quarta-feira, 11 de julho de 2012

Oh! Que pena ...

Vector_girl
Chegou do Brasil uma amiga muito especial!
Tínhamos combinado as datas possíveis para nos encontrarmos, mas, graças a uma série de coincidências infelizes, o encontro não se concretizou.
Falámos pelo telefone, mas o olho no olho, o abraço, não deu em nada...
Adiamos para Outubro, para uma próxima ocasião, para uma outra vida...
Adiámos, apenas!
Não cancelámos.

Até já, querida A.


Beijos
Nina

terça-feira, 10 de julho de 2012

Mais uma almofada pronta!


Pode dizer-se com toda a justiça que tenho uma certa obsessão por almofadas.
É verdade, tenho!
Acho que podem ser a cereja em cima do bolo no que diz respeito à decoração.
De uma forma fácil e económica incrementa-se o look de um compartimento com mudanças tão mínimas como são as almofadas.
Além disso, admito, a minha desenvoltura na costura tem crescido, é certo, mas bem devagarinho e, por enquanto, sinto que apenas domino este departamento.

Num dos últimos posts dei conta que espalhei o caos com o enchimento de uma almofada redonda.
Destinava-se a esta flor que, finalmente, está pronta e instalada no seu canto, num sofá azul escuro e que, na minha opinião, merece toda a desordem que provocou e todos os pontos crochetados para a concluir.
Ficou linda!



Gosto muito do resultado ...

...florido e colorido!

Na parte traseira utilizei uma sobra de um tecido aveludado bege.
A intenção é incrementar sem gastar. 

Neste sofá, a nova flor faz companhia a antigas almofadas azuis.

Acontece que isto de decorar uma casa é tarefa sempre em curso, nunca, mas nunca, estando concluída.
Logo, não será de espantar que projete dar uma volta total a esta sala, quando terminarem as férias de Verão que se avizinham.
Antevejo uma sala toda azul, com madeiras brancas, complementadas por móveis pintados na mesma tonalidade.
E tudo isto a partir de uma almofada!
É este o meu desassossego, é assim que funciono!

Aqui têm o link para crochetar esta almofada.


Beijos
Nina

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Foi um domingo ...


... e tanto!!!!
Corrido, preenchido, quase inexistente de tal modo voou. É o que dá estar ocupada ... tantas solicitações que quase me perco.



De manhã, não há que inventar! A caminhada junto ao mar nem se discute.
Gostei de rever estas barracas, às riscas, alinhadas, de costas para a notada.
Lembro-me bem dos Agostos ventosos, passados aqui no norte.
 Só que então, não era um ventinho que me demovia. Acho, até, que cheguei a ir à praia com chuva, nos ardores da adolescência!

À tarde, virei-me para a costura.
Precisava de improvisar o enchimento para uma almofada redonda e comprei um saco de espuma em pedaços.
Os riscos colaterais da operação foram estes:

Espuma por tooooodo o lado!!!

Toooodo o lado!
Nem quero olhar.
Retirei-me e fechei a porta!
Hoje o problema será resolv ido, mas não por mim!

Para confecionar a almofada interior, esperta ... utilizei umas calças velhas e resultou.


... dando origem ao miolo da almofada que apresenta estas indesejáveis curvas porque ainda está apenas alfinetada. É preciso cozer agora a abertura por onde introduzi a bendita espuma.




A seguir virei-me para a bolsa de crochê que foi crescendo ao sabor do "Insensato Coração" (... já tinha admitido, confessado e assumido que via a novela!)

Forrei-a com este padrão giro e fresco!

Num repente "artístico ...", apliquei-lhe esta flor ...

... e mais esta, na outra face!

Ficou fofa!

E, se me conheço bem (...e conheço!), não tardarei a oferecê-la, porque no meio destes afazeres, ofercer, é o que realmente me dá maior prazer.
Beijos
Nina

sábado, 7 de julho de 2012

A Tasquinha do Ibraim!



