quarta-feira, 12 de março de 2014

1068 - Parador Vilalba


ou ...
como dormir com fantasmas!


Nesta torre do século XV, existe um Parador!
Quem diria?
São 6 quartos distribuídos por 3 andares.

Sobe-se por uma escada em granito, íngreme e, nos patamares encontram-se "seteiras" umas fendas verticais através das quais os habitantes se defendiam dos invasores.

No piso térreo, esta belíssima sala com lareira, que por aqui, quando arrefece, gela-se.

Nela encontrei um casal passando a tarde entre cerveja e tapas.

Não sei se seriam fantasmas, mas, se o eram,  reponderam ao meu "Buenas tardes!", com um sorriso amigável e uma frase indecifrável.
Pela noite dentro é que a coisa muda de figura, receio.
É que uma torre como esta, do século XV, tem forçosamente que albergar fantasmas, com pesadas armaduras e espadas assustadoras ... digo eu!

O que vale é que ao lado, construíram um edifício muito bem integrado no conjunto - esse sem fantasmas - com todos os requisitos modernos.

De dia ou de noite, se passarem por Vilalba, ao norte da Corunha, entrem (se tiverem coragem ...) na torre do Parador.
Os recepcionistas são cordiais, muito afáveis, incitam à visita, embora com um ligeiro ar fantasmagórico!

Beijo
Nina

P.S
Já lá dormi e estou aqui, inteira (espero!),  para contar a experiência!

terça-feira, 11 de março de 2014

1067 - A Coruña / La Coruña


Foi a paragem seguinte saindo de Tui. Para almoçar. Muito, muito bem, note-se!

Pena que a dificuldade em aceder à NET continue muito grande!
É preciso uma grande persistência para conseguir aqui colocar as fotos e, por isso, tempo para responder a comentários, é nulo.
Logo, logo reporei a correção na operação. Prometo!
Para já, as imagens:



Foram os espanhóis que inventaram o termo "tapear" com um exclusivo significado, o de comer  "tapas", pequenas quantidades de comida, numa imensa variedade.
Tapear é uma instituição nacional.

Uma provocação para os olhos, um desafio para os sentidos.


A empanada, por exemplo, é uma surpresa arrebatadora.
Esta de bacalhau e passas, recheando uma dourada massa estaladiça!

E o jamon de bellota?
É assim uma iguaria indescritível, que se acompanha com fatias de pão e (muito) vinho branco Albariño ou um tinto Rioja!
Para mencionar apenas duas das milhentas ofertas!

Depois foi passear pela cidade que se corta e recorta à volta do Mar Cantábrico e do Oceano Atlântico.

Adoro esta cidade, suficientemente perto do Porto para cá vir sempre que apetece  e suficientemente diferente para que cada visita seja um novo encantamento.

Numa janela, vi esta decoração ...

... de artista, seguramente! Artista das agulhas!

Depois, a Plaza Mayor, o salão nobre de todas as cidades espanholas.

Traço único da arquitetura local são as varandas envidraçadas, excelentes para entrada da luz e excelente barreira ao vento gélido.
O efeito, no conjunto, é extraordinário.

Lá porque "tapear" é um enraizado hábito nacional, não quer dizer que seja o único.
A prová-lo os excelentes crepes à moda da Bretanha!

Agora o mar, o terrível Cantábrico, hoje apaziguado.

As gentes, famintas de calor, correram ao areal.

Ontem, 8 graus!
Hoje 21!

É de espantar e, mais do que isso, de adorar o sol.

Outros, mais cautelosos, tiraram sapatos, sentiram areia e foi bom!

Ao longe, face ao mar o Estádio Riazor, do Atlético da Corunha

E aqui, um momento de arte, para ser bonito que é razão que baste!

Assim se estende a cidade ...

... na margem de várias baías ...

... em eterna adoração ao mar, ao vento, ao sol, aberta ao mundo, de olhos fixos na linha do horizonte.

Beijo
Nina

segunda-feira, 10 de março de 2014

1066 -Parador de Tui

O seu nome correto é Parador de S. Telmo e fica em Tui, sobre o rio Minho, rodeado de verde, com interior muito cuidado e quartos confortáveis.
Servem um excelente pequeno almoço (café da manhã), que pode ser tomado na sala de jantar ou no jardim adjacente.
Se a última hipótese for a escolhida, tem-se garantida a presença de nuvens de assustados passaritos, prontos a debicar qualquer migalha que por lá fique.

Ao fundo, numa elevação, a Catedral de Tui, que durante o dia tem um ar bem mais inofensivo e igualmente belo.

