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domingo, 29 de março de 2020

Por aqui


Por aqui, uns dias razoáveis outros assim, assim.

Lá me vou ocupando e acho que nunca tive a casa tão limpa. Infelizmente, temos tempo, demasiado tempo e, por isso, não exagero na faxina. Vou intervalando com a culinária - isto vai dar asneira, peso excessivo  e roupa a encolher - com alguma leitura, filmes e séries e, claro, o meu tricô.

Terminei ontem um camisolão que, na pressa de oferecer, não fotografei. Foi o meu primeiro trabalho para homem, tricotado a medo e com imensas dúvidas quanto ao tamanho. Felizmente  assenta como uma luva. Agora, afoita, outros virão.

Entretanto, para esvaziar as gavetas (são várias, sim) comecei uma blusa/camisola às riscas.






Desconfio que o material é insuficiente e porque não pretendo interromper a quarentena, tentarei que me forneçam o necessário sem que tenha de me deslocar à loja. Se tal não for possível, vou certamente descobrir outro afazer para preencher os meus pacatos serões.

Perdi a noção do tempo. Não sei a quantas ando. Acabo de descobrir que hoje é domingo.
Tenham, portanto, uma semana tranquila.
Cuidem-se e nada de correr riscos.

Beijo
Nina

domingo, 22 de março de 2020

Domingo

Domingo igual a quarta ou a qualquer outro dia da semana. Há 48 horas que não destranco a porta. Limito-me às janelas escancaradas de manhã à noite.

Passei parte da manhã no terraço, jardinando e aproveitando o sol.

Após o almoço pareceu-me boa ideia aspirar a casa toda. Casa aspirada, dispus-me a fazer nova encomenda no Continente on-line, mas, tal como a anterior só será entregue em Abril. No problem! Tudo sob controle.

Dediquei-me a seguir ao casaco.






Faltavam os botões e já que sair de casa não é possível, revirei caixas e caixinhas e consegui descobrir 6 que me agradaram. Acabei de os pregar e gostei do efeito.
As cores não são exatamente as que aparecem na imagem. De facto são muito mais bonitas, mais brilhantes.

O fio é fino e leve, apropriado para a Primavera , combinando lindamente com jeans e branco. Estou animada com o resultado.

Entre mãos tenho um camisolão que deu muita mão de obra. Está quase pronto. Mais umas voltinhas na gola e fica despachado.

Por acaso tenho um razoável depósito de fios, por isso, concluído o camisolão decidirei qual a próxima empreitada.
Tenham um bom domingo, ocupem-se e fiquem bem.

Beijo
Nina 

quinta-feira, 5 de março de 2020

Tricô e Instagram

Tenho andado arredada deste espaço por boas razões. É que me encontro numa empolgação inusitada que me ocupa o tempo livre. É o tricô. É o Instagram! Lá, aturdida, nem sei que projecto escolher, tantos eles são, cada um mais apaixonante que o anterior.
Depois, não esquecer que estamos em Março. Não tarda o tempo aquece e adeus tricô. Há que aproveitar as noites frias enquanto as há. Há, pois,  que rentabilizar as noites frias.



Numa conjugação de cores que jamais me ocorreria, copiei sem pudor um modelo do Instagram

É um casaco, um casaquinho curto criado por uma talentosa norueguesa

O método é o topdown, o abençoado que prescinde de costuras




Ultrapassada que foi a fase em que corpo, costas e mangas se tricotam juntas ( muita malha! Cada carreira torna-se interminável) atingi a fase do puro deleite . As mangas esperam, enquanto prossigo com costas e frentes.

Um regalo ver como cresce, ganha forma, ganha vida, antecipando o resultado final.
Por isso ando daqui arredada.
Porque, por muito apelativo que seja o blog, não consegue competir com o deleite do tricô.
Aí sim, o meu pensamento viaja!

Beijo
Nina

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Golas

Descubro as imensas possibilidades das golas sempre que ao terminar uma camisola/ blusa me parece que a coisa poderia ter corrido melhor, no que ao decote diz respeito. Não esquecer que sou tricotadeira destemida, mas sem grande currículo.
Então, como dizia, sempre que  ocorre  a obra não corresponder ao sonho, pespego-lhe com uma gola. Uma gola de pôr e tirar, tipo cachecol. Asseguro que os desastres se compõem.


Tricotei em liga direito e avesso, até considerar tamanho suficiente para formar um gola "caída". Cosi.

Resultou assim.

