segunda-feira, 17 de junho de 2019

Para variar ...


Gosto de variar o percurso de regresso a casa, quando saio do Algarve.
Então, em vez de apanhar a A2 , seguimos pelo interior, ao longo do Guadiana.
A estrada não é má em termos de piso, mas exige atenção e velocidade muito mais moderada do que se optássemos pela autoestrada.
Estas as condicionantes.

Não tendo pressa, vale a pena.
Para-se de vez em quando para uma fotografia ou para um café.



Foi numa dessas paragens que fotografei esta incrível planta, um arbusto em flor, onde enxames de abelhas se abasteciam.

Eu, que tenho pavor a tais seres, fotografei de longe, a partir da janela aberta do carro.

Não sei como se chama, mas é um arbusto magnífico ostentando cachos cor de laranja.
Não houve tempo para grandes desvios, nem grandes paragens, porque uma mesa para o almoço estava marcada na Pousada de S. Francisco, em Beja,  de visita obrigatória.

Ainda assim, fotografei Mértola que, inesperadamente surge depois de uma curva na estrada.




Mértola
Vila em Portugal

Descrição

Mértola é uma vila raiana portuguesa do distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, com mais de 2 000 habitantes. A vila encontra-se situada numa elevação na margem direita do rio Guadiana, imediatamente a montante da confluência da ribeira de Oeiras. Wikipédia

Aqui, já em tempos entrei e percorri as suas ruelas. É um bom local para uma pausa, podendo-se visitar o castelo, esperando, inconscientemente, que qualquer ser medieval connosco se cruze, já que o cenário é perfeito.
Infelizmente, comigo nunca aconteceu!

Beijo
Nina


domingo, 16 de junho de 2019

Totalmente amarela

Mais de dois meses decorridos desde que, num assomo de quase loucura, comprei um fato amarelo, vesti-o.
 Finalmente.

Quando o comprei - na Zara - pareceu-me fininho, um trapo que não se adequava ao frio de então.
Ficou portanto em standby.
 De repente, do nada, sem aviso prévio, o tempo mudou, com dias de calor intenso, durante o mês de Maio.

Sempre que o olhava - ao dito fato - pendurado sem uso nem préstimo no varão do armário, considerava-o inadequado por demasiado encorpado, quase agasalho outonal.
- Ainda não é desta que sais à luz do dia! - pensava. Vais esperar pelo próximo frio - concluía.


Mas afinal, não!
Afinal conquistou direito a exibição e cobri-me de amarelo da cabeça aos pés.
Apenas porque o frio voltou.

Para não ser confundida com um canário, pareceu-me bem quebrar a absoluta  "amarelês" com blusa preta.
Assim fiz!

Nos pés ... what else?
Sapatos amarelos!

Poderia muito bem ter intensificado "o boneco".
-  Como?
- Com unhas amarelas! Coisa que já usei e ousei.

Foi assim que me aperaltei ontem com ruidosa ovação de aplauso por parte de uma amiga que idolatra o amarelo.
 Senti-me bem - de amarelo e assim acompanhada por entusiasta adoradora da cor.

Pareceu-me , até, que nela percecionei um não sei quê de inveja, do meu amarelo total.

Boa semana.

Beijo
Nina

terça-feira, 11 de junho de 2019

Do fim de semana









Depois de 5 dias no arejo, eis-me de volta a casa, com uma montanha de roupa para tratar. O costume nestes casos.
Apanhei sol, ganhei alguma cor, suportei vento e água gelada, com mar calmo, mas que insistiu em manter-se ferozmente nos 18 graus.
Seria de esperar que o tempo estivesse melhor, mas, atualmente, as previsões falham todos os dias. Se calhar, lá para Outubro ou Novembro é que virá calor de verdade.
Ainda assim foi muito bom.
Neste momento dava-me imenso jeito adormecer, mas, quanto mais cansada, menos sono. Comigo é frequente está perfeita incongruência. Nada a fazer,

Boa noite e bons sonhos.

Beijo
Nina 

domingo, 9 de junho de 2019

Champions

We are the champions,my friend ...

