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domingo, 27 de novembro de 2011

Preciso de flores, preciso de verde,


na minha vida, na minha casa.
As orquídeas cumpriram o seu ciclo de vida, perdendo as flores.
Continuam belas, na sua folhagem irreverente, que foge ao padrão bem comportado de outras espécies.


Reuni-as nesta taça, numa janela virada a sul.
Juntei várias plantas, mergulhando as raízes num composto próprio para elas.
Repousam e eu aguardo.
Água, quase nada.
Folhagem imaculada de pó.
E eu aguardo.


Num vaso cilíndrico, convivem outras tantas.
E eu aguardo...

A taça é étnica, de cor forte.
Alegra o meu olhar.

Opacas ou translúcidas, as folhas banham-se na luz.
Ao fundo, árvores gigantes, nuas.

No quernte da sala, contemplam o outono rigoroso, às vezes, disfarçado de inverno feroz.
E eu aguardo...

Não são verdadeiras, mas parecem.
São flores do campo, papoilas e outras que não identifico.
Misturam-se, dançam com a pintura que se exibe no quadro de fundo.

Não são verdadeiras, mas, enquanto aguardo, entretêm a minha impaciência, enganam a minha pressa.

Beijos
Nina