quarta-feira, 20 de maio de 2015

Otimizando a otimização!


Cheguei, agorinha mesmo, à conclusão que é possível otimizar a própria otimização!
Se não, vejamos:

Referi ontem que, enquanto arrumava a cozinha, depois de almoço, poderia muito bem preparar o jantar, dando assim por finalizadas as hostilidades no que à culinária diz respeito.
 Acrescento que a experiência de ontem foi um absoluto sucesso e que não quero outra estratégia.

Hoje, pronta para repetir o esquema, reparei que as minhas unhas reclamavam atenção.
Que fiz?
- Preparei o jantar de hoje, o almoço de amanhã, o jantar de amanhã e, com um pouco de sorte, o almoço para depois de amanhã!
Nesta operação "matei" , portanto, vários coelhos.

- Entretanto, enquanto no fogão as panelas fervilhavam, tratei das unhas;

- Enquanto as unhas secam, escrevo este post!

Com esta articulação, para além de outras vantagens, garanto que as unhas secarão sem que eu, numa pressa, as estrague!
(confesso - é o meu forte!)

Sou ou não sou mesmo muito boa nestas operações encadeadas?

É que bem vistas as coisas, isto é coisa de mulher, esta capacidade de gestão em várias frentes.
 Aposto que um homem faria o mesmo, apenas e se tivesse cinco pares de braços (e, pelo menos, três cérebros ...)

Quanto à comidinha, cozinhei frango com caril que dará, à vontade, para duas refeições e uma razoável quantidade de picado que combinarei com massas , puré de batata ou arroz.

Quando cozinhava o caril, reparei que não tinha leite de coco, um ingrediente imprescindível, ou pelo menos, um ingrediente que valoriza imenso esta preparação.
Lembrei-me de improvisar, fervendo uma quantidade de leite com uma colher de sopa de coco ralado. 
Funcionou lindamente, havendo apenas que coar a mistura, antes de a juntar ao frango.


Esta é a imagem do leite já fervido com o coco.

Quando o frango se encontra no ponto de cozedura, é só regá-lo com o leite coado.

A  quantidade a usar depende do gosto.
 Pessoalmente, gosto de triturar o molho antes de servir e despejá-lo então sobre o frango.
Já provei e garanto que resultou plenamente. Servirei com arroz jasmim e chutney de abacaxi- assim mesmo, chique e requintado, sem o mais pequeno esforço.

O picado é convencional, sendo que, gosto de temperar com alecrim e basílico.

Engrossei o molho resultante de uma boa porção de vinho tinto, com uma colher de sobremesa de Maizena diluída em leite.

Temos, portanto:
- Várias refeições cozinhadas;
- Unhas impecáveis;
-Post redigido;
- Comentários lidos e respondidos;
- Mail verificado;

A otimização da otimização parece possuir a dinâmica dos corpos em movimento uniformemente acelerado!
Quanto mais se pratica, mais se automatiza!
Uma beleza!

Beijo
Nina

terça-feira, 19 de maio de 2015

Otimização



Quando falamos de otimização o conceito aplica-se à vida em geral, pois é sempre possível melhorá-la nos diversos, nos infinitos aspetos que a compõem.
 Reconheço, contudo, que a palavra aparece, atualmente, conectada com o  tempo - que é dinheiro!

Sem grandes preocupações, sem a pretensão de querer "descobrir a pólvora", vou-me dando conta, no meu dia-a-dia, que é possível simplificar, rentabilizar - numa palavra - otimizar o precioso tempo.

Hoje, por exemplo, almoço comido, hora de arrumar a cozinha, detive-me pensando que , mais tarde, iria desarrumar novamente, repetindo as tarefas.
Porque não adiantar o jantar?
Deste modo, a única obrigação será ... jantar!

Congelada tinha uma embalagem de bacalhau ( que não havia maneira de utilizar ...). 
Cozi-a, o que demorou escassos minutos e, enquanto arrefecia, fritei 2 cebolas às rodelas, 1/2 pimento vermelho às tiras e 2 dentes de alho - muito devagarinho, para não queimar.



Aconselho vivamente a só introduzir os alhos no final da operação, uma vez que eles, sendo deliciosos, têm o péssimo hábito de esturricarem, arruinando o sabor do prato.

Entretanto, reduzi o bacalhau a lascas, sem peles nem espinhas e cozi meia dúzia de camarões, aproveitando a água da fervura,

Da horta, trouxe um molho de salsa de cujo sabor muito gosto.

Mexendo de vez em quando a cebola ...

... introduzi o bacalhau, a salsa e o líquido em que foram cozidos os camarões.