Tinha referido há tempos uma compra online , de um fio 100% algodão que se revelou decepcionante, porque, composto por vários fios, desenrolava , levando a que nem todos fossem apanhados, conferindo um ar de malha caída. Arrependi-me amargamente da compra e prometi não arriscar de novo - fios só compro ao vivo.
O certo é que, a duras penas lá terminei a camisola/ blusa e a ela se destina está gola.


Depois de concluída, cosida e rematada, achei que o canelado do decote, não assentava.
Passei à fase em que sou verdadeiramente perita - desmanchar.

Hoje ficará pronta, que já lhe determinei o defeito.

A avaliação do conjunto até que não está mal, mas só eu sei o aborrecimento que foi trabalhar com este algodão.
Acontece que tricotar é essencialmente lazer, nunca, no que a mim diz respeito,  exigente atenção, que essa reservo-a para outro tipo de atividade.

Estamos pois conversados quanto a esta modalidade de compras.

Entretanto, ao vivo e a cores, numa loja perto de mim, já me abasteci para os próximos que fazeres.
Pela primeira vez atrevi-me com um casaco. Para já estou a gostar e, o que é mais importante, estou a divertir-me, com vontade de não parar, cedendo ao impulso de que é só mais uma voltinha.
O fio é fininho, indicado para agulha número 4 ou 4 e 1/2, na cor bege areia, uma das minhas preferidas de sempre.


O fio rende, rende imenso, mas, por outro lado, adivinho trabalho demorado - não faz mal que não tenho pressa.
O método é o topdown, do qual fiquei devota convicta dedede que passei a dominar a técnica. Dela já falei AQUI, com todos os detalhes.

E é isto.
Com esta semana de quase férias e chuva, tenho ocupação garantida.

Boa semana.

Beijo
Nina


sábado, 9 de março de 2019

WIP

Encomendei online um fio de algodão para por ponto final ao tricô em lã.
A encomenda chegou rapidamente, mas - confesso - embora o fio seja 100% algodão e a cor corresponda ao que imaginava, não o teria comprado "ao vivo", porque tem a irritante característica de "desfiar" e, se não estiver atenta, deixo para trás um ou outro fio...

Continuo a achar que este tipo de compra é mais seguro se realizado na loja. Aliás não tenho qualquer justificação para recorrer ao online, uma vez que disponho várias de várias dessas  lojas nas redondezas.

Vai servir-me de lição e não voltarei a arriscar.



Entretanto o WIP cá está.

É um modelo que vi no FB e adaptei ao meu gosto. Vou iniciar as cavas em raglan, esperando que o fio seja suficiente - era só o que me faltava se não fosse!

Trabalho com agulhas nº 6 e o resultado agrada-me.
Acho que combinado com calças brancas, fará um conjunto bonito.

Beijo
Nina

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O grande "porquê" ...






Falo de tricô!
Falo por mim!
Porque tricoto?
Porquê?

Tricotar requer tempo, vagar, porque tricotar por empreitada é tarefa penosa.
Tricota-se como e quando apetece.
Apenas!
A mim apetece-me todas as noites de Inverno, ao serão - lareira acesa, TV ligada e tricô nas mãos.

Tricotar exige alguma prática e muita insistência, porque ninguém se inicia nesta arte tricotando bem, tricotando de forma aceitável.
Ninguém!

É preciso insistir, persistir, treinar, para que o ponto saia certinho, bonitinho.
Depois, há meia dúzia de regras a interiorizar - aumentos, diminuições, cavas, decotes e um ou outro ponto de fantasia.

Além disso, indispensável se torna a execução da amostra - oh! coisa chata, oh! perda de tempo! Estar uma pessoa ali, ávida para começar, perdendo tempo na incontornável amostra - a que ditará a dimensão correta, sem a qual grandes desastres, terríveis desastres podem ser antecipados.

Acresce a tudo isto que é preciso comprar fio e agulhas. Que não são propriamente baratos.

Contas feitas, fica muito mais barato, resulta muito mais prático, proporciona imediato prazer, comprar feito! Seguramente!

Vai uma pessoa a uma qualquer loja e confronta-se com montanhas, catadupas de malhas dando sopa, esperando quem as vista e as desfrute.
Tudo prático. Tudo imediato. Tudo barato, tudo na onda do use e deite fora. Do descartável. Porque foi barato. Porque o prejuízo é residual.

Mas...

Ainda sim, tricoto!


Tricoto porque se puder fazer, não compro - e não é uma questão de dinheiro, pelo contrário...

Vou casando as (muitas) camisolas com o que me apetece e gosto da originalidade, do modelo provavelmente único.

