quarta-feira, 8 de julho de 2020

Cochinilha

Fui invadida pela COCHINILHA.

Era só o que me faltava - cochinilha. Uma praga. Uma peste. Uma detestável e destruidora invasão.

Vamos então por partes. Do que falo quando falo em cochinilha?

Falo de um ser que ...

"Mede de 3 a 5 milímetros de comprimento, é geralmente marrom ou amarelo, e se alimenta parasitando a seiva de cactos e plantas e da umidade ali presente. Dentro da classe dos insetos, as cochonilhas são classificadas na ordem Hemiptera, sendo parentes próximas das cigarrinhascigarras e dos pulgões. São conhecidas mais de 67.500 espécies de Hemiptera.
Para defender-se da predação por outros insetos, produz ácido carmínico, que extraído de seu corpo e ovos é utilizado para fazer o corante alimentício que leva seu nome.
No Brasil, a cochonilha é também uma praga de jardim, diminuindo consideravelmente a produção de hortas caseiras. A primeira evidência de que a planta está infestada é o aparecimento de bolinhas brancas que parecem ser de algodão nos caules, próximos às folhas. Elas sugam a planta, roubando sua seiva, alojando-se principalmente na parte inferior das folhas e dos brotos. As cochonilhas secretam uma substância pegajosa, que deixa as folhas com a aparência de que estão enceradas, e que facilita o ataque de fungos como o fungo fuliginoso. Costuma atrair também as formigas doceiras. Seu predador natural é a joaninha, assim como alguns tipos de vespas.
Algumas cochonilhas têm uma casca dura que impede a penetração de inseticidas. Neste caso, é preciso fazer uso de soluções à base de óleo mineral e sabão que, uma vez grudadas à carapaça, impedem que o inseto respire. As melhores alternativas são a Emulsão de Óleo Mineral ou a Calda de Fumo. Caso o controle natural não produza os resultados esperados, a utilização de um inseticida organofosforado ou a reintrodução de predadores naturais pode ser efetiva no balanceamento dos números dessa espécie."!

Uma  destas manhãs, em que confinada às quatro paredes de casa presto maior atenção aos detalhes - diga-se, de passagem, que nunca a minha casa esteve tão limpa, resplandecente  e desinfetada ... - regando as orquídeas (as minhas belas orquídeas!), dei de caras com uma espécie de partículas de algodão pegajoso agarrado aos caules, às folhas e às flores.

Não quis acreditar no que os meus olhos viam, porque já enfrentei (sem sucesso) esta peste noutras remotas ocasiões.
Era a cochinilha!
Cochinilha! Malvada! Atacando as minhas orquídeas.

Sublinho que consigo manter vivas estas plantas, ano após ano, tendo a sorte de que floresçam vigorosamente em cada temporada.
Somos pois amigas íntimas, quase família e por elas nutro sentido e profundo afeto, como se de crias se tratassem.

Fiquei tristíssima!

Tratei de lhes aplicar a solução saponária aconselhada em generosa e, porvenrura, fatal quantidade , receando que poderiam morrer não da doença, mas do tratamento.
Corri o risco.
E esperei.
Voltei a pulverizar.
E esperei.
Repeti a operação, intervalando-a com pulverização de água tentando preservar a vida das flores.
Atenta, continuei à espera.

Aparentemente tinham desaparecido, mas, horrorizada, constatei que tinham invadido outras plantas que não orquídeas.
Era uma invasão maléfica, planeada, bem orquestrada.
Era uma guerrra!
Havia que tomar decisões drásticas, impiedosas.

Então, dilacerada, eutanasiei as pobrezinhas que, entretanto, dias volvidos,voltavam a  apresentar sintomas de novo covarde ataque.
Tudo para o lixo, foi a derradeira decisão!
O número dos meus exemplares de orquídeas viu-se reduzido a menos de um quarto. Tantas baixas!
Para o lixo seguiram ainda avencas e cactos, igualmente condenados e com visíveis sinais de contágio.

Atenta, muito atenta, observo, analiso, prescruto.
Não voltarão a apanhar-me desprevenida.
As safadas!