Para ficar perfeito, convem coar esse líquido ...



... o que não representa qualquer dificuldade e não há experiência pior do que engolir bigodes e barbas de camarão.

Tapa-se o tacho e deixa-se que ferva muito lentamente cerca de 10 minutos.
À parte, dissolve-se 1 colher de sopa de Maizena num pouco de leite frio.
Junta-se ao bacalhau até que ferva.
Retificam-se os temperos, acrescentando o sumo de meio limão.



Enfeita-se a superfície com os camarões descascados e serve-se com puré de batata ou arroz branco.


Com sorte, ainda sobra para o almoço de amanhã!
(Que esperta!)

Entretanto - e porque já há muito não o fazia - preparei este BOLO de COCO ENCHARCADO, cuja receita veio do blog da Carina que pode ser encontrado AQUI!


O aspeto e o cheirinho são tentadores ...
Ainda não provei, mas para mostrar o aspeto interior ...


Aqui fica a amostra.

Resumindo - para não perder de vista o objetivo deste post - tenho a certeza de que é possível simplificar as tarefas na cozinha, local onde o tempo é verdadeiramente devorado.
Agora, por exemplo, são 18 H 25M.
Se não tivesse preparado ou, pelo menos, adiantado o jantar, estaria neste momento mergulhada em segunda sessão culinária. Assim, não! O que havia para desarrumar e para sujar, foi limpo de uma só vez.
Por mim, tenho a certeza que nunca mais enfrentarei duas doses diárias de cozinhados.
Além disso, há que valorizar os préstimos do moderno equipamento de que se dispõe - arroz aquecido é igual a arroz fresco ( com as excepções do risoto e do arroz caldoso); preparando doses em duplicado, é sempre possível congelar, o que equivale a poupar tempo e dinheiro!
(Continuo a achar-me muito esperta!)

Meninas(os) que me lêem:
- Partilhem comigo os vossos truques!
Sou toda ouvidos, muito grata!

Beijo
Nina
















segunda-feira, 18 de maio de 2015

Multitask


Multitask é a designação moderna da ancestral capacidade de, nós mulheres, executarmos 1000 tarefas, sendo que algumas são realizadas ao mesmo tempo.

Dias há em que essa competência me pesa mais e sinto-me cansada.
Hoje é um desses dias.

Parando para pensar, rebobinando as tarefas concluídas, compreendo que o cansaço não se instalou por acaso.

Comecei o dia de lista em punho e, agora, 18:00H, concluo que cumpri todos os objetivos.

Mereço, portanto sofá e descanso, ali, frente à TV, assistindo a alguns episódios da série HOUSE OF CARDS ... enquanto tricoto!
É escusado pensar que poderia, apenas, deixar-me ficar ali, olhando o ecrã! Acho que adormeceria!
Tricotar é relaxante, é terapêutico, desafia a atenção e é maravilhosamente gratificante.

A camisola / blusa / túnica - o que quer que venha a ser - em PONTO DE ZIGUEZAGUE CURVO
tem a frente (ou as costas) concluída e já iniciei a parte que completa esta.
Também já concluiu que o fio não chega e amanhã comprarei o restante - e se calhar mais algum, que entrando naquela loja de tentações, tudo pode acontecer. 

Rematei com duas carreiras em liga, mas só depois de alinhavar as duas partes, poderei concluir se este remate funciona ou não.
Repito - apesar do aspeto elaborado, este ponto tricota-se com a maior das facilidades.


Ainda gostava de saber se iniciaram um tricô para as noites frescas de Verão.
(Alguém aceitou o desfio? Quem?)
É que o tricô veste sempre muito bem dando um ar elegante e descontraído, como se pretende.

Entretanto, fechei as atividades culinárias, com sopa de feijão verde, jardineira, arroz de tomate e massa para uns bolinhos de arroz, o que equivale a dizer que, amanhã, a minha cozinha será um verdadeiro deserto, com pouquíssima atividade.

Quando o fogão funciona durante a tarde, significa que termos dias de descanso gastronómico.

Vou, pois, para o sofá, que o tricô espera-me!

Beijo
Nina



domingo, 17 de maio de 2015

Gerês




Neste domingo ameno, saí de casa às 10 da manhã, rumo ao Gerês.
Levava cábula, conselhos e roteiro a seguir.


A primeira dica prendia-se com o restaurante - Casa Eufêmea, na vila do Gerês.
Depois de algumas tentativas falhadas, de erro de percurso, de GPS mal  informado, lá cheguei, que quem tem boca ...


