sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Sucesso!

Consegui cumprir  três objetivos - dois na Baixa e um na FNAC (de novo ...).
Agora pausa para café, para me animar e enfrentar o trânsito.
Esclareço:
-Nada contra o Natal. Nada. Nem nostalgias, porque aceito sem complicações emotivas que todos um dia partimos e que outros chegam. Pacífico.
- Por outro lado, agrada-me o ritual do encontro, dos jantares, dos almoços copiosos, dos reencontros.
- O que realmente me constrange, me abala, é o excesso, a loucura consumista. Acho triste, deprimente.
Ainda ontem a minha cabeleireira confessava que tinha 40 prendas para comprar.
40?
Serão necessariamente 40 bugigangas imprestáveis. Que lhe custarão o baixo rendimento de que dispõe.
Está certo?
Acho que não!
Mas a máquina está montada. Escraviza.
Não a mim.
A mim só me complica a mobilidade.
A mim que apenas quero um Natal de encontros e reencontros.

Beijo
Nina

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

O meu dia

Neste momento, perfeitamente esbodegada, cheguei a casa e atirei-me para o sofá, tendo - como nos filmes ... - descalçado os malditos sapatos que me atormentam, embora, sem salto, aparentem conforto.
Estoirada, é como me sinto!
E não se pense que produzi, que trabalhei, que dei o litro ...
Nada disso. Posso até garantir que não fiz nadica de nada.
Foi assim:
De manhã, às 10 horas, quando o Shopping abriu, dirigi-me à FNAC para despachar as prendas para os miúdos, os únicos que as recebem. Escolhi rápido e dirigi-me à caixa onde encontrei uma fila monstruosa formada por todos os que, como eu, acharam que na abertura da loja não havia fila. Havia. Esperei que me fartei.
Depois, um café e a derradeira compra, uma caixa de chocolates na Arcádia (exceção a prenda para adulto).
Almoço em casa com toda a dinâmica que exige, incluindo arrumar a cozinha.
Nova saída desta vez para o supermercado.
Fui e desisti por falta de lugar para estacionar - tentarei amanhã bem cedo.
Pausa no cabeleireiro, pouco mais de meia hora para lavar e secar o cabelo.
Regresso a casa. Fila compacta. Arranca e pára. O que demora 10 minutos, levou 45.
Finalmente em casa.
Embrulhei todos os presentes. Aproveitei para destrancar a gaveta dos papéis - metade seguiu para o lixo.
Estendi, de seguida, uma máquina de roupa.
Aproveitei e tirei a louça da máquina.
Tinha fome.
Comi 2 fatias de bolo de iogurte.
Um sucesso!
Um dia em cheio.

Vou ver um filme.
Não me falem em jantar.
Hoje não faço mais nada.
Já fiz!

Beijo
Nina


segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Miramar

Miramar é uma localidade situada no litoral de Vª Nª de Gaia, que há muito não visitava, embora fique pertíssimo do Porto - basta atravessar a Ponte da Arrábida, seguir pela A1 e rapidamente se encontra a A29 que conduz a Miramar. Rapidamente.

Menos rapidamente, mas com um percurso incomparavelmente mais bonito é seguir sempre pelo litoral, junto ao mar.
Para isso basta, saindo da Ponte da Arrábida sair em direção a Canidelo, Praias e pronto, dá-se de caras com aquele mar imenso, quase sempre bravio, sempre perigoso, mas também sempre de uma beleza espetacular.


A nortada cortante presente. Porque, nas praias do norte ou está nevoeiro ou há nortada. Raramente, muito raramente temos dias amenos. Às vezes basta andar umas centenas de metros para o interior para desaparecer o vento ou/e o nevoeiro.
Habituei-me a esta praia. Cresci nesta praia.
Quando comecei a rumar ao Algarve encantei-me com o calor sem vento, mas sinto frequentemente saudades do cheiro, um cheiro fresco e forte a mar ... dizem que são praias com iodo. Não sei. Habituei-me a ouvir sem questionar.


