço, o jantar, garanto, teria sido igualmente memorável.

Beijo
Nina

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

1028 - Tapetes

Desde que descobri o trapilho aqui, tem sido uma ânsia, um corre- corre para o senhor chinês proprietário da loja com o pomposo nome de Miss, miss!
É que, se atacada pelo bichinho,  torna-se extremamente difícil exterminá-lo, ainda mais quando - como é o caso- não se pretende de modo algum acabar com ele.
É que o trapilho é fixe!
O trapilho é lindo!
O trapilho é rápido!
(Pena que não seja barato! Um cone bem pesado, evapora-se num "ai"!
E não, não foi por acaso que disse "ai"!)
Explico:
Na irreprimível ânsia de alcançar um em rosa, num rosa lindo, num rosa irresistível, provoquei uma avalanche de cones que, antes de rolarem pelo pavimento, me atingiram de raspão no lado direito da face.
Artista sofre, já se sabe!
Exigiu gelo imediato e provocou muitos ais.
Mas valeu a pena!
Observem, s.f.f.

Observem o nascimento de um tapete!

Em rosa mesclado ... o tal que me atingiu!

Segui, basicamente, embora não rigorosamente, o PAP da Helena.
Primeiro um cordão, depois ponto baixo a toda a volta (aumentando nos topos) e depois ponto alto, atendendo sempre à necessidade de aumentar os pontos nos topos.

Depois, brinca-se com as cores ...



Elegi rosas e branco ...


... porque o pavimento e as paredes têm esses tons.

ADORO os meus novos tapetes ...

... feitos num ápice ...

... rematados com uma volta em ponto caranguejo.

Receio estar viciada, adita, dependente!

Receio!

Beijo
Nina

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

1027 - Empadão de bacalhau


Este é um exemplo mais de culinária para enfrentar a crise, mas também de culinária racional ( a modéstia impede-me de lhe chamar, como deveria, "inteligente") e, também, felizmente, um exemplo de culinária saudável.
Este princípio incentiva a que, uma vez por semana, se aposte nos vegetais, renunciando à proteína animal.
Até prova em contrário - eu sei! - o bacalhau é animal.
Porém atendendo à ínfima quantidade que é utilizada, podemos considerar este prato um feliz exemplo  de vantagens, para o bolso e para a saúde.
A primeira tentação que ontem me invadiu, quando, após o almoço, me confrontei com as sobras de meia posta de bacalhau cozida, foi, após desembaraçada de peles e espinhas e reduzida a lascas, partir para a elaboração saborosa, ainda que hiper calórica, de umas crocantes pataniscas de bacalhau!
Ideia sedutora, como são todas as ideias pecaminosas!

O meu anjo bom, porém, interferiu!
E, aberta a caixa com esta amostra de bacalhau, ciciou no meu ouvido:
_ Empadão de bacalhau!
Obrigada, Anjinho!

Cebola, alho, pimento vermelho, cenoura, ervilhas e gengibre.
E o restinho de bacalhau, é claro!
Tudo estufadinho com pouco azeite, em calor brando.
Quando o líquido desaparece, rega-se com meio copo de vinho branco. Tapa-se e coze lentamente por 15 minutos.


Polvilha-se com uma colher de sobremesa de Maizena. Mexe-se. Rega-se com meio copo de leite. Tempera-se com sal, pimenta, noz moscada e sumo de limão.
Reserva-se.
Prepara-se 1 porção de puré de batata instantâneo.

Monta-se:
- 1 caminha de puré;
-Os legumes estufados com o bacalhau
- 1 cobertura de puré

Artisticamente decorado com os dentes de um garfo ...

... e polvilhado com queijo ralado Emental, sem somitiquices!

Forno com ele, só para derreter o queijo e gratinar a superfície.

Dá 4 porções!
Assim, sem despesas astronómicas, sem complicações.
Fazendo à crise cara feia, sem medo!

Beijo
Nina