sexta-feira, 18 de julho de 2014

1159 - Flores e frutos


Para que conste, podemos cultivar e colher flores e frutos, por mais exíguo que seja o espaço.
Há, porém, alguns aspetos a ter em consideração, que aponto, porque perfeitamente autodidata nessa área (como em tantas outras), aprendi com os erros a alcançar um mais ou menos garantido sucesso.

Começando pelo tomate cereja.
Comprei um vasinho no Lidl, medindo pouco mais de 10 cms.
Foi um êxito.
Por isso, concluo que nesse supermercado, com muito movimento e grande rotatividade, as plantas envasadas são jovens e, por isso, com grandes hipóteses de serem bem sucedidas.
Um vez transplantadas para um recipiente cheio de terra saudável - compro-a no Leroy Merlin - há
que regar sistematicamente e garantir exposição ao sol.





Resultado:
As colheitas têm-se sucedido constantemente. Tantos, mas tantos tomatinhos vermelhos e doces que já alegraram os meus pratos!


O mesmo aconteceu com os rabanetes.
Comprei uma embalagem de sementes (no Leroy Merlin) e espalhei o seu conteúdo numa floreira.
Reguei bem.
Dois ou três dias depois, as sementinhas começaram a germinar, colorindo de pontos verdes a superfície da floreira.
Depois, há que dar-lhes espaço, retirando as que crescem apinhadas.
Desenvolvem-se que é uma beleza e são apontamentos deliciosos numa refeição.

Menos trabalho ainda dão as flores.
Gosto de as agrupar formando maciços coloridos - hortências, agapantos e rosas.
Um regalo para os olhos e para o olfato e, de novo, aguinha q.b e solinho!

Foi um ciclo espantoso!
Tanta flor, tanto fruto num local tão improvável como é um terraço.

A partir de agora, seguem-se semanas de repouso para o solo que tão bem cumpriu a sua vocação.
Lá para Setembro, receberá adubo, novas plantas e os ciclos recomeçarão.
É uma sensação extremamente gratificante a de participar  nesta aventura.
Aposto que, passando na rua, ninguém imagina a exuberância que me é oferecida.
Tão fácil e tão espontânea!
Não custa nada!

Beijo
Nina



quinta-feira, 17 de julho de 2014

1158 - Destralhando ...

... o frigorífico - atividade praticada regularmente - encontrei duas maçãs meio murchas e 7 claras congeladas.
Encontro sempre qualquer coisa que precisa de ser utilizada urgentemente. Desta vez foram as maçãs, já que as claras em pedra poderiam esperar calmamente ...
Não gosto de estragar comida e gosto de ter o frigorífico perfeitamente organizado.
Por isso, destralho, que é um verbo delicioso que, pura e simplesmente, se opõe à chamada tralha, isto é, tudo quanto é inútil ou se encontra em vias de o ser.
Acho uma atividade altamente compensatória.
 Adoro destralhar, seja o frigorífico, seja armários, seja a vida , preciosa de mais para ser desperdiçada.
Vou-me então à tralha.
E dou-lhe destino.

No caso, um bolo.
 De claras!
Que cobri com finas fatias de maçã e um punhado de amêndoas perdidas no frio.

É uma receita clássica, quase infantil de tão fácil, mas extraordinariamente saborosa
 Fiz assim:
- 220 g de Becel, de açúcar e de farinha com 2 colheres de chá de fermento
- 7 claras batidas em castelo firme
- raspa da casca de 1 limão

Bati a Becel com o açúcar e a raspa do limão e juntei, alternadamente, as claras e a farinha com o fermento.
Despejei em forma previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Sobre a superfície espalhei as rodelas de maçã e as amêndoas picadas que polvilhei com açúcar.
Assou a 180 graus, cerca de 1 hora.


Desenformei e coloquei na janela para arrefecer.
Lembrei-me, então da Vovó Donalda, excelente cozinheira, que sempre usava esta técnica e quase sempre era assaltada por um urso guloso que lhe surripiava os petiscos.

A mim não!
A mim nenhum urso me roubou!
Metade do bolo desapareceu, mas, no caso, o culpado é outro ...
Mas, quem nunca sucumbiu a uma tentação, que atire a primeira pedra.
Beijo
Nina

quarta-feira, 16 de julho de 2014

1157 - Manhã branca!


A vizinhança do Douro, o glorioso rio que rodeia a minha cidade, provoca deliciosas surpresas matinais, como :

Acordar num mundo sépia, quase monocromático.
Um manto de neblina envolve os seres e as coisas e quase as silencia.
Eu própria me policio e temendo quebrar a harmonia, falo pouco, falo baixo, contemplativa.
É bom estar atenta ao momento, deixando que ele quase me engula.
Quase místico, quase  Zen, esvazia a cabeça, destralha o espírito.

Assim foi este início de dia, na margem esquerda do Douro, quase na sua foz, numa
povoação de pescadores - Afurada - que, recentemente, subiu na vida e ganhou uma marina.

 Excelente espaço!
Excelente café!
Excelente ambiente!

Muito bom para começar o dia, sem pressas, saboreando cada instante.
Digamos que é o que mais próximo da meditação consigo experimentar.

Beijo
Nina

terça-feira, 15 de julho de 2014

1156 - Se dúvidas houvesse ...