Beijo
Nina






segunda-feira, 6 de julho de 2020

Eu e os vidros

Moro numa casa com muitos vidros, cheia de vidros. Achei lindo quando a escolhemos. Ele é uma iluminação desmedida, ele é uma paisagem ampla, quase infinita, ele é um espetáculo faça chuva ou faça sol ... ele é uma trabalheira para os manter minimamente limpos. Quase uma impossibilidade absoluta, dado que lá do alto do sexto andar, limpar os ditos vidros configura uma cena em que a própria vida é posta em risco.
Agora, sem ajuda, eu, pessoa dada a vertigens, não arrisco pendurar-me feita acrobata, em nome da limpidez cristalina dos vidros.
O caso é este, sou eu(viva) ou os vidros.
Opto por mim, naturalmente.
O interior é fácil, uma brincadeira de crianças. Basta uma mopa  e num abrir e fechar de olhos, despacho o assunto. Falta o exterior.
Pois...

Foi então que vi um anúncio no Instagram.
Coisa simples - um artefacto composto por duas esponjas que, através de um forte íman permitia que a exterior seguisse o percurso da interior. Para garantir a segurança mínima , um cordel liga as duas esponjas.

Fascinada, convencida que havia descoberto a pólvora, tratei de concretizar a encomenda, por pouco mais de 30€.

Chegou!

Finalmente chegou.

Tratei de a testar.
 Resultado:
- Um fiasco! Um completo, total e absoluto fiasco!
É que os meus vidros são duplos. Não admitem batota. Exigem desvelo , força física, audácia e pessoa intrépida - que não eu!

Portanto ...
Os vidros continuam clamando por limpeza, um brilhozinho que seja.
Portanto ...
Fecho estores, corro cortinas e está tudo bem.

Comprar engenhocas on-line, nunca mais.

Beijo
Nina

terça-feira, 30 de junho de 2020

Olá,

Penso que nunca estive tanto tempo afastada do blogue como desta vez.
Não foi por nenhuma razão em especial. Aconteceu, simplesmente.
Continuo em regime de confinamento passando em casa a maior parte do dia, excepção feita às manhãs em que, estando bom tempo, caminho durante 1 hora junto ao mar. Aproveito a saída para uma ou outra compra.
À tarde não gosto de sair. São portanto muitas horas em casa, mas muitas horas de atividade, que para manter a ordem é preciso fazer por isso. A minha mãe costumava dizer que o trabalho em casa nunca estava concluído. Agora dou-lhe razão.
Consulto os blogues que sigo, tento comentar, folheio o FB e participo no Instagram. A tal se resume a minha incursão na Net.

De resto, leio q.b., principalmente nas edições originais, assisto  (pouco) a programas televisivos enquanto tricoto, agora utilizando fio em linho ou algodão.

Estou bem.

O confinamento não é, de modo nenhum, uma cruz.

A ver se conseguimos escapar ao maldito vírus até que surja tratamento ou vacina.

Fiquem bem. Em paz, com serenidade e com saúde.

Beijo

Nina

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Azul

Para contrariar o tom cinza do dia, vesti azul, azul na forma de uma camisola/blusa quente, embora tricotada em fio de algodão . Pela primeira vez usada desde que,  pronta, saiu das agulhas. O fio foi comprado on-line e, como sempre, uma vez mais,  não foi uma boa compra. Grosso, encorpado, mais para o Inverno do que para a Primavera. Quando é que vou aprender a não cair na tentação / esparrela de adquirir fios por este meio? Quando?
Curiosamente, só neste departamento sofro decepções - incapacidade minha, suponho, já que sou perita noutros capítulos -  roupas, livros, objetos para casa e outros, compro com elevadíssima probabilidade de sucesso.

Foi portanto um fiasco e assim que o vi desgostei-o - caso evidente de desamor à primeira vista.  Feita a compra (já nem sei ao certo em que site), iniciou-se o calvário de  tentar, desistir, reiniciar e desmanchar.
Lá acabei por descobrir um modelo que me agradou:




Este!
Mais não é que uma sucessão de "tranças" repetidas nas costas e (uma) nas mangas.

Para lhe dar graça, juntei este cachecol/echarpe, em batik, vindo do longínquo Laos.

Combinei com branco - a minha cor preferida entre todas as cores. Liga com tudo, tudo quanto se possa imaginar e, ainda por cima, é imbatível num look white total.
Gostos ... a cada um o seu. Sem discussões.

