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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Uma espécie de patchwork

Por aqui o tempo continua uma desgraça com chuva miudinha, frio e nevoeiro. Só é bom para ficar em casa, um luxo para quem pode.
Em casa, agora que os invasores desapareceram e tudo entrou de novo nos eixos, “ta-se bem ...”
Apetece fazer bolos, ler, assistir a séries e filmes, tricotar e costurar.
Eu não sei costurar. E não é falsa modéstia, não senhora. Queria eu, mas não sei mesmo. Tal não me impede de me aventurar no mundo dos panos, agulhas e linhas e, no meu currículo constam umas coisinhas de que muito me orgulho.








Já a tinha mostrado . Foi o resultado de uma inúmera quantidade de quadradinhos de tecido, ligados por faixas brancas - essa é a parte divertida do projeto. O mais penoso foi construir a colcha, utilizando uma espécie de manta térmica que lhe dá corpo. Isso exige paciência, pois terá que ser feito manualmente ( experimentei a máquina de costura e resultou quase em desastre).

Hoje, neste dia feio, olhando a cama, senti uma súbita vontade de repetir a experiência.

Vou sentar- me ali.
Vou ler.
Meditar.
E esperar que a vontade passe.

Beijo
Nina 

domingo, 4 de agosto de 2019

Em modo férias ...

Embora ainda em casa, vivo já em modo férias.
Aliás, ficar em casa no mês de Agosto é bastante apelativo face às multidões que se enfrentam onde quer que se vá.
No sábado, por exemplo, foi impossível entrar em Vila Nova de Cerveira, donde nem sequer me aproximei, dada a longuíssima fila de trânsito. Acabei por me instalar nas margens do rio Minho e garanto que foi muito bom.
Lá fui fotografada ...


Apanhada em flagrante vestindo a saia que foi vestido e que já mostrara AQUI!

Confesso-me feliz com a transformação porque esta veio provar que o dever de reaproveitar e controlar o desperdício é realmente possível. Além disso, gosto do resultado.

Pressinto que mais transformações surgirão em breve.

Bom domingo.

Beijo
Nina

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Pronto!



Ontem, conforme tínhamos combinado ( eu e eu) pus mãos à obra e tratei de cortar os punhos e encurtar as mangas do vestido de linho. É que aquilo não era nem Verão nem Inverno. Era uma impossibilidade que me manietava movimentos, me incomodava, fazia calor, era impróprio para o frio e que, inconscientemente excluía, apesar de gostar imenso de branco e bege e de me sentir imensamente confortável com linho.

É sempre uma aventura quando decido cortar e coser. Primeiro tenho medo, um medo terrível de estragar tudo. Depois, sentindo-me desafiada, avanço de peito feito e tesoura em punho. Afinal, se correr mal não morre ninguém, não é?

Correu bem!
Hoje já vesti o dito cujo que jazia num canto do armário.


Cortei as mangas ao nível do cotovelo, dobrei uma vez e outra vez, medindo sempre, como é suposto.

Ficou bom! Mais que bom. E posso encurtar as mangas, dobrando-as.
Genial!

Toda, todinha de bege - menos as unhas!


Confortável!
Neste momento amassada e amarrotada que é como se comporta o linho. Ainda assim, gosto.

Gosto!
Essencialmente da possibilidade de redimir de resgatar o que estava condenado às traças.

Aliás, o que eu pretendo quando suspiro por competência na costura, é apenas isto, a capacidade de intervir em coisas pequenas. Nunca me passou pela cabeça a possibilidade de fazer casacos.
Esses, compro feitos, prontos, bem cortados, primorosamente confeccionados por mãos capazes.
O que eu pretendo é ser capaz de intervir a este nível, o nível dos arranjos, das recuperações, dos pijamas, dos aventais, das transformações em geral.
O resto, repito, escolho e compro prontinho a vestir.
Acrescento que consegui ainda subir a bainha das calças roxas. Ficaram um primor. Segue-se o vestido de malha com franja - morro de medo de espatifar aquilo tudo. Veremos.

Beijo
Nina

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Há que reagir!


Dizem que somos - seres humanos -  capazes de grande poder de adaptação, para o bem e para o mal. É uma questão de sobrevivência da espécie. Mesmo quando tudo parece de tal modo triste que apetece desistir, vamos buscar forças não sei onde e acabamos por reagir. 
Incluo-me nesse número, daqueles que, felizmente,  reagem.

