sexta-feira, 22 de julho de 2016

Este mundo em que vivemos ...



Este mundo em que vivemos é, cada vez mais, um local muito perigoso.
Acabo de ver a notícia do ataque levado a cabo em Munique, num centro comercial, num restaurante e num parque de estacionamento, sendo que, esta semana, este é o segundo ato terrorista neste país.

Depois de Nice, tudo é possível!
E, cá está, um novo crime contra pessoas inocentes.
Faz medo e faz pensar.
Que mundo é este?

Tinha preparado uma viagem à Alemanha que decorreria  durante o próximo mês de Agosto, eu, eterna apaixonada por aquele país onde volto todos os anos, às vezes mais do que uma vez.
Foi com pena, com muita pena, mas sem a menor hesitação que cancelei todas as reservas.

Penso que, tal como eu, outros o farão e que, neste momento,  devem estar a chover as anulações, vindas de todo o mundo.
É que não é possível compactuar - quando o conselho das autoridades passa por "não sair de casa".
Como é possível aconselhar um turista a não frequentar locais públicos, a não sair de casa?
Como é possível passar as férias com medo?
É muito triste esta impotência face à loucura de uns tantos.
É mau para o turismo, mas pior, muito pior, estão todos aqueles que vivem na Alemanha e que se vêem obrigados a enfrentar diariamente esta ameaça.

Que mundo é este?

Em pensamento envio um abraço solidário aos inocentes que neste momento sofrem as terríveis consequências desta selvajaria.

Nina


terça-feira, 19 de julho de 2016

Descobrindo Portugal ...



Continuando no registo de momentos e locais felizes - assim por mim chamados porque oferecem felicidade.

Eis a sugestão:

Sem compromisso, sem horário rígido - a única forma de viajar - sai-se do Porto e, por autoestrada, chega-se a CHAVES em menos de 2 horas - incluindo paragem para café .
Por quê Chaves?
Porque, há pouco mais de uma semana foi inaugurado o Museu Nadir Afonso.
Merece muito a pena ir!
Asseguro!
Como dizia, a viagem é rápida, segura e confortável.
Chegámos!

Um calor infernal!
Não é por acaso que desta cidade se diz que são "... 9 meses de Inverno, 3 meses de inferno"!
Com a maior propriedade.

Estava muito, muito calor.

Valia o rio. O rio Tâmega. Um espelho! Lindo!


Nas suas margens, zona de lazer bem cuidada.

E a vista?
Esta!
Refrescante e serena.

Um espelho profundo.

Ao longe a ponte que o cruza ...

Ponte romana.
Cuidada.
 Reservada à travessia de peões.

Depois de almoço, a pé, o percurso (doloroso) até ao museu.
O sol queimava  e  as árvores eram a única proteção.
Mas valeu a pena.
Logo se avista o edifício moderno e magnífico da autoria de Siza Vieira.


Dentro, num espaço extraordinariamente bonito, a exposição.

Os quadros estão vivos ...

num espaço amplo ...

... simples e genial.

À entrada, uma  imagem de Nadir Afonso, jovem ...



...  notas biográficas e ...

... uma obra de referência.
 Repito:
- A visita justifica-se plenamente!

O regresso fez-se pela estrada das barragaens, a que passa junto a Montalegre.
É, ela também, espetacular, com imagens únicas ...


... aqui a Barragem dos Pisões ...

... imensa, um mar ...

... imensamente belo!


Aqui tão perto, tão acessível, um deslumbramento!

Às vezes, sai-se, procurando panoramas alpinos, fora de fronteiras! Não é que não sejam fantásticos! São!
Mas, repito, por quê desdenhar estes, tão nossos, tão perto?

Beijo
Nina

domingo, 17 de julho de 2016

A Casa


No meu imaginário, entre muitos sonhos, guardo um especial - o de ter uma casa rodeada por vasto jardim.
Em criança vivi, cresci, numa casa, Casa, com quintal nas traseiras e jardim à frente. Não a valorizava particularmente, talvez porque, só depois de perdermos o que quer que seja lhe damos o real valor.
Foi, portanto, sem drama e até com entusiasmo que passei a viver num andar - quando casei.
Adaptei-me sem qualquer problema, valorizando a praticidade e a segurança. 
Porém, a dada altura, passada que foi a novidade, dei por mim com ataques nostálgicos - queria um quintal, um pedacinho de terra, uma horta, um jardim. Na sua falta, multipliquei floreiras e vasos, cultivei árvores nas varandas e hortas no terraço e, perante a impossibilidade prática de voltar a viver numa casa, Casa, acomodei-me. Acomodei-me, feliz, diga-se! Sinto-me muito bem na minha pele de habitante urbana, muito bem adaptada ao meu espaço, de tal modo que, em tom de brincadeira, repito incessantemente que, " quando voltar a nascer" que seja no campo.

Os acessos de nostalgia coincidem frequentemente com filmes cuja ação se desenrola no British Country, que, como todos sabemos é o mais belo entre todos os belos. Tão lindo que sempre me faz soltar suspiros, assegurando-me que, definitivamente, sou ser desenraízado, arrumado em prédio citadino que, por muito bom, por muito confortável, por muito prático e seguro, não é A Casa!

