segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Pausa no tricô

Parece que o melhor e incontornável tratamento para as mazelas que me afetam os polegares é uma pausa, uma longa pausa.
Falei com o entendido e  a sentença foi dada - nada de anti inflamatórios, nada de fisioterapia. O importante é eliminar a causa do desconforto e não mascará-la. Conformada, acatei a decisão. Vou parar, pelo tempo que for necessário - ouvi dizer, 2, 3 meses! Cruzes! Que chato!
Resta-me a consolação que, quando reiniciar, será ainda com maior entusiasmo.
Faz-me falta, à noite, depois de jantar, frente à televisão, que durante o dia, não tenho tempo para tal divertimento. Mas, já arranjei substituto - vou bordar.
Daqui por 2 ou 3 meses, estarei uma bordadeira competentíssima, garanto.

Entretanto tratei de arrumar agulhas e novelos:

O vestido bordeaux que, em última análise, desencadeou
a invalidez dos meus polegares e ...

Este vestido do ano passado, que pouco ou nada usei,
dado que não gostava do decote.



Desmanchei e refiz o corpo e tencionava dar acabamento à barra da saia!
Mas, não!
Melhor , não!
Vou guardar e arrumar tudo e esperar pacientemente que a maleita se vá.

Entretanto, estão para nascer, por estes dias, dois bebés, a Inês e o Guilherme.
Para eles, tenho, na minha caixa de presentes, estas fatiotas, que, fui tricotando, sem destino nem dono determinado, nas minhas noites de tricô.
Em boa hora o fiz, porque, incapacitada como estou, teria de comprar umas roupinhas no pronto a vestir, o que não tem a menor das piadas.


Para o rapazinho, este conjunto!


Gorro, camisola e calças, além do casaquinho, da foto anterior, às riscas.



Para a menina, um casaco comprido e sapatinhos a condizer, que é de pequenino que se interioriza  básicas noções de bom gosto :-)))
O casaco inspirou-se num modelo de uma velha Rakam, enquanto que os sapatinhos são modelo da Teresinha.

Posto isto, com grande pena minha que adoro mexer em lãs durante o inverno, acabaram-se as lamentações, trata-se das arrumações e inicia-se nova atividade.

Beijo
Nina

domingo, 18 de janeiro de 2015

Ponto de zig-zag curvo


Estava, justamente, utilizando este ponto, quando senti as primeiras fisgadas nos polegares!
Não liguei e insisti, porque o efeito deste tricô é lindo, lindo e muito fácil de interiorizar a sequência das carreiras.
Usei-o, pela primeira vez, quando, um pouco às escuras, tricotei um dos meus vestidos favoritos...

O ponto em esquema

Este, em verde pistachio, uma cor de que muito gosto e que, por aqui,
já exibi.
A saia é,  toda ela, tricotada neste ponto.
 Tem a particularidade de resultar com um ínicio em zig-zag, muito original.

Apliquei-o, mais tarde, numa blusa/camisola e, de novo, com sucesso:

Aqui, consegue ver-se o pormenor do início ...

De momento, comprei um fio em cor de vinho, com a finalidade de tricotar uma camisola/blusa.
Depois, decidi-me pelo vestido, comprando a quantidade de lã necessária.

Nesta altura do campeonato, infelizmente, tive que parar e dar descanso aos polegares.

Deixo o ponto, que sou, como todos sabem,  uma alma sensível e generosa :-).


Montagem de um número de malhas divisível por 14 + 2 malhas para ourelas.

1ª carreira - malha de ourela * 2 m. de meia, 1 laça, 1m. de meia, 1 laça, 2 m. de meia, 3 m. de liga, 3 m. juntas de liga, 3 m. de liga; repetir desde o sinal*; m. de ourela.

2ª carreira  e todas as carreiras pares - tricotar as malhas como elas se apresentarem e tricotar as laças como liga.

3ª carreira - m. de ourela, *2 m. de meia, 1 laça, 3 m. de meia, 1 laça, 2 m. de meia, 2 m. de liga, 3 m. juntas de liga, 2 m. de liga, repetir desde o sinal*, m. de ourela.

