quinta-feira, 4 de junho de 2015

Quando chegar o frio ...

Quando chegar o frio - que vai chegar num instante ... já sabemos que o nosso Verão é curtinho ... - não irei tiritar, nem bater o dente, arrepiada, porque sou criatura previdente, assim tipo formiga, que nos momentos de lazer, ocupa as mãos com muito prazer. Tricotando!
Gosto muito de tricotar, muito, muito! Mais que qualquer outra atividade manual, embora no tricot seja e sempre serei uma aprendiz.

Há tempos, encantei-me com o PONTO ESTRELA.

 Depois de vários percalços que se traduziram em repetidos faz / desfaz - esta a minha verdadeira especialidade - lá atinei e dei início ao que virá a ser, num futuro que pretendo próximo, um casaco.

Pois bem, sem fazer força, sem esforço, em verdadeiro modo "piloto automático", as costas do casaco crescem, lentamente, mas crescem e, bem antes da chegada dos rigores do Inverno, termos casaco - lindo e único!

Imagino um conjunto em branco total - um luxo!

Ou combinado com jeans - um espanto!

E assim me divirto, imaginando, inocentemente, coisas!

Não me canso de repetir que o tricot foi, na minha vida, uma descoberta imensamente gratificante, porque diverte, porque paga altos, altíssimos dividendos.

A ideia um pouquinho preconceituosa ( e algo tolinha ...) de que o tricot é coisa de velhinhas é absolutamente absurda.

Tricotar é criativo, é altamente rentável e imensamente prazeroso.
Tricotem, amigos!
Aceitem o desafio e tricotem!
Comecem com um cachecol em ponto liga/ tricô! Sem dificuldade, sem erro, sem truque!
Sempre a direito, o cachecol cresce e o ponto aprimora-se, que nisto como em tudo, aprende-se a fazer, fazendo!
Quanto mais repetirem, mais fácil, mais automática a operação.
E já que estão no cachecol, por favor, nada de somitiquices! O cachecol quer-se grande, quer-se imenso, dando voltas ao pescoço.

Pronto! A tia Nina disse da sua justiça!
Está dito!

Beijo
Nina

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A vida mansa de uma dona de casa!

Há quem assim o pense - que a vida de dona de casa é mansa - que eu sei que há!
Então, hoje, foi assim:

- Saída, pela manhã, para caminhada, café e jornal;
- Regresso a casa - preparar almoço;
- Arrumar a cozinha;
-Saída para abastecimento no supermercado;
- Regresso - arrumar todas as compras;
- Subir a bainha de umas calças;
- Lixar e dar segunda camada de tinta na mesa;


Mais uma camada  fica pronta! E linda!

- Dar uma primeira mão num cesto;

Vai precisar de trato, de muito trato, que pintar cestos exige persistência e dedicação.
Mas no fim compensa!
 

- Regar as plantas;
- Pausa para um chá e meia torrada;
- Fazer sopa, adiantar jantar e almoço para amanhã;
- Tirar louça da máquina;
- Estender uma máquina de roupa;
- Ligar o computador para responder a comentários;
- Pintar as unhas das mãos e dos pés ( esta é a altura ideal para evitar desastres durante a secagem)
- Por a mesa para o jantar.
- Sentar para descansar, com o tricot nas mãos;


Falta ainda jantar e arrumar a cozinha!

Que rica vidinha!
Ena!

Beijo
Nina


terça-feira, 2 de junho de 2015

Almofadas arco-íris.

Sou comedida no uso das cores, quer seja no vestuário, quer seja na decoração, mas, às vezes, abro excepções.

Na decoração, se se trata de um local onde apenas permaneço ocasionalmente, uso e abuso do colorido, como fiz na minha "sala de costura" / "jardim de Inverno" / estufa.

Aí, com pavimento de tijoleira, pintei paredes e teto em verde chá, numa espécie de pano de fundo para as muitas plantas.

O sofá que aí convida ao repouso, é branco e, sobre ele, muitas, muitas cores.
Primeiro, foi A MANTA CORAÇÕES , depois  AS MIL FLORES do meu patinho feio e agora a African flower granny! 
Tudo sobre o sofá branco, como se um arco-íris aí tivesse nascido.


A última almofada já com enchimento ...

... revestida pelo tal paninho rosa bébé.
Esta uma vista do sofá:

Cor, muita cor que me cansaria se noutro local.

Como sempre acontece, sobrou fio, uma fatalidade a que não se foge.
Apliquei restos de três cores, nesta pega:


Combina com a panela e não destoa na cozinha.


Ainda assim, 3 novelos quase intactos, caminharam para a gaveta das sobras. 
Oh! vida!