Do outro lado, num primeiro plano a piscina, depois o rio Minho e por fim Valença, na outra margem, uma maravilhosa cidade murada medieval, portuguesa.

Para leste, vê-se o rio, rodeado por margens exuberantes, por onde apetece passear.
Na realidade, existe um caminho que permite caminhadas e passeios de bicicleta, muito concorrido durante o fim de semana.

De novo o casario espanhol e ...

... de novo uma perspetiva do granítico parador.

A entrada, sugere descanso e apaziguamento longe dos furores citadinos.

E,aqui, a correta identificação do edifício.

Finalmente, a velha ponte de ferro, entretanto substituída por outra muito moderna, que ligava as duas margens e os dois países.
Só eu sei quantas filas aí aguentei para atravessar a fronteira!
Outros tempos! Outras histórias!

Dizendo adeus a Tui, uma última imagem, uma última mensagem de paz e imensa beleza.

Beijo
Nina

domingo, 9 de março de 2014

1065 - Tui


Amigas, amigos, pessoas queridas, saí para uma volta pequenina.
Não responderei aos comentários, por agora, por esta vez. Mas leio todos, todos e com todos me deleito. Perdão! Por esta vez!
Não é de mim deixar sem resposta quem me visita.

Atravessei o Rio Minho e instalei-me em Tui.

É uma cidadezinha que recebe os portugueses que chegam pelo norte.
Possui um Casco Antigo e esta catedral medieval que fotografei à noite, depois de jantar.

Atraída pela Casa Manolo, de tapas magníficas, fiquei.
Afinal, o Manolo, autor da proeza gastronómica, só abre as portas durante o Verão.
Houve que jantar no centro, mal, muito mal, numa taperia de nome Jaqueyvi, medíocre,  medíocre menos, para ser rigorosa.

Foi, ao menos, pretexto para as fotos noturnas ,

... em local belíssimo, mas, estranha e assustadoramente deserto.
Já o Parador, é outra coisa!
Excelente , o Parador de Tui!
E posso prová-lo!
Amanhã mostro!

Beijo
Nina





sábado, 8 de março de 2014

1064 - Era uma vez ...


.... um limoeiro.
Um limoeiro feliz, vivendo ao sol e ao vento, ao calor e à chuva.
Criatura livre, cumpre os ciclos ...
Assim ...

Como eu gostaria de ser dona e senhora de um como este, se é que é possível possuir, de facto, criatura como esta.

Do outro lado do rio Minho, na indecisão de Portugal ou Espanha ... onde tudo acontece.
E eu amo este espaço!
 Ah1 E o sol!
Hoje tivemos sol!

Beijo
Nina

quinta-feira, 6 de março de 2014

1063 - Bolsa Navy


Navy é estilo que sempre se associa à Primavera, ao primeiro sol e céu azul, aos dias que começam a crescer ainda que fresquinhos.
São os blazers em azul escuro, com muito botões dourados, as mil possibilidades de calças, os toques amarelos, e as malas a combinar.
No blog da Helena , inspirei-me!
Inspiro-me sempre!
E com ela entrei neste incrível mundo do trapilho.
Nunca lhe agradecerei o suficiente!
Nunca serei capaz de exprimir a minha imensa gratidão!

Também com ela, no seu trabalho impecável, me inspirei para realizar esta bolsa.
Acreditem, as fotos não lhe fazem justiça.
Está absolutamente linda!


Em azul escuro e branco, no ponto perfeitamente explicado pela Helena ,,,

...rematado com dourados ...

... e mais dourados, imensos dourados, que pesquei no mar chinês.

O interior acabou por ser o mais complicado.

Escolhi um tecido acetinado, com estampado discreto ...

... e, cheguei à ousadia de lhe colocar um bolso.

A operação final foi executada à mão, prendendo o forro à malha, ponto por ponto, trabalho lento e demorado.

Depois, coloquei os apêndices dourados ...

... tantos quantos a minha imaginação sugeriu ...

... e voltei a fotografar ...

... de um ângulo ...

...e de outro ...
... em estado de puro deslumbramento.
Será a cereja no topo do bolo para uns quantos conjuntos que esperam o sol para saírem à rua.
E poderei repetir o modelo, mudando dimensões, cores e o que mais me ocorrer.
Para ficar mesmo, mesmo perfeita, exige  necessaire do mesmo tecido do forro.
Já respirei fundo! Já enchi o peito de ar e agora é só arregaçar as mangas e por mãos à obra.
Que a coisa promete e o conjunto merece!

Beijo
Nina