terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Senhor António


Conservo com o maior carinho o contacto com pessoas de antigamente, quando as coisas tinham valor e longevidade, escapando à fatalidade do descartável. Aflige-me ver que a solução para o que quer que seja que apresente defeito, se limite ao caixote do lixo.
Daí que, conservo carinhosamente a relação com pessoas que me entendem, como é o caso do Senhor António.
O senhor António é eletricista, atualmente aposentado, mas não inativo.

Cá em casa, como em todas as casas, os objetos deterioram-se e exigem reparação.
Sempre que se trata de intervenção elétrica - já se sabe ...- chamo o Senhor António.

Desta vez, elaborei uma longa lista para que, numa só visita, se resolvesse tudo.
Assim foi!
Numa tarde, o Senhor António mudou interruptores, tomadas, colocou lanternas, eletrificou um candeeiro de pé e ainda consertou um aquecedor.
Uma maravilha!

A ver:



Este candeiro - que pode ser visto AQUI ... - esperava, muito triste eletrificação decente ...

Pois o Senhor António tratou do assunto.
Informou-me, ainda, que a eletrificação antiga estava mal feita e poderia criar problemas.

Ficou excelente, apagando e acendendo sem capricho e sem ameaça de curto circuito.
O abat - jour veio do Leroy Merlin, loja onde me perco, onde me apetece comprar tudo ou quase tudo.

O meu quarto azul compõe-se, bonito e confortável, embora ainda não esteja pronto - pergunto-me se algum dia estará, com esta minha mania de ir inventando modas!

No terraço, a iluminação provinha de dois pontos de luz, nas paredes.
Com o tempo, a chuva e o calor, os candeeiros estragaram-se e havia que os substituir.


Escolhi duas lanternas brancas que ficariam muito bem não fossem as marcas horríveis que os antigos deixaram ...

Portanto ... outra reparação se aproxima:
-Pintar as paredes do terraço!

Tenho outro especialista, que não o Senhor António, a quem vou recorrer e, com a mão na massa, mandarei pintar também as floreiras!
Já admiti que sou pessoa de inventar modas!
E, digam lá, não é bom dar cara nova à nossa casa?

Beijo
Nina

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Avental!


Na cozinha, não dispenso o avental!
É tão prático e tão eficiente na proteção da roupa que me tornei avental dependente.

Quando chego a casa, entro de imediato na cozinha, sem tempo para mudar de roupa.´
 Tenho amigas que, a primeira coisa que fazem é vestir a chamada roupa de andar por casa, coisa que não tenho. A minha roupa, com raríssimas excepções serve para sair e para estar em casa. Por isso o avental se torna indispensável.
Tenho vários, quase todos oferecidos e dou-lhes imenso uso.
Neste momento, mergulhada na aventura da costura, apetece-me imenso costurar um, escolher o tecido e o modelo e meter as mãos na massa.
Este que hoje uso, veio de New Orleans, mas, na minha gaveta, tenho-os da Costa Rica, do Brasil e também, muitos portugueses.

Em breve, espero poder exibir a minha própria criação.

E vocês, usam avental ou preferem a roupa de "andar por casa"?


Beijo
Nina



domingo, 8 de fevereiro de 2015

Faz / Desfaz!



Foi isto!
Depois de ter costurado duas carreiras de "quilting" tive a desagradável surpresa de constatar que ficaram pavorosas!
Limitações da máquina ou da costureira, não sei!

Sei que para grandes males, grandes remédios e desfiz tudo, pontinho por pontinho, uma trabalheira infernal, concluindo que o melhor seria fazer o trabalho manualmente ... como antigamente!



Alinhavei, depois de ter colocado muitos, muitos alfinetes, ao longo das costuras
que decidira pespontar, começando pelo meio da manta, como manda o figurino!

 Agora, já noite, consegui completar três das dez costuras, com resultado muito satisfatório!

Consegui, igualmente, deixar a sala em pantanas, porque a mesa foi necessária para esticar muito bem o trabalho.
Continua em pantanas, desarrumadíssima, mas não vale a pena preocupar-me com a estética, já que a mesa é necessária para alinhavar cada costura.

Num site inglês, li que este trabalho,o quilting,  a etapa final do patchwork, é frequentemente entregue a profissionais com máquinas capazes de concluir a obra.

Não me parece que, por aqui, exista esse recurso, o que é uma grande pena!