Em Vila Praia de Âncora, numa perpendicular ao mar, quase em frente à lota, fica a Tasquinha do Ibraim.
Com tal localização só poderia oferecer peixe e marisco muito, muito fresco!
E é o que oferece.
Para além disso, a conversa está garantida.
É que o Ibraim é, nem mais nem menos do que ex-jogador de futebol do Benfica, astro, ao que parece, na década de 70.
A refeição decorre, por isso,  animada.
O Ibraim é um homem informado, arguto e despachado.
Logo, desde a dica preciosa do nome secreto da sua fornecedora de peixe, que, obviamente, não vou revelar, aos circuitos turísticos a explorar nas redondezas, repito, o Ibraim domina.
Recomendo o restaurante, despretencioso, mas genuíno, de qualidade acima de qualquer suspeita.

Mostro o outfit, eleito para driblar este tempo louco, com chuva pela manhã e sol e calor à tarde:


Vestido de malha sem mangas e jaqueta de jeans.
nada de especial, mas, ainda assim, confortável.

Não resisto às pulseiras que chocalham a cada movimento.

O jantar exigirá outros preparos de que, mais tarde, darei conta.

Beijo
Nina

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Polvo



Com este título refiro-me aos moluscos marinhos, com oito braços, munidos de fortes ventosas, que ocupam um lugar de destaque na gastronomia tradicional portuguesa.
Faço este esclarecimento, para evitar confusões.
 É que não me refiro ao polvo oráculo, que durante as competições de futebol, previa, ao que dizem, infalivelmente, resultados.
Tão pouco me refiro  à série "la Piovra", cuja violência estarreceu mesmo os menos impressionáveis e cuja sinopse segue, para avivar as memórias:





"La Piovra" (1984 - 402m)
SINOPSECRIME
CORRUPÇÃO
E VINGANÇA
A Primeira Série Completa
3 Discos, 6 episódios
O inspector da Polícia Corrado Cattani é transferido para a Sicília com a mulher e a filha de doze anos, Paola. Quando começa a investigar a Máfia e descobre uma rede de tráfico de narcóticos cujas transacções se escondem sob a capa de negócios legais com o apoio de um banco importante, em breve se torna alvo de ameaças. Quando a sua filha é raptada, Corrado vê-se forçado a retirar as queixas contra o suspeito principal, apesar do descontentamento dos seus colegas. Devolvem-lhe a filha, mas o estado de choque em que se encontra após ter sido violada, leva-o a exercer uma vingança implacável sobre os mafiosos.



Pois bem, esclarecidas as dúvidas, voltemos ao polvo.

Não que seja particularmente apreciadora da iguaria, mas, de vez em quando, para variar, lá me aventuro na preparação do dito, a medo, com muito medo.
É que a criatura é traiçoeira, mesmo depois de morta, mesmo depois de cozinhada por largas horas ou escassos minutos.
É um bicho imprevisível que tanto pode resultar deliciosamente tenro e suculento como, pelo contrário, virar uma sola elástica, uma borracha intragável, um monte de músculos férreos que nada nem ninguém disseca.


É muito chato!
Já segui todas as dicas para contornar o risco:
- Cozê-lo com uma cebola. Quando a cebola se apresentar cozida, assim estará o bicho !
- Cozê-lo em pouca ou nenhuma água, só com um fio de azeite!
- Cozê-lo depois de lhe aplicar uma brutal sova, desfazendo-lhe a rigidez muscular, com o martelo de madeira, sobre uma tábua!
- Cozê-lo congelado!
- Descongelá-lo e congelá-lo sucessivas vezes antes de o cozinhar!


Nada resulta sempre, pelo que concluo que estas técnicas só funcionam quando a natureza do animal o permite.
Este bicho prova a força das características inatas contrapondo-se ao poder do contexto.
Repito, é um grande chato.
Tempos houve em que cortámos relações, farta eu de ser escarnecida e , o que é mais grave, sem almoço para alimentar a família.


Entretanto, descobri numa loja de congelados uma variedade pomposamente e , convenhamos, também repugnantemente designada por polvo-vitela! 
Assim mesmo!
O certo é que a aposta é segura.
O bicharoco coze até que, através de um garfo, se comprove que está no ponto.
Depois é só aplicar qualquer uma das dezenas de receitas que o utilizam como matéria-prima.


Ao almoço, foi vedeta.
Estufado com legumes e temperado com um enorme ramo de hortelã!


Muito, muito bom!


Beijos
Nina





quinta-feira, 5 de julho de 2012

Cores, odores, sabores ...


