sábado, 13 de junho de 2015

Sábado



Por mais que chova - hoje chove ...- por mais feia que seja a cara do céu - hoje cinza carregado ... - sábado é sábado.
Diria mesmo que sábado, mais que um dia , é um estado de espírito. Digamos que é o estado de espírito "sábado", sinónimo de boas expectativas, de esperança por momentos grandiosos, digo eu, criatura de bem com a vida, a quem simplesmente a vida sabe bem, seja qual for o dia da semana. O que eu gosto é de estar, de ser e mais nada. Isso me basta.

Então, negando o aforismo de que "não há sábado sem sol", hoje choveu, chove, e em Cerveira, na feira demasiado deserta, a chuva caía grossa, embora sem frio.
Os feirantes lastimavam-se que " o negócio está fraco ... que os espanhóis não aparecem ..." confidenciavam-me, a mim, conhecida assídua, quase amiga, quase cúmplice.

Abasteci-me de "uns preparos":




Estes 4 metros de pompons amarelinhos, um pedaço de sol no dia triste.
Não sei para quê, mas logo descobrirei - sempre descubro!


E mais 4 metros de renda vermelha!

Esta!
 O seu futuro é igualmente uma incógnita.

Na tenda das rendas, proprieddae de uma vendedora de quem sou quase íntima, uma multidão acotovelava-se, talvez porque oferece grande variedade de produtos.
Acabei por meter conversa, enquanto esperava ( já agora, sou muito boa a meter conversa, adivinhando conexões em gente que nunca na vida vi ...) - pois, como dizia, meti conversa com uma "freguesa" que hesitava na cor dos pompons, que pretendia aplicar na bainha de um  vestido.
Olha! Achei a ideia fantástica!
Acho que as bolinhas coloridas podem dar facilmente cara nova a um vestido de verão enfadonho!
Conclui que se aprende sempre e que não há mal nenhum em trocar impressões com desconhecidos.
A pessoa em, questão confidenciou-me que era proprietária de uma loja de roupa e que sempre incrementa os produtos com gracinhas da sua autoria.
Aplaudi. Agradecida. E acabei por opinar na cor mais adequada.
Acho que descobri, assim, de repente, o destino a dar às 1000 bolinhas amarelas!
E que confirmei e reconfirmei que abertura de espírito é coisa que só nos engrandece.
Sou assim!

Beijo
Nina



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Isto de pintar ...



Isto de pintar, é muito giro, muito fácil, muito gratificante, muito fantástico, mas, para que o seja há uns quantos cuidados a observar - digo eu, que sei do que falo, vários dias após ter iniciado a aventura.

1º - Materiais - tintas, pincéis, luvas, proteção do pavimento e trapos (sumamente indispensáveis, que a tinta parece ter vida própria e viaja por onde menos se espera. Esta tarde, pintei os braços, a cara, o cabelo e os sapatos ...)

Tinta sem odor é indispensável.
Já sofri horrores - pensei até em mudar-me para um hotel - devido ao insuportável cheiro a verniz!

Compremos, portanto, esmalte próprio para móveis de madeira como este ...


Custou cerca de 10€ no Leroy Merlin.
Seca num instante, não cheira e os pingos indesejáveis retiram-se com um trapo molhado.

Na dúvida, pedi ajuda a um funcionário da loja que me indicou o produto certo.
É branco, mate, isto é, sem brilho, que não quero ar de cozinha fora dela.

Estamos entendidos, quanto à tinta.

Nos vasos de plástico, aplico uma primeira camada e depois de seca, uma segunda. O resultado é satisfatório.

Por precaução, deixo que seque durante horas - que não tenho pressa - e só então, coloco os vasos no lugar.

Esta tarde, repaginei dois:


Este com um pujante antúrio ...

... este, em barro, com um ar demasiado rústico para o espaço que estou a transformar ...

... e a estrutura em ferro onde encaixa o pote de barro.

Tudo muito bem, tudo muito lindo, porém ... agora vêm as advertências:

- Nada de ir com muita sede ao pote, isto é, vamos com calma, para não atamancarmos o serviço e, por acréscimo, arranjarmos uma valente dor nas costas.
É que a posição é exigente e, de repente, sente-se uma pessoa toda torta e um bocadinho farta de pinturas.
Então, fazemos assim:
- Com um trapo, limpámos bem as superfícies que receberão tinta;
-Elegemos dois objetos, de modo a que a "operação pintura" não ultrapasse 1 hora.
1 hora decorrida, arrumamos a tralha, mesmo que ainda apeteça continuar com umas pinceladas. Abandonamos, sem apelo nem agravo. Abandonamos enquanto não estamos fartos, Abandonamos cheios de vontade de continuar. Abandonamos, porque amanhã também é dia e as tintas e pincéis não vão a lugar nenhum, continuando lá à nossa espera. Abandonamos, ponto final!

