segunda-feira, 21 de outubro de 2019

A minha túnica verde

Ficou pronta num instante porque decidi que não teria mangas e o ponto ( que mostrei AQUI ) ajudou a que obra ficasse rapidamente concluída.
Precisava apenas que o frio viesse. E veio. E por isso a vesti.


Combinei com calças castanhas porque esta conjugação de cores outonal me encanta.

A parka casa com esta paleta de cores e até a carteira encaixa.
Carteira que deve ter à vontade 20 anos - uma daquelas boas compras que de vez em quando se fazem.
A gola alta é sempre uma arrelia. Pica. Ainda que o fio seja de excecional qualidade, pica, pica muito. Ultrapasso a irritação com um lenço de seda e, à cautela , ainda afastei a gola do pescoço prendendo-a com esta borboleta.
(Ouvi dizer que se encontram em extinção, mas esta perdura. Vive comigo há muitos anos. Dámo-nos muito bem!

Depois de um sábado diluviano, domingo nasceu com céu azul e sol. Muito bom para uma caminhada junto ao mar.

Sob a túnica uma básica em castanho, lá brilhou a bela da túnica.
Onde? 


Na Praia da Memória que oferece um excelente e quase deserto passadiço.

Boa semana e bons tricôs.

Beijo
Nina

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Doce/compota de abóbora


Gosto de aproveitar tudo o que é da época e que a natureza oferece. Ora, neste momento,  as abóboras são o que mais da época se pode arranjar.
Na D. Fátima, na Apúlia - a minha fornecedora de hortaliças e ovos ( todos com duas gemas) - encontrei, há 15 dias a primeira abóbora. Era enorme, pesadíssima e dividi-a com uma amiga. Não sei qual a qualidade, mas amarelinha por dentro, foi descascada, cortada em pequenos cubos, congelada em porções e tem sido usada em sopas juntamente com uma enorme variedade de outros vegetais. Garanto que, quase sem recorrer à batata, se conseguem sopas fantásticas, devidamente apreciadas por nós que quase só com ela compomos o jantar - por isso, desde as férias, 4 quilos já lá vão.

No último fim de semana, a oferta da D. Fátima foi diferente. Tinha abóbora própria para doce, carnuda e cor de laranja intenso.





Depois de descascada, utilizei 2 quilos - o restante congelei - aos quais juntei 4 paus de canela, a casca de uma laranja e 1,5 quilo de açúcar.
Numa panela deixei que repousasse e criasse líquido.
Depois, foi levar ao lume e quando começou a ferver, reduzir para calor brando. Deixei que fervilhasse devagarinho. De vez em quando espreitava e dava-lhe uma volta com a colher de pau.
Quase me esqueci do preparado. Até que começou a cheirar muito bem.
Estava pronto.
Guardei em frascos esterilizados.
Esta manhã provei, com pãozinho, ao pequeno-almoço.
Está divina.

Portanto, feitas as contas, neste princípio de Outono preparei marmelada, compota de marmelo, doce de tomate e doce de abóbora.
Nada mau, portanto.

Marmelada


Doce de tomate - a tampinha foi presente de Liliane, do blog Paulamar
Compota de marmelo
A compota de marmelo fica lindamente como recheio de tortas. Aquecida, acompanha gelados e compõe uma sobremesa de truz. Com queijo, também. Resumindo é maravilhosa servida com o que quer que seja.

Como uma boa formiguinha tenho a despensa muito bem  fornecida e, o melhor de tudo, é que nada está preparado com corantes ou conservantes,já para não falar  no sabor, que é absolutamente único, impossível de encontrar na mais exclusiva loja gourmet.

Beijo
Nina


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Uma espécie de ponto inglês

Há tempos publiquei no INSTAGRAM uma túnica que vi numa loja do aeroporto, que me encantou. Esclareço que a loja era o Máximo Dutti, a quem puder interessar.
Estava calor e eu cansada, sem pachorra para compras. Limitei-me pois a fotografar.
A seguir, como já referi, publiquei, apelando às experts dicas para reproduzir  o modelo.
Depois foi só pôr as agulhas em ação.
Lã, já tinha de uma encomenda online não muito bem sucedida (aliás, não atino com compras online para lãs e afins).