Que emoção até para quem como eu não pesca nada de futebol.

Mexeu comigo.


Obrigada,Seleção.

We are the champions, my friend!


quinta-feira, 6 de junho de 2019

D. Teresa





É a minha terceira leitura.  Desta vez, uma vez mais, descubro novas informações. Uma teia de dados que se entrelaçam explicam desfechos.Num obscuro universo medieval urdem-se intrigas, tal como hoje, com a diferença de que, atualmente, os agentes são profissionais, são  os 007 de Hollywood que daí, de então,  provêm.
Da mesma cepa, o acéfalo Trump e o escorpião com lânguidos olhos azuis -  como alguém já lhe chamou - Putin.

Nos sombrios, gelados, graníticos castelos e mosteiros vivia-se, resistindo a infiéis ataques , com recurso a paus, pedras e incandescentes chuvadas derramadas do alto das muralhas. Nada disso me espanta. Era mero sinal dos tempos, reflexo de precária tecnologia.

Mais chocante, o que realmente detém o curso da leitura, são as distâncias espaciais convertidas em tempo. Qualquer percurso constituía empreitada para semanas. Ir de Bierzo , na Galiza, para Leon era aventura que fazia perigar vidas - era o clima agreste, extremo, o terreno alcantilado, insidioso, onde um passo em falso equivalia ao fim da aventura, eram os bandidos à solta e, não imagino quantas mais inesperadas ameaças.
Em paralelo com atualidade, com o mundo em que vivemos, não são séculos que nos separam, é mais o resultado de uma viagem ao futuro, um delírio de Júlio Verne, inverosivelmente concretizado.

Por outro lado, o papel da mulher nada tem de passivo.
Teresa é decidida.
Teresa é poderosa.
A verdadeira heroína.
Teresa encanta-me.


Beijo
Nina




domingo, 2 de junho de 2019

Doce de tomate



Gosto que os meus domingos sejam cheios de nada. Inativos e preguiçosos, deixando os afazeres para amanhã. Ser mesmo preguiçosa é o que me sabe melhor, é o que faz do domingo, domingo.
Tal não invalida uma caminhada junto ao mar, pela manhã, mas isso, sendo puro prazer, equivale à preguiça. Junto-lhe um café, um monte de jornais e um imenso  pasmar olhando o infinito.
Às vezes, porém, os projetos saem furados, como hoje - na marginal realizava-se uma marcha / corrida; o trânsito automóvel fora cortado; resignei-me com um café estranho, espaço onde não encaixei - sou animal de hábitos, está provado. Havia barulho. Eram cadeiras a arrastar, louça que ao ser lavada quase se escaqueirava na banca e uma mãe, uma santa santa mãezinha, que sentada numa mesa junto à minha lia em voz sonante  uma história ao filho - e a todos os que se sentavam nas mesas  em volta. 
Reconheço que frequentemente sou incapaz de desligar e se algo me perturba ativo todas as minhas antenas e torno-me prisioneira do incómodo - ouvi a história toda.
Não foi pois a manhã perfeita.

Almocei em casa. Muito bem, com almoço previamente preparado. Coisa simples.
Então, prontinha para a absoluta preguiça que do sofá me acenava,  dei de caras com os tomates "Coração de Boi" que, ganhando cor numa taça me pareceram quase excessivamente maduros.
- Isso é que não! Deixar que se estragassem estava fora de questão!
Portanto ...

Passei à preparação dos mesmos - lavar, retirar a pele, cortar em pedaços e pesar ...
(Não, não retiro as pevides - dá demasiado trabalho e são tão poucas que não interferm!)

 Para 1 kg de tomate, 1/2 de açucar (gelificante).
Não tem que saber:
- Espera-se que ferva, baixa-se o lume, e mexe-se ocasionalmente até atingir o ponto e está feito.


Entretanto fervi frascos e funil com que os encho ...

Este funil foi uma descoberta fortuita na Alemanha 

Através dele encho frascos sem que a compota se derrame - invenção muito feliz!

E pronto!

Não é doce que "renda" - por isso é caro e raramente encontro um que me agrade.