Confesso que só hoje cumpri o preceito e que tenho vindo a exagerar tolamente.
Hoje, não!
Hoje foi mesmo só uma hora.

O espaço começa a tomar forma com a onda branca que lancei.
Estou desejosa por ver o trabalho concluído, porém, repito, contenção no entusiasmo!

Tenham um feliz fim de semana, com ou sem pinturas!

Beijo
Nina



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Alperces ...


Numa publicação da especialidade, li que:

" A maioria das cultivares é auto-fertil, não necessitando de outras variedades para produzir. Tem uma vida produtiva de 30-40 anos, com entrada em produção aos 3 anos e atinge a plena produção aos 6-7 anos. O damasqueiro pode viver mais de 80 anos. "


É discurso técnico, bem sei, mas que comprovei no meu "pomar".

Há 3 anos, num horto, comprei uma estaca com raiz.
Tratei de a plantar num vaso grande, colocando uma camada de cascalho para facilitar a drenagem; sobre o cascalho, uma camada de terra tratada - um desses sacos que são vendidos em qualquer horto; depois, a planta e mais terra, enchendo o vaso quase até ao bordo.
 Quase, repito, que deve ser deixada por preencher uma altura com cerca de 2 cm para que a rega se faça convenientemente.

Isto, aconteceu, no outono.

Esperei!

Chegou a primavera e da estaquinha imberbe surgiram tímidos raminhos e mais uma dúzia de folhinhas.

Reguei!
 Reguei sempre!

Veio o verão e continuei a regar com redobrado desvelo.

No outono, perdeu as folhas.

No inverno, tristinho, era um cale compridote e sem graça.

Repetiu-se o ciclo  e, no segundo ano, na primavera, apareceram 2 ou 3 florzinhas rosa.

Este ano, nesta primavera, a árvore - que já assim pode ser chamada - cobriu-se de flores.

Mimei-a com borra de café e, esporadicamente, com um aporte de terra fresca.

Gostou!


Da nuvem de flores, fez-se frutos ...

Cinco!

Perfeitos, de polpa firme e perfumada!

Foi o primeiro "parto" do meu damasqueiro!


Ei-los, os bebés!

Lindos!
e fui eu, crente e crédula, que deles tratei.
São apenas 5, mas a alegria é imensa.
São a prova de que é possível!
De que tudo é possível!
Que o milagre acontece!

São poucos, eu sei que são poucos e que, por quase nada, do supermercado trazemos um saco.

Mas, acreditem ...
Não é a mesma coisa!

Beijo
Nina

terça-feira, 9 de junho de 2015

Pintando -parte 2

 Com os pincéis sujos, meia lata de tinta para gastar e o estendal montado, gastei parte da tarde pintando.
Engraçado como este esmalte adere bem ao plástico, o horrendo plástico de que são feitos a maioria dos vasos. Tinha dúvidas. Pensava que descolaria e que só iria aderir em superfícies porosas. Mas, so far, so good!

Acabei, finalmente, a lata de tinta e já lavei o pincel. Usei água muito quente e detergente da louça, colocando, dentro de um frasco de boca larga, os pincéis de molho. Passado pouco tempo, esfreguei-os entre os dedos ( usando luvas, é claro ...) e a tinta saiu sem dificuldade.




E, o que dantes era plástico imitando barro - um horror! - agora está assim ...
Um vaso baço, branquinho.

Os pratos que os sustentam e aparam a água das regas, foram também pintados, que não ia deixar detalhes medonhos à mostra.

Este, ficou particularmente bonito ...
 Irreconhecível:


Ainda ontem era este mamarracho.

Pois a procissão ainda vai no adro!
Tenho muito, mas mesmo muito, para pintar, que o esforço é compensado pelo resultado.

Amanhã, feriado, palpita-me que as atividades não incluirão pinturas, que ninguém é de ferro, mas, quero crer que antes de férias, a minha estufa/jardim de Inverno, atelier estará concluída, para meu orgulho e satisfação geral da nação.

Disse!

Beijo
Nina

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Pintando!


Continuo pintando de modo a aplicar a tinta que sobrou da MESA.



Não é que a tinta se estrague - que não estraga - desde  que a lata se conserve perfeitamente fechada.
Mas, atendendo a que a logística se encontrava montada, achei por bem aproveitá-la.
Quando falo em "logística", refiro-me à proteção que, obrigatoriamente, devemos colocar no solo, porque, por mais cuidados que tenhamos, sempre pingarão umas inoportunas gotas de tinta.
Proteger o solo com um plástico, uma toalha velha ou jornais é, portanto indispensável.
Depois, temos o pincel ou rolo ou trincha que, acabada a função, terão que ser lavados em água tépida e sabão - uma grande chatice, passo a expressão.

Portanto, acabada a pintura do dia, trato de enfiar o pincel / trincha / rolo - o que seja! - dentro de um saco plástico, bem fechado, para que a tinta não seque.
 Quando retomo a pintura, o material aguarda-me impecável, pronto a ser usado.
Aprendi, errando - que é a melhor maneira de se aprender - a assim rentabilizar tempo e materiais.


