sábado, 5 de julho de 2014

1147 - Como é possível?


Pondo em prática o programa ideal para a manhã de sábado, hoje novamente, apesar da má cara do tempo, fui a Cerveira.
Por pouco não me instalei na esplanada lendo jornais, dispensado a visita à zona das compras.
Ainda bem que não o fiz.

Chegada à Feira, dei uma volta ao acaso, olhando vendas e vendedores, não me deixando tentar por nada.

Até que vi isto!

Aos montes, em rosa e azul ...

... fiadas de quadradinhos em crochê, que prometem incrementar jogos de banho ou o que mais se imagine.

Numa embalagem, doze carreiras, cada uma com 1 metro.

Lindas, irresistíveis.

São 12 metros de crochê!
O preço?
- 5 €
Como é possível?
Ali estão muitas, muitas horas de trabalho. Nem consigo imaginar o valor dessas horas ...
Lamento apenas, ter comprado só uma embalagem. Devia ter trazido outra, em azul.
No próximo sábado, assim continuem à venda, trarei mais e todas as minhas toalhas virarão maravilhas.

Beijo
Nina

sexta-feira, 4 de julho de 2014

quarta-feira, 2 de julho de 2014

1144 - Importante ...


...mesmo é não ganhar peso, não engordar.
Por isso a pesagem diária faz todo o sentido, permitindo agir assim que, no horizonte, se vislumbra a ameaça de pneu.
Procurar emagrecer, é uma coisa diferente, é ter de atuar através do corte de alimentos, da fome!
Ora, ninguém nasceu para sofrer. Aguenta-se a restrição por pouco tempo. Perdem-se quilos que rapidamente serão recuperados, com acréscimo de mais alguns. É horrível. É a terrível dança do ió-ió, que ora desce, ora sobe!

Estamos, portanto, face à  a velha história do " ... mais vale prevenir do que remediar!"
Assim sendo, é no dia a dia, sem grandes sacrifícios, sem fomes demolidoras, que se consegue preservar a saúde e o aspeto, este igualmente importante, atendendo a que se reflete na auto estima.
Como em tantas outras situações, comer bem passa pelo hábito e pela (re)educação focada  no ato de comer.

Quase completamente de forma auto didata, procuro incrementar a escolha e preparação dos alimentos, pretendendo comer de uma forma deliciosamente saudável.

A dieta mediterrânica fornece as indicações básicas - muito verde, muita fruta, leguminosas, peixe sem limite, pouca carne, gorduras saudáveis e quase nada de açúcar.
Estes principíos básicos  colidem violentamente com o fast food, privilegiando o slow food.
Enfim, dispondo dos conhecimentos básicos, invento, recrio e incremento :

Bacalhau gratinado com camarão
Esta a versão light do maravilhoso Bacalhau com Natas!
Coisa mais deliciosa!
Proibida, porém,  repleta de gorduras!
Há que dar a volta ao texto.
Faço assim:

Cozo bacalhau (que desfaço em lascas, sem peles nem espinhas), dou uma leve fervura ao camarão (2 a 3 minutos), que a seguir descasco; cozo as batatas (em vez de as fritar)
Reservo o líquido da cozedura e com ele preparo um bechamel espesso, esquecendo as natas.
Preparo uma cebolada com azeite (uma gordura saudável) onde incluo tomates, pimentos, alho e, naturalmente, a cebola.
Junto-lhe o bacalhau e as batatas cortadas em cubos. Acrescento parte do bechamel.
Disponho num refratário a mistura que cubro com os camarões e com o restante bechamel.
Gratina levemente antes de servir.

É, assim, quase um prato de cozidos.
Gordura quase nula, apenas um pouco de Becel para preparar o bechamel.
Caloricamente correto.
E assim, sem culpa, sem remorsos, sem ameaça de Michellin, um prato amigo da balança e muito amigo do paladar!

Beijo
Nina

terça-feira, 1 de julho de 2014

1143 - Começando pelas almofadas!


Já aqui referi que pretendo mudar a decoração do meu quarto, porque é preciso, porque me fartei do aspeto atual, porque sim!
Decidi-me pela conjugação de três cores:

- Branco pérola
-Cinza
Verde água

Começarei pelas almofadas e aos poucos, transformarei  todo o quarto.

