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sábado, 17 de outubro de 2015

Costura/decoração


Embora a Singer continue em repouso - não estou disposta a aborrecer-me - hoje, sábado de muito, muito vento, calor (26 graus) e chuva, apeteceu-me aproveitar a sobra dos tecido das ALMOFADAS e TOALHA, aplicando-o num caminho para uma mesa de apoio.
É que,às vezes - quase sempre - basta um detalhe para mudar o conjunto 
. Foi o que aconteceu.
  

Esta a mesa.
Este o antes!

Vista mais ao perto.

A uma tira de tecido, comecei por aplicar um zigzag para que não esfiapasse e, a seguir, fiz-lhe uma bainha de 1 cm - costura mais fácil não existe!


Coloquei o caminho sobre o tampo da mesa.

A seguir, mostro como elaboro composições que me agradam.



Bem no centro, coloquei este prato que descobri numa loja de velharias no Algarve e comprei por quase nada.

A seguir os candeeiros.
As bases metálicas vieram de uma feira de rua e os abat-jours, da Zara Home, em saldos.
As lâmpadas que deixo ligadas a maior parte do tempo, porque prefiro iluminação indireta, são economizadora, gastando por isso, pouquíssimo.
Aliás, tenho vindo a substituir as tradicionais por LED, caras, mas que no final compensam, dada a sua durabilidade e baixo consumo.


Continuando a composição ...


Junto aos candeeiros coloquei dois castiçais, no caso, dois anjinhos.
Estes, comprei-os em França numa loja da cadeia MAISONS DU MONDE.

Para terminar ...



A terrina e travessa centenárias, vindas da cozinha da avó, ocupam o centro da composição.
Este, portanto, o depois!


Fácil se torna verificar que privilegio a simetria e que esta é uma tendência recorrente, que, para meu gosto, sempre funciona.
Gosto de misturar objetos, móveis e estilos.
Fujo de figurinos e modelos pré-estabelecidos e, embora me inspire nos mais variados esquemas, não cumpro regras, o que, em última análise, confere à casa uma personalidade única.

Concordam comigo?

Beijo
Nina

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Almofadas


Faço e refaço almofadas, à medida que se me apresentam como uma necessidade inadiável da qual depende a felicidade das nações.
Sou assim, repentista e muito exagerada, querendo tudo para ontem.
Portanto, andando a embirrar com umas desgraçadinhas que fiz em crochê para o meu quarto azul, sabia de antemão, que as pobres tinham o destino traçado - a inevitável e radical reciclagem.


Demasiada cor, demasiado enfeite, demasiada informação!
Não, não queria olhar mais para aquele emaranhado de cores!
 - Assim são as paixões - desfazem-se em cinzas, em nada, quando menos uma pessoa se prepara!
Brinco, naturalmente!
Pois bem, ontem, tarde de feriado, decidi-me por concretizar a transformação.
Como?
Costurando, que é técnica rápida e espetacularmente eficaz, se dominada, porque, se acaso nos desentendemos com a máquina, o prazer some e são só desgostos e consumições e eu sei do que falo, oh! se sei!


Do forro da cadeira em primeiro plano, tinha sobrado um retalho ...

Na Zara Home, comprara fronhas em envelope, das que dispensam botões ou fecho ...

Não inventei nada de nada ...

Limitei-me a copiar e em menos de 1 hora tinha as almofadas revestidas, renovadas, repaginadas.
Prefiro mil vezes este novo look!
Fiquei feliz!
Domino a técnica do envelope!
Fiquei feliz!
Prossigo a transformação / decoração do meu quarto azul!
Fiquei feliz!
Em suma, um nada me deixa feliz!

Beijo
Nina

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

1254 - Reutilizando ...

... ou repaginando ou reaproveitando.
Chame-se-lhe o que se chamar, mais não é do que dar nova vida, nova utilização ao que quer que seja que, aparentemente, tenha perdido o préstimo.

Aconteceu com este vestido!
Veio da Zara - num momento de entusiasmo - e
usei-o em raríssimas ocasiões festivas.
Como se não bastasse ser de veludo, ainda apresenta
esta barra de cristais!
Impossível para o (meu) dia a dia!
Definitivamente intrazível!

