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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Vestir o quê?

Quem me conhece sabe que dou (imensa) importância à roupa. Gosto. Gosto mesmo muito.
Não é de admirar, por isso, que tenha uma considerável quantidade de peças, sendo que a maior parte delas não é sequer atual, porque me contenho nas aquisições.
 São peças de outras estações que conservo em bom estado e que faço questão de usar.
 Comigo a teoria da Mary Kondo não funciona.
 Guardo, mas procuro não acumular, no sentido em que, só guardo aquilo de que gosto e que se encontra em bom estado.
Vem esta introdução a propósito do conjunto que hoje estou a vestir.
É um vestido de malha (Zara) - adoro malhas - relativamente recente.
Preto com bolas bege.


Decidi combinar com estas botas vermelhas que têm mais de 10 anos.
Guardei-as porque estão em perfeito estado e foram caras.
Já não as calçava há imenso tempo, mas hoje, saíram à baila.

O vestido é daquelas peças intemporais que conviverá comigo sem prazo de validade

Completei o conjunto com uma echarpe colorida e agasalhei-me num eterno casaco preto, também ele em malha.

Recorri a um cinto (Zara) para conferir um brilhozinho extra ao "boneco"

Descobri recentemente a importância dos detalhes - refiro-me principalmente a colares e outros acessórios que, só por si atualizam o mais veterano dos elementos.

Os acessórios custam pouco e são versáteis, combinando e dando vida a múltiplos conjuntos.
Tenho descoberto na Zara, verdadeiras preciosidades - brincos, colares e pulseiras a bom preço e com retorno garantido.


Amanhã - e todos os dias - procuro resgatar o que quer que seja, dentro do meu vasto(íssimo) espólio, de modo a sentir-me confortável e bem na minha pele. Para mim é importante. É imprescindível. Bom para começar bem um novo dia que pretendo seja feliz.

Beijo
Nina

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Nude


É  uma cor, quase não cor, que tem vindo a ganhar visibilidade.
Eu gosto.
E agora que o bom tempo se instalou (oxalá ) tenho vindo a resgatar as minhas antiguidades, procurando dar-lhes cara de roupa nova.



O dia nasceu azul, mas com forte ventania.
Ainda assim, estava quente.
Lembrei-me deste blusão em couro, nude, da Zara - muito antigo ...

A partir dele compus o boneco:



As calças sugerem renda, mas na verdade são apenas um estampado e são, também elas,  de há vários anos.
Novos são os sapatos com salto grosso, metálico e em rosa muito clarinho.
A mala, deste ano, pequenina no ponto certo para que não me entusiasme e faça dela um armazém.



A túnica preta é também uma espécie de veterana de guerra.




Hoje optei, pois, pelo nude combinado com preto - tudo com 1000 anos - excepto os sapatos e a mala, como atrás já referi.
Agrada-me o casamento e vou registá-lo para repetir nos muitos dias em que "não  tenho nada que vestir", se é  que sabem  ao que me refiro.




 




Além  disso, este exercício  de resgate é  muito saudável,  evitando que  se transformem  em monos, peças  esquecidas.É por isso,que  tenho a preocupação  de ir "rodando" , de dar oportunidade à roupa estimulando a imaginação  e  a criatividade, fugindo à  "farda", ao óbvio,  ao seguro, abandonando assim a minha  área  de conforto.
É claro que este exercício dá trabalho e que seria, de longe,e muito mais fácil, muito mais simples, pegar nuns jeans mudando apenas a camisa, a t-shirt ou o que fosse.
Só que  assim é muito mais giro, porque  criativo e original - aposto que ninguém (no mundo) realizou esta combinação.

Amanhã, mudando o foco, darei vida a outro boneco usando os resgatados.
A ver o que sai ...

Beijo
Nina

sábado, 5 de novembro de 2011

Sem chuva,

mas com temperaturas consideravelmente mais baixas, o sábado convidava a sair de casa, com vestuário prático, mas prestando, sempre, atenção aos detalhes de cuja conjugação depende o resultado final.
Para uma ida à Feira de Cerveira, há que privilegiar o conforto, sem que, repito, o resultado final seja uma farrapada desconexa.
Parece-me que não me saí mal.
Botins de salto grosso, muito confortáveis, permitindo calcorrear a feira de fio a pavio.
Camisa de jeans e colete do mesmo material.
Uma Parka arroxeada completava o conjunto a fim de garantir proteção térmica acrescida.



O saco de cabedal, na confusão da feira, deve ser usado ao ombro, perfeitamente fechado e ainda assim...

Chamo a atenção para o colete que comprei há muitos anos na Alemanha.
Seria banalíssimo, não fossem as aplicações com que mãos de artista o enfeitaram.

Mais ao perto, vêem-se os detalhes que o transformaram numa peça única.
 Acho que as artesãs talentosíssimas que tenho encontrado, poderão usá-lo como fonte de inspiração e copiar os detalhes sem grande dificuldade.

Um bolso, em grande plano.

Um conjunto de pulseiras alegra o visual e moderniza o conjunto.
Todas as peças têm anos ( com excepção dos botins comprados no ano passado).
Por isso, gosto de guardar roupa, se, efetivamente, ela me agrada.
Às vezes, fica dobrada em caixas até quase me esquecer da sua existência.
Até que um dia, voltam a ver a luz do sol.
A única condição é não ganhar peso, o que nem sempre é fácil, reconheço. Mas, se conseguirmos aguentar-nos sem grandes oscilações nesse capítulo, a vitória será nossa.
A bolsa e a saúde agradecem.
E o nosso Ego, também.

Beijos
Nina