À mistura juntei 2 paus de canela e um gomo de limão sem pele - dica de uma amiga muito entendida na arte.

Já que o sofá pode esperar, vim aqui escrevinhar este post, antes de me entregar finalmente ao divino momento da preguiça.

Beijo
Nina

quinta-feira, 30 de maio de 2019

As minhas pernas brancas ...

Quando escrevi este estranho título lembrei-me do poema de Almeida Garrett ...

"Eu tinha umas asas brancas
Asas que um anjo me deu ...
(...)
Eram brancas, brancas, brancas ...
(...)
Por isso voava ao céu

Pois que não, pois que eu não me orgulho de tanta brancura,  pois que as minhas pernas, brancas, brancas, brancas não me permitem exibi-las, quanto mais voar ao céu.
São brancas, brancas, brancas e hoje, dia de verdadeira canícula, atrevi-me com  um vestido sem mangas, pernas ao léu e achei-me ridícula.
É que estão mesmo brancas, brancas, brancas...

Vestido escolhido, dele não desisti, antes procurando contornar a alvura.
Apliquei-lhes uma loção de autobronzeamento e atenuou-se o esplendor imaculado. Ganharam uma tonalidade ligeiramente bronzeada. Sairá com o banho. Acho. Espero. (logo eu, manienta, que insisto em toalhas brancas, só brancas, nada mais que brancas. Correm sério risco depois de nelas me enxugar).

A palma da mão que procedeu à aplicação, apesar de escrupulosamente lavada, ensaboada e esfregada, apresenta o mesmo tom levemente bronzeado. Muito, muito estranho. Sugere doença de pele. Desconfio que para contornar um "problema"criei outro(s).
Se calhar ...
Não seria mais simples vestir calças ou saia comprida?
Ou estender as pernas ao sol?
Ou assumir a brancura?
Brancura que as asiáticas perseguem ferozmente. Tapam-se da cabeça aos pés e até as mãos são cobertas com luvas, enquanto nós, ocidentais, é o que se vê.

Ponto da situação - apresento pernas levemente bronzeadas, só do joelho para baixo - um must!;
- A palma da mão direita mostra-se ligeiramente tisnada;
- Toalhas e lençóis correm sério risco de destruição;

Amanhã visto calças.

Beijo
Nina





quarta-feira, 29 de maio de 2019

Limoeiros





Aprenda a Plantar Um Pé De Limão Em Um Copo, Sua Casa Ficará Muito Cheirosa - GosteiSalvei
Pinterest


Tenho três limoeiros em vaso, no exterior e posso confirmar que no universo das árvores frutícolas são as únicas que singram e dão fruto. Poucos, é certo, mas sempre alguns, sempre uma imensa alegria.
Tenho comprado as estacas já com raiz no Lidl, o meu supermercado preferido que até ao momento nunca me desiludiu. O que vende é confiável.
Li, entretanto, no O Pinterest ser possível obter  plantas limoeiro a partir das sementes. Para tal bastaria deixá-las de molho 24 horas e a seguir plantá-las num pequeno recipiente. Fácil!
Tratei de seguir o protocolo passo a passo.Porém, a terra que eu pulverizava religiosamente para manter a humidade mantinha-se inalterável. Não passava de terra.
Começava a desacreditar . Até que ontem vi um cabelinho verde espreitando timidamente.
Que lindo! Num exagero de mãe, achei boa ideia mudar o vasinho para local mais resguardado, sem sol direto, já que cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
Quando, porém,  levantei o recipiente, que vi?
-Uma centopeia!
Nojenta, horrível!
A primeira reação foi atirar tudo pelos ares e gritar, gritar muito. Mas não. Controlei-me. Vi a bicha a fugindo a sete (100) pés escondendo-se na base de outro vaso. Fiz-me desentendida. Dirigi-me ao local onde guardo o inseticida e zás! Polvilhei a desgraçada com chuveiro tóxico. Exterminei-a. Horrorosa. Detestável. Nojenta.

Só que a dúvida se instalou no meu espírito débil , medroso em relação à bicharada.
- Haverá mais? Será uma família? Outras irão surgir?

