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terça-feira, 9 de setembro de 2014

1204 - Namur


Esta será a última sequência de fotos que publico, relativa à viagem por terras holandesas e belgas - com um saltinho, ou dois à Alemanha.
Mostro, pois, imagens de Namur, uma cidadezinha  encantadora, situada na zona sul/oriental da Bélgica, na região da Valónia, aninhada num vale, regada por rios - o Sambre e o Meuse - e encoberta por montes verdejantes.





O rio, navegável, é permanentemente ocupado por barcos e barcaças que o percorrem, atarefados, em ambos os sentidos.
É, conclui, uma zona de ecoturismo dos locais.
E, para além da paz, proporciona fotos de calendário!


É, também , uma zona produtora de morangos! E que morangos! Os mais doces, mais perfumados, mais suculentos, que alguma vez provei.
Ao longo da estrada que acompanha o rio, mil barraquinhas como esta, os vendem.
Brilhantes, dentro de caixinhas, são tão tentadores que se comem ali mesmo, sem lavar, com delícia e gula.

Depois a cidade. Pequenina, acolhedora. As ruas centrais são peatonais e, num largo, encontrei esta excêntrica banda de jazz romeno.

Os músicos, compenetrados, indiferentes ao público, umas figuras!

Aceitavam donativos e quando a moeda caía, agradeciam com vénia galante!
Tocavam bem, com alma, com coração e a multidão crescia e aplaudia e deixava moedas.


Das lojas, mais ou menos iguais em todo o lado, destacavam-se as retrosarias -os armarinhos - que as belgas, pela oferta que testemunhei, são aficionadas.

Para dizer a verdade, não encontrei nada irresistível, mas apeteceu-me registar a tendência que tende a espalhar-se e a crescer.

A jóia da coroa da cidade é a CIDADELA, antiga fortificação situada no cume de uma colina.

De lá, a vista é magnífica ...

... e a perspetiva aérea da cidade, muito interessante.

Cheguei a Namur vinda de Bruxelas.
A intenção era descobrir um país fora das rotas turísticas.
Acho que o objetivo foi alcançado.

Beijo
Nina

domingo, 7 de setembro de 2014

1203 - A RONDA NOTURNA

Quem não conhece REMBRANDT?

Numa praça, em Amesterdam, surge, imponente uma estátua que merecidamente o eterniza.



Porém, o que efetivamente me surpreendeu foi ver, aos seus pés, em três dimensões, as figuras de uma das suas mais notáveis criações, A RONDA NOTURNA!
Tal foi o fascínio que me limito a apresentá-la, incapaz de para ela criar legendas.







Turistas de todas as nacionalidades insistem em misturar-se com os guardas para, através de fotografias, eternizarem o momento.
Pareceu-me pecado.
Apeteceu-me enxotá-los!
Foi das mais incríveis e fascinantes surpresas da viagem que fiz.

Beijo
Nina

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

1202 - As melhores lojas da Holanda!

Há muitos anos atrás - na era jurássica - ir ao "estrangeiro" era um gosto, um mergulho num mundo novo, um banho de civilização ... falo de lojas, que no resto não éramos assim tão diferentes.

Bastava ir a Vigo.
Atravessávamos a ponte sobre o rio Minho, passávamos como flechas por Tui - onde só paravam as compradoras de bacalhau - e aterrávamos na Calle del Principe, fisgadas nas lojas, nas novidades.
E era ver-nos, formigas atarefadas, em correria desenfreada. Conhecíamo-nos quase todas, mas não parávamos em conversa, que o tempo era curto e precioso, e os maridos desesperavam à espera.

Depois, chegou o Corte Inglês, de onde não saíamos fizesse sol ou chuva. Se fosse chuva, era até melhor. Era justificação para de lá não arredar pé. Vivíamos no Corte Inglês desde que abria até que fechava as portas. E comprávamos, comprávamos, comprávamos. No intervalo, almoçávamos.
As compras, volumosas e pesadas, ficavam numa secção própria e só eram levantadas no final da jornada.
Tudo pensado!

Depois, veio a massificação.
Quebrou-se a magia.
O que há lá, há cá, o mesmo em toda a Europa!
De modo que as saídas para compras morreram de morte natural.


Persistem, porém, as excepções.
Aquelas lojas que, miraculosamente, inexplicavelmente, oferecem produtos de marca a baixíssimo preço.
A Liliane, que esteve recentemente na Holanda, falou-me delas e não exagerou.

Excelentes.
A primeira, KRUIDVAT, mais vocacionada para produtos de beleza.
A segunda, HEMA, mais completa, com secções diversas, incluindo artigos para casa, consegue, na minha opinião, ser ainda melhor. 
Corri a Holanda.
Visitei a maior parte das cidades importantes e os seus monumentos.
E em  todas entrei nestes paraísos.
Até uma frigideira comprei, o que me criou alguns problemas no momento de organizar a bagagem.
Se tivesse ido de carro, suspeito que traria móveis ... que eu conheço-me!

Beijo
Nina

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

1200 - ATOMIUM


Uma das muitas vantagens da Europa central é que muitos países estão perto.
Atravessa-se, sem quase dar conta, a fronteira e, estamos na Alemanha, ou na Bélgica, ou no Luxemburgo.

