terça-feira, 27 de novembro de 2012

Desafio


Não compre nada até 2013, foi o desafio que recebi aqui .

Mais do que um desafio, é um grito, um protesto contra o consumismo desenfreado que, por esta altura, grassa feroz e descontrolado.
De fora deste propósito ficam as compras para a alimentação e todas as outras que se revelem imprescindíveis e inadiáveis, naturalmente.
Acho que percebi o apelo.
Acho que o que se pretende é consciencializar cada um de nós para lutar contra a voragem das compras, das compras inúteis.
Pretende-se, simbolicamente, mudar os hábitos exageradamente consumistas que acompanham o Natal.
Pretende-se que se valorize a companhia dos que nos são queridos sem recorrer à prenda por obrigação.
Pretende-se que nos juntemos, realizemos em conjunto refeições deliciosas, empreguemos o tempo livre em passeios pela natureza, fugindo a sete pés dos Shoppings.
Percebo a ideia. E aplaudo.
No Natal do ano passado, cá em casa, só as crianças tiveram direito a prendas. Pareceu-me muito bem. Este ano, parece-me ainda melhor.
Dada a situação difícil em que vivemos, em que o mundo  inteiro vive, desaprovo compras inúteis, coisas e mais coisas, tralha e mais tralha. A economia não resiste a essa sangria. Nem o planeta que se transforma a passos largos num monumental lixão.

Tenho lido, com enorme prazer o blog  da Rosa , senhora de uma graça, de uma sensatez admiráveis.
Rosa defende a sustentabilidade com bom humor, ideias geniais e a sabedoria de um economista com doutoramento.
Rosa é dona de casa e mãe de família. Apenas!
Mas extraordinária, por isso mesmo.
Adoro a Rosa!

Com a Helena, noutro estilo, mas com igual sabedoria, aprendi qual a força dos sonhos e como a perseverança pode modificar as nossas vidas.
No campo das realizações pessoais e profissionais.
Gosto da Helena como se gosta de uma amiga íntima, cujo sucesso nos engrandece como se nosso fosse.
Helena é, também ela, defensora do , DIY, gastos racionais, de uma vida vivida em pleno, liberta da escravatura do :
-COMPRA, COMPRA, COMPRA!

Os exemplos que referi, são exemplos de blogs admiráveis, que compartilham experiências e, mais importante, formatam consciências.

Sou aluna mediana. Estou longe de servir como exemplo. Mas sou empenhada. Sei que preciso melhorar.
E quero melhorar.

Beijo
Nina

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Não sabe tricotar?



Então, faça esta echarpe!
Martha Stewart é a dona da ideia! E que grande ideia!

Pode seguir as instruções  aqui.


Main Image

Mas, já agora que abordamos a questão das competências, se não sabe tricotar, não sabe o que está perdendo, em termos de descontração e relaxe. Substitui antidepressivos, preenche noites sem sono, acompanha o bombardeamento acéfalo da TV, como escudo protetor infalível.
Tricotar é bom, é muito bom! Ver a obra a crescer, nem se fala! É só começar com projetos fáceis, tipo cachecol! Nada de ir com muita sede ao pote, porque nada é mais desmoralizador do que um primeiro projeto falhado. Pode, nesse caso, ser o primeiro e o último. Portanto, nada de ambições megalómanas, ok!?
Não faltam cursos e workshops! Mas para quê maçar-se, sair de casa, gastar gasolina, tempo e dinheiro, se aqui, na net, proliferam como cogumelos, os sites em que o " b, a, ba", é transmitido de borla?
Bora a procurar!
Depois, é comprar um par de agulhas e um novelo de lã ( informo que no chinês custam metade de metade de metade do preço da loja).
E isto não é ser fada do lar, não senhor! Isto é prazer puro e viciante. 
Daquele que primeiro se estranha e depois se entranha.

Beijo
Nina

domingo, 25 de novembro de 2012

Fadas do lar fashion!

Continuando a saga  Fada do Lar, inspirada num texto com dicas preciosas, procurarei apontar procedimentos que facilitam a nossa função. 
É que ser fada do lar, chegando ao fim do dia, completamente estoirada, não compensa. Só quero ser fada do lar se for muito fácil, nada exigente, nada escravizante.
Quero ser fada do lar fashion, com as unhas impecáveis, cabelo brilhante  e muito cheirosa.
Quero ser fada do lar moderna, com tempo para mim, e mágica, com tempo para manter a casa impecável, servindo refeições gourmet, vá, apetecíveis, para não exagerar na altura da fasquia.
Ora, tarefinha enredante, é a cozinha. Cozinhar é giro, divertido e gratificante, mas, arrumar a tralha pós refeição é mau, muito, muito chato.
Então, voltando ao início do texto, li, por aí, dicas preciosas sobre a manutenção da cozinha, da COZINHA LIMPA:


O ponto principal para o conseguir, evitando chegar ao fim da função com o caos instalado, é:

- Limpar e arrumar tudo o que se suja. Quer dizer, se sujo um prato, lavo-o ou meto-o imediatamente na máquina, não permitindo que, sujo, permaneça no campo de operações. Portanto, a regra de ouro é: suja, lava, por esta sequência.
Nada de montanhas de louça esperando vez para serem arrumadas.
- O mesmo se aplica aos ingredientes:


Preciso de arroz? Retiro a embalagem, uso o necessário e recoloco no lugar inicial.
- Sempre, à medida que se confeciona um prato, sempre, repito, são necessárias colheres, seja para misturar, seja para provar. Daí que um contentor com água quente, onde se colocam as ditas, evite manchas nas bancadas e permite a reutilização das mesmas.



