sexta-feira, 28 de março de 2014

1078 - Sinto-me espertíssima!


Sempre que vou às compras e, no balcão da carne embalada encontro pacotes com 30% de desconto "... porque se aproxima a data limite de validade...", sendo que, no caso, ainda falta um dia para essa data - pelos vistos, a data de todos os cataclismos, de todas as pragas! 
Acho bem, acho que são imposições da ASAE!
 Obrigadíssima, ASAE! 
Aproveito de imediato e venho para casa com o dobro ou o triplo do que pretendia comprar.
Depois, cozinho tudo!
A minha cozinha que nem é grande, vira cozinha de restaurante, fumegando, a todo o vapor!

Numa panela, Canja de galinha, noutra, entrecosto, na terceira, frango na púcara e na última picado que será base para o que me lembrar de preparar.
Depois divido em doses e congelo.
Depois fico liberta de cozinhados sempre que me dê um ataque agudo de preguiça.
Depois fico muito feliz fintando a rotina!
E, ainda por cima, me achando o génio da economia por ter aproveitado a promoção.
É muito bom o sistema e recomendo, que não sou de fazer caixinha relativamente às coisas boas da vida.

Mas não foi só de pechinchas que foi feita a sessão de compras. Quem dera!
Mas não, o resto, todo o resto foi pago ao preço normal e alto, como é o caso dos frutos vermelhos.
São muito caros! 1,99€ cada embalagem de 125g! Caríssimo.
Compro porque está provado que são excelentes fontes de anti radicais livres, os maus da fita,os vilões,  responsáveis por doenças degenerativas mas, principalmente, porque gosto muito.

Se fosse dona de um terreno, não hesitaria em dedicar.me ao cultivo destas preciosidades. Sei que exigem solo ácido e muita água. De resto, crescem como mato.
Lembro-me que, viajando de carro pela Alemanha, encontrava vendas improvisadas de mirtilhos que se vendiam em caixas de 1 Kg por um preço baixíssimo.
Parece-me que aqui reside uma excelente oportunidade de negócio.
Se fossem produzidos em quantidade elevada, o preço desceria forçosamente.

Hoje estou assim!
A generosidade em pessoa, fornecendo dicas preciosas, gratuitamente!

Continuei o percurso das compras na loja das lãs - tão bom!
E comprei! Como não comprar?
Comprei um cinza e um pérola para conjugar com a sobra de fio da camisola/blusa verde água, para concretizar uma ideia que tenho andado a congeminar.
 Depois, claro, criatura generosa que sou, vou compartilhar a ideia!
É ter a fineza de esperar!

Beijo
Nina

quinta-feira, 27 de março de 2014

1077 - Agricultura ...


... queria eu!
Isto é apenas uma espécie de jardinagem, umas plantinhas novas aqui e ali, que o verde faz muito bem à minha alma.
Ainda assim, não é coisa pouca, não senhor! Ando há 15 dias em aquisições, preparações e, principalmente, em espera  de tempo seco, que enfrentar uma chuvada não é coisa que me fascine.

Comecei por averiguar.
É que, no cimo de uma escada, existe um nicho para plantas. Acontece que o local é sombrio, pouco estimulante para a maioria das criaturas verdes.
Tenho tido definhamentos, doenças e até óbitos, se, insensível não atendo aos sinais vegetais.
Em tempos, em desespero de causa, em estado de pura demência, comprei umas coisas em plástico que, mal observadas, pareciam plantas verdadeiras.
 Só que não funcionou.
 Eu podia enganar toda a gente, mas não me enganava a mim.
Logo, lixo com as imitações.

Visitei três hortos. Os melhores que conheço. E pedi ajuda.
O último convenceu-me com esta folhagem verde, mesclada, que, garantiram-me, preferem a sombra.

Subindo a escada, encontra-se isto, uma mistura pujante de verdes.
Será que acertei?
De momento, sim. Adoro o efeito!
Estarei alerta!

No terraço, junto às portas de entrada, dois exemplares azuis de hidrângeas!

Foram transplantadas de um vaso pequeno e ...

... prometem festança em azul!

Nesta varanda, chorinas.
Serão colocadas na borda da varanda, mas ainda não.
É que, as floreiras são baixinhas e receio que uma ventania mais forte as faça voar ... não quero ser responsável se aterrarem na cabeça de um transeunte.
Enquanto não for colocada uma proteção que elimine essa probabilidade, ficam assim, em segurança, longe da borda.
Mas será para a borda que se deslocarão, de modo a proporcionarem uma cascata de flores cor de laranja.