Assim sendo, mãos à obra!

Beijo
Nina





sábado, 7 de fevereiro de 2015

Só coisas boas!


Só coisas boas e doces neste sábado gelado e cheio de sol!

A primeira coisa boa foi ter ganho o sorteio da ANA - um quadro de recados em patchwork! 
Muito, muito bom! Uma notícia fantástica! Assim que abri o mail, corri ao Mundo da Tatas! Tinha um pressentimento bom e não me enganei! Vou receber um quadro lindo, feito pela Ana. 
A Ana tem sido uma espécie de professora para mim. Uma professora no mundo da costura, pois tem publicado um "cantinho da costura" repleto de informações claras, muito fáceis de seguir e preciosas para quem, como eu, às apalpadelas, avança neste universo.
A Ana é minha "vizinha", mas nunca nos vimos!
É que a disponibilidade de tempo é difícil de gerir! Mas um dia, em breve, vai concretizar-se o encontro!
Entretanto, esta notícia feliz!
Ganhei!
E logo que esteja em meu poder, vou mostrar o quadro lindo.
Ana, muito, muito obrigada!
És uma grande querida e eu gosto muito de ti!


Quanto às coisas boas e doces, cito a PATRÍCIA, de quem me tornei amiga , com visitas quase diárias.
A Patrícia é brasileira, casada com um português e vivendo na Bélgica.
É uma pessoa doce, sensível e com muito bom gosto.
Adoro a sua casa e revejo-me nas suas escolhas.
Dela recebi esta receita de BOLO DE MILHO que neste momento assa no meu forno.

Facílimo de fazer, quase para principiantes, acredito que ficará muito bom:




No copo liquefator, misturamos uma lata pequena de milho escorrido + uma lata de leite condensado ...

... a que se acrescenta 3 ovos + 1 colher de manteiga + 1 colher de fermento ...

... batendo bem!

Despeja-se a mistura em forma ( usei uma forma de fivela a fim de evitar surpresas desagradáveis ao desenformar ...) untada e polvilhada com pão ralado ( invenção minha para evitar que pegue ... )

V ai ao forno durante cerca de 30 minutos - optei  por uma temperatura moderada - 180 graus!
Ainda está quente, pois acabou de sair do forno, mas apresenta este aspeto irresistível:

Com este aspeto só pode estar ótimo!

Bom domingo!

Beijo
Nina

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A sopa!

 
Tenho a dizer que considero a sopa uma das grandes invenções da gastronomia, se não mesmo, a maior!
É que, através da sopinha, comemos a quantidade desejável de hortaliça e legumes, de forma cómoda e agradável, tendo iniciado esse hábito, ainda crianças.
Gosto muito de sopa e no inverno não a dispenso.
Gostos aparte, a sopa constitui um excelente começo de refeição apaziguando fomes carnívoras.
Portanto, mais sopa, menos carne, bom para a saúde e também para o bolso.
 
E é tão fácil cozinhar uma sopinha.
 
Por exemplo, hoje, sexta feira, quase fim da tarde, decidi preparar uma sopa.
Com quê?
- Com tudo que restava na gaveta da hortaliça, no frigorífico!
É que amanhã recebo abastecimento fresco! 
 
 
Encontrei seis talos de alho francês (porró).
Reduzi-os a fatias que lavei muito, muito bem e comecei a função...

Achei ainda uma couve flor e uma couve penca ...

... e estas cenouras!

Deixei que fritassem com um pouco de azeite e ...

... acrescentei 3 batatas e a couve flor cortada em raminhos e alguma abóbora congelada.

Juntei água suficiente e ...

... cobri com a penca cortada grosseiramente.
Quando a água ferver, tempero, retiro a juliana e passo o restante com a varinha mágica. Depois acrescento a penca que gosto de sentir algo sólido, na base de puré de legumes .

E está pronta!
Um prato simples, saudável, rápido e económico.

Agora pergunto, porque, efetivamente, desconheço a resposta:
- Qual a vantagem das máquinas tipo Bimby?
Sei que cozem os alimentos e, no caso da sopa, a reduzem a puré! Mas, não temos que descascar e preparar os legumes? E não é essa a parte chatinha?

Admito que possa estar a dizer uma enormidade e que ainda apanho com um processo em cima, mas, de facto, esta dúvida persegue-me.
É que já fui abordada para comprar a maquineta! E também já lhe ouvi os maiores elogios! Mas, continuo sem entender o seu real valor!
Aguardo esclarecimento!
Grata.