- Colocar um recipiente para cascas e outros produtos a eliminar, em cima da bancada, é igualmente útil. Terminada a preparação, é só despejar o contentor.
- Toalhas e panos da louça, sempre à mão. Pingou no solo? Limpa imediatamente, enquanto fresco. Adiar, oferecerá um solo encardido que exigirá tempo e esforço a triplicar para ser lavado.
- Pinga na bancada? Igual procedimento. Limpar imediatamente. Gastam-se segundos e poupam-se minutos de lavagem posterior.


- Ordem é a palavra chave. Um lugar para cada coisa, cada coisa em seu lugar. Não inventar! É só recolocar no sítio a que pertence.
Acaba-se de fazer, digamos, um bolo. Entra no forno. A bancada está impecável. Nada de farinha em nuvem esvoaçante, nada de açúcar no chão que pisado provoca arrepios de horror. Nada de gotas pegajosas de massa de bolo pintando armários. Nada. A cozinha está impecável e perfumada com o cheirinho de bolo que assa no forno. 


E nós, as verdadeiras fadas do lar, lindas e loiras, sem stress, olhamos embevecidas a nossa cozinha de revista, imaculadamente limpa.

Se alguém me quiser fornecer dicas, sugestões, mandamentos, o que seja, procedimentos que comprovadamente facilitam o dia a dia, por favor, não hesitem em compartilhar. 

Lembro-me que, em criança, via a casa dos meus pais, durante a manhã, num reboliço de furacão. Todos os dias se aspirava, se sacudiam tapetes, se limpava o pó, numa ânsia de limpeza rondando a paranóia. Era assim, todos os dias, as mesmas obrigações fanáticas de extermínio do pó. Limpava-se o que estava limpo. Limpava-se tudo, a toda a hora. Desconfio que até as telhas do telhado eram escrutinadas.
Dessa fada do lar obsessiva quero distância.
O que eu quero é ser feliz, ter tempo, gerir tarefas, agilizá-las.
Venham daí as dicas!
Organizemos o clube das fadas do lar fashion!
Sou a sócia número 1!

Beijo
Nina

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

É um mundo ...

... isto do tema  dona-de-casa!
Até já deu série de sucesso, até já deu visibilidade a atores  mais ou menos incógnitos.
Só não entendo por que é que as ditas eram " desesperadas".
É certo que se metiam em imbróglios sinistros, mas tirando isso, até me parece que a vidinha lhes corria envolta em grande glamour, com casas perfeitas, cabelos perfeitos e corpos perfeitos, no que às protagonistas diz respeito. E vendeu que se fartou!

Nós, donas- de- casa de carne e osso, temos que nos contentar com muito menos.
A rotina basta- nos!  Mas, às duas por três, cansa-nos. É então que a poderosa criatividade feminina entra em ação, e na falta da aventura que nos arrebate, inventamos!

Assim desabrocham talentos na culinária, no artesanato, na costura, na jardinagem ... e poderia continuar a enumerar indefinidamente palcos de criatividade.


Junto ao mar, este cenário!
Ameaça tempestade, garanto!

Hoje, com um dia cinza, com frio, com agreste vento sul, pronúncio infalível de chuva que não tardará, virei-me para as compotas. De marmelo. Prefiro a compota à marmelada. Gosto de trincar os pedacinhos de polpa, imersos num banho espesso de calda de açúcar. Com torradas. Com queijo. Com carnes, aspirando a um toque exótico agridoce.



O marmelo está pronto, congelado, que da fase descasca, parte, retira caroço e volta a partir em cubinhos miúdos, dessa fase, quero distância e muita.
Portanto, temos os marmelos prontos, congelados.
Há que pesá-los, assim mesmo. Nada de os deixar descongelar, operação fatídica onde perderiam o líquido, ficando reduzidos a uma coisa fibrosa, muito semelhante à palha.
Portanto, repetindo, nada de os descongelar.



Saltam para a panela com igual peso de açúcar.
 Eu, comedida e muito esperta, roubo bastante ao veneno branco que tem a irritante tendência de se alojar nas ancas e  nas coxas.
Depois, lume brando, muito brando. Nada de pressas. Vai-se espreitando e mexendo de vez em quando, até que o líquido atinja o chamado ponto de estrada, ponto mágico que garante a durabilidade das compotas.
Como se constata que foi atingido?
Vertendo um pouco de calda num prato frio. Arrefece um pouco e traça-se, nesse mar de calda, uma estrada. Se esta se mantiver, está pronto!



Depois, arrefece um pouco e frascos com a delícia.