Isto, para quem não saiba, é um tomateiro. E aqui já poderei falar em agricultura, com propriedade.
Veio do Leroy Merlin onde também comprei 10 sacos de terra e 10 floreiras.
Já tem flores. Em breve colherei tomates!
Esta brincadeira rendeu a tarde toda, a 4 mãos, que sozinha não levaria o barco a bom porto, que isto da agricultura é muito giro, mas dá umas valentes dores nas costas!

Beijo
Nina

terça-feira, 25 de março de 2014

1076 - Método Top-Down



Queria muito testar este método de tricotar, que mais não é do que iniciar a peça em questão pelo decote, realizando os aumentos necessários até ser atingida a cava. Nesse momento, as malhas que formarão a manga ficam em suspenso, enfiadas em alfinetes e continua-se a tricotar as costas e as frentes até ser atingida altura desejada.
A vantagem deste método é a eliminação de costuras e o aproveitamento de lãs, conjugando-as entre si, se uma cor única não for possível.

Neste caso, possuía uns quantos novelos mesclados que sabia serem insuficientes para o que quer que fosse. Por isso, joguei com branco e com pérola, para concluir o "tronco".

As mangas , a partir da cava, foram executadas em branco.
Nos acabamentos, - remate do decote e das frentes - aplicarei, possivelmente, de novo o pérola.

A avaliação deste método não me convenceu. O trabalho torna-se muito pesado e, por isso, cansativo.
Acredito que, se usado numa roupinha de criança, esta desvantagem não se verifique.

Enfim, vivendo e aprendendo.
Queria testar o método e não dou por mal empregue o meu tempo.
Aliás,  existem modelos incrivelmente bonitos seguindo esta estratégia. Neles, aparece no escapulário, uma série de motivos em fantasia, rendados - folhas, por exemplo - que compõem um trabalho espetacular.
Nesse caso específico, acho que compensa sofrer com o peso da malha e, tenho esperança que, ainda um dia obterei um desses modelos, com explicação suficientemente clara, para que possa pô-la em prática.

Até lá, com um certo cansaço, procuro terminar este casaco ainda sem destinatária.

Beijo
Nina 

segunda-feira, 24 de março de 2014

1075 - Por que é que ...

... já há umas semanas, não consigo tornar-me seguidora dos blogues que me agradam?
Por quê?
Sigo o procedimento normal, o que desde sempre segui e o que obtenho?
Esta mensagem misteriosa que começa a enfurecer-me:
- Lamentamos! Não podemos corresponder ao seu pedido. Repita a operação ou tente mais tarde!
Mas o que é isto?
Vamos acabar com o painel de seguidores?
Eu não quero! Eu recuso-me a eliminar os meus adorados seguidores! Eu faço greve! Eu congemino represálias! Eu começo a urdir conspirações!

Será que alguém me pode explicar esta anomalia?
Melhor ainda, será que alguém me pode tranquilizar, afiançando-me que é uma situação transitória?
É que esta expectativa está a dar-me nos nervos, a criar-me ansiedades, a despertar o meu lado negro e pessimista, em que já me vejo despojada de seguidores, de leitores, de amigos!
A coisa é grave!
Por favor, esclareçam-me e, acima de tudo, tranquilizem-me!

Beijo
Nina

domingo, 23 de março de 2014

1074 -Bolsas e bolsinhas ...


Quando conclui esta bolsa, referi que tencionava, com o tecido sobrante do forro, fazer umas bolsinhas menores, coisa que muito me agrada  de modo a evitar que o interior da bolsa se transforme num mundo confuso e caótico, onde, como que por magia, as coisas ganham vida própria, se escondem dissimuladas, desaparecendo quando mais delas se necessita.
Gosto, pois, de bolsinhas ... para as chaves, para a caneta , para os produtos de maquilhagem, enfim, não as dispenso, em nome da defesa da minha sanidade mental.
Hoje, domingo à tarde, escapei para o meu esconderijo, onde nem mesmo os telefones têm rede, onde não ouço a campainha da porta, onde, praticamente não existo!
É aquele espaço verde, vegetal ou subaquático, tanto faz!



Só para refrescar a memória, a bolsa navy,de trapilho, com o interior à mostra!

Agora, já com uma bolsinha!

Gosto dela. Satisfaz-me, mas resultou pequenina.
O tamanho foi calculado em função do único ziper azul que por aqui andava.
Requer companhia, uma irmã de tamanho superior.

E, em vez de apenas uma, andarão duas dentro da bolsa mãe.
Refiro, para salvar a honra do convento, que o azul chocante do ziper é falso e exagerado.
Ao vivo, sem efeito do flash, os azuis, não sendo rigorosamente iguais, casam pacificamente.
Devo confessar que o processo foi bastante rápido e simples.
Sinto, porém, que me escapou um passo que simplifica a colocação do forro.
No caso, cosi-o a toda a volta , formando uma espécie de bolso, costurei uma bainha na parte superior para rematar e, depois, preguei-o à mão, a toda a volta!
Aí  reside a minha dúvida:
-Existe ou não uma forma de pregar o forro sem ser necessário fazê-lo, ponto por ponto?
Vá, costureiras amigas e experientes, elucidem esta incompetente!
Grata!