Então, hoje, tratei de matar a questão radicalmente - com a máquina de vapor, aquela que aquece a água a 120 graus, passei a pente fino tapetes, sofás cortinas, pavimentos, cantos, recantos e frinchas.
Se alguma mais existe vai de certeza perceber que não é bem vinda e que não terá vida facilitada - vai acabar cozida, esturricada, sem honra nem glória, comprando uma gerra perdida.


De onde terá vindo a maldita bicha?

Beijo
Nina









segunda-feira, 27 de maio de 2019

Sítios ...

A minha lista de sítios interessantes não pára de crescer, porque, atenta, registo informações, sigo dicas a todos os níveis, nos mais diversos campos., valorizando muitíssimo mais esse conhecimento do que aquele que pode ser pesquisado na net - onde ocorrem estrondosos fracassos.

A esse propósito recordo um jantar organizado por um casal amigo. Ela, a minha amiga, fazia questão de conhecer sítios novos, recusando os de sempre. Concordei.
Num manual (acho que era o Boa cama, Boa mesa), descobriu um endereço aqui no Porto, um pouco excêntrico, avaliado porém com 5 estrelas.
Para lá chegar foi-nos exigida perícia no campo da orientação, tanto mais que não figurava no GPS. Mas, "como quem tem boca vai a Roma", pára aqui, pergunta ali, telefona para o restaurante, depois, acabámos por arribar!
Era uma casa apalaçada, no meio de um jardim. Tinha escurecido e o ambiente tinha o seu quê de sinistro. Gente, nem vê-la, éramos mesmo só nós os quatro. Desconfiei e no nervosismo do momento, deu-me para rir da situação.
A porta estava fechada. Tocámos. Momentos depois apareceu uma criatura sombria - o interior da casa estava na penumbra - que confirmou a reserva e nos convidou a entrar.
Ri de novo.
Entrámos.
Lá dentro silêncio sepulcral.
Voltei a rir verbalizando a possibilidade de sermos assassinados.
Mais risota.
Encurtando a história, acabámos por jantar depois de, consultada a carta, ouvirmos, "...isso não que acabou . Isso também não. Nem isso. Isso muito menos"
Nesse momento já esborratara a pintura e ria descontroladamente, com lágrimas pretas escorregando pelas faces , sem controlo nem pudor.
Acho que comemos um bife. Sem qualquer hipótese de o avaliar, sacudida pelas gargalhadas.
Sobrevivemos.
A minha amiga continua destemida experimentando tudo quanto apresente as tais 5 estrelas.
Eu não.
Eu sou comedida. Prudente. Experiente. Escaldada.

Ainda assim, ouso sair da minha zona de conforto.
Desde que ...
Desde que a informação me chegue  "em carne e osso, ao vivo" que isto da NET é muito giro, muito moderno, mas é um mundo anónimo onde facilmente, repetidamente se come gato por lebre!

Vem isto a propósito de "um sítio" que visitei no fim de semana, seguindo a dica de uma confiável amiga. 
Gostei e recomendo.

Situa-se em Tui e dá pelo nome de Arraial

O local é belíssimo. Uma antiga casa rural reconvertida em restaurante, rodeada por um muito cuidado jardim

O dia estava ótimo e a opção de comermos no exterior foi aceite.

Tapeámos. As famosas tapas galegas que permitem picar vários pratos.

Aprovámos a cozinha,

... adorámos o espaço ...

... aplaudimos o atendimento impecável.

Por isso recomendo...

... com entusiasmo.

Foi uma experiência bem sucedida e mais "um sítio" fiável a juntar à minha lista de tesouros.

Beijo
Nina



quinta-feira, 23 de maio de 2019

Porto

Sou incondicional adoradora da minha cidade, tão única, tão rara e quando as palavras não chegam para a cantar, recorro à imagem, à imagem dos outros ...


... aos olhos do artista que assim a capta ...



Enche  agora uma das minhas paredes ...

... enche-me os olhos!
E o coração.