A cor é bonita, mas o fio excessivamente fino não me convencia.

Agora utilizo-o dobrado e o efeito é este!

Não sei como se chama este ponto, mas sei como se tricota.


É assim:
- Número de malhas divisível por 3+ 2 malhas para ourela
- 1ª carreira:
1 malha de ourela * 2 malhas de meia, 1 malha de liga*, repetindo até ao final , concluindo com uma malha de ourela.
Depois, em todas as carreiras (direito e avesso), repete-se esta sequência.
Mais fácil, impossível.

Pretendo tricotar uma túnica (pela anca), sem mangas e com uma grande gola no decote.

Espero que resulte.
Se não for um sucesso, não será por culpa do ponto, que é lindo.

Beijo
Nina

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Eu queria sair ...

Eu queria sair, queria muito.
Preciso muito de sair.
Mas ...

As obras exteriores invadiram-me

Um problema com a tubagem do ar condicionado, dizem.

E, de repente, o caos lá de fora entrou-me pela porta dentro.
Socorro!

Beijo
Nina



sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Obras



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O edifício onde vivo encontra-se em obras. Exteriormente, é certo, mas, ainda assim implica fortemente com a minha rotina.
Rodeado por andaimes, é obrigatório manter janelas trancadas, cortinas corridas e mesmo as persianas se encontram parcialmente fechadas.
O prazo para concluir a obra encontra-se já ultrapassado e, mesmo agora, sabemos que acabará quando acabar.
O maior prejuízo cabe ao meu terraço que continua de pernas para o ar. Prefiro não ver, mas sei que me espera uma tarefa gigantesca e que muitas plantas se perderão.
Obras!
Imprescindíveis , mas detestáveis.
Cheguei a alimentar a ilusão que estariam concluídas durante as férias. Aliás, os responsáveis chegaram a prometer-me que assim seria. Infelizmente não se concretizou a promessa. Portanto não tenho outra opção que não seja aguentar.

Como se fosse pouco, o apartamento contíguo ao meu foi vendido e  o novo proprietário decidiu remodelá-lo. Quando digo "remodelar", quero dizer derrubar paredes, arrancar o revestimento da cozinha e casas de banho, furar o piso para permitir a instalação elétrica e condutas de água.
Não sei se estão a ver o cenário. É de fugir!
A obra começa às 8h00 da manhã e termina às 17, com intervalo de 1 hora para almoço. Portanto, trato de desaparecer durante esse período. O que nem sempre consigo.
Então, nem o telefone consigo atender tal é a barulheira.
O pó entra em nuvem por debaixo da porta e, por isso, aspiro várias vezes ao dia.
Como se fosse pouco, com a trepidação, o alarme dispara, ou envia para a central o aviso de "tentativa de sabotagem" o que implica ser contactada várias vezes para determinar se "está tudo bem".
Eu, que programara uma pequena remodelação para o mês de Novembro, neste momento, quase louca, vacilo.
Falei entretanto com os responsáveis que, piedosamente, me garantiram que o pior já está feito.

Será?

Beijo
Nina

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Uma espécie de casaco


Há muitos anos visitei o Chile. Estive no Deserto de Atacama e em Santiago do Chile, a capital.
A estadia e percurso no deserto foi uma experiência incrível - vi o que nunca havia imaginado ser possível existir, um mundo quase espacial, um mundo do outro mundo.

Na capital, Santiago do Chile, onde terminei a viagem, fiquei dois ou três dias, visitando o que de mais emblemático a cidade tem para oferecer (e é muito) , acabando por fazer uma ou outra compra.

Sou criteriosa e não compro por comprar. Apenas o que me enche de facto as medidas, me convence.
Recordo que comprei uma blusa estampada em seda, que continuo a usar, ano após ano e comprei esta espécie de casaco.


Muito original .
Trata-se, no fundo, de um retângulo com duas fendas onde foram inseridas as mangas.


Tricotado utilizando um fio fininho, trabalhado com agulhas muito grossas, adquire o aspecto de uma renda.


Semelhante a um xaile ou a uma echarpe, sem formas definidas, envolve o corpo e agasalha q,b.

Gosto do efeito, principalmente em dias como o de hoje em que amanheceu chovendo e, agora que a chuva parou, está quente.
As pontas dianteiras podem juntar-se num nó...