Beijo
Nina


 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Está pronta!


Finalmente, está concluída aparte de cima- o tampo da manta - que rendeu uma semana de trabalho, ou talvez até mais, não sei!
O certo é que esta etapa está concluída.
Segue-se a sanduíche com a manta térmica e o forro, que será um novo e enorme desafio.


Para rematar o tampo, comprei este retalho, por 4€, na Feira dos Tecidos - loja que deveria oferecer-me as compras, de tal modo lhes forneço publicidade gratuita ...
Trata-se de um pano encorpado, que lavei e passei antes de utilizar.
Gostei muito da estampa em tons pastel, suave e romântica!

Cortei 4 tiras com 9 cm - a medida dos quadrados pequeninos -  e cosi a toda a volta!

Gostei muito do resultado final!

Depois de feitas as as tiras, terei de cortar o viés para o remate final, depois de cosidas as três camadas que formam a manta.  

Esclareço que o viés não o é em rigor, pois será apenas uma tira, cortada a direito e cosida a toda a volta da manta.

Nesta fase, depois de ter aplicado todos os paninhos azuis que possuía, verifico que ganhei um monte de retalhinhos!
Parece que esta é a sina de quem trabalha com patchwork - uma quantidade inesgotável de retalhos que leva a que, um trabalho pronto, conduza ao início de outro, sempre na perspetiva de extinguir as sobras!
O que vale é que a atividade é super gratificante e, como diz uma querida amiga brasileira - Denise - terapêutica!
Temos, portanto, que me encontro em pleno processo terapêutico!
Com o maior dos sucessos, acrescente-se!

Beijo
Nina

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ora vamos lá saber ...

Ora vamos lá saber ...
- O que fazer com dois filetes de pescada que sobraram do jantar de ontem?


- Aquecê-los no micro ondas?
- Não me parece!
É que comer peixe aquecido é como comer uma folha de jornal velho!
Não aconselho.

- Atirá-lo, pura e simplesmente, ao lixo?
-Nem pensar! É pecado e é, principalmente, desperdício intolerável.

Vejamos, então:
-Rissóis?
- Sim, é uma boa solução, se esquecermos a trabalheira medonha que os acompanha.
Assim, passou-me, de repente, a vontade de comer  rissóis.

- E se fossem crepes?
- Boa ideia! Não sujam e fazem-se num instante!
Mas ... Agora reparo num saco de pão que espera no frio.

Eureka!
Pão + peixe = AÇORDA DE PEIXE!


Não que goste particularmente de açorda - devem ser traumas da infância - mas, uma vez por outra, se bem temperada, é até uma excelente aposta.
Fiz assim:

Fritei, lentamente, cebola picada e pimento vermelho.
Quando a cebola estava no ponto - frita sem queimar - juntei alho picado, vigilante e atenta que não existe coisa mais desagradável do que o alho queimado - é o suficiente para arruinar um prato!

Vamos agora ao pão:

Deve esperar, mergulhado em água, que se escorrerá completamente, antes de o utilizar.
 E voltemos ao refogado que, entretanto, ficou no ponto!

Entra, neste momento, o peixe em lascas, misturando bem.
À parte, cozi 8 camarões, em água temperada com sal, deixando que fervessem por 3 minutos
 ( informo que se não tivesse camarões, seria apenas uma singela açorda de pescada )
Descasquei-os e aproveitei a água da cozedura.

Ei-los, ainda com casca!
Relembro que a água de cozer peixe, carne, legumes ou marisco, deve ser sempre, sempre aproveitada!

Utiliza-se aos poucos, com parcimónia, que é sempre possível acrescentar se a açorda estiver grossa.
 Já retirá-la não é fácil e ninguém quer comer açorda usando uma palhinha!

Ao peixe, acrescentei o pão bem escorrido e absolutamente mole.
Juntei um pouco de água dos camarões e um cubo de caldo de peixe.
Mexi bem, verificando a consistência da açorda.
Retifiquei os temperos e polvilhei com coentros.


Servi em malgas individuais.
Em cada uma, um ovo cru que escalfa na mistura fervilhante.
Os camarões descascados dão ao pratinho de aproveitamentos um ar de grande prato.
 E a cozinheira, muito feliz, limita-se a receber os aplausos.
FIM!

Beijo
Nina