... falemos de melancia.
Não é por acaso que exerce um fascínio magnético sobre as crianças, quando, numa fúria controlada se rasga a casca verde escura, luzidia, e um coração vermelho, suculento, quase pulsátil se exibe ...


... assim!

Depois é cortá-la em fatias, espessas, carnudas, exigindo técnica apurada para que a dentada se consuma.

Qual escolher?
Uma fatia, talvez um pouco mais!
Frescas e hipocalóricas são o remate perfeito para uma refeição de Verão ...

...ou para um lanche ...

... sob a forma de um sumo ...

... em que a polpa generosa se converte.
Saciante, deliciosa  e, fazendo jus à designação inglesa - watermellon - quase desprovida de calorias.

É o tempo dela, dela e dos melões e das meloas!
Agora estão no apogeu dos seus sabores e odores.
Há que comê-los sem remorso, sem batota de conservantes e longos estágios gelados.
Os mais sofisticados podem acrescentar ao batido uma bola de gelado, o que evidentemente, retira ao preparado a etiqueta de hipocalórico, ou, num arrebatamento de criatividade, podem retirar a polpa da casca, cortando o fruto cortado em duas metades.
Depois, usando a casca como recipiente, é enchê-la com bolinhas de melancia, melão e meloa.
É colorido! Quase chique!
Quanto a mim, que insisto no requinte da simplicidade, como-a ou bebo-a assim mesmo, ao natural!
E agora, com licença, que estou com sede e o sumo não deve esperar.

Beijo
Nina





quarta-feira, 4 de julho de 2012

Recuperada...


... e já no conforto e segurança do seu lar, a minha maquininha!



Como nova ...
... garantiu-me o técnico, uma criatura de bata escura e meia dúzia de fios de cabelo que, diligentes, lhe atravessavam o crânio de orelha a orelha.
-Foi a correia que rebentou! - esclareceu-me. Nada é eterno e com certeza que lhe dá muito trabalho, sentenciou.
Não o desdisse e paguei 10 €.
Assim, pacificamente.
Da última vez que nos vimos, a coisa correu mesmo mal.
Levei-lhe a máquina e mais uns calções por ela meio engolidos. Ia serena, mas desconsolada... não era coisa que se fizesse a uma tão empenhada, ainda que ignorante , costureira.
-A culpa é da máquina, chinesa, barata e imprestável, declarei.
O sujeito não gostou e saiu em defesa da Coroa, assim se chama a dita e, com todas as letras, chamou-me incapaz e ignorante.
Não gostei!
É certo que merecia a adjetivação, mas o aparelho era demasiado frágil, demasiado chinês ... não ajudava.
Exigi devolução, sugeri troca.
Que não! nem pensar, o defeito é da costureira que avaria o mecanismo, repetia, surdo à minha ira.
Quase cortamos relações, mas, no final, fiz-me desentendida enquanto que o comerciante ofendido me propunha a troca por um modelo mais sofisticado.
Com jeito, recusei.
É que se mudar será um Ferrari das máquinas de costura que ocupará a minha mesa.
Nem menos! Quero uma que corte, coza, borde e, se possível, fale e me dê instruções!
Com a bichinha em casa, fui às compras.
Preciso de matéria prima, preciso de desafios, preciso de projetos:

Este retalho de malha custou 1.5€

A menina que me atendeu sugeriu um pijama e deu-me as instruções, entendida como só ela que até já frequentou, durante 6 meses, um curso de costura.
As instruções foram claras e a tarefa acessível.
Vou fazer um pijama!
Se correr mal, este tecido é ótimo para lavar vidros ... reciclar é comigo, como sabem!

De cabeça perdida,não resisti à tentação e cometi uma extravagância.
Não resisti a este tecido foulard com o qual sonhei costurar uma blusa.


Como não me deixar vencer por esta beleza?

O modelo, muito, muito simples aparece na última Burda.
Vou-me a ela e seja o que Deus quiser.
Se correr mal, tenho sempre uns modelitos diferentes, daqueles que vou pescando pelas feiras do mundo, como este top falsamente chique que misturo, bem humorada, com os mais banais jeans.



Veio de Itália ... where else?
Salva a mais banal e insípida fatiota

Beijos
Nina