Já em Miramar, uns passos no passadiço.
Na areia, enfrentando o vento gelado, alguns corajosos.

Cruzando o areal, dirigiam-se para a Capela do Senhor da Pedra ...



... um local mágico onde se mistura o divino com o profano.
Durante o dia pratica-se culto católico.
Na escuridão da noite, bruxarias, sortilégios, macumba - dizem que pela manhã se encontram vestígios de  negras atividades.

É uma capelinha construída de costas para o mar e AQUI a informação mais completa.
Para mim é um local especial. Único. Com história. Com a minha história.
Aqui, há uns bons pares de anos, casei.

Beijo
Nina

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Xadrez




Xadrez.
Xadrez em tudo que é trapinho.
Calças, saias, blusas, vestidos... tudo em xadrez.
Nâo há marca que se preze que não inclua o xadrez na sua coleção.



Gosto.
Gosto muito porque me traz memórias da infância, quando, obrigatoriamente todas as meninas tinham pelo menos uma saia “kilt”, com o respectivo alfinete prendendo a abertura lateral.
Era quase uma farda, uma espécie de uniforme que se incrementava subindo a bainha, tendo então um mini kilt.




Hoje não me atreveria com tal modelo, mas, continuo sorrindo face ao xadrez. E aderindo, porque gosto muito.

Há alguns, poucos, anos, quando ainda não grassava esta febre,  comprei uma saia em godê ( será está a designação técnica correta?), quando este padrão não dominava ainda  tudo quanto é loja.
Vi-a na Sfera, gostei e comprei por preço módico.
Usei-a pouco e ficou pendurada no cabide mais que uma estação.
Quando chegava o momento das arrumações, de guardar e substituir o necessário, doava o que me parecia doável, mas a bela da saia de xadrez não. Sacudia, escovava,dobrava e seguia para a caixa esperando vez no próximo Inverno. Porque, como disse, os meus laços com o xadrez são fortes, inquebráveis.

Até que aconteceu.
Este ano voltou o xadrez.
Lindo! Lindo!



E voltei a vestir a saia.
Combinei com a camisola/ blusa bordeaux, botins da mesma cor é sai, alegre e faceira, senhora do meu estilo, que é fruto da minha experiência, que espelha retlhos da minha vida.




Em xadrez volto a ter 12 anos.
Faltam apenas as meias pelo joelho.
Faltam apenas os joelhos esmurrados.

Beijo
Nina

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Tricotando

Com esta permanência forçada em casa, tenho tricotado compulsivamente - enquanto assisto às minhas adoradas séries.
Tem corrido bastante bem, isto é, não tenho detetado erros, apesar do fio em preto,sempre mais propício a provocar desastres.
Se dou conta de alguma malha mal apanhada, desmancho e refaço, apenas essa e não a carreira toda (credo!) com a ajuda de uma agulha de tricô. Desde que aprendi esse truque, aplico-o com excelentes resultados.


De modo que, como ia dizendo, tricoto uma camisola/blusa preta, com manga raglan e toda lisa.
Camisolas/blusas em preto e em branco nunca são demais, porque combinam com tudo e quando, nunca daqueles dias desinspirados,  não se sabe o que vestir, sai um look black total, sem hipótese de errar.

Engraçado como se muda de opinião - não há muitos anos considerava o preto uma cor triste, uma cor de luto, uma cor de viúva e raramente o usava - muito menos em versão look total. Agora, é o que se vê. Gosto imenso, embora, às vezes quebre o rigor do preto absoluto com uma nota de cor, que pode aparecer nos sapatos, na mala/carteira ou numa echarpe ou cachecol.


A frente e as costas estão prontas, faltando apenas o remate da gola.
Deixei as malhas suspensas e só quando terminar e coser mangas, rematarei o decote.

Embora goste muito de golas altas, decidi que vou deixar decote junto à base do pescoço, tricotando separadamente uma gola que quero fofa e farfalhuda e que poderá ser usada com outras camisolas/blusas.
Esta é já a terceira vez que opto pela gola separada e, para meu gosto, resulta mesmo muito bem.

