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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um toque de verde

Gosto que o aspeto geral da cozinha seja clean, quase minimalista. Tudo deve permanecer dentro dos armários e gavetas, com as bancadas despojadas, prontas para serem utilizadas.
Vazias, limpam-se facilmente e facilmente se mantêm imaculadas.
Abro, no entanto, uma excepção, permitindo que um apontamento verde se exiba.




Neste caso, numa chávena de chá, repousam duas hastes,duas pontinhas de suculentas que cortei em Espanha.
Este é um método muito eficaz de criar raiz, antes de envasar, definitivamente, em terra.

Brevemente, desta pontinha lisa, despontarão uns finíssimos cabelinhos, pedindo um suporte sólido.



Como excepção, mantenho dois potes de louça da Viana do Castelo, e uma jarra com flores.
Esta louça caracteriza-se por ser pintada à mão, apenas em azul, sobre fundo branco.
Nos potes, guardo pacotes de açúcar de todos os cafés que tomo fora, já que, como apreciadora de café, não suporto tomá-lo doce.
A jarra é uma cópia de uma peça antiga, representando um membro das forças militares.
Suponho que serviria para beber cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica ... não posso garantir.

Como princípio, parece-me defensável.
A cozinha, atendendo às suas funções, deve ser mantida livre de empecilhos que compliquem a sua higiene.
Bem basta os pequenos electrodomésticos que, forçosamente, permanecem à vista.
Eu, que nada tenho de minimalista, cuja casa reflete, em cada detalhe, marcas de quem sou e por onde andei, na cozinha, sou assim, purista.

Beijos
Nina

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Panelas e tachos!


Tal como não é possível fazer omeletes sem ovos, também sem tachos e panelas não se cozinha!
Acontece que eu gosto de cozinhar.
Gosto muito.
Acontece, também, que cada dia estou mais atenta ao que como e ao que cozinho, porque, sem sombra de dúvida, somos o que comemos.
A redução das gorduras, a supressão do sal, são imperativos incontornáveis, eu sei.
Dentro dessas limitações, torna-se necessário inovar a nível do processo de confeção dos alimentos.

Daí que, nesta voltinha de fim de ano que já documentei, decidi comprar um tacho e uma panela que, digamos, são os Rolls Royce dos tachos e panelas.
E passo a explicar:
A marca é Le Creuset, uma etiqueta francesa que produz louça em ferro fundido esmaltado, a usar em qualquer tipo de fonte de calor, a manter com lavagens na máquina e com garantia vitalícia, o que, das características citadas, é a mais impressionante, na sociedade descartável em que vivemos.


Este tacho/panela(?) em cor creme tem capacidade para cozinhar arroz para 6 a 8 pessoas.

Dado que são muito pesados, os alimentos são cozinhados em lume muito brando, com uma ínfima quantidade de gordura.
O tempo de elaboração sendo alargado, permite que os sabores se interliguem, dispensando assim, grande percentagem de sal.
A comida sabe ao que é!
Sem disfarces, sem enfeites.

Este, num laranja lindo, é adequado para estufados ou arrozes (de pato, de marisco ...) e pode ir ao forno como base de assados.

Ainda não o experimentei, mas promete grandes resultados.

Conhecia há muito esta marca.
Namorava-a sem ousar adquiri-la, dado o altíssimo preço.
Estava, contudo, na minha lista de desejos a concretizar.
E, por isso, perto de Barcelona, no Outlet La Rocca Village, onde entrei apenas por curiosidade, esbarrei com a loja Le Creuset.
Entrei!
Saí com as duas peças vendidas com um desconto de 50%.
Ainda assim são caras.
Mas, é para toda a vida e em nome da vida.
Não estou nada arrependida e hoje já cozinhei um arroz de bacalhau ( ver na Cozinha da Nina...) de se lhe tirar o chapéu.

Beijos
Nina