Saindo de Portugal de automóvel - a minha maneira favorita de viajar - é-se obrigado a atravessar toda a árida Espanha central - 900Kms - para chegar a França.
Esta é a parte chata!
Uma vez em França, começa o divertimento constante, os desafios, os convites das pequenas cidades, tudo encantador.

Desta vez, porém, fui de avião até Amsterdam e aí, com um carro alugado, parti à descoberta.


Foi assim que cheguei a Bruxelas, onde permaneci dois dias.
Incontornável, foi rever o Atomium.

Impressionante construção que remonta a uma Exposição Universal.

Chovia e era domingo de manhã.
Ainda assim, uma fila quilométrica ameaçava quem pretendesse entrar na estrutura.
Não gosto de filas. Não entrei, até porque, já o fiz há anos.
Vale, no entanto, a pena enfrentar a fila. O interior é  muito interessante  e justifica a espera.

Beijo
Nina




terça-feira, 2 de setembro de 2014

1199 - Mercado das Flores

Nas margens de um dos muitos canais que cruzam Amsterdam, instala-se o Mercado das Flores.
Gosto de flores e de plantas em geral de uma forma tão absoluta e intensa que, caio com entusiasmo em qualquer chamariz.


Não foi a minha primeira visita.
Da primeira vez, há muitos anos, supus-me caída no paraíso, perdida, rendida, face à oferta.

Centenas, milhares, dezenas, centenas de milhar de pacotes de sementes e bolbos ...

... de todas as variedades possíveis, de todas as cores mais raras.

A propósito, comercializam-se também sacos ...

... e tamancos ...

... e miniaturas para a porta do frigorífico ...

... e até gravatas - para os mais ousados!

Pois então, lá fui!
Encontrei tudo isto.
O que não encontrei foi o encanto da primeira visita.
Tropecei, empurrei, fui empurrada por uma multidão enfurecida!
Era Agosto!
Mês que massifica, banaliza, destrói o charme de locais, noutra altura, mágicos.
Cada vez mais, Agosto, mês a evitar!
E eu, adoradora de plantas, pedi socorro, fugi, refugiei-me na possível solidão de ruas menores.
Agosto - de novo - mês a evitar!

Beijo
Nina



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

1196 - Middelburg

É perto desta cidade que se situam os famosos diques.
Tem uma dimensão agradável - não gosto do gigantismo de algumas cidades - com um centro fechado ao trânsito muitíssimo agradável.


Esta é uma das fachadas da câmara ...

... que sugere festa permanente.

Muitas bandeiras anunciando um futuro festival ...
... e uma parte antiga muito bem preservada.

Tem esplanadas ...

... canais, parques e jardins, comprovando que estas cidades são essencialmente concebidas para servir as pessoas.
Viver aqui, parecer-me-ia muito bem.

Beijo
Nina

terça-feira, 26 de agosto de 2014

1195 -Diques


Realmente impressionante a ação dos diques que, incansáveis, continuam roubando terra ao mar.
Merecem um  última postagem.


Esquematicamente observa-se a sua construção perpendicularmente à linha da costa.

Do alto da duna, uma perspetiva da praia, com um excelente restaurante/bar em primeiro plano.
Aqui come-se peixe recém pescado.
Ao longe, os diques.



Noutro ângulo ...

... a sucessão das enormes estacas enterradas na areia.

Definitivamente, não é a fé que move montanhas.
O que as move é o engenho e a perseverança.

Beijo
Nina

domingo, 24 de agosto de 2014

1193 - Na praia


Fui à praia em Middelburg.

Vi areia fininha e escura, muitas conchas ...

... e o estratagema utilizado para reter areia.

São postes de madeira enterrados junto ao mar, que, comprovadamente retêm a areia,
num país que tem crescido roubando "terra" ao mar.

O que não consegue a perseverança?
As gaivotas aproveitam os laguinhos assim criados e a foto resulta quase fantástica.

Do alto de uma duna avista-se a praia (gelada), a estratégia dos postes e um conjunto de casinhas para veraneantes.

Foi aqui, nesta praia de nome impronunciável, que testemunhei o milagre - o da multiplicação das dunas!

Do outro lado, as pastagens imensas e as vaquinhas holandesas que se limitam a ser imprescindíveis e  a enfeitar a paisagem.
Beijo
Nina

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

1191 - BREDA



Nada se compara às cidades pequeninas, pouco conhecidas, que são apenas um ponto no mapa.
Para ter a liberdade de as conhecer é essencial a liberdade. 
Nada de andar a "toque de caixa", às ordens de um terrível guia turístico.
Já viajei assim. Agora não!
 Agora, liberdade é essencial e vagueia-se ao acaso, sem obrigação, sem relógio.
Assim descobri Breda, a extraordinária Breda!




Não é local de extraordinários momentos. Limita-se a ser extraordinária!


Tem canais - claro - verde, gente de muito bem com a vida, dando-se tempo, nas inúmeras esplanadas.

Ao dobrar uma esquina ...

... que vejo?
Uma suculenta pereira!
Que lindo!

E há recantos e cantos encantados ...

... com anjinhos, mesas e cadeiras convidativas ...

... onde o mais humilde cafezinho sabe diferente!


Claro que a Catedral está lá, harmoniosa, linda recebendo, amiga, a preguiça de quem passeia.
Lembrar, não esquecer de modo algum, este nome:
Breda!
Na Holanda, é claro!

Beijo
Nina