Depois de um triste desabafo, sigo em frente como tem que ser. Invisto em coisas pequeninas, sem grande importância, mas exigentes face às minhas competências. Falo de costura. Não sei costurar. Já tentei. Tive até algumas aulas. Sem êxito.
Ainda assim, arrisco e o que para alguém habilitado não passam de tarefas simples, para mim são desafios.

Desta semana não passa. 
Serão concluídas as tarefas que me aguardam há semanas.
Estas:

Comprei online este vestido.
 Azul e branco, em croché.
Quando o vesti foi dececionante - um saco informe com um decote até ao umbigo.
Horrível!



Acontece que a ideia é gira!
As cores, a textura e a franja  na bainha.
Achei que tinha possibilidades e por isso não o devolvi.

Depois de muitas experiências - com um top por baixo, uma camisa por cima, um cinto largo, um cinto fino - continuei a achá-lo imprestável. Mas, reafirmo, gosto da ideia em si.
Descobri que a salvação será cortá-lo e transformá-lo em saia. Vou arriscar. Sem medo. E se correr bem, mostro! Se correr mal, não terei perdido nada.

Segunda tarefa - esta , até para mim, fácil:


Subir a bainha destas calças.

Não são novas e usei-as com sandálias de salto alto.
Agora pretendo vesti-las com chinelos, coisa ligeira para a praia.
Aqui vou sair-me bem, de certeza.

Terceira tarefa:


A este vestido de linho pretendo encurtar as mangas

... retirando este punho que só atrapalha - não é carne nem peixe, ficando ali por altura do cotovelo a tolher-me os movimentos.

Um dos punhos já foi à vida.
Falta marcar a altura certa nas duas mangas e tratar da bainha.

São projetos. Projetos pobres, mas projetos. Porque não há situação pior do que perder a vontade. Ficar vazia de querer.
Acontece-me e não gosto.
Dou-me um tempo de tristeza e depois estrucho e reajo.

Beijo
Nina

terça-feira, 8 de maio de 2018

Uma almofada que já foi camisa ...


Aprendi, por puro acaso, que o tecido com que são feitas as camisas de homem tem excelente qualidade e que é uma pena não o aproveitar quando as mesmas se encontram imprestáveis, pois têm o péssimo hábito de se estragarem no colarinho e nos punhos.
Ouvi dizer que é possível "operá-las", isto é, praticar uma certa cirurgia , virando as partes doentes. Não estou para isso, até porque não sei ( nem quero saber) como se faz.
Logo, assim que a dita apresenta sintomas de "maleita" é retirada do roupeiro e segue para o cesto dos tecidos.
Duas esperavam vez, esperavam que eu me dispusesse a dar-lhes destino.
Acontece que a costura, como tudo na vida, corre melhor quando apetece.
Esperei pois que o apetite se anunciasse.
Então, tratei de as cortar em partes - mangas, frentes e costas. Passei-as muito bem e comecei a medir e a cortar.




Aproveitei um quadradinho em tempos bordado e, a partir dele fiz crescer a capa da almofada.
O tecido rosa  bem como o verde às pintinhas foram aproveitamentos de retalhos. Apenas o xadrez  pertencia à camisa.

Depois de costurar as diferentes tiras, coloquei manta térmica para dar "corpo e forrei. Só então liguei as duas partes da almofada.

Tenho ainda diversos bordadinhos guardados, parecidos com este. São ternurentos e valorizam a peça onde se costuram-

A parte de trás da almofada..
Aproveitei os botões e as "casas" da própria camisa

Ficou perfeito!
Sem fechos, sem complicações

Não sei como não tinha pensado nesta solução há mais tempo ...

Pronto! Cá está ela!

 Sobraram ainda vários pedaços deste xadrez e uma outra camisa.
Comecei a recortar quadrados e dentro em breve nascerá uma toalha para a mesa da cozinha, que não deixarei de  - vaidosa - exibir!

Decididamente, encontro-me em "modo" costura. Há que fazer render a onda.

Beijo
Nina

quinta-feira, 1 de março de 2018

Costuras ...




Agora que chove a valer, mais apetece ficar em casa. Tenho aproveitado o mais que posso.
Indiferentes à tempestade, nas minhas janelas, é Primavera, cheira a Primavera, com jacintos perfumados e orquídeas que começam a florir.
Está-se bem cá em casa!








 Dediquei parte do meu tempo à costura e conclui a cobertura para a máquina que já tinha mostrado
AQUI!!!!

Aproveitei muitos retalhos - na verdade toda a peça resultou de sobras. Não comprei nada! O que ainda sabe melhor ...

... e ficou assim!

Tive sorte com as cores, principalmente com o verde limão que se integra muito bem no ambiente!




O bordadinho feito há imenso tempo, finalmente teve serventia ...