Obrigada, Ricardo


Beijo
Nina

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Caminhando











Tenho a sorte de viver muito perto do mar, uma vizinhança que me tem acompanhado ao longo da vida.
É certo que não são apenas vantagens, não! Por exemplo, nos fins de semana de Verão as avalanches de pessoas tornam o local muito pouco aprazível . Então é preferível ficar em casa ou rumar ao intererior.
Também temos densos nevoeiros. Às vezes é só afastarmo-nos umas centenas de metros para encontramos céu aberto. 
A ventania, principalmente a nortada, faz igualmente parte do cenário e, mesmo no Verão, os dias sem vento aqui no norte são escassos.

Ainda assim, apesar de todos os "mas", continuo a sentir-me uma privilegiada vivendo tão perto do Oceano.

Mais do que da praia, delo tiro partido para , em pura contemplação, numa esplanada, esquecer o mundo.
Além disso, é na sua margem, junto à praia que, pela manhã, cumpro o ritual da caminhada.
Não há ginásio neste mundo que ofereça estas condições:

Por enquanto, praia deserta ...


... e águas cristalinas. Geladas, sim, mas límpidas, transparentes.

O passadiço.
Situa-se junto ao mar, suficiente longe dos automóveis que não se vêem nem ouvem, na Avenida situada a outro nível.
É a experiência mais zen que me é dada experimentar.
Depois de 1 hora de caminhada, rejuvenesço, limpo a alma, a cabeça e os pulmões que o ar é puro e , tendo sorte, até posso perder alguns gramitas.

Boa semana.

Beijo
Nina

domingo, 19 de maio de 2019

Casaco

Conclui e o casaco tricotado em fio de algodão, segundo o método topdown que, até prova em contrário é o processo mais simpático de tricotar:
- Não exige costuras;
- Permite que a peça seja experimentada à medida que é tricotada;
- Eliminam-se possíveis erros relacionados com a contagem de carreiras para que frente e costas coincidam, como convem.

Só não deliro com as mangas que, a dada altura exigem o chamado Magic Loop que, pode ser visto AQUI. Não é que não funcione, mas, digamos, empata a progressão do trabalho. Parece que é igualmente possível tricotar as mangas utilizando 4 agulhas, mas a tanto não ouso, porque realmente não sei.



Aqui está.
Gosto da cor - quase não cor -  e gosto do resultado, adequado para dias de sol  como o de hoje, mas ventosos,
 agradecendo leve agasalho

Fui caminhar num passadiço junto ao mar .
Vesti uma t-shirt sem manga - para assim bronzear os braços e estimular a produção de vitamina D que, ao que tenho ouvido, se encontra em deficitária na maior parte dos adultos.
Combinei com calças brancas e lá fui, apostando, uma vez mais, num esquema quase monocromático.


Para quebrar a palidez do conjunto, uma tímida corzinha junto ao pescoço.

- Mas tu não gostas de cor? - perguntarão.
Então não gosto! Gosto e muito. Se não é ver-me de amarelo, o tão injustiçado amarelo, de vermelho ou, em momentos de loucura, misturando tudo.
Só que, tenho um fraquinho pelo branco, pelo bege e pelo preto.


Decidi que as mangas seriam a 3/4, porque o casaco será usado no Verão e eu
sou adepta da chamada manga arregaçada.

Gostei tanto do resultado que estou a pensar comprar o mesmo fio,
 noutra cor - pode até ser vermelho - e repetir a brincadeira.

Tenham uma feliz semana.

Beijo
Nina

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Pateira de Fermentelos

Antes que seja outra vez fim de semana, deixo imagens de um local que revisitei no último sábado - a  PATEIRA DE FERMENTELOS , um local único, a maior lagoa natural da Península Ibérica.
Após o copioso almoço impunha-se uma volta a pé e, em boa hora nos ocorreu uma ida à Pateira.
O local é paradisíaco e, de jeep é possível fazer todo o perímetro da lagoa. 


Em certos trechos, os nenúfares cobrem quase totalmente a superfície da água

... enquanto que, nas margens, se estende  um tapete florido .

O silêncio era total, nada de agitação turbulenta de fim de semana e,
tirando um ou outro pássaro, nada mais se ouvia.

