terça-feira, 10 de outubro de 2017

Miranda do Douro


 Saindo de Zamora, decidimo-nos por um pequeno desvio que nos conduziria a MIRANDA DO DOURO.

Em boa hora o fizemos!
O acesso é lindo e Miranda protege com carinho  a sua zona antiga, primorosamente conservada.


A paisagem é, como já afirmei, deslumbrante ...

... decorrendo ao longo do rio Douro

Aqui pode ver-se uma turista recatada que apenas se deixou fotografar "sem rosto" - manias!

E entrámos em Portugal! Meu lindo, meu amado país!

Sempre com o rio Douro  ...

... sempre esta paisagem líquida que acalma todos os medos e emoções negativas - aqui só é possível ser-se feliz!
Como se no céu nos encontrássemos!



Entrámos em Miranda!
No Trip advisor procurámos um restaurante.
O melhor seria o Mirandês!

Mas sem unanimidade!
Havia quem tecesse rasgados elogios e quem afirmasse ter detestado, principalmente devido "a uma senhora de cabelo vermelho com muito mau feitio"
Arriscámos!
Lá estava o dragão de cabelo vermelho!
Afinal - falso alarme - limitou-se a ser correcta e muito profissional!
(Há gente com maus fígados, concluo)

Comemos lindamente!
Carne muito, muito, muitíssimo boa!
Temos, portanto um conselho:
O MIRANDÊS é mesmo bom!

A seguir percorremos as imaculadas e cuidadas ruelas.
Na Sé, visitámos o Menino Jesus.
Único.
Usa cartola!
Assim é conhecido:

O Menino Jesus de Cartola!

Ei-lo!
Impecavelmente aperaltado!


Com enxoval completo!

Não é giro? E ingénuo? E autêntico?

Não é uma questão de fé que não vem ao caso, nem eu quero que venha!
É um testemunho dos vários caminhos que a fé das gentes pode e tem o direito de tomar.

Gostei muito!
Foram dois dias muito lindos - não me ocorre outro adjectivo, tal a minha paz de alma!

Sejam felizes.

Beijo
Nina

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

ZAMORA



Atravessando a fronteira que separa Portugal de Espanha e que , na verdade, já não existe, são 100 Kms para chegar a Zamora, por onde, aliás, já passara múltiplas vezes, sem, no entanto alguma vez ter visitado.
Acontece frequentemente - traça-se a rota, por exemplo, até Madrid e, pelo caminho não se vê nada. Quando se decide visitar, a surpresa é avassaladora, como foi o caso.

Zamora é uma cidade única, absolutamente imperdível e NESTE SITE
encontrei material muito bem organizado, bem como um roteiro a seguir.


O hotel - de que falarei adiante - ficava perto do centro e subindo uma calçada chegava-se ao coração da cidade a PLAZA MAYOR, a esta hora, princípio da tarde, ainda deserta, que os espanhóis não perdoam a hora da siesta.


Daqui parte-se para a zona antiga que termina no Castelo e na Catedral.





Esta área encontra-se impecavelmente preservada e cada casa, cada recanto, cada parede merecem uma pausa e observação.

Ao longe, a velha ponte de pedra que atravessa o rio Douro


Também há poesia, cântico de louvor à cidade ...


No limite da cidade murada, a belíssima Catedral ...


... rodeada por jardins, por obras de arte!




Até que se percorre o Castelo ...




... com visão de 360 graus sobre  a cidade e arredores ...




A majestosa Catedral ...


... imponente, vista de uma das torres do Castelo,

E mais poesia, poesia escrita na pedra !




Esta fachada é, pode dizer-se, poesia pura|


Depois a parte nova, agitada, plena de vitalidade ...




Por aqui passeámos, mergulhados na vibrante multidão, porque, até prova em contrário, não existe povo mais festeiro e amigo da rua do que o espanhol.
Passeámos!
Tapeámos!
Regressámos ao hotel onde apenas fizéramos  check in sem maiores demoras.

Era um NH, uma cadeia simpática.

Quando finalmente entrei no quarto - o nº 115 - que constatei?

Isto!

E isto!

E mais isto!

As janelas estavam emparedadas! Isto é, em frente a elas crescia uma monstruosa chaminé.
A sério! Esta era a vista!
Se não tivesse acontecido comigo, não acreditaria.
Reservara o quarto através da Booking!
Quando me foi requisitada a avaliação, limitei-me a um "Very poor"!

Mas deixo o aviso - Hotel NH de Zamora pode oferecer surpresas deste tipo.
Nunca mais me apanham!
E vocês arriscariam?

Tirando esse pequeno detalhe, recomendo uma visita. Recomendo imenso. Porque é lindo!


Fora das muralhas, junto ao rio Douro, é o paraíso ...
Vejam!















Aquela chaminé gigantesca que se vê ao fundo, foi a tal que emparedou as janelas do meu quarto.
Como é possível montar um quarto com esta vista?
Como? Continuo a interrogar-me, incrédula!
Serão loucos?
Brincalhões?
Ou apenas não têm noção do mínimo que são obrigados a oferecer a quem paga (muito bem pago)?

Pois foi assim exatamente como contei.
Tirando isso ... tudo perfeito.

Beijo
Nina

domingo, 8 de outubro de 2017

Fim de semana prolongado ...

Com o feriado de dia 5, quinta-feira, foi possível conseguir quatros dias de quase férias.
Com sol e calor, tudo se conjugou para sair.

Não apetecia guiar muitos quilómetros e, olhando o mapa, a cidade de Zamora, a 300 Kms do Porto pareceu uma boa opção, uma vez que, ao largo já passámos muitas vezes - como frequentemente acontece com outros lugares - mas, visitar mesmo, isso nunca acontecera.

A primeira etapa seria até BRAGANÇA, na fronteira com Espanha a 200 Kms do Porto.
Pela A4 chega-se em menos de 2 horas.

A cidade, como todas as do interior, sofre de uma certa desetificação, embora exiba ainda sinais de uma era de maior prosperidade, nos edifícios bem construídos ...




... como este!

Ao lado, mesmo ao lado, a exposição de frutos e legumes, em plena calçada.


Com muito bom aspeto, diga-se! E não fosse eu ter de seguir viagem teria feito umas comprinhas bem apetitosas.


No largo principal comemorava-se empenhadamente o Dia Mundial do Animal, que conviviam animadamente:



É bastante reconfortante observar o carinho e o cuidado que os humanos dispensam a estes doces peludinhos.
Gostei muito!




Estava calor, um calor infernal.
Não é por acaso que se diz que aqui - no interior - são 9 meses de Inverno e 3 de Inferno!






A visita ao centro foi rápida!
Seguimos para almoçar num restaurante que não fez jus à qualidade dos produtos da terra, pois apesar da fama não correspondeu, ficando-se, com muita boa vontade, pelo suficiente.
Nada de o nomear, pois!

Logo a seguir rumámos a Zamora.
Amanhã conto!

Beijo
Nina