Quando DESTRALHEI ,não hesitei em colocá-lo no monte a doar.
 Porém, de repente, vindo do nada, tive uma ideia:
- Por que não transformá-lo em almofada?

Coisa muito, muito fácil, como tem que ser.
Cortei o vestido, incluindo a barra, calculando a dimensão certa para que contivesse um almofada.
Num dos topos, fiz, pelo avesso uma costura
 à maquina.
Enfiei o "recheio".
Cozi, com pontos muito miudinhos, a costura aberta junto aos "cristais.


Nos meus sofás bege,na minha sala predominantemente bege,  enquadra-se lindamente, em conjunto com as restantes almofadas.
 Concluindo, às vezes, basta um nada, um pequeníssimo detalhe, para transformar, melhorando o conjunto.

Portanto, a reter:
-Vestidos e camisolas/blusas em malha transformam-se em almofadas com esta facilidade, sem gastos e sem complicações!

Beijo
Nina

domingo, 11 de dezembro de 2011

Esta casa é um lar!


Adriana V. Piacezzi, dona de um blog incrível, é a autora da declaração que serve de título a este post.
Fê-la, quando mostrei o caminho, na cómoda do meu hall de entrada.
Ao responder ao seu comentário, deparei-me com textos belíssimos e uma criatividade artística impressionante.
A Adriana é uma pessoa especial, com cujo contacto saio sempre a ganhar, mais rica e com horizontes mais amplos.
Repito, está é a beleza da blogosfera.

Sendo que à Adriana devia esta referência, o entusiasmo pela recém descoberta costura, que coloca ao alcance das minhas mãos, ousadias até agora inimagináveis, vem crescendo de uma forma apaixonante,
que me apetece compartilhar.
É que um nada, transforma, efetivamente, uma casa num lar.

Assim, com 1 metro de tecido próprio para estofar sofás, mais concretamente, chenille ( 18€), esse é o seu nome, passei a fria, triste, cinzenta e chuvosa tarde de domingo, mergulhada em fios, linhas, alfinetes, tesouras e uma fita métrica, colar majestoso à volta do pescoço

Para um móvel grande, com 2 metros de comprimento, fiz este caminho que lhe recobre o tampo, aqui e ali marcado por arranhões de objetos mal deslocados.
O fundo é bege e a estampa, castanha.



Sobre este móvel repousam objetos de enorme valor sentimental, como é o caso desta terrina, cuja tampa apresenta sinais de fratura.
Veio da cozinha da minha avó materna e recebi-a, generosamente oferecida, por uma tia.

Encontrei este prato em Tavira, no Algarve, numa loja de velharias e comprei-o por quase nada.


Da mesma loja, veio esta caixa de chá, em casquinha gravada, que certamente, se pudesse falar, teria lindas histórias para contar.

A terceira peça, adquirida na mesma altura, foi esta peça de vidro gravada.
Suspeito que a tampa não é original, dado que não encaixa perfeitamente.
No conjunto, são veículos de viagem ao passado, quando o plástico não invadira ainda as nossas vidas.

Estes conjunto é atualíssimo, mas acompanha bem as velharias.

Agora, com um caminho por base. tudo cresceu em encanto.


Custou quase nada e uma tarde de domingo.
O remate com a fita de seda é uma ousadia delirante da minha imperícia, de que não me arrependo, já que as minhas (queridas, queridíssimas) mentoras me incentivam dizendo que se aprende a costurar, costurando.

Mais duas almofadas.
Vestem o recheio de duas velhotas sem graça que por aqui estagiavam.
Agora sim, o sofá está composto, completo, elegante, convidativo.
 Nunca imaginei  que a costura proporcionasse tais dividendos em termos de prazer.
Sinto que perco o medo e que tenho de me acautelar para não dar um passo maior que a perna.
Para já, tem corrido bem e publico os resultados para incentivar as mais medrosas a embarcarem nesta aventura.

Beijos
Nina