Disto não se fez, porém, a minha tarde. Não!
Dediquei-me às pinturas, atividade altamente, perigosamente viciante.

Comprara há tempos uma lixadora elétrica que hoje, finalmente, inaugurei.
Trazia debaixo de olho - e meia entalada na garganta - esta mesa, herança de antepassados.
Lembro-me que era o centro daquilo a que chamavam pomposamente "sala de visitas", uma sala fechada e quase sem uso.
Quando a casa foi desmanchada, por sorteio, calhou-me essa sala.
Remodelei sofás, mas mantive os móveis que apenas mandei envernizar.
Não ficou mal, mas cansei!

Com a lixadora elétrica que guarda a poeira num reservatório, tratei de a lixar escrupulosamente, retirando todos os vestígios de verniz.
Foi fácil, que a maquineta cumpre o que promete.
Limpei toda a poeira e passei à fase seguinte.

A aplicação do primário.


Poderia ter usado rolo ou trincha, optando pela última hipótese.
Apliquei uma primeira capa à qual se seguirá uma segunda, só então passando pela tinta que escolhi.
 Levei a mesa para o exterior receando que alguma poeira não fosse aspirada e decidi bem, porque, apesar do reservatório, voa algum pó.

Pretendo continuar com a pintura calmamente, porque não sei se pintarei todos os móveis - só vendo e avaliando o evoluir da operação.
O que sei e garanto é que uma camada de tinta transforma miraculosamente um ambiente.
Gosto imenso desta aposta e só aconselho a quem a pretender seguir, que o faça aos poucos, de modo a evitar precipitações e resultados insatisfatórios.
Morro de ansiedade por ver a "coisa" terminada!
Logo mostrarei!

Beijo
Nina

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Calças amplas ...


As calças amplas - muito amplas - em tecido fino, tipo seda, são, pelo que tenho visto em lojas , revistas e flashes de desfiles de moda, uma forte tendência, o que, a mim, nem aquece nem arrefece, visto que só uso o que me agrada, imune à ditadura da moda.

Estas calças confundem-se com saias compridas, dada a sua amplitude  e delas gosto muitíssimo.
São confortáveis e práticas, vestem bem, disfarçam "coisinhas! e alongam a silhueta.
No tempo quente, mostram-se particularmente simpáticas.

Ontem, passei parte da tarde como AQUI  referi, cortando e refazendo bainhas a duras penas - custou-me imenso, que o pano fininho é inimigo das costureiras amadoras  ... mas lá consegui terminar a tarefa.

Hoje, para me recompensar, vesti estas, numa cor indefinida - canela / ferrugem / brique!
Seja lá ela o que for, as calças são lindas.



Nesta selfie, a blusa, o cinto e as pulseiras eleitas.

Estava fresquinho, que aqui no norte, junto ao mar, arrefeceu muito nos últimos dias.
Do armário desenterrei peças que compuseram o "boneco".


Jaqueta em couro bege e bolsa com franjas.


Os tons torrados sugerem-me ambientes africanos e, por isso, as pulseiras a condizer.

Esta...












... e mais esta!
Quando tenho dúvidas, não hesito e recorro ao branco que, tal como o preto, resolve todos os conflitos.
Por isso a blusa branca foi uma escolha feliz.

É para mim indispensável sentir-me bem, sentir que a roupa faz sentido, que não briga comigo.
No caso, foi uma ligação pacífica.
A bainha ontem feita não me envergonhou o que me enche de confiança para futuros desafios.

Saí!
Vi, por acaso, um colete ... e eu gosto muito de coletes. São peças simples e despretensiosas que salvam "a honra da pátria!" - passo o exagero e a blasfémia ...
Ainda farei um hino de louvor aos coletes.
Ficam sempre bem, quer seja sobre t-shirts, quer sobre camisas!
Pois bem,  dizia, vi um colete:

Este!


Feito de um material que simula a pele, sem o ser.
Tem franjinhas, muitas franjinhas, é macio e muito confortável!



Amanhã, vestirei as pretinhas - com branco evidentemente!
Sobre os jeans, este tipo de calças tem a imensa vantagem de ser muito leve, fresco e solto, pelo que, pergunto:
-Já aderiram às calças amplas?
Contem-me tudo!

Beijo
Nina



domingo, 31 de maio de 2015

Costurando, produzindo!


Costurei parte da tarde.
Bainhas em duas calças e uma almofada.

As calças, em tecido muito fino, são, para uma aprendiz atrevida - o meu caso! - um sério desafio.