Pensa-se, às vezes, que para conseguir modificar a decoração, há quer gastar rios de dinheiro, mudando móveis e outros elementos muito caros.
Não é verdade!
Não é preciso tal aventura despesista!

Se se apostar nos têxteis, consegue-se transformar todo um ambiente por preços módicos.
Nesta altura da minha vida, nem me passa pela cabeça, trocar de móveis!
Estes já fazem parte da família e, quando muito, poderão ser realojados se algum dia me decidir por uma casa menor.

Tive o bom senso de, na altura de escolher reposteiros, me decidir por uma cor neutra - um bege mal definido, que combina com tudo.
Os sofás estão forrados em branco pérola - outra cor absolutamente inócua!
Sinto-me pois à vontade para mudar a vestimenta da cama, tendo a certeza de que o quarto conseguirá cara nova. 



No Pinterest encontrei sugestões para vestir almofadas ...

Estas!

Tratei de reproduzir o quadradinho

o que é muiiiiiito fácil.

Fica assim!
Com estes motivos, ora em verde água, ora em cinza, debruados a branco pérola, vestirei duas almofadas de tamanho médio.

Com estes, duas almofadas grandes.

Com este motivo, completei já a cobertura de uma almofada. Estou, portanto, na segunda.
A seguir, pesquisarei modelos de mantas, utilizando estas mesmas cores.
Estes quadradinhos são tecidos à noite, depois do jantar, em frente à TV.
A brincar e a rir, assim como quem não quer nada, a obra evolui e consigo completar três por serão, o que, para além de permitir que a obra avance rapidamente, protege os meus pobres neurónios da agressão televisiva.
Porque, garanto, um novelo de fio e agulhas nas mãos são a melhor das pontes para um mundo só meu, de paz e reflexão!

Beijo
Nina

domingo, 29 de junho de 2014

1142 - Tricô Top-Down


As minhas memórias desta técnica, por nítida associação de ideias,  remontam aos filmes do sueco Ingmar Bergman.

Neles, apareciam os interiores clean  e sépia das casas nórdicas e, num espiar do dia a dia das suas gentes, assisti, simultaneamente,  ao processo criativo de  peças de tricô fascinantes, iniciadas pelo decote, numa técnica misteriosa que me encantava.

Guardado no depósito dos desejos a concretizar, estava este, o domínio deste procedimento.

Ultimamente, com o multiplicar de adeptos do tricô e do crochê, com a formação de grupos e clubes, os ensinamentos voam e estão por aí, prontos a ser colhidos por quem deles se apaixonar e, cada vez mais surgem adeptos e filiados.

Quanto a mim, sem grupo e sem clube, é na net que bebo os ensinamentos, às vezes com sucesso, às vezes nem tanto.
Porém não sendo pessoa de desistir, insisto e, aos poucos, sei e sinto que as minhas competências têm evoluído.

Preferindo testar as aprendizagens em peças pequeninas, em roupa de bebé,   vou acumulando enxoval que distribuo sempre que, nas minhas relações, chega um  novo ser. 

Foi nesta perspectiva que tricotei este casaquinho, executando a "Pala em folhas", aproveitando restos de fio a que pretendo dar destino.
Os ensinamentos chegaram-me através de um vídeo publicado pela REGINA.
À Regina devo muito.
Com ela tenho aprendido a deslindar verdadeiros mistérios no mundo do tricô e, por isso, lhe sou imensamente grata.

Visto por trás, as folhinhas que formam a pala tornam-se bem mais nítidas.
Suponho que a partir daqui, aumentando o número de pontos de acordo com o tamanho  pretendido, será fácil chegar à execução de peças para adulto.
Curiosa e inexplicavelmente, nas imensas revistas de tricô que possuo e que não paro de adquirir, não é divulgado esta técnica, na minha opinião irresistível e absolutamente encantadora.

A fase seguinte, que chegará apenas no próximo Outono -  quando as baixas temperaturas  permitirem a manipulação dos quentes fios de lã - será a aventura de tricotar em tamanho adulto, peças de inspiração nórdica que me farão sentir interveniente no mágico mundo de Bergman.