Espaço simples, mas asseado, de hospedaria, onde hóspedes e proprietários convivem amistosamente.
Sem lista, nem nenhuma dessas inúteis esquisitices, comi o que me trouxeram:
- Uma excelente sopa de espinafres e ...

... vitela assada com batatas, arroz e salada.
Tudo muito bom, muito saboroso, muito reconfortante.
Como sobremesa, fruta, que não havia outra opção.
Gostei muito da qualidade aliada à simplicidade.

Tomado um cafezinho,chegou o momento de partir à descoberta.
Hoje, apenas de um pequeno sector do parque, espaço gigantesco que, acredito, nunca estará completamente visto nem  desvendado.


Estava calor!
30 graus, mesmo sob a proteção da copa das árvores , que, muito verdes contrastavam gloriosamente com o azul cobalto do céu.

 De carro, avancei, parando sempre que o espetáculo o exigia ...


... como aqui, neste luxuriante túnel verde.
 Segui ...


... até ao Campo do Gerês, onde aparquei.

A pé, desci a estrada durante 15 minutos, sem custo, que a descer é fácil, registando um ou outro quadro vivo ...


... como estas violetas selvagens.
 Descendo sempre, atinge-se a ponte que cruza o rio Homem.



E a vista é esta!!!!!


Uma cascata trepidante, de espuma branca ...
 e ...
... esta piscina natural, escavada nas rochas, repleta de água cristalina!

Verdadeiramente incrível!
Sobres as rochas, destemidos veraneantes trabalham para o bronze, a meu ver, com risco de vida - não sei como lá chegaram, nem como de lá sairão.
Tentei aproximar-me e a vertigem é real!


Este, indiferente ao perigo, tosta ...

O local é absolutamente paradisíaco, irreal e merece uma visita.
Pela descrição que fiz do percurso, não tem como enganar.
Logo que se vê esta placa ...


Identificando o rio, e esta ponte ...

... que atravessa o próprio  ...
 ... chegámos!

Depois, a água que transborda da piscina e corre pelo leito rochoso...

Sempre com paisagens magníficas
 Menos de 1 Km  acima, a fronteira com Espanha.



Curiosamente, o percurso mais curto para regressar a casa faz-se por Espanha.


Através de um vale com montanhas pintadas de roxo.
O norte de Portugal é esta maravilha e muito, muito mais!


Beijo
Nina

sábado, 16 de maio de 2015

Túnicas brancas!

Sábado!
Cerveira!
Galiza!
 
Uma trindade que tende a repetir-se e de que gosto imenso, ou não gostasse eu de rituais.
 
Hoje, com argumento favorável, extra:
- O céu de um azul profundo e amena temperatura de 23 graus!
 



Fã incondicional de jeans- sempre versáteis -  combinada com túnica branca, outra das minhas debilidades, assim me vesti para viver este glorioso sábado.
Esta que exibo, foi comprada na feira, em Cerveira, o melhor local do mundo para as encontrar.
Há tantas, tão variadas ( tão baratas ...) que a dificuldade é escolher.
Para mim, sempre e só brancas que nunca são em excesso.


Com sapatos cómodos. colete de franjas para alavancar o look, lá cirandei pelas ruelas da feira.

No final, mais uma túnica comprada ( que vergonha!)
 
Depois, almoço na Galiza, onde sempre se come bem, seja peixe fresquíssimo, marisco fantástico ou carne com sabor a carne.

Tenham um feliz sábado.

Beijo
Nina

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Sobremesa Light


Parece realmente  uma impossibilidade - associar as palavras "sobremesa" e "light", já que uma, em princípio, exclui a outra.

No caso, para ser rigorosa, devo esclarecer que esta sobremesa light o é em comparação com outras repletas de açúcar e gorduras.

Sei que existem umas soluções para terminar as refeições a que chamam sobremesas light que, provadas e analisadas, são apenas umas coisas sensaboronas tipo iogurte  magro natural ou gelatina. Nesse caso, passo. 
Antes não comer nada que pactuar com as ditas sobremesas light.

A que hoje trago é pouco calórica - mas, já se sabe - só não engorda o que fica no prato.

Posta assim a questão, honestamente, ainda que me doa admiti-lo, esta sobremesa light tende para o inocente, é deliciosa, incrivelmente fácil de preparar, bastando para tal abrir a porta do frigorífico - está lá tudo!

Precisamos de fruta variada, 2 ou 3 bolachinhas e sorvete - que, como é sabido, não contem gorduras, limitando-se à fruta e ao açúcar. 


Importante, importantíssima é a cor.
Por isso utilizei bananas, kiwis e cerejas.

