segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Agora, é a hora!


Outono ainda sem chuva, muito boa altura de dedicar ao jardim umas horinhas!
Plantar, plantar, plantar ...
Sempre ouvi dizer que "Em Outubro , pega tudo!"


Começarei por esta beleza!
Um limoeiro pequenino, em perfeita germinação, exibindo já dois suculentos limões.


Serão transplantados para um vaso fundo que permita às raízes espaço para crescerem na ânsia permanente de fixarem a àrvore à terra e encontrarem todos os nutrientes necessários.
 É também esta a melhor altura para plantar bolbos que florescerão na Primavera.


Comprei tulipas vermelhas e ...
Narcisos!

Existem muitas outras variedades no mercado, que continuarei a adquirir.
É investimento de alegria garantida quando aparecerem as primeiras flores.
Durante o processo de germinação, deixo os vasos no exterior, ao ar livre, correspondendo às necessidades da planta. Porém, assim que florescem, são convidados de honra em minha casa.
Encho as mesas de flores e durante dias, com sorte, semanas, tenho uma festa dentro de casa.
E assim, vou repetindo, ano após ano este ritual. Aprendi em criança, com a minha mãe. São ensinamentos que marcam profundamente, para toda a vida.
A eles chamo, ser feliz com coisas pequenas, que são as mais acessíveis e , de longe, as melhores.

Se nunca experimentaram, é a hora de começar.

Beijo
Nina

sábado, 21 de setembro de 2013

Pr'a mim, chega!


Não volto a comprar fruta em grandes superfícies que, com a sua cega ambição de lucro, exploram indecentemente os produtores acabando por vender gato por lebre.
A história infeliz dos pêssegos que quase foram parar ao caixote do lixo, repetiu-se com as ameixas.
Lindas, grandes vermelhas, compradas ainda um pouco duras, na expectativa natural que acabariam de amadurecer em casa.
Uma semana volvida continuavam
 duras e  já sem o viço inicial.


Cá estão elas!
Aparentemente saudáveis e apetitosas.
Só aparentementemente. Começavam a revelar ao tacto a consistência de borracha.

Descasquei-as juntamente com alguns pêssegos sobrantes e cortei-os em fatias.

Parecendo-me escassa a quantidade, acrescentei 2 fatias de melão congelado bem como uns quantos morangos, também eles congelados.

Pesei!

Juntei  1 kg de açúcar e ...

... levei a lume brando ...

Deixei que fervesse devagarinho, verificando o ponto do açúcar.

Reduzi a puré e ...

... obtive 4 frascos de compota ...

Tutti fruti!

Salvei a fruta, é certo.
A compota ficou excelente, felizmente!
Mas, acontece que eu comprara fruta para a sobremesa e não para compota!
Lição a retirar:
-Nunca mais comprar fruta no supermercado.
 Esta veio do Lidl, mas poderia ter vindo de outro qualquer.
Ainda que pagando um pouco mais, está decidido, melhor, muito melhor será comprar a fruta em frutarias, nos mercados, ou nas pequenas mercearias que por aí ainda se encontram.

Beijo
Nina

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Pêssegos ...

... deliciosos, sumarentos, suculentos pêssegos!
Eis um conceito em que, acredito, impera a unanimidade ( que, como se vê, nem sempre é burra!)!
Não há, não pode haver quem não goste de pêssegos, os perfumados, os aveludados pêssegos!

Igualmente unânime é a convicção que os produtos devem ser consumidos sazonalmente, nada de batotas de os retirar extemporaneamente da árvore, de os conservar em estufa, ou de os fazer chegar à mesa após viagem transatlântica, de longínqua proveniência.

Estamos de acordo?
Estamos de acordo!

Então por que é que, os pêssegos lindos, comprados no início da semana, contrariando o ciclo natural das coisas, em vez de terminarem o amadurecimento, tornando-se moles ao tacto e irresistíveis ao paladar, continuam duros como pedregulhos, ameçam  a vista com uns laivos acastanhados nada boa premonição e a casca começa a encarquilhar, de desidratada.
Por quê?



Parecem perfeitos, não parecem?
Pois só parecem, não são!
 Vi (tardiamente...) na embalagem que vieram de Espanha!
Não percebo! Logo de Espanha onde a fruta é saborosíssima de qualidade insuperável!
Que batota foi esta?

Há que tomar medidas, não esperar mais! Se não amadureceram até hoje, jamais amadurecerão. A partir de agora será a degradação imparável, até ao caixote do lixo.



Isso é que não!
 Fui-me a eles, descasquei-os e fatiei-os.
Depois, revesti uma forma com açúcar em caramelo e, sobre ele, coloquei as fatias dos pêssegos.


Depois, com 7 claras congeladas, preparei a inocente massa do Bolo de Prata, que mais não é que o aproveitamento hábil das claras que sobram, levado a cabo pelas fadas do lar... ou, pelo menos, por uma espécie  de concorrente a fada do lar ... :-)!

E fiz um vistão!
E sabotei a batota dos pêssegos marados!
E até parece que este é um blog de culinária!

Beijo
Nina

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Compota de cebola roxa

Gosto particularmente da mistura do doce com o salgado num mesmo prato.
Gosto particularmente de cebolas.
Adoro as roxas!

São diferentes, quase elegantes.

Ontem, chorei copiosamente enquanto descasquei 1 quilo delas.
De personalidade forte, recusam~se a passar despercebidas e, para além das lágrimas, teimaram em deixar-me nas mãos um cheiro forte, resistente à água, ao sabonete e ao creme. 
O cheirinho sumiu apenas quando muito bem entendeu, horas passadas e dúzias de lavagens realizadas.