Beijo
Nina

sábado, 28 de junho de 2014

1141 - Descobertas

Quando nos sentimos muito em baixo - ele é o PIB, ele é o DEFICIT, ele é a SELEÇÃO que só nos deu desgostos ... -  sabe mesmo bem receber uma boa notícia.
Da que falo, chama-se PRAIA DO MARTINHAL, que foi considerada uma das 10 melhores praias desertas do mundo, por um organismo turístico internacional.
Fica a 2Km de Sagres e, no último fim de semana, comprovei in loco as suas incríveis potencialidades.

Não costumo, no Algarve, escolher esta zona para férias. É ventosa e bem mais fria que as praias para leste de Tavira.
Reconheço, contudo, a sua majestosa beleza e até já me alojei na Pousada de Sagres.
Porém, o nome, Praia do Martinhal, nada me dizia.
Fui, portanto verificar, comprovando a justiça do título atribuído.

Depois de abandonar a estrada principal em direção ao mar, damos de caras com este paraíso - uma praia em concha, protegida da ventania, com areia branca e fina e um mar que é um lago.
Na verdade, chamar-lhe "praia deserta" parece-me desadequado, já que não o é.
É, antes, uma praia de bandeira azul, com todos os apoios  a esperar.
Não é, realmente, uma praia de massas, sendo, antes, uma praia de família.




Curiosamente, 99% dos veraneantes são estrangeiros, ingleses na sua maioria.
Confirmei-o no bar da praia onde almocei, sendo a minha, a única mesa de portugueses.
Diria até que é um segredo a que apenas os estrangeiros tem tido acesso.

No local todos o conforto de um resort 5 estrelas, a que se acede por uma escadaria ...

... que se desenrola no meio de uma vegetação aparentemente selvagem ...

... extremamente bem cuidada, e ...

... do alto, é este o quadro que se nos oferece.

 O hotel é magnífico.
Sendo porém vocacionado para famílias, o ambiente que proporciona é esse mesmo - crianças, crianças e mais crianças.
Quem as tem sente-se em casa.
Já os casais sem filhos poderão não apreciar toda a imensa energia da infância, principalmente durante a noite, que é quando os meninos resolvem não ter sono exigindo atenção e atividade.
(A propósito, não é por acaso que certos destinos turísticos - como, por exemplo a Jamaica -, oferecem hotéis onde apenas são admitidos adultos.)
Tirando isso, o paraíso!

Beijo
Nina

sexta-feira, 27 de junho de 2014

1140 - Risoto de camarão


No jantar em que, como entrada, comi a SALADA DE FIGOS, como prato pedi o RISOTO DE CAMARÃO!

Vá-se lá saber porquê, esta abundância calórica em nada se reflete no meu peso, talvez porque coma de tudo, em pequenas quantidades.
 Mas, para o caso, esta minha especificidade não é aqui chamada ... e penso, como os povos antigos - que perante um evento feliz, como era o nascimento de um saudável filho barão, choravam baba e ranho ... -  não devendo a gente espicaçar os deuses provocando-lhes invejas e más vontades.
Adiante, portanto, antes que uma praga me atinja e eu engorde com água!

Pois bem, neste jantar mais que perfeito, provei, no restaurante Jerónimo e Noélia, em Cabanas, Tavira, este indescritível risoto.
Servido na panela, aquoso, como se de um arroz malandro se tratasse, imediatamente despertava os sentidos, começando pelo olfato que, disparava ordem de tiro às glândulas salivares que, obedientes, imediatamente abriram fogo ... e foram rios de água na boca.



A receita que atrás disponibilizo, é um clássico como tantos outros presentes na NET. Garanto que não atinge os,  primores da Noélia, que não é génio quem quer, mas apenas quem possui a capacidade de golpe de asa que permite a elevação ao patamar da excelência.
OK! Falo de arroz! Não falo de uma obra de arte! Mas, asseguro, este risoto, se fosse pintura, seria um Picasso.

A visível liquidez é aparente, isto porque a presença  do queijo lhe confere corpo!
E os espargos selvagens, o travor ideal!
E o grau perfeito da cozedura do arroz, a consistência exata!
E os camarões cozinhados no ponto  o forte sabor a mar!
E os gigantes - um por comensal -  momentos de deliciosa gula!

Se fosse poema, este arroz seria soneto!
Isto se vivêssemos num mundo perfeito em que aos génios fossem atribuídos os louros!

Beijo
Nina