Enquanto este frio polar persistir, nenhum programa me arrebata tanto quanto a sessão noturna de tricô que, suponho. em breve terminará, pois, infelizmente, lãs e calor não coabitam na minha pessoa.

Até lá, tricoto.
Dentro das minhas limitações, é certo.
Mas tricoto.
Alegremente.
Indiferente aos preços mais em conta, indiferente às pechinchas, indiferente à variedade da oferta, tricoto. Tricoto sempre.

Beijo
Nina (a feliz aprendiz de tricotadeira)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Tricotando

Com esta permanência forçada em casa, tenho tricotado compulsivamente - enquanto assisto às minhas adoradas séries.
Tem corrido bastante bem, isto é, não tenho detetado erros, apesar do fio em preto,sempre mais propício a provocar desastres.
Se dou conta de alguma malha mal apanhada, desmancho e refaço, apenas essa e não a carreira toda (credo!) com a ajuda de uma agulha de tricô. Desde que aprendi esse truque, aplico-o com excelentes resultados.


De modo que, como ia dizendo, tricoto uma camisola/blusa preta, com manga raglan e toda lisa.
Camisolas/blusas em preto e em branco nunca são demais, porque combinam com tudo e quando, nunca daqueles dias desinspirados,  não se sabe o que vestir, sai um look black total, sem hipótese de errar.

Engraçado como se muda de opinião - não há muitos anos considerava o preto uma cor triste, uma cor de luto, uma cor de viúva e raramente o usava - muito menos em versão look total. Agora, é o que se vê. Gosto imenso, embora, às vezes quebre o rigor do preto absoluto com uma nota de cor, que pode aparecer nos sapatos, na mala/carteira ou numa echarpe ou cachecol.


A frente e as costas estão prontas, faltando apenas o remate da gola.
Deixei as malhas suspensas e só quando terminar e coser mangas, rematarei o decote.

Embora goste muito de golas altas, decidi que vou deixar decote junto à base do pescoço, tricotando separadamente uma gola que quero fofa e farfalhuda e que poderá ser usada com outras camisolas/blusas.
Esta é já a terceira vez que opto pela gola separada e, para meu gosto, resulta mesmo muito bem.

E pronto!
Vou-me à manga (estou quase a terminar a primeira) e voltar aos braços (salvo seja) do inspetor Morse.

Tenham uma feliz noite.

Beijo
Nina


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Pleno Junho

Inesperadamente continuamos com tempo de Inverno, com chuva, com frio, com céu cinza e, quanto ao sol, nem vê-lo.

Sou das que afirma gostar da sucessão das estações com todas as suas características próprias, com todas as variantes a que tenho direito.
Por isso , um Inverno gelado e chuvoso não me deprime, mas, em contrapartida espero que a Primavera seja amena, que a natureza acorde, que os rigores do Inverno se dissipem. Não é o que está a acontecer. Isto não é Primavera (quase Verão) que se apresente. Daí que quem como eu aceita pacificamente o frio e a chuva,esteja farta e perplexa.

Quando é que seria de esperar vestir lãs em pleno Junho?
Nunca! Nunquinha!
Pois este ano ...

Pasme-se!


Tinha comprado este fio - porque não lhe resisti - pensando que seria "coisa" para o próximo Inverno.
Qual quê?


Comecei a tricotar ao serão, enquanto as noites estavam frias ...


Só que, continuam frias, muito frias e, nesse clima, o tricô é possível .


Quando dei por mim, a blusa/camisola estava concluída


Tratei de a guardar, ciente de que só no próximo Inverno a usaria.
Enganei-me!


Combino com jeans e sinto-me muito confortável, nesta nuvem de pelo


Ao mesmo tempo, em plena negação, tenho comprado umas "coisitas" bem estivais. Negando sempre a evidência, planeio vestir-me amanhã como se estivessemos em pleno mês de Junho - como de facto estamos.
Se não chover, ainda que faça frio, amnhã visto-me de Primavera, que ninguém é de ferro e tanta invernia já cansa.

Bom fim de semana.

Beijo Nina

terça-feira, 22 de maio de 2018

Tricô


Decidira que tinha encerrado a época do tricô, com a camisola/blusa rosa que pode ser vista AQUI! e que acabei por usar pouco, dado que o calor apareceu. Além disso, é quase impossível e, no mínimo, incómodo, manusear lãs quando o tempo aquece. Esta decisão foi, mais que tomada, imposta por estas circunstâncias.