Estava calor e estas sombras eram o detalhe perfeito para se estar

Barcos.
 Barcos parados.
 Mas não abandonados.
 Presumo que pertençam a pescadores

Este o intrépido veículo que nos transportou,
 indiferente aos acidentes de percurso, saltando pedras e furando mato.

Depois, rumámos a Aveiro, ali perto,  porque imprescindível se tornou comprar Doces de Ovos Moles.
Imprescidível, incontornável e inadiável. Que quando se fala de ovos moles, não se brinca,  fala-se de coisa muito séria.
Lá fomos.
Aveiro fervilhava de gente - era sábado. Muito mais simpático durante a semana.
Foi tempo de rumar à tal pastelaria especial que tem os ovos moles melhores do mundo, tratar do abastecimento e retornar a casa.

Amanhã teremos sol, garantiram-me.
Que tal um passeio à Pateira?

Beijo
Nina

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Chuva, frio, calor e vento

Isto hoje está assim, o dia amanheceu frio, depois choveu, a seguir o sol rompeu  e aqueceu e agora está uma ventania que leva tudo raso. Portanto temos um tempo para todos os gostos.

Tinha-me iludido, habituado à ideia que o calor viera para ficar e tratei da logística. Até pintei as unhas dos pés para, sem medo, adoptar as sandálias, mas não. Hoje arrepiei caminho.

A derrota foi absoluta - voltei às meias, escondi as unhas com  sapatos fechados e até  vesti gabardina, que, embora ligeira não deixa de o ser
A semana que agora se aproxima do fim foi agitada como já ontem dei conta, até porque, para além das rotinas tratei da tarefa que duas vezes ao ano me assoberba - refiro-me ao trocar de roupas, guardando o que foi de Inverno e resgatando o que é próprio do Verão. É uma trabalheira desgraçada.
Já tive a ilusão de que seria capaz de evitar o tormento se conseguisse , minimalista, ter pouca coisa, não me tentar com as novidades, ser comedida nas compras, destralhar, destralhar, destralhar.
Foi uma ilusão, porque não há como negar a natureza e eu, decididamente, não sou feita dessa massa.

Gosto de roupa, gosto de moda, gosto de coisas. E gosto durante muito tempo. E não me canso delas. O que acaba por me resgatar como desenfreada consumista.
A prová-lo, este conjunto, que  somados os anos  atingiria as dezenas - a blusa e as calças têm mais de 10 , a gabardina é do ano passado e só os sapatos são novos, mas, atendendo à sua cor neutra e estilo clássico e confortável, presumo que ficaremos juntos e felizes por muito tempo.


Acredito que numa outra vida, se as circunstâncias desta tivessem sido diferentes, eu teria sido  uma feliz costureira, criadora de moda, vendedora de roupa, ou outra qualquer dessas modernas profissões que envolvem trapos.

O conceito do slow sewing é-me querido.
 Remonta aos tempos em que se mantinha uma costureira em casa, uma modista para as ocasiões especiais, em que se visitava a loja de tecidos, se consultavam revistas, se decidia o modelo e se passava à execução que exigia tirar medidas e conversar demorada e detalhadamente com a especialista. Seguia-se a  primeira prova (cheia de alfinetes e picadas que ainda hoje perduram na minha memória), depois a segunda e só então, após um doce sofrimento que era a espera, se recebia o produto acabado.

Tratava-se então dos acessórios - sapatos e mala/carteira a condizer.

Jurássica!
É como me vejo com estes desabafos.

Mas, acreditem ou não, foi ontem que tudo isto aconteceu.

Tudo mudou com a generalização do conceito do pronto a vestir e, mudou vertiginosamento com o aparecimento das cadeias low cost. Imbatíveis, reconheço. Até porque praticam uma espécie de pirataria que lhes permite manter-se sempre na crista da onda no que a tendências diz respeito.
Perante a sua voragem consumista, considero-me um exemplo de contenção - comigo a roupa dura o que faz de mim uma péssima cliente.  Ainda assim, chamem-me tudo, mas não me chamem minimalista.
Que não sou.

