sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A sopa!

 
Tenho a dizer que considero a sopa uma das grandes invenções da gastronomia, se não mesmo, a maior!
É que, através da sopinha, comemos a quantidade desejável de hortaliça e legumes, de forma cómoda e agradável, tendo iniciado esse hábito, ainda crianças.
Gosto muito de sopa e no inverno não a dispenso.
Gostos aparte, a sopa constitui um excelente começo de refeição apaziguando fomes carnívoras.
Portanto, mais sopa, menos carne, bom para a saúde e também para o bolso.
 
E é tão fácil cozinhar uma sopinha.
 
Por exemplo, hoje, sexta feira, quase fim da tarde, decidi preparar uma sopa.
Com quê?
- Com tudo que restava na gaveta da hortaliça, no frigorífico!
É que amanhã recebo abastecimento fresco! 
 
 
Encontrei seis talos de alho francês (porró).
Reduzi-os a fatias que lavei muito, muito bem e comecei a função...

Achei ainda uma couve flor e uma couve penca ...

... e estas cenouras!

Deixei que fritassem com um pouco de azeite e ...

... acrescentei 3 batatas e a couve flor cortada em raminhos e alguma abóbora congelada.

Juntei água suficiente e ...

... cobri com a penca cortada grosseiramente.
Quando a água ferver, tempero, retiro a juliana e passo o restante com a varinha mágica. Depois acrescento a penca que gosto de sentir algo sólido, na base de puré de legumes .

E está pronta!
Um prato simples, saudável, rápido e económico.

Agora pergunto, porque, efetivamente, desconheço a resposta:
- Qual a vantagem das máquinas tipo Bimby?
Sei que cozem os alimentos e, no caso da sopa, a reduzem a puré! Mas, não temos que descascar e preparar os legumes? E não é essa a parte chatinha?

Admito que possa estar a dizer uma enormidade e que ainda apanho com um processo em cima, mas, de facto, esta dúvida persegue-me.
É que já fui abordada para comprar a maquineta! E também já lhe ouvi os maiores elogios! Mas, continuo sem entender o seu real valor!
Aguardo esclarecimento!
Grata.

Beijo
Nina


 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Está pronta!


Finalmente, está concluída aparte de cima- o tampo da manta - que rendeu uma semana de trabalho, ou talvez até mais, não sei!
O certo é que esta etapa está concluída.
Segue-se a sanduíche com a manta térmica e o forro, que será um novo e enorme desafio.


Para rematar o tampo, comprei este retalho, por 4€, na Feira dos Tecidos - loja que deveria oferecer-me as compras, de tal modo lhes forneço publicidade gratuita ...
Trata-se de um pano encorpado, que lavei e passei antes de utilizar.
Gostei muito da estampa em tons pastel, suave e romântica!

Cortei 4 tiras com 9 cm - a medida dos quadrados pequeninos -  e cosi a toda a volta!

Gostei muito do resultado final!

Depois de feitas as as tiras, terei de cortar o viés para o remate final, depois de cosidas as três camadas que formam a manta.  

Esclareço que o viés não o é em rigor, pois será apenas uma tira, cortada a direito e cosida a toda a volta da manta.

Nesta fase, depois de ter aplicado todos os paninhos azuis que possuía, verifico que ganhei um monte de retalhinhos!
Parece que esta é a sina de quem trabalha com patchwork - uma quantidade inesgotável de retalhos que leva a que, um trabalho pronto, conduza ao início de outro, sempre na perspetiva de extinguir as sobras!
O que vale é que a atividade é super gratificante e, como diz uma querida amiga brasileira - Denise - terapêutica!
Temos, portanto, que me encontro em pleno processo terapêutico!
Com o maior dos sucessos, acrescente-se!

Beijo
Nina

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ora vamos lá saber ...

Ora vamos lá saber ...
- O que fazer com dois filetes de pescada que sobraram do jantar de ontem?


- Aquecê-los no micro ondas?
- Não me parece!
É que comer peixe aquecido é como comer uma folha de jornal velho!
Não aconselho.

- Atirá-lo, pura e simplesmente, ao lixo?
-Nem pensar! É pecado e é, principalmente, desperdício intolerável.

Vejamos, então:
-Rissóis?
- Sim, é uma boa solução, se esquecermos a trabalheira medonha que os acompanha.
Assim, passou-me, de repente, a vontade de comer  rissóis.

- E se fossem crepes?
- Boa ideia! Não sujam e fazem-se num instante!
Mas ... Agora reparo num saco de pão que espera no frio.

Eureka!
Pão + peixe = AÇORDA DE PEIXE!