Acontece que, há umas semanas, passei por um dos meus locais favoritos - precisamente a loja das lãs - já nem sei qual o motivo, mas todos os motivos são bons para repetir a visita. 
Fui, portanto, com a intenção definida e um propósito. Cumpri-os, mas ... caí em tentação (como sempre caio ) e comprei  uma irresistível cor verde água, em mohair, quentinha e peluda, uma delícia.
Pensei que ficaria guardada na gaveta até ao próximo Outono. Só  que, de repente, pôs-se frio - motivo mais que justificado para (re)pegar nas agulhas e dar aso à imaginação.






Esta, a que eu pensava ser a última camisola/blusa do ano.
Enganei-me redondamente (ainda bem)




Encontrei este esquema, simples e pouco criativo, mas que sempre resulta e comecei a tricotar.


Optei por manga raglan ...

... e muitas trancinhas.




Num instante conclui a frente.
Passei depois às costas, tudo liso, tudo em meia no direito e liga no avesso, que se tricota quase de olhos fechados.





Em suspenso ficaram as malhas do decote que serão apanhadas no final para assim tricotar o remate.

Faltam as mangas.



Comecei ontem a primeira ...

... e a segunda não tardará.
Depois é coser as costuras e já está - camisola/blusa pronta para o próximo Inverno.

Conhecendo como conheço esta minha estranha dependência, tenho uma reserva de munições em fio de algodão para ocupar as mãos logo que esta tarefa esteja concluída, porque - convenhamos - tricotar é mesmo uma delícia, das maiores delícias com que se pode ocupar os tempos livres.
Eu acho!

Beijo
Nina

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Formigueiro

Sinto uma espécie de formigueiro nos dedos, sinal inconfundível que me ataca sempre que me apetece muito, mas mesmo muito tricotar.
Não é que tenha estado parada, pasmada, inerte, frente à TV.
Não, de modo algum!
Estas mãozinhas têm-se mantido ocupadas :




São dois casaquinhos para dois bebés que chegam no Verão.
Inspirei-me num modelo que encontrei no Pinterest e tratei de comprar fio adequado. No caso, muito fininho, próprio para roupinha pequenina. Achei piada ao matizado suave e meti mãos à obra com grande entusiasmo, seduzida principalmente pelo facto deste modelo ser tricotado numa só peça e quase sem costuras - apenas as exige ao longo das mangas.
Só que, dada a espessura do fio e correspondente das agulhas, a obra é lenta, é mesmo muito lenta.




Neste momento estou prestes a concluir o segundo casaquinho. Depois é pregar os botões e entregá-los à futura mamã.







Este ritmo lento cansa-me., desestimula-me. Gosto de ver a obra crescendo. Porém, dado que me meti nela, há que aguentar e dá-la por concluída.

Verifiquei que, se calhar, o fio não é suficiente e que precisava de me reabastecer.
Fui à loja das lãs!
Uma perdição.
Adoro aquele mundo tentador e colorido.

E , como seria de prever, caí em tentação.




Trouxe este algodão azul, uma cor completamente imprevista para mim. Acontece que, por instantes, a visualizei combinada com branco. Não hesitei.
O modelo?
Não faço a menor ideia, mas algo há de surgir.

Vou terminar e casaquinho e debelar o formigueiro na ponta dos dedos.
Ainda hoje, ou, na pior das hipóteses amanhã!

Bom fim de semana.

Beijo
Nina

domingo, 15 de abril de 2018

Não apenas rosas!


Não apenas rosas!
Não!
Como tudo na vida, também tricotar tem os seus (às vezes, muitos) espinhos.
Devem ser assumidos com calma e , convem estar preparado para esta inevitabilidade.
É tudo.

Eu conto:
Tinha a camisola / blusa rosa pronta  - costuras feitas, mangas pregadas! Faltava apenas o remate no decote. Coisa pouca.
Decidira que não faria gola. Apenas meia dúzia de carreiras para remate.
Só que o resultado ficou muito para lá de insatisfatório, ficou péssimo, inaceitável.
Que fazer então?




Desfazer, desfazer sem dó nem piedade ...

... descoser e continuar a desfazer.
Depois, (re)apanhar as malhas, (re) desenhar o decote, (re) fazer até ficar satisfatório.

Confesso que estes incidentes são quase dolorosos, mas ... o que não tem remédio, remediado está!
Decisão tomada e tarefa executada, - o que me exigiu imenso tempo, para que ao desfazer não ocorresse cortar o fio errado - FINALMENTE ficou pronta:


Gosto!
Valeu todos os pontos feitos, desfeitos e refeitos 

Resolvi combinar com cinza (again!) e pareceu-me mesmo bem:





Não há dúvida que a prática conduz à perfeição - disso não tenho a menor dúvida.
No caso, conclui que o canelado clássico (1/1 ou 2/2)  valoriza a peça, muito mais do que estas voltas em meia com que iniciei a camisola/blusa.