Beijo
Nina

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Depois de um intervalo ...

Depois de um (longo) intervalo, eis-me que regresso numa pausa desta azáfama que me tem engolido as horas e os dias.

- Então, que tens feito, Nina? - perguntarão.
Assim, de repente, ocorre-me  perfumadíssimas compotas de morango  e alguma marmelada.
Jardinado!
 Não esquecer a jardinagem (que estou aqui que não posso com dores nas "cruzes", como por aqui se designa essa parte da coluna lombar.)

Vamos por partes começando pelas compotas. 
São incomparavelmente melhores as feitas em casa, sem truques económicos, sem poupanças lucrativas. 
São genuinamente verdadeiras - se no rótulo escrevo "morangos" são morangos que como. Eles, os morangos,agora abundam. Gordos, carnudos, muito vermelhos, mas, infelizmente, com pouco sabor. Dispenso-os como sobremesa. Já em compota, a coisa muda de figura. Sublimes!
Descobri um tipo de açúcar com gelificante (no Aldi) que simplifica absolutamente a tarefa. Nada de horas vigiando a fervura em fogo lento até ser atingido o ponto pretendido. Não! Com este açúcar, numa proporção de 1 kg de morangos para 1/2 de açúcar, a compota processa-se em minutos.
Faço assim:
- Lavo escrupulosamente os morangos em várias águas;
-Retiro os pés e , se excessivamente grandes, corto-os ao meio;
-Na panela (convém que seja alta porque a mistura tende a subir e a verter) disponho fruta e açúcar por camadas;
-Acrescento o sumo de 1 limão;
- Deixo que crie líquido, o que é rápido;
- Levo então ao fogo, mexendo até que levante fervura;
- Baixo  o lume e deixo que fervilhe por cerca de 5, 6 minutos, mexendo ocasionalmente.
- Está pronta!
Pronta para ser enfrascada ou comida quase de imediato, que esta compota -garanto - não corre o risco de se estragar com o passar do tempo - muito antes desaparece - ao pequeno-almoço, à sobremesa, ao surgir da mais leve ameaça de fome - qualquer motivo é motivo para engolir uma colherada.
Dado que o tempo de cozimento é mínimo, os frutos não se desfazem o que acrescenta extra mais-valia ao que já era irresistível pelo perfume, pela cor e pelo sabor.

1 Kg de moragos rendeu quase 4 destes frascos - 2 ofereci, 1 comemos, resta 1





Já repeti a dose, tendo, portanto, mais 4 frascos - meus, muito meus, só meus!


Entretanto, já que estava em maré de compotas, virei-me para a marmelada, embora este  não seja tempo de marmelos. Acontece que tinha cerca 1 kg congelado pronto para ser utilizado. Libertei espaço no congelador- o que não deixa de ser uma vantagem -  e, sem dificuldade nem especial ciência, dei origem a duas grandes malgas de marmelada, limitando-me a pôr a Bimby a trabalhar. 


A receita estabelece 1kg de açúcar para 1 Kg de fruta, + 1 limão descascada sem pevides.
Roubei ao açúcar, neste caso branco, normalíssimo.

No peitoril da janela da cozinha, seca a marmelada, igualzinho ao que via em criança, na casa dos meus pais.

A jardinagem tem  vindo também a comer as minhas horas. Aproveitei os dias de sol para organizar, transplantar, podar, semear, limpar, regar, adubar e tudo o mais que, instintivamente me pareceu adequado.
Quase terminei.
Em suspenso tenho o sistema de rega automático que não trabalha. Espero que seja apenas uma questão de bateria. Vou aguardar sentença do especialista ... (o marido)


Numa janela com sol pleno, coloquei suculentas e aventurei-me na sua reprodução - coisa simples!

Basta espetar uma folha no solo e ...
 Oh! milagre!
A coisa funciona!
Três folhinhas espreitam, recém-nascidas!

Posta ordem na casa, e no decorrer das horas, estarei aqui de novo.
Que aqui é tão bom como a compota de morango, a marmelada e a agricultura.
Ou ainda melhor!

Beijo
Nina