... e, finalmente, tenho a máquina resguardad do pó, vestida com uma capa muito catita.

Foi um processo muito fácil - corta, cose, passa a ferro, mede e já está.
O forro é um tecido inteiro, um retalho muito feio a que finalmente dei destino e que, obviamente, não mostro.

Já iniciei, entretanto,  outro projeto, tão ambicioso que nem me atrevo a revelar.
Se correr bem, mostro!
Se não, não se fala mais do assunto.

- Como te atreveste? - perguntarão.
Olha, trata-se da ousadia do principiante. Apenas! Alimento até a remota esperança de que vai sair coisa aceitável.
Logo se vê!

Nada como ousar!

Beijo
Nina

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Deu-me para a costura


Hoje deu-me para a costura, aproveitando um tempinho livre.
Só que "costura" e"tempinho" não se conjugam assim, juntos, porque a primeira leva tempo, o tempo necessário e não se compadece com pressas. Costura é para se ir fazendo e não para se fazer num instante.

Lá no meu canto guardo em vários cestos muito pano, muito retalho, muita confusão. Prometi a mim mesma que não compraria nem o tecido mais tentador enquanto não acabasse os tais "monos".
Então, quase sem programar, hoje meti-me entre fios e panos, porque ando há tempos congeminando uma cobertura para a máquina de costura que, não só a protegerá do pó, mas, principalmente, dará ao local um ar mais composto, mais bonito.

De umas sobras de toalha, cortei retalhos

... e aproveitei estes passarinhos bordados há imenso tempo, para os quais não tinha ainda descoberto destino. Cortei igualmente uma margem a toda a volta


Depois, com estas pintinhas que já foram fronha de almofada ...


...cosi uma espécie de moldura.

A seguir continuei a inventar e apliquei uma rendinha .
Fui cortando  e passando e medindo.
Aliás, pela minha (pouca) experiência, não é possível dispensar o ferro de engomar - cada costura, uma passadela!

Continuei juntando paninhos, introduzindo um rosa nesta mistura que quero suave.

Parece-me que a parte da frente está pronta.
Agora é colocar o "recheio" que lhe dará corpo, pespontar tudo e passar para a parte de trás.
Garanto que é uma atividade muito tranquila, muito relaxante, desde que não se pretenda costurar tudo rapidamente.
Esta cobertura de máquina levará o tempo que levar ... e, confesso, agora que parei, sinto imensa vontade de recomeçar.
Amanhã será!

Beijo
Nina

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Como costurar umas calças de pijama (aceitáveis)




Não pretendo de modo algum dar lições de costura, nem mesmo dicas! 
Tenho plena consciência das minhas limitações e , portanto, não me exponho a tal ridícula situação.
O que eu pretendo é algo muito diferente - é demonstrar que é possível fazer (quase) tudo. Basta querer.

No caso das calças de pijama a que no título faço referência, devo esclarecer que não são as primeiras que faço. São as segundas.
As primeiras, as que foram verdadeiramente desafiantes, foram costuradas com êxito há tanto tempo que perdi a referência às diversas fases de execução. 
Tive, pois, que me debruçar sobre o assunto. Estudei.
Onde?
Numa revista Burda que em tempos colecionei.
Entretanto deixei de as comprar por me parecer que os moldes se repetiam e que os modelos se estavam a tornar muito antiquados.
Porém, o básico está lá.
Desde que se perceba como "tirar" os moldes, meia tarefa está concluída. 

Numa das revistas encontrei umas calças clássicas, com bolsos embutidos, pinças na cintura e fecho .
Aboli todos esses detalhes, limitando-me a copiar o contorno das calças.
Contorno copiado, recortei e coloquei sobre o tecido dobrado, deixando uma pequena margem para a costura.



Erradamente, marquei o contorno no direito do tecido - má ideia!
Felizmente a marcação desapareceu com a lavagem

Portanto, a reter - é no avesso que devem ser feitas as marcações.


A seguir, alfinetei, alfinetei, alfinetei!
Depois cosi.


Primeiro ao longo da perna, ligando a frente à parte de trás ...

Depois, o gancho.

Na orla inferior, cosida a bainha, apliquei uma rendinha, que não resisto a umas pinceladas vaidosas


Na cintura, um elástico e já está.

Conclusão:
Não é nenhum bicho de sete cabeças e quem decidir tentar, vai verificar que a coisa se concretiza. Mais, as segundas serão mais fáceis que as primeiras e as terceiras, nem se fala.

Seguidamente, serão aventais. Tenho andado a pesquisar modelos no Pinterest e as ideias borbulham.
Em Janeiro - não antes, que entretanto temos o Natal - teremos, pois, aventais.