5ª carreira - m. de ourela, * 2 m. de meia, 1 laça, 5 m. de meia, 1 laça, 2 m. de meia, 1 m. de liga, 3 m. juntas de liga, 1 m. de liga. Repetir desde o sinal *, m. de ourela.

7ª carreira - m. de ourela, * 2 m. de meia, 1 laça, 7 m. de meia, 1 laça, 2 m. de meia, 3 m. juntas de liuga. Repetir desde o sinal *, malha de ourela.

9ª carreira - m. de ourela, 2 m. de meia, 3 m. de liga, 3 m. juntas de liga, 3 m. de liga, 2 m. de meia, 1 laça, 1 m. de meia, 1 laça,  repetir desde o sinal *, 1 m.de ourela.

11ª carreira -  m. de ourela * 2 m. de meia, 2 m. de liga, 3 m. juntas de liga, 2 m. de liga, 2 m. de meia, 1 laça, 3 m. de meia, 1 laça. Repetir desde o sinal *, m. de ourela.

13ª carreira - m. de ourela * 2 m. de meia, 1 m. de liga, 3 m. juntas de liga, 1 m. de liga, 2 m. de meia, 1 laça, 5 m. de meia, 1 laça. Repetir desde o sinal *, m. de ourela.

15ª carreira - m. de ourela, * 2 m. de meia, 3 m. juntas de liga, 2 m. de meia, 1 laça, 7 m. de meia, 1 laça. Repetir desde o sinal *, m. de ourela.

16ª carreira - igual à 2º carreira.

Repetir as carreiras desde a 1ª à 16ª.

Parece chinês. Pior, parece chinês assustador!
Mas, o que tem graça, é que não é, nem uma coisa nem outra.
É fácil e extremamente repousante e muito viciante ... os meus polegares que o digam!

Aconselho uma amostra com 30 pontos na agulha, para calcularem os necessários para o tamanho requerido e para interiorizarem o "mecanismo" do ponto!

Uma última recomendação/ esclarecimento:
No Brasil, o nosso PONTO LIGA corresponde ao PONTO TRICÔ!

Vá, mãos à obra!
É comprar um fio bonito, primaveril, em tom pastel e começar imediatamente o tal vestido ÚNICO que vestirá os nossos primeiros dias de sol.

Beijo
Nina

sábado, 17 de janeiro de 2015

Se não tricoto, bordo!


Exatamente! Se não tricoto, bordo!
E por que não tricoto, já que esta é a minha atividade preferida?
Porque me doem os polegares!
A sério, doem-me! E a própria articulação faz um estalido pouco natural se a solicito.
Isto não é normal!
A senhora que me vende as lãs, a D. Helena, "diagnosticou-me" uma tendinite de esforço.
Será?
Só o nome me intimida!
Mas a verdade é que tenho tricotado desenfreadamente, como se não houvesse amanhã!
E o remédio é parar por uns dias a ver se a mazela, como chegou, desaparece!

Temos pois, que o serão frente à TV, com a lareira acesa, ameaça tornar-se improdutivo!
É, pelo menos, o que vejo ao meu lado, a quem me faz companhia, que embalado, passa alegremente pelas brasas.
O mesmo, de certeza,  me aconteceria se não me ocupasse.
Por isso e porque gosto e porque o resultado é lindo e porque já tenho destino (mental) para os bordados, bordo!


Esta a segunda menina de um conjunto fornecido pela NINA 
Enquanto os polegares repousam e se recompõem, a fila avança!

A NINA é uma querida, muito disponível e se alguém quiser seguir-me o exemplo, é só contactá-la!
Ao mesmo tempo, inscrevi-me no desafio dos passarinhos, também uma graça!

Vão lá, vão visitar a NINA !

Um bom fim de sábado, um bom serão,  apesar da chuva, do vento e do frio!

Beijo
Nina

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Mais vale tarde do que nunca!


Sim, mais vale tarde do que nunca, mas, ainda assim, teria adorado ver e cheirar os meus bolbos de Jacintos, abertos em flor, durante a celebração do natal.
Infelizmente, então, não passavam de cebolas greladas, embora os tivesse comprado "com garantia de floração" - coisa nunca vista, como se de um qualquer eletrodoméstico se tratassem.