Aqui, a intenção é apenas mostrar o tal lenço artesanal, lindo que se farta, tecido numa fibra natural (linho ou algodão) e tingida com uma técnica que ainda não domino, mas de que gosto imenso.
E que pretendo aprender!

Bom fim de semana.

Beijo
Nina


quarta-feira, 10 de junho de 2020

Doce de tomate


Tinha comprado 2 quilos de tomate coração de boi, de cultivo biológico, na minha vendedora que mora ali para os lados da Apúlia e me abastece quase todas as semanas  com toda a variedade de verduras. É a D. Fátima que se dedica à agricultura e tem imensa clientela. A propósito, confesso que admiro muito esta mulher que, com fracos recursos,  educa três filhos, sendo que todos frequentam a universidade. O seu elevador social foi mesmo o trabalho no campo.

Sempre que posso, lá vou eu abastecer-me e, para além das hortícolas trago uns ovos fenomenais, todos, garantidamente, com duas  gemas.

Voltando aos tomates, comprei-os ainda verdes e deixei-os fora do frigorífico durante uma semana, até ficarem bem madurinhos próprios para o doce de tomate, sabor que carrego entranhado na minha memória, desde a minha infância.

Então, limitava-me a comer, mas lembro que o dia da confecção do dito, era um acontecimento demorado trabalhoso e minucioso que enchia a cozinha de azáfama e a casa de odores.

Os tomates eram escaldados para se lhes retirar a pele e depois examinados quase com lupa para que nenhuma semente se imiscuísse no preparado, composto por açúcar, canela, casca de limão e a polpa do fruto que, muito lentamente fervia até atingir o ponto perfeito - colocava-se uma colherada num prato frio, abria-se  uma estrada com uma colher e, se esta se mantivesse estava pronto, no ponto.

Hoje simplifico:
- Não retiro a pele;
- Não me preocupo com as sementes;

Lavo os frutos, parto-os e lá vão para a panela com os restantes ingredientes até atingirem o dito ponto.

Aconselho lume brando logo que levante fervura, caso contrário pode queimar. A colher de pau é ferramente indispensável. Portanto, até começar a ferver, mexer, mexer sempre. 


Atenção que a mistura tende a salpicar e não é agradável - admito que apanhei com um pingo na mão direita que doeu, fez bolha e agora que a bolha rebentou, surgiu uma feia ferida que embarra em tudo e dói que se farta. Para a próxima uso luvas



Os frascos onde será guardado o doce devem, obrigatoriamente, ser esterelizados. Fervo-os com as respetivas tampas durante 15 minutos. Coloco-os invertidos sobre uma tolha limpa e, logo que o doce esteja pronto, transfiro-o para os frascos.



Deixo que arrefeçam assim, de cabeça para baixo, para que se forme vácuo.
Há quem volte a fervê-los, mas eu dispenso esse passo, até porque o doce é comido tão rapidamente que não se corre o menor risco de que se estrague.

Já comprei mais tomates. Sempre coração de boi. Espero que fiquem no ponto, isto é, bem maduros, e prepararei outra dose.

Costumamos comê-o ao pequeno almoço, com torradas, mas é fantástico como sobremesa, acompanhando queijo.
E assim, quase perdi o hábito de comprar compotas no supermercado. Até porque os meus comensais, com gosto gourmet, protestam se faço batota.


Bons feriados.

Beijo
Nina






quarta-feira, 3 de junho de 2020

A nova realidade

A nova realidade de que agora se fala tem muito em comum com a outra, com a minha, com a antiga, com a realidade de sempre.

Atarefadíssima, vejo-me sem tempo para o blog. Mas não desisto. Que com a tal nova realidade tudo acabará por entrar nos eixos.

Da minha antiga, da minha de sempre realidade, tive hoje um vislumbre:

- Fiz uma encomenda online na Zara e que bem me soube.
Só entregam dia 12, que "a nova realidade" assim o impõe.
Não faz mal! Deleito-me por antecipação.