Não que goste particularmente de açorda - devem ser traumas da infância - mas, uma vez por outra, se bem temperada, é até uma excelente aposta.
Fiz assim:

Fritei, lentamente, cebola picada e pimento vermelho.
Quando a cebola estava no ponto - frita sem queimar - juntei alho picado, vigilante e atenta que não existe coisa mais desagradável do que o alho queimado - é o suficiente para arruinar um prato!

Vamos agora ao pão:

Deve esperar, mergulhado em água, que se escorrerá completamente, antes de o utilizar.
 E voltemos ao refogado que, entretanto, ficou no ponto!

Entra, neste momento, o peixe em lascas, misturando bem.
À parte, cozi 8 camarões, em água temperada com sal, deixando que fervessem por 3 minutos
 ( informo que se não tivesse camarões, seria apenas uma singela açorda de pescada )
Descasquei-os e aproveitei a água da cozedura.

Ei-los, ainda com casca!
Relembro que a água de cozer peixe, carne, legumes ou marisco, deve ser sempre, sempre aproveitada!

Utiliza-se aos poucos, com parcimónia, que é sempre possível acrescentar se a açorda estiver grossa.
 Já retirá-la não é fácil e ninguém quer comer açorda usando uma palhinha!

Ao peixe, acrescentei o pão bem escorrido e absolutamente mole.
Juntei um pouco de água dos camarões e um cubo de caldo de peixe.
Mexi bem, verificando a consistência da açorda.
Retifiquei os temperos e polvilhei com coentros.


Servi em malgas individuais.
Em cada uma, um ovo cru que escalfa na mistura fervilhante.
Os camarões descascados dão ao pratinho de aproveitamentos um ar de grande prato.
 E a cozinheira, muito feliz, limita-se a receber os aplausos.
FIM!

Beijo
Nina


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Pintei a manta!


Pintei a manta, literalmente falando!
Não pintei, mas cosi!
Esta tarde liguei as tiras formadas pelos blocos, usando o entremeio - isto sou eu a falar como quem já está prática no riscado, citando uma querida amiga brasileira com quem aprendi esta deliciosa expressão!
Dizia, pois, que a coisa avança!
E que coisa!
E como avança!


A procissão ainda vai no adro, mas dá para ver o efeito, não dá?

Não liguei todas as tiras, porque se me acabaram as linhas!
Verdade!
Claro que se eu fosse uma costureira experiente e previdente jamais seria apanhada nesta situação.
Mas, não sou!
E mesmo com todos os percalços estou a adorar a brincadeira!

Gastei dois tubos de repente, cosendo entre si todos os quadradinhos.
Façamos, agora, um exercício mental e pensemos no que era coser todos os retalhinhos, pontinho a pontinho, à mão!
Era a técnica das pioneiras americanas e, pelo que tenho lido, há ainda quem adote o sistema.
Eu não!
Cruzes!
A máquina de costura é uma maravilha da qual se deve tirar todas as vantagens.

Visto de perto, que não estou aqui para enganar ninguém :-))))
- Tem erros?
-Tem!
-Imperfeições?
-Também! E muitas!
-Vou melhorar?
- Vou! Muito, muito! É apenas questão de prosseguir. insistir, não desistir e, acima de tudo, gostar do que estou a fazer. Quanto a isso, garanto - estou a adorar!

Entretanto, por aqui, o tempo está péssimo, com céu escuro, muito frio. muito vento e muita chuva!
Parece que ainda vai piorar.

Por isso, resolvi resgatar três lindas orquídeas que corriam sério risco de serem destruídas pela tempestade:


Estas!



Lindas!
Não só as salvei como trouxe para o meu hall de entrada um enorme raio de sol!
Este foi um dia feliz!
Agradeço!

Beijo
Nina


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Tentações, tentações ...


Tenho ouvido muito boa gente afirmar:
- Resisto a tudo, menos às tentações!
Eu, também, até porque o grau de pecado das minhas tentações é baixinho!
E, em se tratando da Zara Home, até o mais santo peca, acho eu!

Então, foi assim:
Saí de manhã e, como chovia, fui ao Shopping, já que precisava de passar pelo banco e de realizar uns quantos pagamentos. Portanto, fui!
Fui de alma lavada, sem intenção preconcebida de comprar o que quer que fosse.
Porém, passei pela Zara Home que apresenta uma montra espetacular, toda em branco e azul, anunciando a primavera que acabará por chegar.

Lá ao fundo, no limite da loja, continuam os saldos, agora ainda mais baixos, ainda mais baratos. É certo que a variedade da oferta é pequena, mas, com o meu olho de lince, "ELE" saltou-me à vista!   