Sendo este o resultado.


Tinha-me esquecido completamente da sua existência e já não o vestia há um bom par de anos.
Hoje resgatei-o e fiquei com vontade de, a partir dele, tricotar o modelo noutras cores.


Em azul escuro, combinou com este conjunto branco ...


Imagino que em branco, preto ou camel resultará lindamente.
Acho que sim. Acho que será o próximo projeto.

Beijo
Nina


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Fui ao cinema



Não sei ao certo há quanto tempo não ia ao cinema. E eu gosto muito de cinema.
Então porque não ia?
Por preguiça de sair à noite, porque alguns canais da TV apresentam propostas sedutoras, porque o espaço cinema está cada vez menos apelativo ... refiro-me às pipocas e seu ruminar implícito, à grunhice de “gente que não sabe estar” e da qual não consigo abstrair-me.
Apesar de todos estes pesares, ontem fui ao cinema.
Porque está em cena o último filme de Pedro Almodovar. Dele sempre espero o melhor.
Por isso fui.



Cartaz do Filme

Dor e glória é como se chama.
Antes de começar, ainda durante a publicidade e a apresentação de novos filmes, receei o pior, porque, ao meu lado sentaram-se três "gralhas" com um balde de pipocas. Como boas gralhas que eram, falavam alto e pelos cotovelos.
Pensei:
- Vou mudar de lugar.

Entretanto o filme começou e, como por encanto, emudeceram. Nem um pio, nem um comentário. Ficaram, como eu, enredadas no enredo.
Genial enredo.
Soberba forma de construir e contar uma história.
Grande Almodovar!

António Banderas, o herói, coadjuvado por Penélope Cruz. Ambos Lindos. Ambos á altura.
Vale a pena contrariar a preguiça.
Mesmo.

Bom fim de semana.

Beijo
Nina

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Liliane


Liliane ( que pode ser encontrada aqui) é muito atenciosa e, embora não nos conheçamos pessoalmente, somos muito próximas, somos amigas.
Sempre que tem portador, Liliane faz questão de me enviar carinhosamente uma prendinha.
 Como fez agora.
Só ontem à noite chegou às minhas mãos e escusado será dizer que, além de muito sensibilizada pelo gesto, gostei imenso.


Para deixar bem catita um frasquinho simples ...


... Liliane enviou-me este cobre tampas
... e ainda ...

Esta bolsinha ...

... ideal para guardar o que quer que seja , na mala de viagem, onde tudo se mistura e desorganiza. Com esta bolsinha acabou a desorganização.

Fiz questão de, publicamente, deixar o meu agradecimento a Liliane.
Ainda um dia nos vamos encontrar. Porque merecemos.
Hoje o meu beijo é dirigido exclusivamente a Liliane.

Nina

domingo, 22 de setembro de 2019

Então é assim ...

Cheguei!
Não parei dias a fio, num afã de lavar roupa, dobrar, guardar e passar.
Depois foram as plantas que, heroicas não sucumbiram durante  a minha ausência (recorri ao velho truque da garrafa de vidro cheia de água, invertida, com o gargalo enterrado no vaso). Ainda assim foi urgente regar, arrancar folhas velhas, organizar.
A par disto, houve que preparar as refeições, fazer compras, abastecer despensa e frigorífico, tratar da cozinha todos os dias, sem esquecer as tarefas diárias que implicam limpeza da casa de banho, arrumação do quarto e outras mil tarefas.
Está tudo pronto, impecável, cada coisa em seu lugar, cada lugar para sua coisa?
- NÃO!!!
O exterior do edifício está a ser recuperado e o meu belo terraço está em estado de sítio.
Assim:






Sei ainda que antes de ficar bem, vai piorar até ao insustentável.
Não quero ver. Fecho portas e portadas, corro cortinas e desço persianas.
Depois, se tudo correr bem, se não chover, se os astros estiverem de feição, dentro de uma semana os invasores abandonarão o meu espaço. Começará outra fase, a fase da transplantação, poda, sementeira de novas espécies e tudo o mais que venha a ser necessário.
Só então darei por concluída a labuta.

Tenham uma boa semana.