O tecido "foge", esgueira-se à tesoura.
Obriga a muitos, muitos alfinetes  e, mesmo assim, a tarefa é ingrata.
Com muita paciência, devagarinho, consegui levar o barco a bom porto e as calças estão prontas a ser vestidas, depois de vários dias de espera, em que olhavam para mim e eu olhava para elas sem disposição de meter a mão na massa.
São muito, muito largas junto ao pé, simulando uma saia comprida. Este é um modelo muito simpático para vestir nos dias de calor.
Tentarei não esquecer de fotografar, assim que as ponha.
Arrumadas as calças, passei para outro departamento:
- Uma almofada.


Este é o meu (genial) modelo favorito, em envelope, dispensando fechos ou botões.
 O tecido é antigo, de uma "colheita" com alguns anos. Trata-se de um retalho imenso, que comprei por quase nada e que já entrou em vários projetos.


Muito largo, desconfio que se destinava a cortinas para quarto de criança.
 A cor - rosa bebé - calhou ser exatamente a que procurava para terminar este trabalho:


Teci, em tons pastel nove AFRICAN FLOWER GRANNY ...

...rematadas em ponto baixo ...

... e com "conchinhas"

Seguidamente será necessário pregar, com ponto invisível, o crochê ao tecido.

O resultado foi o que as imagens documentam.
Adorei!

Quando comprei o fio - 1 novelo de cada cor - pretendia iniciar uma manta, mas, pareceu-me que a espessura era excessiva.
Daí ter feito a almofada que ainda não sei qual o destino que terá.
O importante é que desencalhei três tarefas que colidiam com o meu horizonte visual. Assim, arrumei as pendências e, por acréscimo, ganhei detalhes úteis e giros.

Gostaram do tecido ingénuo e parolinho?
Por mim, sou fã incondicional deste estilo.

Boa semana!

Beijo
Nina

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Camisola / blusa / túnica em tricô.



Aqui está!



Prontinha!

Concluída!
Confortável!
Elegante!
Linda!





Tudo começou AQUI !
( Consultando o link, encontra-se todos os passos do ponto, vistoso e muito fácil de executar).


Remate do decote - 4 carreiras em liga / tricô!

Comprei 6 novelos e iniciei o trabalho, decidindo não fazer  "cavas" nem "decote", contornando assim a dificuldade que daí poderia surgir.
O trabalho resulta , pois, de 4 retângulos, 2 maiores, correspondentes às frentes e costas e 2 menores, que são as mangas.


Esta mistura de beges, combina muito bem com branco, cru, caqui!
Todas cores da minha preferência - já testei combinações!

Utilizei agulhas 5.5 e montei 94 malhas (frente e costas).
Em cada uma dessas partes, gastei e novelos.
Terminei com 4 carreiras em liga / tricô.


A manga caída dá um ar ligeiro e veste muito, muito bem!
Para as mangas, montei 66 malhas, gastando um novelo em cada uma.
Mais fácil, impossível!

A minha única pena é que esteja tanto calor! Terei que aguardar temperaturas mais amenas para inaugurar a obra (prima).

Gosto tanto do resultado que provavelmente repetirei o projeto com outra cor, embora utilizando o mesmo fio, muito agradável ao toque e muito adequado para as noites de Verão.


Tenham um feliz fim de semana e tricotem!

Beijo
Nina

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Panelas

 
Repetidamente tenho afirmado o quanto gosto de panelas!
A sério!
Entre os sapatos e uma panela, escolho a panela, e, olha que gosto muito de sapatos.
 
Às panelas tenho dedicado textos, poemas, louvores, como se pode ver
 
AQUI, 
 
 
e 
 
AQUI ,
 
onde falei de panelas de alta gama.
 
Hoje, porém, mostrarei uma simplesinha, acessível, linda e de uma utilidade incrível.
 
 
 
A esta me refiro.
Na verdade, estamos face a um 2 em 1! É uma panela para cozer ao vapor.
No fundo, 2 ou 3 dedos de água e no recipiente perfurado, os legumes que pretendemos cozinhar, preservando todo o seu valor nutritivo.

Cozendo feijão verde, que com este método se mantem bem verdinho e firme.

Cozinheira despachada que, ainda por cima, procura sujar pouca louça, nesta operação, utilizo a água do recipiente exterior e, ao mesmo tempo, cozo batatas.


Bastante desfocadas devido ao fumo da fervura!
Batatas cozidas e feijão verde, acompanhariam salmão grelhado.

Retirei os legumes e, na mesma panela, aqueci sopa.

Sou um génio - vá ... - um pequeno génio!

Voltando à panela, foi comprada no Lidl e estou atenta - quando reaparecerem, comprarei outra.

Relembro que a água da cozedura dos legumes, pode e deve ser utilizada noutros pratos.
Se não for oportuno, é um excelente adubo para as plantas. É só deixar arrefecer e regar o vasinho que, infeliz, ameaça finar-se e que, com o tónico, recupera!

Beijo
Nina