Estavam à janela, em plena luz, mas nada de se decidirem.

Num repente, mudei-lhes o poiso e
 trouxe-os para esta mesa de apoio aos sofás.

Ou porque a mudança lhes agradou ...

...ou porque a floração se decidiu, não sei!
O que sei é que começam a desabrochar!

Os bolbos suspensos em frascos com água,
limitam~se às raízes, os infelizes!
Esta orquídea maravilhosa veio do terraço onde crescem - muitas, muitas ... - em cacho.
Com o vento e a chuva, esta perdeu a postura e, curvadinha, não tinha bom aspeto.
Por isso a cortei e durante ainda que poucos dias, alegra-me os olhos.

Passei, "por acaso" - não foi nada por acaso, foi de propósito -  pela Zara Home que está com saldos dos saldos.
Tudo já muito escolhido o que não me impediu de cair em tentação (e desconfio que, amanhã, voltarei a cair, porque fiquei a congeminar numas coisitas que me caíram no goto):

Trouxe esta caixa florida.
 Adoro caixas e tenho muitas!
Mas, como nunca são de mais, esta veio comigo.
Servirá para guardar os variadíssimos tele comandos que andavam por aqui espalhados, cheios de pó.

Ao lado, uma revista muito inspiradora, a Marie Claire idées, repleta de sugestões adoráveis.

Aqui, ainda nas agulhas o segundo de um par de sapatinhos que calçará uma menina  que aí vem!
( Filha muito desejada de uma amiga)

Este  é o aspeto da minha mesa de apoio.
Gosto de ambientes vivos e vividos, salas de estar e não de "salas de não estar", não gosto de casas museu, nem de casas vitrine!
Gosto da aparente desarrumação que espelha a vida de uma casa e daqueles que nela vivem.

Beijo
Nina

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Isto das arrumações ...

Isto das arrumações é uma coisa preversa, nada inocente e tem muito, mas mesmo muito, que se lhe diga e passo a explicar:
- Vai uma pessoa e decide que aquele canto da televisão está um horror tipo feira da ladra, com montanhas de cd's e respetivo pó agregado e decide que vai por ordem naquilo.
Até parece fácil. É só retirar os discos, guardá-los (ou destruí-los), reorganizar o espaço e já está! Fica-se com uma sala digna de revista de decoração.
Puro engano!
Ainda só organizei ( muito bem, diga-se de passagem!) aquele canto e, tipo pescadinha de rabo na boca ou sistema de vasos comunicantes, desencadeou-se uma incontornável necessidade de organizar a casa toda. É que, como dizia o outro, não há almoços grátis, isto é, tudo tem consequências.
A ver:
Tenho uma catervada de toalhas para arrumar e não sei como, nem onde. Vou descobrir, o que implica que outras arrumações virão.
Deveria ter posto mãos à obra esta tarde - não gosto de adiar o inadiável , preferindo matar o trabalho, a mantê-lo agonizante.
Acontece que hoje é quinta feira e à quinta feira sempre tenho direito a cabeleireiro.
P'ra mais chove, está frio e o dia escuro, nada apropriado a sacrifícios ... e já sofri muito ontem.
Fui ao cabeleireiro, portanto. Faz bem à alma, já para não referir o cabelo que fica com muito melhor aspeto.
A minha atual cabeleireira é discreta. Fala pouco ou nada. Deixa-nos escolher.
Hoje decidi-me pela conversa, quase monólogo. Limito-me a ouvir e a acenar.
Contou-me que está no meio de um processo de divórcio chato, com o cavalheiro a esquivar-se às suas responsabilidades, no caso, a de contribuir para o sustento da filha!
- Uns trastes! - generalizou ela, referido-se aos homens.
Apoiei assumindo a injustiça da generalização.
E contou, sem mágoa, que a vida continua e que, com algumas amigas, tem saído à noite para jantar, para um copo ou para um pé de dança. E continuou:
-Nas discotecas, o ambiente é surreal! Tenho 36 anos e sinto-me velha. Só há miúdos ... que me tratam por tia!!!!!
- Por tia? exclamei, incrédula! Isso é uma facada na auto estima!
- Pois é ! Mas é o que temos! concluiu.