Beijo
Nina

sábado, 21 de setembro de 2019

Sábado de chuva

Choveu de verdade, lá pelo norte, na Galiza. Uma chuva enviesada, tocada a vento, implacável para quem ousasse enfrentá-la. De modo que foi seguir da carro até ao destino, correr para o Lagar, o restaurante do Miguel, almoçar lindamente, com todos os vagares e regressar a casa, não sem antes visitar um Lidl espanhol que oferece produtos que não se encontram por cá.

Na feira, a minha amada feira, não pus os pés. Para a semana será.

Do almoço deixo detalhes de cozinha caseira - arroz de cogumelos, amêijoas com fideus ( espécie de esparguete) e um instantâneo do Miguel:







quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Recomeçando, depois de Fuerteventura!



Hoje, quase 48 horas volvidas após o regresso, só hoje e agora consegui disponibilidade e serenidade para sentar e assentar ideias.
Não é novidade, repete-se todos os anos após cada saída, após cada regresso - estabelece-se o caos, a confusão total nesta casa que é, sem falsa modéstia, um local organizado. Não sei para onde me virar;
- Desfaço as malas e meto a roupa na máquina ou organizo a cozinha, que venho farta de comida de restaurante, clamando por uma sopinha caseira?
- Deixo tudo ao Deus dará ou sento-me a descansar ao lado do marido que não vê a menor necessidade de arrumar o que quer que seja? 
- Não há cá ou/ou!
Comigo é mesmo para despachar e meto mãos à obra. De modo que fico esfalfada.

Mas valeu a pena!
Já comi a desejada sopinha, já lavei várias máquinas de roupa, já arrumei as malas, já fiz tudo.
Agora é tempo de registar, enquanto não se me varre da memória os momentos bons que vivi.







Este o cenário: calor, muito calor, um ventinho constante que soprado lá das bandas de África, é um afago, mar azul, quente e tranquilo feito lago.
Foram muitos banhos, de sol e de mar, uns a seguir aos outros. Tantos que, à noite, moída, dormia o sono dos justos.

Na piscina é que não.
 Não me apanham naquele caldo com ligeiro odor a cloro.
 Nada como o mar amplo e, no caso, cristalino. 

Para a preguiça ser absoluta, nem tomar decisões me era exigido. O jantar era servido aqui mesmo, em regime de selfservice, variado e com qualidade.
Acautelei-me não fosse ao regressar, além das múltiplas arrumações, ter também de perder múltiplos quilos.
Informo que nem 1 ganhei!

Muitas saladas, poucas gorduras e algum peixe. Qualquer dia converto-me e viro vegetariana.

Dormia cedo e acordava cedo.
Da janela do meu quarto, este quadro, uma tela, uma pintura.
Incrível.

Para não castigar perigosamente a pele, alguns dias foram preenchidos com passeios...


Aqui o Parque Natural das Dunas - branco, imenso, um mar de areia fina.


Noutro ponto, outro mundo ...


Negro, vulcânico, banhado por mar feroz - O nome diz tudo:
Caleta Negra, Playa del Muerto
 A fauna, reduzida em espécies, é contudo surpreendente, como o provou este bando de enormes patos:




Ardillos - uma espécie de esquilo oriunda de Marrocos.
 Sem predadores transformaram-se numa praga para as culturas e espécies locais.
Ainda assim, extremamente simpáticos e ternurentos.
 Sem medo aproximam-se dos humanos pedindo comida.
Este um resumo, muito resumido dos últimos 15 dias.
-Onde?
- Em Fuerteventura, no arquipélago das Canárias.
Destino que repito continuamente sem me fartar.
Haja saúde e dinheiro, que a repetição está garantida.

Beijo
Nina
 







quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Foi aqui ...

 Tenho muito que contar, muito para comentar e partilhar, mas não hoje, dia de todas as tarefas, de variados afazeres.  Nada de novo. É o costume, obrigatório quando se regressa a casa.


Deixo as imagens ...


Aqui me desliguei do mundo.

Internet,apenas para uma ou outra postagem ...

Tudo na maior leveza. Sem obrigações nem horários.

Recarreguei baterias.
Estou nova e pronta.
Cheia de ideias, pujante de projetos.
Um entusiasmo quase de novo ano.

Beijo
Nina