E pronto!
Vou-me à manga (estou quase a terminar a primeira) e voltar aos braços (salvo seja) do inspetor Morse.

Tenham uma feliz noite.

Beijo
Nina


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Gripe, camisola nova e séries inglesas


Assim tem sido a minha vida desde a última quinta-feira - uma gripe, muitas, muitas séries inglesas e uma camisola/blusa nova.

Adianto que a camisola/blusa funcionou também como remédio para a maldita virose que, além de me derrubar, com fortes dores de gargante e agora, muita tosse, me mexe no ânimo e me deixa desanimadíssima. Cansada, sem mexer uma palha, insone, que a tosse não deixa que o sono se instale, meio deprimida, não largo o sofá.
Tenho assistido a dezenas de episódios, todos policiais, todos ingleses, desde o Inspector Morse, a Midsomer Murder. Todos excelentes. Todos com um pano de fundo fantástico, porque, não há paisagem que se compare à do British Country. Tudo verde, tudo florido, tudo tão encantadoramente tradicional. Adoro.

Para ver tantas séries tenho mesmo que estar doente e permanecer inativa no sofá. Estou. Sinto-me doente, que estas viroses derrubam o mais animado.

Para arejar, sem pôr o nariz na rua, passei pelo Shopping, dei uma volta e encantei-me  ...

... com esta camisola/blusa

É quase um camisolão, por ser ampla, mas não tão volumosa que impeça vestir um casaco.

Raramente me tento, porque, com a minha própria produção, satisfaço as necessidades.

Mas, esta conquistou-me !

Gosto do fio que é fofo e macio (sem pelos irritantes) e gosto do padrão, deste losango gigante.
Em tempos tive uma camisola/blusa toda em losangos. Adorava-a. Era o meu "fatinho de marujo" que não parava de usar. Entretanto sumiu, ou porque se gastou e ficou imprópria para consumo ou porque me cansei dela e a dei para adoção. Não sei. Sei apenas que não resisti a este losango gigante que poderá muito bem servir-me de inspiração para um próximo projeto.
Esclareço que além de linda, a "bichinha" me fez muito bem ao ânimo e levantou a minha decrépita moral.

Vou voltar para o sofá que continua sendo o meu local preferido.
Tenham uma boa noite.

Beijo
Nina

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Bolo de maçã e nozes ...

Acabei de tirar do forno o Bolo de Maçã e Nozes, cuja receita veio DAQUI, do blog Saberes com Sabores da Rosa Santos .
Vi a imagem e não resisti. Resolvi experimentar seguindo a receita:



Ingredientes  

6 maçãs aromáticas, mas que não sejam acidas
1 colher de sopa de canela
100g de açúcar
280g de farinha sem fermento
10g de fermento em pó (1 colher de sopa)
1 colher de café, de sal
340g de açúcar
150mlde óle
200ml de sumo de laranja
4 ovos
100g de nozes grosseiramente partidas

Prepararação

Ligue o forno a 180ºC
- Descasque as maçãs, corte em pedaços e misture 100g de açúcar a canela e as nozes, reserve.
- Misture a farinha peneirada com o fermento e o sal.
- Noutra taça misture o óleo com o açúcar e o sumo de laranja.
- Adicione esta mistura liquida à mistura da farinha e vão-se juntando os ovos um a um, adicionando o seguinte apenas quando o anterior estiver completamente dissolvido.
- Unte e polvilhe uma forma de buraco grande, deita-se dentro uma parte da massa, põe-se uma parte
da maçã por cima, deite a restante massa e as restantes maçãs por cima.
- Leva-se ao forno e espera-se ansiosamente durante cerca de 45 minutos, verifica-se se o bolo está cozido, e devora-se assim que se conseguir.

O aspeto é apetecível, com pedaços de maçã cozida que, como se de um molho se tratasse , se derrama sobre o bolo.


Está muito quente. Demasiado quente para poder provar. Mas não duvido que esteja ótimo.

Beijo
Nina