... dissiparam-se!
É oficial:
- A ponta em renda valoriza imensamente os atoalhados ...


... mesmo que, como é o caso, não sejam toalhas novas.
Estas já usadas e lavadas ganharam estatuto de peça janota e cara.
Utilizei a ponta azul, em toalhas brancas e azuis, que costumo conjugar.

Merecem o trabalho, que não foi pouco, pois a máquina não vence facilmente as bainhas já feitas. São grossas, o que dificulta e, às vezes, impede a progressão.

Foram umas horas de costura, com muito fio rebentado, o que acaba por se tornar exasperante. Só com muita persistência terminei a tarefa.
 Penso que acabarei por comprar uns metros de felpo, cortando e costurando as bainhas, com a ponta de renda já incluída. Não será para já que o tempo é escasso, mas, na próxima ida à loja de tecidos, estudarei as ofertas e seguramente porei em prática essa possibilidade.

Já agora, esclareçam-me, por favor:
_ Porque razão o fio se parte com tamanha frequência?
Má qualidade do mesmo? Então, que marca comprar?

Eis as minhas lindas toalhinhas, de cara nova, prontas para alegrarem o meu despertar
Segue-se o bege e depois o rosa, conjuntos destinados a ambientes diferentes, com cores de fundo diferentes, exigindo acessórios diferentes.
Mal posso esperar por ver a tarefa concluída, que sou pessoa de gostar de ter tudo pronto ontem!

Beijo
Nina

segunda-feira, 14 de julho de 2014

1155 - Uma coisa meio doida ...


... que quase nunca consigo evitar, é perder o carro no parque!
 Não perco o carro, perco a noção do lugar em que o deixei estacionado!
Quando os lugares são numerados, nenhum problema, mas, quando pelo contrário, não são, é certo e sabido que, barata tonta ziguezagueio, às aranhas...

Lá está ele, escondidinho!
Hoje fui ao Mar Shopping. Ao supermercado. Ao Jumbo, concretamente, que, segundo a DECO, é o mais barato de todos. E eu aprecio bons preços. Portanto, fui.
Estacionei. No parque verde, no setor C, ao pé de uma coluna que fazia reclame à Zara. Todas as referências registadas. Nada podia correr mal. Mas correu.
Feitas as compras desci, saí pela mesma porta por onde entrara, no setor verde/C. Procurei a coluna com publicidade à Zara ... Ei-la! Qu'é do carro? Nada!
Olhando em redor, vi 5, 6 colunas iguais.
E, de carrinho de compras a abarrotar, desesperei-me!
Quase chamei o segurança, um daqueles que circulam de mota pelo parque, para pedir ajuda. Hesitei. Não queria dar-lhe o gostinho machista e receber um olhar condescendente, daqueles que me enfurecem e que os meninos tanto apreciam - provavelmente porque, nós meninas, somos muito melhores que eles em quase tudo  ... Por isso, quando nos apanham "em falta" - coitaditos -não perdem a oportunidade de marcar pontos!
Insisti, pois, na busca do carro e lá o encontrei, encostado a uma coluna da Zara, sabendo que o desnorte se repetirá.
A culpa não é minha, repito. A culpa é deles que não numeraram os lugares.
Que, ao contrário do que (eles) dizem, sei ler mapas muito, muito bem!

Beijo
Nina

domingo, 13 de julho de 2014

1154 - Azul, bege e rosa!

Agora, tenho metros e metros de pontas para aplicar em toalhas, ou no que mais me lembrar.


Tive a sorte de, no último sábado, encontrar o vendedor das pontas em croché e não hesitei ...


Comprei uma embalagem com a florzinha bege.
Aliás, esta é uma das combinações que mais gosto - branco e bege.

O rosa, que deu origem a esta ânsia de mais e mais ...

... e o azul.
Todos lindos!
Cada embalagem de 12 metros, por 5€!
Inacreditável, bem sei, mas absolutamente verdadeiro.

Tenho, desde sempre, preferência por atoalhados em puro branco. Acontece que, para manterem a brancura, são lavados sem piedade e a alvura ressente-se. Por isso, ainda que não se encontrem velhas, compro frequentemente novas toalhas.
Por acaso, no sábado, encontrei na feira, uma venda de atoalhados, com excelente aspeto, fofos, de puro algodão, a preços muito convidativos:
O lençol de banho por 10€, a toalha por 5 e os toalhetes por 3.Nem sei porque não comprei, mas a ideia ficou a germinar cá dentro.
Me aguardem!
P'ra semana vêm comigo e vão receber o remate das lindas rendas.

Beijo
Nina

sexta-feira, 11 de julho de 2014

1153 - Depois de jantar ...



... ao serão, o " Quem quer ser milionário?", que quando fica muito chato, emudece, perde o pio, que é prerrogativa do espectador tomar tal decisão e eu, implacável tomo.

Deixo, então a MMG, silenciosa, muda!
E eu descanso!

Intervalo com um capítulo deste apaixonante livro.
Grande escritor, incrível poder criativo.

A seguir, intervalo com a almofada ...

... Que cresce rapidamente.
Agrada-me esta conjugação de cores pastel.
Fazem-se num instante e o resultado final  é lindo.
No intervalo, venho aqui, que a dependência do blog é real e muito gratificante.

Beijo
Nina