Tinha, no início da crise, feito uma encomenda na mesma marca. Demorou uma eternidade e, quando chegou, metade das peças foram rejeitadas.
Esperei que a loja reabrisse e, logo no primeiro dia, lá estava. Só que, por precaução da marca, apenas na caixa de Homem eram aceites as devoluçõesa.

Horror!

Era uma fila quilométrica de criaturas que , tal como eu, pretendiam por a escrita em dia.
Resultado, desisti.

Hoje, afoita, voltei à carga numa outra Zara e ... sucesso! Ninguém na fila.

Animada pelo pelo êxito da empreitada, tratei de encomendar "unas cositas mas", que isto de atualizar a vestimenta tem  muito que se lhe diga, exige prática, persistência e continuidade para assim açuçar o engenho.
Nisto como em tantas outras atividades, é a função que valoriza o orgão. Acho!

Beijo
Nina

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Almoço de domingo

Quase só falo de comida, concordo. Mas nestes estranhos tempos que agora vivemos  quase mais  nada acontece. Felizmente. .. não espero grandes acontecimentos ou ínfimas novidades. Assim está bem. Tudo calmo, tudo seguindo uma monótona rotina.
Comento por isso um prato que comemos no almoço de domingo, porque merece ser comentado.
É fácil de confecionar, é barato, pode ser preperado com antecedência (gratinando apenas antes de ser servido) e, acima de tudo, é mesmo muito bom.



Refiro-me ao BACALHAU ESPIRITUAL


Com a ajuda da Bimby, é uma brincadeira de crianças.
Mas nada impede que seja preparado da forma tradicional seguindo as indicações DESTA RECEITA.


Claro que o almoço incluiu outros pitéus - obrigada meus lindos - todos deliciosos na sua variedade de sabores. Mas, o único da minha autoria, que vivamente recomendo, foi mesmo o BACALHAU ESPIRITUAL, todo ele leveza, todo ele sabor, todo ele perfume. Por isso faz jus ao nome - é mesmo espiritual.

Boa semana, meninas e meninos.

Beijo
Nina

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Animada q.b.

Agora que  pretendem convencer-nos a sair de casa, timidamente, receosa ( quase aterrorizada) saio.
Saio, mas sempre com máscara e mantendo a máxima distância de quem quer que seja. Até no elevador, uso máscara, visto ser um espaço diminuto, pouco arejado e dado a bichos maus. 
Portanto- repito - sempre com máscara.



Apeteceu-me contrariar a máscara cirúrgica com uma roupinha alegre e vesti - pela primeira vez - este conjunto de saia e blusa.

Dadas as circunstâncias, limito-me ao meu hidratante e protetor facial. Quando muito, dou um toque de maquilhagem nos olhos, o que, afinal  e pensando melhor, se torna desnecessário, uma vez que circulo com óculos.
Bem, só não sou confundida com uma múmia porque recorro ao vestuário colorido.
A combinação óculos/ máscara não é pacífica, porque os vidros se embaciam frequentemente.


À falta de ajudante, eu mesma fiz as fotografias.
Não estão desfocadas, mas limitam a visão do conjunto.


A saia de pregas é bem comprida e por isso calço mules.
Por instantes senti que tudo estava normal. Mas não está. Longe disso.
Porém, face à possibilidade de sair de casa e arejar, fiz questão de me aperaltar com um conjunto comprado antes da pandemia chegar.
E soube-me mesmo bem.

Beijo
Nina

quarta-feira, 13 de maio de 2020

My Art - The art of Rixa


Hoje venho partilhar um blog.

ESTE .







O seu autor é o Rixa.
O Rixa é dono de olhos abençoados.
Os olhos do Rixa dão cor ao mundo.






O Rixa tem alma de menino, lavada e simples. E assim cria.







O Rixa pinta como um anjo - se os anjos pintassem.





O Rixa, criativo e criador, descobre ouro nas pedras, no lixo.
E recicla.
E aplica.
E replica.
E faz milagres.
E a obra nasce.
Assim, simples e única.
Obrigada, Rixa!