 Frascos escrupulosamente lavados, escaldados  e secos, bem entendido.

A tentação obriga a que se prove já, assim, quente, soprando na colher para antecipar a delícia.

Beijo
Nina

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Dicas ...


... Da Fada do Lar que vive dentro de mim!

1- Esta fada do lar detesta passar a ferro. Mas passa. Se tem que ser, passa. À trolha ( sem desprimor para os trolhas, classe de inestimáveis méritos ...), como diz uma amiga, que comigo comparte talentos.

2- Esta fada do lar é sustentavelmente consciente. Logo, evita gastos supérfluos de energia.     Portanto restringe a ponto de quase abolir, o uso da secadora eléctrica, uma loba a deglutir KWs.

3- Esta fada do lar desenvolveu uma técnica para estender a roupa no varal da lavandaria:
Tudo esticado, irrepreensivelmente esticado, o mais esticado possível,  sem sombra de ruga, sem vestígio de dobra.

4- Esta fada do lar reduziu a mais de metade, a pilha de roupa a passar.

5- Esta fada do lar, que, manienta, só usa guardanapos de pano, que muda os guardanapos de pano a cada refeição, inventou um método quase científico para não ter que os passar a ferro:



Dobra-os, assim, num quadrado enrugado ...

...que enfia, bem enroladinho, numa argola de guardanapo.
A excepção aplica-se, apenas, aos guardanapos brancos, daqueles trabalhosos e implicativos, com a mania de reterem nódoas e que, para não serem chatos, só saem da gaveta quando o rei faz anos:

... merecendo, então, ferro bem quente e tira nódoas se necessário.

6- Esta fada do lar aboliu a passagem a ferro dos panos da louça.
Gosto de panos impecavelmente limpos e cheirosos.
Fada do lar que se preza não deixa que os panos de louça usados e molhados sequem para serem reutilizados. Nada disso. Pano de louça usado é pano de louça trocado. E máquina com eles.
Repito, secam bem esticadinhos e depois, viajam para a gaveta, em montinhos mais ou menos simétricos:

...sendo permanentemente chamados à ação.

7- Fada do lar que se preze, muda frequentemente as toalhas na casa de banho.
Se fosse necessário passá-las, oh! horror dos horrores! Nem pensar! Ficam até mais fofas se apenas dobradas.
E nas prateleiras em que se alojam, em coluna, aprumadas, impecáveis, oferecem-se prontas para o uso  do corpo e  deleite dos olhos.



Fada do lar tem objetivos, sempre! Melhorar sempre! Simplificar sempre!
Esta fada do lar ainda vai dispensar os lençóis, aquelas superfícies imensas que alisam por um lado, enquanto enrugam pelo outro, do tormento do ferro.
É uma questão de tempo!

Beijo
Nina

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As donas de casa ...

... toda a gente sabe, não fazem nada!


Adicionar legenda

Levantei-me, tomei banho, preparei e tomei o pequeno almoço, tirei a louça da máquina, estendi uma máquina de roupa lavada, fui ao banco, depois ao supermercado, regressei a casa, preparei o almoço, arrumei a cozinha, arrumei roupas nas gavetas, fui à farmácia, fiquei retida no trânsito, voltei a casa, retirei a louça da máquina, comecei a preparar o jantar, adiantei refeições que serão congeladas, voltei a arrumar a cozinha, dei-me meia hora de blog...
Esta sou eu com o apoio de uma empregada que, durante a tarde, limpa e passa a ferro.



As donas de casa não fazem nada!

Beijo
Nina

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A mulher de vermelho...


... foi título de filme. Uma comédia romântica em que uma beldade, quase uma deusa, de vermelho, hipnotiza um pobre mortal.
Para além de linda, não vestia de vermelho por acaso, já se sabe.
Gosto de vermelho. Desde criança, quando as meninas idolatram o rosa, eu não. Eu escolhia vermelho. E continuo com essa fraqueza. De vez em quando tenho umas ânsias de vestido novo e, na linha da frente, na preferência, surge o vermelho.
Daí que comprei vestido novo. Vermelho. Vermelho vivo.
Sabendo que não me cansa, invisto na qualidade, fugindo de Zaras e afins.
Assim sendo, rumei ao Outlet de Vila do conde e na loja de Roberto Verino, descobri esta lindeza que me assenta que nem luva.
Carote, é investimento para render.




Há que subir-lhe a baínha que os tempos não estão para joelhos tapados. Ainda que estivessem, não aderia. Não gosto do look pós guerra. Ou é curto ou comprido, sem indecisões!

Curiosamente, li, ainda hoje, um post da Cristiane, no qual se desmistifica os ícones de beleza criados pelos media.
Para além de denunciar o papel do photoshop, denuncia os esteriótipos de elegância, leia-se, magreza extrema, que formatam a concepção de beleza de todas nós. É que ninguém está imune. Pode-se resistir mais ou menos, mas que o padrão estético é ditado por quem pode, lá isso é.
Ainda vou descobrir, cá nos  meus mais íntimos  impulsos, de onde vem esta apetência irresistível pelo vermelho. Depois conto ou talvez não!

Beijo
Nina