Conclui ainda que usar uma agulha com numeração menor nesse mesmo canelado, produz efeitos estéticos mais agradáveis.

A terceira conclusão prende-se com a execução de decote (à frente) se as cavas são em raglan - na minha opinião não funciona. Esse decote prejudica muito mais do que valoriza. Portanto, com cavas raglan pode-se perfeitamente esquecer o decote.

É possível que quem for expert na matéria discorde das minhas conclusões. Sintam-se à vontade para discordar!
Limito-me a dar o testemunho da minha experiência.

E se - repetindo - no tricô nem tudo são rosas, ainda assim é a atividade manual mais deliciosa, mais empolgante que conheço.

Bom domingo!

Beijo
Nina

quarta-feira, 11 de abril de 2018

A história desta camisola / blusa

Esta camisola / blusa, muito quente e confortável, tem história, sim!
 Não se vá agora pensar que surgiu do nada, fruto de uma qualquer compra, que não!
Comprado, apenas o fio com que foi tricotada e, mesmo esse, não foi coisa simples.
É que a cor principal, o cinza, esse jazia numa gaveta esperando a sua oportunidade de ver a luz do dia, mas ... era pouco, escasso em quantidade - disso tinha a certeza.
Só teria viabilidade se combinado com outra cor - decidi-me pelo amarelo e pelas riscas de que sou fã incondicional - adoro riscas!




Seguindo o modelo de sempre - mangas raglan e gola alta - dei andamento ao projeto. Só que, desta vez, o resultado final não me agradou.


Desmanchei!
Sem dó nem piedade, desmanchei a gola e pretendia retirar os punhos que tricotara em amarelo, escolha que se revelou infeliz.


Que fazer?
Como fazer?

Bem sei que sou corajosa, mas desmanchar a totalidade das mangas arrepiava-me.
Tentei outra abordagem:
-Puxei (puxei mesmo) um fio junto aos punhos, cortando a extremidade.
-O que aconteceu?
- O punho amarelão soltou-se da manga, sem qualquer problema.
Depois, foi só apanhar as malhas e (re)tricotar o punho, desta vez em cinza, apenas com um ligeiro apontamento amarelo, na extremidade.



Diminui também o tamanho da gola ...


... experimentei e gostei.


Aqui, mostro o leve apontamento amarelo que funciona a meu gosto.
Pronta!
Como eu queria.


A história desta camisola / blusa se algum interesse tem é o de demonstrar que é possível "fazer" coisas.
Sem medo, sem derrotas antecipadas, é possível, sim.
Só é preciso querer.
Porque, se eu faço, eu que nunca tive qualquer iniciação, qualquer ensinamento, - repito - se eu faço, qualquer pessoa faz.
Basta querer.

Beijo
Nina

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Do último fim-de-semana


De regresso às rotinas, relembro o último fim-de-semana prolongado.
Caseiro, com saídas esporádicas, deixou uma doce recordação, na qual sobressaiu a tranquilidade.
Esteve muito mau tempo, muito frio, muito vento e muita chuva e, com tal pano de fundo, ainda não foi inventado melhor programa do que ficar em casa. Fiquei.

Envolvi-me na leitura de um novo livro. Mergulhei nele. Quase o devorei.




Não vou falar da intriga, mas adianto que a linha mestra é uma condição psicológica patológica, que dá pelo nome de Agorafobia, ou medo dos espaços abertos.
Já, em tempos, assistira a um filme em que, ironicamente, uma psiquiatra padecia dessa enfermidade.
Foram horas de leitura envolvente, como só os bons livros conseguem proporcionar,

Assisti também a vários filmes e séries - sempre com as mãos ocupadas.
Como é bom tricotar!
A "obra" cresce que é um gosto e quase faz pena pensar que, rapidamente estará concluída.




Falo do fio rosa a que já me referira.





De repente, vejo costas e frente concluídas e uma das mangas começadas.



A outra, a tal a que faltara "munições", também já está pronta, porque inventei uma solução satisfatória para a gola incompleta.





De momento, vagueio pelo Pinterest em busca de nova inspiração, aproveitando o tempo frio para prosseguir nesta atividade que me encanta.






Pelo meio, ainda preparei o almoço de Páscoa, coisa simples, mas com clima muito afetuoso e acolhedor.

Muito positivo, portanto, o balanço destas mini-férias caseiras.
Saibamos aproveitar as coisas simples da vida, porque - li algures - as melhores são grátis.

Beijo
Nina