Beijo
Nina

sexta-feira, 21 de março de 2014

1073 - Branco ...


... branco, maioritariamente branco, a minha cor!
Engraçado que faço esta afirmação mostrando fotos tiradas num espaço verde! Mantenho, porém, a primeira afirmação.
No que às roupas de casa diz respeito, não hesito!
Branco, sempre branco.

E neste espaço que é deliberadamente verde, verde intenso, pistáchio puro, porque é um nicho vegetal de que já repetidamente falei, o branco está presente em maioria absoluta, nos detalhes.
Como este cesto.
Nasceu na cor natural do vime e enquanto não o pintei de branco, não sosseguei.

Depois resolvi forrá-lo, desafio de respeito para a minha competência na costura.

É que para complicar a coisa, o dito tem asas o que implicou recorte no tecido e lacinhos na dobra, o que, convenhamos, lhe deu um ar super janota e meio antiguinho, muito a meu gosto. 

Na feira de Cerveira vi estas bolinhas para rematar.
Exigiu alinhavo e paciência, muita paciência.



Finalmente ficou pronto e ficou muito lindo, destinado a receber tecidos e o que mais calhar.

Foram 3 sessões de costura:
- Primeiro medir, cortar e rematar, que os fiapos enervam-me!
- Depois, coser  a base à lateral, cortar e costurar as fitas.

Finalmente, o remate, a cereja no topo do bolo, o galão às bolinhas ... coisa mais linda!
Um trabalhão, pois requereu alinhavo, que com alfinetes apenas, ameaçava desastre.

Correu muito bem e nada de frustração.
A ajudar, a minha máquina nova vinda de Inglaterra, que ainda não mostrara.
É outra coisa!
A infeliz da chinesa - uma pechincha, um presente envenenado - só me dava desgostos, com a linha partindo a cada ponto, as agulhas em estilhaços e a desgraçada, dona de forte personalidade, resolvia, porque resolvia, parar quando lhe dava na telha e ... inútil insistir! Nem para trás, nem para a frente. Ali se quedava muda e morta, engolindo pedaços de tecido!
Sofri muito!
Quase enlouqueci!
Estive a um passo de mandar a costura para o espaço!
Afinal, a culpa não era minha!
Afinal havia outra! Uma Singer pronta e disposta a alimentar os meus delirantes sonhos de costureira!
Foi, como já disse, uma experiência super gratificante!

Li, a propósito, num qualquer manual da costureira aprendiz, que o importante é não ter pressa, que o importante é ser indulgente consigo própria,que o  importante é fugir do perfeccionismo, já que, como se sabe, o ótimo é inimigo do bom!

Aprendendo sempre. Aprendendo que é sempre possível aprender!
Foi muito bom!

Beijo
Nina

quarta-feira, 19 de março de 2014

1072 - Passarinhos!!!!


Com a Manela, do blog Fios de renda, tenho tido irresistíveis momentos de inspiração. São "coisinhas" antigas, carregadas de um charme único. "Coisinhas" que, por associação de ideias, nos transportam a outras épocas, a outros locais.
A juntar a este apelo, acresce que são de rápida e veloz execução, como é o caso destes passarinhos.



Entre outros apelos a que não me faço rogada, estão os passarinhos.
Tenho-os aos bandos, em todos os locais, em todos os pretextos!
Então, apenas para me dar esse prazer, copiei os passarinhos da Manela.
Para napperon, não! Não me parecia!
Por isso, peguei nos bichinhos e ...

... fiz dois quadrinhos!

Sem pretensões, coisa bem simples.

Comprei tecido bege - tinha que ser bege! Nada de grandes contrastes que adulteram o espírito retro da obra - uma espécie de seda, brilhante numa face e baça na outra!
Tentei coser a renda ao tecido, com um zig-zag miudinho! Foi um desastre! A seda a escorregar, a renda a fugir! Um filme de terror.
Passei uma tarde cosendo e descosendo, ponto por ponto.
Conclui, a duras penas, que deveria, certamente, existir um método mais fácil e mais eficaz!
Fui à loja das molduras, uma lojinha antiguinha, com um senhor pequenino e velhinho, que sabe tudo!
- Não, minha menina, não se cose! Cola-se!
Já podia ter dito- pensei!
Com o meu melhor sorriso, entreguei o projeto nas mãos de quem sabe.
Sexta feira, da próxima semana, estarão prontos!
Já têm parede destinada, os meus lindos passarinhos.
Depois ... eu mostro!

Beijo
Nina