Passeando pela net, encontrei AQUI ,    A CASA!



image
É esta!
Esta, a que preenche o meu imaginário.
Grande, com muitas janelas, clássica, rodeada por jardins!

Já sei "que dá muito trabalho"!
Já sei da insegurança!
Já sei que exige pessoal!

Sei isso tudo, mas continuo a achar que esta é A CASA!

Acredito que as minhas escolhas em termos decorativos passem muito pela influência que o meu ideal de casa exerce. Por isso me defino sem rótulo quando determino opções na organização do meu espaço.
Não sou minimalista, não sou exclusivamente clássica (catando antiguidades), não persigo peças de design - apenas porque gosto de (quase) tudo, gosto de pôr a conversar entre si as diversas tendências.
Do que não abdico - no meu imaginário - é de uma casa antiga, com muitas janelas, rodeada por extenso jardim - vejo-me perdida na jardinagem, vejo-me tratando as belas dálias, vejo-me colhendo legumes na horta, vejo-me lendo e escrevendo à sombra de uma árvore ... Vejo-me!

Beijo
Nina

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O quarto das bonecas


O título deste post poderá levar a pensar que nesta casa existe um quarto de bonecas. Não! Não existe! O que existe é um espaço  - sem bonecas - em que "brinco" às casinhas e ensaio decorações. Decorações que são fruto de coisas que vou criando.
É um quarto sem compromissos.
É um quarto íntimo. Meu. Que se transforma rapidamente em quarto de hóspedes sempre que as circunstâncias o exijam.
Aqui trabalho, aqui escrevo.
É um espaço muito meu, onde me permito não cumprir regras - cumprindo apenas as que eu própria dito.
- E não é assim no resto da casa?
- Em parte! Isto é, na zona "pública" - hall de entrada e sala - conservo algum formalismo. Apenas aí! Nas restantes áreas permito-me todas as loucuras.


Por isso, à medida que - por exemplo - invento almofadas, lá vêm elas para aqui, para o quarto das bonecas.

Esta, linda e colorida, nasceu para dar fim a muitas sobras de algodão.
 Comecei por fazer as flores.
Depois liguei-as com algodão branco.
A toda a volta, uma fiada de pompons que, até prova em contrário, são para mim o acabamento mais fantástico até hoje inventado.

Almofada muito colorida não cabia no formalismo da sala. Por isso - lá está - veio juntar-se ao monte que ocupa o sofá azul deste quarto.


O conjunto das flores foi aplicado sobre este tecido, também ele florido e o resultado foi muito feliz!


Não apliquei fecho e decidi-me pela fronha envelope.Para um toque ingénuo e romântico, juntei um laçarote.


E pronto!
Lá está ela convidando ao conforto fofo do sofá.

Aqui reina a descontração ...

Sacos - cada um com seu projeto - exibem-se sem cerimónia ...
... pendurados em portas

Em cestos - este de trapilho - material aguardando a hora de ser aplicado ...

Não faço a menor ideia do destino que darei a tanto fio


Mais uma cadeira convidando à leitura ou ao trabalho e mais uma almofada ...




Aqui um ângulo alargado do quarto das bonecas ...

... que, afinal, sempre guarda uma boneca - esta a Nina assim batizada pela sua criadora - Ju, uma amiga muito querida que ma mandou do Brasil.

Mais cestos, mais bolsas, mais sacos ...
 ... que são a prova viva que, sem formalismos se pode criar um espaço onde nos sentimos bem.

Continuo em velocidade cruzeiro concluindo projetos apenas iniciados.
Seguramente que alguns virão parar ao quarto das bonecas.

Beijo
Nina

terça-feira, 12 de julho de 2016

Para o calor ...

O calor, definitivamente, chegou!
Sendo muito bom, colide, no entanto, com as minhas atividades durante o serão, quando gosto e preciso de manter as mãos ocupadas, sob o risco de cair inanimada, morta de sono.

O tricô,- que adoro - torna-se impraticável, dada a natureza dos materiais.
Resta-me o crochet ou uns pontinhos de bordado - atividade que ocupa o último lugar na minha lista de preferências.
Tenho investigado, pesquisado sem grande sucesso, sem o "clic" fundamental que é premonitório do sucesso da empreitada.
Depois de muito "garimpar", senti o tal "clic".
Descobri-o, no Pinterest,  AQUI!

Now that 's hot and it becomes impossible to knit , I found on Pinterest this lovely quilt made ​​with fabric scraps and some crochet careers.





Crochet and fabric Quilt 2
Uma colcha!
Linda de morrer!

Uma conjugação de tecidos e patchwork com crochet.
Há que cortar quadrados e quadradinhos, aplicar uma volta de zigzag e começar a ligá-los, usando este esquema ou outro qualquer.
Nos vértices, uma florzinha!
Lindo, muito lindo!

Vamos procurar retalhos, vamos cortá-los, recheá-los com manta térmica, forrá-los e, finalmente, ligá-los  com umas carreiras em crochet.
No caso, contorna-se a dificuldade que é o "quilting" e, a meu ver, obtem-se uma colcha maravilhosa.