Ei-las, peladas e pronta a serem fatiadas, momento durante o qual o dilúvio das lágrimas se tornou torrencial.
Finalmente, porém, prontas, foram ao lume, com um fio de azeite, louro, alecrim e 1 pau de canela.

Por lá ficaram, sem pressas, até amolecerem e perderem o líquido que entretanto se formou.
 Receberam, então, 1 copo de vinho tinto e ferveram lentamente até estarem cozidas, chegado que foi o momento exótico:
- Sobre elas choveram 300 g de açúcar que se deixou caramelizar.

O resultado foi este!
Foi isto!
Uma delícia roxa que acompanha com ares de estrela o mais simples bifinho, o franguinho assado mais despretencioso, a tudo conferindo o estatuto gourmet!
Provem!
Não exagero!

Beijo
Nina

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Ideias!


Chega Setembro e acontece assim uma espécie de recomeço, de novo ciclo.
Tenho a certeza que esta sensação tem tudo a ver com o início do ano letivo. Coisas que me ficaram! Engraçado que do início do ano letivo, a sensação mais forte que guardo, é a olfativa. O cheiro dos cadernos novos, o cheiro dos livros acabados de comprar. Esta, muito mais do que memórias visuais ou auditivas.

Voltando ao início da conversa, Setembro é recomeço, é estabelecer de metas, de objetivos a cumprir.
Daí que ontem, na loucura das limpezas inadiáveis dei cabo das costas. Nada que esmoreça o meu ânimo, até porquee já passou. Estou pronta para outra e hoje continua a investida contra a poeira. (O pior, mesmo, é a roupa que vai crescendo em montanha assustadora, esperando ser passada... uma coisa de cada vez!)

Mas não foi apenas no capítulo da menage que me atacou esta ânsia de concretizar.
Também se faz sentir na cozinha.
Engordei (pouquinho, vá, mas engordei...) durante as férias.
Nesta realidade de calças que me apertam há que encarar o problema de frente, sem medo, sem desculpas, sem adiamentos.
Teórica, sei tudo o que é necessário fazer nestes casos.
Sei eu e sabemos todas.
Nada de passar fome! Há que comer, muitas vezes, pouquinho. E de preferência, muito legume, muita fruta.
Um prato repleto de legumes, infelizmente, não me seduz.
Já a sopa é outra conversa. Sou uma devoradora de sopa. Com muitos, muitos legumes.

Li, entretanto, umas coisas sobre a importância da cor dos alimentos. Quanto mais colorida a alimentação, melhor.
Então estabeleci sopas coloridas que se sucedem qual arco íris, ao longo da semana:
-De tomate
-De beterraba
-De bróculos
-De abóbora
-De cenoura
-De couves

Comecei pela de tomate, inventando, misturando sabores, mas com predomínio de tomate:


Aproveitei uma promoção em que ofereciam um desconto (?) substancial e comprei por atacado.

Uma base de cebola, batatas, alho e um pimento verde.
Tudo na panela. Tudo reduzido a puré.
E a primeira cor foi ingerida.
Os sobrantes serão congelados, cortados em pedaços e posteriormente utilizados.

Amanhã teremos creme de cenoura e depois caldo verde.
E assim se declinam as cores em pratos brancos, fumegantes que saciam e não engordam.

Beijo
Nina

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Tou que não posso!


Cheia de ideias e projetos, revolucionei o esquema de limpezas. 
Mudei tudo!
Nada de limpar quartos à segunda. Não!
À segunda vamos às limpezas profundas ... lavar persianas, cortinas, aspirar reposteiros  e por aí, coisas que só se fazem nas grandes limpezas.
Tudo sob a minha supervisão, é claro!
Mas, como não  sei assistir sem participar, desgracei-me!


Tratei das (de algumas...) plantas, acrescentando terra aos vasos, retirando folhas secas, amarrando  caules, dividindo vasos ...

... de um fazendo dois!

Acontece que fiquei derreada com a jardinagem forçada, com uma dor nas costas a exigir analgésico.
Espero só voltar a ser atacada por esta febre das limpezas à séria, só lá para 2014, no final das férias, quando esta maldita dor nas costas já tiver sido esquecida.

Beijo
Nina

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Em casa...

... com o mundo às costas!
Tanta roupa para lavar, passar, arrumar!
Tanta poeira acumulada!

Olhando a desordem, parece-me que NUNCA MAIS terei a casa organizada!
Daí andar afastada do blog!
Mas, nem tudo são "desgraças", não!
No meu terraço/quintal/jardim encontrei surpresas muito agradáveis.



As maçãs cresceram, tornaram-se adultas ...

... só necessitando de tempo para amadurecer.
Esta encontra-se carregadinha e não me canso de a espreitar.

Estas, vermelhinhas, lindas ...

... de outra qualidade, são apenas 5.
A árvore, na altura da floração, parecia coberta de neve, tantas eram as flores.
Apenas estas vingaram.
São deliciosas, que já comi uma, sabendo mesmo a maçã.

Os morangos ...

... pequeninos, perfumados, multiplicaram-se nos vasos.
Já os comi, na sobremesa de ontem.

Também os tomates, decidiram produzir uma segunda rodada.

Não são muitos ...

... mas são perfeitos no sabor e odor.
Foi um prémio de consolação perante o caos em que se converteu esta casa.
As plantas  interiores precisam de cuidados e carinhos.
Serão horas de pac iência até que tudo regresse à normalidade.
As minhas próximas tardes estarão, pois, muito preenchidas.

Beijo
Nina