Tenho, por tais motivos, continuado com as pinturas.

Acresce que esta tinta - esmalte acrílico - seca muito rapidamente e - o que é mais importante! - não cheira.

Estando a lata quase vazia, escolhi peças pequenas a quem decidi dar nova cara, como por exemplo:




Este vaso!

De barro, até que não era feio, mas, apetece-me eliminar "gritos estridentes" de cor, amenizando o ambiente.

Limpei-o com um pano seco e pintei-o de imediato. Secou  rapidamente e rapidamente recebeu nova camada de tinta.

Dei igual tratamento a outro irmãozinho:


Este, horrendo, num plástico preto medonho.
Precisa de outra camada de tinta para tapar completamente as mazelas.

Dentro, uma begónia imberbe com dificuldade em sobreviver.
Pode ser que agora, neste espaço mais bonito, se anime e desenvolva.

Continua sobrando tinta!


Amanhã, será repaginado este, um pobre e feiíssimo contentor em plástico cor de barro.
A  intervenção não oferece riscos nem dificuldades e está agendada para amanhã ...
Ao lado, um cesto já pronto, lindo, no seu branco acetinado!

Em agenda, aguarda uma outra mesa.
Móveis, contudo, exigem mais detalhe, mais atenção, mais tempo, mas todo o investimento é compensado pelo glorioso resultado final.

E pensar que eu já tive bloqueio face às pinturas!
Que não, que não sabia, que não era capaz, que melhor seria chamar o pintor!!!!
Pasme-se!!!!
Acho que sou pintora!

Beijo
Nina

domingo, 7 de junho de 2015

O Minho é lindo!



O Minho é lindo! Sempre!
Se está um esplendoroso dia de sol, é mais lindo ainda!
Se, à nossa frente corre o rio com o mesmo nome, atinge-se a perfeição!

Estamos em Seixas, uma terrinha debruçada sobre o rio Minho, situada entre Cerveira e Caminha.
Na outra margem, Espanha!

Aqui, na margem do rio Minho, a tranquilidade absoluta.
Temos uma esplanada, um bar e quase ninguém.
Ontem, um sábado quente, dado a preguiças imensas, olhar a água que corria suave, era espetáculo suficiente.



Diz-se "caias",mas se o é, raros são os barcos.
 Esperando amigos para o almoço, olhar foi tudo quanto fiz.


Sentindo a brisa...

repousando os sentidos ...

´´´. prevendo a saudade que durante a semana clama por mais calma.

Depois o almoço.

Aqui, no quintal, sob a sombra das árvores.
Foi ontem!
Ficou a vontade de mais!
Brevemente!
Que é preciso encher a alma de prazeres simples.

Beijo
Nina

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Ficou assim ...


Depois de pintada ficou assim, a mesa velha e antiga - que, não são sinónimos:


Irreconhecível!

O único problema é que, sozinha, destoa do conjunto, facto que não tardarei a remediar.

Trata-se de uma peça antiga, em muito mau estado.
O tampo, por exemplo, apresentava-se crivado de manchas de humidade, proveniente as plantas que a ocupavam.

Comecei por dar  uso à lixadeira elétrica.
Oh! invenção abençoada!
Facilita incrivelmente a tarefa,e,  a que comprei, ainda por cima, tem um reservatório onde guarda a maior parte da poeira.
Ainda assim, com esta preciosa ajuda, no dia a seguir à "lixadela" tinha os pulsos muito maltratados.

Comecei, portanto.por lixar escrupulosamente.
Limpei muito bem qualquer vestígio de poeira e apliquei o "primário".
Deixei secar e repeti a operação.


Antes de aplicar ao "branco acetinado", lixei levemente e voltei a limpar.
Só depois passei à tinta que apliquei com "trincha" larga, podendo, sem inconveniente, ter optado pelo rolo.

Trata-se de uma tinta acrílica, sem cheiro, própria para madeira que seca muito rapidamente.


Deixando que secasse, apliquei três camadas  de tinta e o resultado agradou-me em absoluto.

Cobri o tampo com círculo de vidro grosso e lapidado no perímetro, truque a que sempre me agrada recorrer.

Foi uma operação fácil de realizar e que mudou completamente a cara triste desta mesa.

Nesta sala, tenho móveis rústicos e outras peças de estilo mal definido.

O ar tristonho do ambiente tem os dias contados.
Vou pintar!
Tudo , não, mas uns quantos detalhes que trazem luz à sala e à minha alma.

Sobre a mesa passarinhos ...

... um cachepot de trapilho ...

... algumas plantas ...

... e um candeeiro de estanho com abat jour azul!

Também ele - o candeeiro - tem os dias contados!

Depois desta experiência concluo que é muito fácil inovar sem me arruinar.

Beijo
Nina