Os sorvetes são de limão e framboesa, mas, tendo outros sabores, resulta, igualmente, perfeito.


Gosto de ter uma reserva de sabores e, quando apetece,
 para satisfazer a gula, uma bolinha basta.
 As bolachas podem (devem) ser evitadas, a não ser que se seja mesmo guloso(a).

No caso, recorri a estas, aparentemente inocentes.

Comecemos a preparação daquilo a que repetidamente chamamos sobremesa light - pois, o auto-convencimento é fundamental, como se sabe.
 Se nos convencermos que é light, que não engorda, que a montanha vem a Maomé ... enfim, o espírito dominará a matéria.

Colocamos, uma bolinha de sorvete de limão no fundo da taça.
Polvilhamos com bolacha grosseiramente desfeita, que conferirá ao conjunto uma crocância irresistível.

Passemos à fruta - saudável e honestamente inocente:


Uma banana e um kiwi cortado às rodelas ...

... e mais sorvete.


No caso, insisti , a pedido, no de limão, mas qualquer sabor funciona lindamente.

Enfeita-se com cerejas e 1 bolachinha - insisto que é apenas 1, ou o título Sobremesa Light deixará de fazer sentido e nós, os pecadores, ficaremos carregados de culpa e profunda vergonha!
Avisei!

Beijo
Nina

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Ponto de Ziguezagues Curvos


De todas as artes feitas com e a partir de fios, a que mais me agrada é, de longe, o tricô, que, sendo embora a minha favorita, é também a que maiores dúvidas e desafios me coloca.
O tricô é um mundo imenso, um universo ilimitado.

Já aprendi, porém,  à minha própria custa, que tudo se aprende, desde que se queira aprender - e assim tem sido.

Infelizmente, com a chegada do tempo quente, as lãs são forçosamente postas de lado, porque incompatíveis com o calor, o que é uma enorme pena.

Porém, numa ida recente à minha fornecedora , descobri uma forma de contornar o problema:
- Um fio lindo e irresistível adequado ao tricô -  fininho, ligeiramente mesclado, 95% acrílico e 5% viscose, com um distinto aspeto de algodão.
A marca é Klass e aconselha-se a utilização de agulhas grossinhas, variando entre o 5.5 e o 6.
O resultado é um trabalho fofo, com malha bastante aberta, muito apropriado para a estação.



Comprei o fio, numa cor de areia deliciosa.
São vários novelos para dele fazer surgir uma camisola / blusa / túnica - a ver vamos, de acordo com o meu humor e o  evoluir da situação.


E assim vai crescendo ...
Para combinar com branco, uma combinação sempre feliz.

O PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVO em todo o seu esplendor!

Não hesitei, portanto,  quanto ao ponto a aplicar - PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVOS!

A minha primeira experiência com este ponto quase é histórica. Ocorreu, quando em 2011, no início do blog, decidi tricotar um vestido de lã.
Então,  muito a  medo, reproduzi uma amostra,  concluindo que o PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVOS é absolutamente acessível sendo o resultado  fantástico.

O PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVOS compõe, neste caso,  a saia!


AQUI encontrarão informações detalhadas de como tricotar o ponto dos ziguezagues curvos,  sendo que, depois de repetidas as primeiras carreiras, o esquema passa a fazer sentido lógico não precisando de ser consultado.


Gostei tanto do resultado, que tratei de repetir o ponto dos ziguezagues curvos, nesta camisola/blusa de meia estação, que se encontra AQUI! num  fantástico look safari.


De novo, utilizando um fio leve que simula o algodão.

O ponto dos ziguezagues curvos foi utilizado no início, como se de um canelado se tratasse.

A parte superior é lisa, com um jogo de mates e laças.

O ponto de ziguezagues curvos presta-se particularmente bem para situações que não exijam mates (como, infelizmente, é o caso das cavas e do decote).


No trabalho atual que será, como já disse,  blusa / camisola / túnica, irei optar por não desenhar cavas, deixando que o ombro fique descaído.
Do mesmo modo,  o decote será "de barco".
Dessa forma, escapo ao constrangimento dos "mates" que podem não bater certo.

Possuo muita documentação escrita - livros e revistas - para além da própria NET que fornece pistas e informações preciosas e, pretendendo não só evoluir, mas  gostando também do desafio, atrevo-me por novos caminhos.
Porém, no caso do PONTO DE ZIGUEZAGUES CURVOS, a paixão é tão forte que não me importo de repetir uma e outra vez.

Prova disso encontra-se,aqui, conforme o que as imagens documentam.

Beijo
Nina