Por mim, estou mesmo feliz com a descoberta e pronta a pô-la em prática.

Quem me acompanha?

Beijo
Nina

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Amarante




Gosto muito de Amarante e desta terra guardo muito boas recordações.
Em criança, quando o passeio rumava a Amarante, lembro as delícias da Lailai, uma confeitaria fantástica, especializada na doçaria conventual de Amarante.
 Um dia, tão entusiasmada estava com a perspetiva dos belos docinhos, que entrei, desaustinada na Lailai - sem abrir a porta de vidro da entrada - ganhando de imediato, volumoso "galo" na testa, muitas lágrimas e algumas reprimendas pela falta de cuidado.

Atualmente não existe Lailai. Fechou. Disseram-me que por desentendimento entre os herdeiros após a morte dos proprietários. Uma perda irreparável! Uma enorme pena!

Sem Lailai, perduram, felizmente, os fantásticos doces, na Pastelaria da Ponte, por exemplo.

Na semana passada, de regresso a casa vindo de Vila Real, esbodegada de calor, fiz uma pausa em Amarante.
Ainda bem que a fiz!



Returning to Oporto, coming from Vila Real is mandatory to stop at Amarante .
There we can eat the delicious conventual pastry , stroll along the banks of the Tamega River , visit the Cathedral and the Museum and admire the well-preserved architecture.


A vista do rio Tâmega é, por si só, refrescante.

Na sua margem, a Confeitaria da Ponte, a tal que vende maravilhosa pastelaria local

Depois, a ponte.
Linda, sobre o Tâmega, conduzindo à área monumental da Sé e do Museu

Neste edificio amarelo localiza-se um dos mais medalhados e mais caros restaurantes do país 


De novo o rio tão refrescante

... a Sé e a parte histórica muito bem preservada





E, nas margens do Tâmega, muita sombra, muitas árvores apaziguando o calor infernal

É, portanto, para reter:
- Do Porto, sempre por autoestrada até Vila Real e, no regresso, pausa obrigatória em Amarante!

Beijo
Nina

domingo, 10 de julho de 2016

Vila Real (Trás-os-Montes)



Toda a minha vida vivi perto do mar, umas vezes mais perto do que outras. Daí o meu fascínio e quase dependência face a esta proximidade.
O mar é lindo sempre, quer esteja manso como um lago, quer enfurecido e ameaçador.
Ocorre que, aqui no norte, nos meses de Verão, o nevoeiro matinal e a forte nortada durante a tarde, são companhia com que se deve contar.
 É assim!
 Nada a fazer!
 E continuo a fazer questão de viver perto da praia.

Neste Julho que finalmente trouxe o calor, com céu limpo (e nortada ...) dá vontade de ver como se vive mais para o interior, fugindo à influência do oceano. Foi com esse espírito que - continuando a tentar descobrir um Portugal desconhecido - rumei ao interior norte, concretamente a Vila Real.

Apenas percorridos que foram menos de 10Km, o vento desapareceu e o verdadeiro calor caiu sobre nós!

Com ar condicionado ligado, a viagem de cerca de 100Km faz-se bem, mas, alcançado o destino, percebe-se  bem o que são os Verões do interior - um forno, quase um inferno.

A cidade estava morta, adormecida e as ruas quase desertas.

Neatas condições, a melhor forma de realizar o ro teiro pela cidade é no aconchego refrigerado do carro.

Seguiu-se o almoço, uma simpática surpresa no restaurante Cais da Vila, instalado em antigas dependências da estação de caminho de ferro.



Decoração muito agradável, muito bem conseguida.

Chegando cedo, antes da chamada hora de ponta, é-se muito bem atendido, com toda a disponibilidade, quer no serviço de mesa, quer no da cozinha. Aprendi a duras penas esta enorme vantagem e, por isso, se possível procuro ser a primeira ou das primeiras clientes.

Havia serviço "à carta" e um "menu executivo", compreendendo uma entrada, um prato, uma sobremesa e água, com o custo de 12,50€.
Essa acabou por ser a escolha, uma boa escolha:


Começando com um creme de alho francês ...

... prosseguindo com carne de porco à portuguesa ( igual à alentejana, mas sem ameijoas ...)

... terminando com uma cornucópia com chantilly e fruta.
Foi muito agradável.

Não dei por mal empregue a viagem - até porque "inaugurei" o Túnel do Marão, mas, desaconselho a visita no tórrido calor transmontano.

No caminho de regresso ao Porto, revisitei Amarante, que é sempre, sempre, uma decisão acertada e de que darei notícia no próximo post.
Tenham um bom fim de domingo e que viva Portugal!



I've lived all my life near the sea, almost looking at the beach and I' m sure I couldn't live away from it.
However, I have to admit that Summer inside the country, is much warmer, no fog or north wind.
Last week I visited Vila Real and there I could felt true tropical heat.
There, I had lunch at Gare da Vila restaurant, a very nice place,  I recommend. 



Beijo
Nina