Esquecia de referir que não me atrevo a costurar ( nem em sonhos) a parte superior do pijama - para isso existem as t-shirts, as resmas delas que toda a gente tem abarrotando gavetas. Parece-me bem!

Beijo
Nina

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Bolsinha

Mostro hoje a bolsinha que tinha costurado com retalhinhos e que fará conjunto com o saco, também ele de retalhos.
Serão presente para uma pessoa de quem gosto muito e que, sei, irá dar o devido valor à prenda - nada que se possa comprar onde quer que seja.
Para além de ser único é também fruto de muitas horas de trabalho ( mas principalmente de prazer) para quem, como eu, sem qualquer iniciação ou conhecimento na costura, não se inibe de fazer "coisas".

Lembro que comecei com uma máquina chinesa absolutamente temperamental, que só costurava quando lhe dava na real gana. Muita agulha parti! Muito me desesperei e desanimei, convicta de que não fora talhada para a matéria.

Insistindo, insistindo, insistindo - e comprando uma máquina decente ... - ultrapassei o que me parecia inultrapassável e começaram a nascer umas brincadeiras sem pretensões a grande obra.
O certo é que, fazendo o melhor que sei, noto que evoluí e que cada peça é mais perfeita e mais fácil de executar que a anterior.
Reside aí o segredo - saber que a prática conduz à perfeição - pois, se pretendermos que tudo saia absolutamente impecável, melhor desistir, pois, garanto,  não sairá.

No caso desta bolsinha, até que me desenvencilhei sem sofrimento - recordo que a primeira que tentei produzir preencheu toda uma tarde de domingo, resultou em TODAS as agulhas partidas, tecido rasgado em pedaços, uma lixeira descomunal e a vontade assente de nunca, jamais, em tempo algum, me aproximar novamente de uma máquina de costura.



Ei-la, bela e amarela!
Posando junto à minha Tilda, de nome Nina, presente de uma amiga brasileira, a Ju, que infelizmente desapareceu da blogosfera ( Onde andas, querida Ju?)



São retalhos e mais retalhos, e uns pedacitos de renda



O interior num xadrês miudinho, utilizando uma sobra de tecido.
O meu calcanhar de Aquiles continua sendo o fecho - é muito difícil cosê-lo, mas não impossível!
Seguindo a mesma linha de raciocínio, sei que um dia eu chego lá, à perfeição.

Já habita o saco e parece-me que os dois casam lindamente

Os bolsos do saco, combinam com a bolsa (por puro acaso, confesso)

Antes do Natal seguem para a nova dona e eu feliz, pois tenho a certeza que será prendinha muito estimada

De momento, quase esgotei os retalhos.
Pretendo por isso iniciar novo voo - calças de pijama! Que lhes parece? Sou atrevida? Sou!
Mas - lá está - sem uma dose de atrevimento não se sai da cepa torta ...

Depois mostro - isto é, se houver alguma coisa para mostrar ...
Se não, não se fala mais no assunto.

Beijo
Nina




sábado, 2 de dezembro de 2017

Uma toalhinha



Mostro hoje a toalhinha a que me referi no último post.

É,  tal como o saco, o resultado da ligação,  mais ou menos  aleatória,  dos retalhinhos que esperam destino - que não seja o lixo, este um destino impensável,  a roçar  o sacrilégio,  para quem se deixa encantar por panos e paninhos.



Se, num saquinho, num cantinho, se guardar pedacinhos de renda, chegada é  a hora de os utilizar, como fiz aqui.
Só  tem vantagens, pois torna a toalha mais engraçadinha e, ao mesmo tempo,  esvazia espaço  de arrumação. 

Não exige  qualquer talento!
É  uma operação  banal de alfinetar, alfinetar, alfinetar.
Depois é  só  coser e passar escrupulosamente. 



Coloquei  um rectângulo  de "manta térmica " para dar mais corpo à toalha. Pespontei algumas costuras e, por fim, cortei um rectângulo  de tecido branco, um pouco maior do que o conjunto  dos retalhos.
Alfinetei, alfinetei, alfinetei em todo o perímetro.
Dobrei e cosi a toda a volta, conseguindo aquela moldura branca.


Tudo simples, tudo fácil, tudo económico  e, num abrir e fechar de olhos temos mais um presente de natal concluído,  para oferecer a uma amiga, ou não!
Pode, como é  o caso, destinar-se à  própria cozinha que, com este detalhe, ganha uma alegria e uma graça  única.

Boa semana!

Beijo
Nina