A ser assim, nem sei que diga.
Tia? (Um momento, por favor! Vou ali num instante cortar os pulsos e já volto!)

Beijo
Nina

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

CD's, de novo ...


De novo, mas, a julgar pelo que sinto agora, melhor seria dizer - CD's, nunca mais!
Estava eu segura da teoria que se pode arrumar por etapas, durante 30 minutos e continuar no dia seguinte, que por aí não vinha mal ao mundo e que era muito menos penoso e não sei que mais ...
Estava! Não estou mais!
Depois de desarrumar todos os CD's, limpar o espaço, limpar os ditos ... olhei em redor e vi o caos!
Não podia, simplesmente, deixar a feira montada. Só se fechasse a porta e impedisse a entrada na sala, o que, desconfio não seria viável.
Então, despejei uma gaveta ENORME, repleta de toalhas de mesa e para lá canalizei os discos. Muito bem!
E agora, o que fazer às toalhas?
Arruma daqui, desarriuma dali, lá consegui encafuá-las numa arca - muito, mas mesmo muito, mal arrumadas. Aí, porém, fechei a tampa  deixando a tarefa de organizar as toalhas para outro dia.
Depois, precisava de arrumar os livros projetados para o lugar dos discos. Estavam no andar de cima. Subi e desci as escadas uma boa dúzia de vezes. Faltavam livros. Sobravam livros.
Coloquei, retirei, troquei e finalmente acertei.

Nunca, mas, mesmo nunca mais, mexo nestes livros!

Este, era o ANTES!

Conforme tinha mostrado anteriormente!
Pilhas de CD's empoeirados.
Missão cumprida!
Espatifei as unhas, fiquei com a pele das mãos sequíssima devido ao pó e doem-me as costas por ter estado dobrada e os joelhos por me ter ajoelhado!
Valeu a pena, mas repito a jura/promessa/ameaça/declaração:

-NUNCA MAIS  TOCO NESTES LIVROS!
- NUNCA!

Beijo
Nina

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Burda


É a minha revista favorita, em termos de costura.
Muito clara, muito explícita, permite acreditar que a costura é fácil e acessível a quem quer que consiga descodificar o texto.
Por isso, possuo uma vasta coleção de Burdas, que, de vez em quando, ao acaso, folheio, retendo-me num ou noutro pormenor.
Para além dos ensinamentos específicos, é uma revista que ensina o bom gosto. Cuidada, apresenta fotografias muito boas e sugere composições bem sucedidas.
Por esta e muitas outras razões, coleciono Burdas.
Acontece.porém, que a dada altura a coleção ameaçava invadir a colecionadora. E então, parei. Deixei de a comprar (ainda que, admita voltar a fazê-lo).
Conclui também, que se me abstrair dos padrões e das cores, a novidade é pequena e que os modelos se repetem, tirando um ou outro pormenor.
Esta, portanto, a minha posição atual face à Burda!

Ontem, por exemplo, ao acaso, peguei nesta:

Tem, exatamente, 3 anos - 1/2012|!
Nada permite concluir que não seja a edição deste mês, o que reforça o meu ponto de vista!

No interior, encontrei um desafio mesmo interessante,daqueles que apetece experimentar e que, se correr mal, vira pano de prato, como diz uma amiga minha, (Helena - minha primeira costura), perita e expert nestas artes.
Refiro-me a isto:

Roupão, cache-coeur e casaco de malha!
 Não tem nada de novo, mas fornece os moldes para a execução de peças fáceis!

O roupão em chiffon de seda intimida-me!
Prevejo a seda escorregando para todos os lados, fora de controlo.

Mas, numa malhinha de algodão, daquelas que, na Feira dos Tecidos existe em rolos, parece-me tarefa perfeitamente ao alcance de costureiras inexperientes!

Conclusão:
- Ainda vou ser processada pela Burda, com este manifesto anti compra!

Beijo
Nina