Este cesto!
Custava 40 € e está à venda por 15!

E não é que eu preciva de um cesto?
Precisava deseperadamente!

Detesto ver jornais e revistas desarrumados!
E, nesta mesa de apoio, aterram todos!

Já tinha procurado o que quer que fosse que servisse esse propósito - arrumar jornais e revistas, mas em vão!

O cesto parece ter sido feito de encomenda!
As revistas e os jornais encontraram poiso certo e podem até ficar debaixo da mesa.
Aviso que ainda lá ficaram muitos, todos lindos, todos ao mesmo preço.
É aproveitar!
E o senhor Zara que se prepare! Vou exigir comissão nos lucros da loja.

Já agora, mostro o upgrade no meu CANDEEIRO.
Mudei-lhe o abat-jour.
Este foi há muito tempo encomendado numa loja que os faz sob medida.
 Estava colocado num outro. Bastou-me trocá-los e a base ganhou imediatamente outro encanto.
Concluindo!
Tão cedo não volto a passar junto a esta loja, uma tentação a que, está provado, não resisto!
Até comentei com a empregada que deveria ser proibido terem coisas tão lindas!
Brinco!
É um consolo para os olhos entrar aqui.
E comprar, ainda melhor!

Beijo
Nina


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Oh!!!!!


Depois de semanas de penúria, recorrendo, por vezes,  a um Ipad cheio de manhas, com incontrolável forte  personalidade,  que não dominava, ou utilizando um MAC alheio, também ele muito complicado, finalmente, tenho software novinho e reluzente!
Oh!!!!


Vermelho como um Ferrari ...

... com imagem excelente e tantos, mas taaaaaantos recursos que me intimida.

Tenho-lhe medo, porque a máquina é ameaçadora de tão moderna, pelo que, seguramente, preciso de um "curso" para dela tirar proveito.
Liguei-o.
Cirandei nele por 1 hora.
Cansei.
Estou no velhinho Laptop que a custo, lá vai dando conta do recado.

Beijo
Nina

 

sábado, 31 de janeiro de 2015

Manta de patchwork

Acho que já posso dar-lhe nome!
Depois de ligar, muitos, muitos quadradinhos, atingi a fase em que obtive 42 blocos, cada um deles composto por 9 quadradinhos.
É chegada a hora do entremeio - dado nome pelas especialistas ao tecido que liga os blocos.
Até ao momento, liguei 7 blocos entre si, atingindo o comprimento aproximado que a manta apresentará.

Cá está a primeira tira.
O entremeio é o tecido em azul turquesa, com estrelinhas que mostrei AQUI! 

O balanço que faço deste trabalho é, até ao momento, muito positivo. É uma tarefa para realizar sem pressas, exigindo atenção e aplicação,  não sendo fácil, o que implica a aceitação de erros de precisão que possam ocorrer e que, forçosamente, ocorrerão. Que o digam as especialistas! Tenho a certeza que, no primeiro trabalho, todas tiveram que conviver com imperfeições. Mas, como se sabe, "o ótimo é inimigo do bom!" e  o excesso de preciosismo impedirá de concluir o que quer que seja.

Lembro, a propósito, um programa da OPRAH, em que ela convidava uma mulher com muito bom aspeto, para dar o seu testemunho acerca da arrumação da sua casa. Foi então que nos foi mostrada a dita habitação. Era coisa mais horrível, mais suja, mais caótica que se pode imaginar, o que contrastava com o aspeto da sua dona que, como disse, tinha um ar muito elegante e muito cuidado.
Interrogada sobre aquela situação, ela limitou-se a responder que era tão exigente, tão requintada, que não conseguia nunca que a casa estivesse à altura das suas expectativas. Por isso, pura e simplesmente, não arrumava nada.

Do mesmo modo, penso, que quando o preciosismo é excessivo, atrapalha,  monstro castrador!

Quero assim admitir que nem todos os quadradinhos se encontram milimetricamente cosidos, embora me tenha esforçado para o conseguir.
Notei, porém, que os últimos blocos estão bem mais perfeitos que os primeiros e que a próxima manta será concluída com outro rigor.
Necessário é, a quem pretenda iniciar uma nova atividade,seja ela qual for,  uma razoável dose de tolerância acompanhada pela convicção que a prática ( ou o trabalho ... o trabalhinho em que tanto acredito, muito mais do que na genialidade ...) conduz à perfeição!

E o sábado está a terminar. Um sábado gélido e chuvoso! Tão triste que nem parece sábado, o dia de todas as alegrias.

Beijo
Nina