Beijo
Nina




segunda-feira, 11 de maio de 2020

Junto ao mar

 Ontem, aproveitando a manhã com sol, dei um passeio de 1 hora junto ao mar. Foi revigorante. Nem o vento me incomodou. Incomodaram-me mais as gentes. Em magotes, sem máscara faziam como o caracol, que "põe os corninhos ao sol".
Mas será assim tão transcendente, tão inacessível, colocar uma máscara?
Depois, havia aqueles (energúmenos) que corriam e arfavam sem cerimónia.
Sem cerimónia, cobria o rosto e afastava-me da sua rota idiota.
É que não tenho paciência para quem se faz de surdo. Então ainda não entenderam? Não entenderam que sem tratamento ou vacina, o barco pode de repente afundar?


Foi um desabafo, porque a caminhada soube-me pela vida.
Notei uma diferença enorme nas dunas que, neste momento, se encontram revestidas por densa vegetação

Cheirava tão bem! A mar, a sargaço e a uma mistura de perfumes magnífica.

Ouvi dizer que esta paragem global permitiu o que há muito não era possível - avistar os Himalaias  a partir da Índia. Pena que a outra face da moeda tenha o terrível preço que tanto nos apavora.

E é isto!
Mais um dia em casa, ocupadíssima, de tal modo que não consegui cumprir todas as tarefas agendadas. Desconfio que estou a ficar com a mania das limpezas. Cruzes! Era só o que me faltava. O certo é que decidira passar a ferro o monte de roupa acumulada. Mas não! Ainda não foi desta.
Entretanto, descobri um artefacto guardado nas profundezas  da despensa - uma máquina de passar a ferro que, em tempos (muito) idos foi o meu braço direito, quando as crianças produziam roupa suja a uma velocidade estonteante. Agora, sem crianças, continuo acumulando roupa.
Amanhã trato-lhe da saúde se a maquineta ainda funcionar.
Ainda vou ser uma dona de casa perfeita. Receio.

Beijo
Nina

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Absurdo

Orquídeas. São fascinantes. Tão fascinantes que, à primeira vista sugerem profundos conhecimentos para delas tratar com sucesso.
Não é assim.
São simples, simples e agradecem não ser incomodadas.

Sabia também que uma das regras que exigiam (coitadas!) era viverem apertadas, sem luxos nem espaços excessivos - preferindo vasinhos modestos de exíguas dimensões.
Porém, dada a quantidade de exemplares que fui acumulando, pareceu-me aconselhável alojar algumas espécies num vaso grande, só para ver o que acontecia.
Aconteceu isto:



Um absurdo de flores

Cada uma da sua espécie ...

Todas poderosas, luxuriantes!
Gostaram da casa nova o que me leva a concluir que o "vasinho pequenino, apertadinho" mais não é que um mito urbano - mais um!



A própria folhagem adquiriu dimensão nunca vista, são folhas enormes se comparadas com as habituais

De modo que não hesitarei - logo que termine a floração - em agrupá-las



Porque são inquestionavelmente mais espetaculares se ocupando habitação condigna. Esta - pobrezinha - tenta agorar dar um ar da sua graça

Tem sido um consolo para os meus olhos, nestes tempos de reclusão.
Acredito até que os meus seres verdes apreciam a companhia humana, a minha em particular, que sou quem com eles priva de mais perto.

Os ingleses vivendo no seu clima agreste e tendo predileção pela jardinagem, mantêm em casa, num espaço envidraçado a que chamam Conservatory ou Green House ( quase uma estufa), as plantas que não suportam a intempérie. É um espaço magnífico.
Tenho a sorte de dispor em minha casa de algo similar. É aí que crescem as minhas orquídeas, as plantas de interior, onde me refugio quando prefiro estar só e também onde costuro.
É o meu espaço preferido.
É neste espaço que ocorrem os absurdos florais.

Beijo
Nina


sábado, 2 de maio de 2020

Para adoçar os dias


Diria que a atividade mais importante nos dias que passam  é comer. Como comemos! Quanto comemos!
Suponho que passa pela lei das compensações - tiram-nos tudo, mas não nos tiram o prazer de comer.
Pessoalmente e para dizer a verdade, o princípio não se me aplica absolutamente. Tenho dias! Dias em que não como, em que debico, outros, não. É uma gula incontrolável. Aí, todo o cuidado é pouco. Depois, para agravar a situação, tenho saudades das minhas pessoas, das nossas situações e cumplicidades.
Foi assim que, de repente , me ocorreu o Pudim de Alperce que, lá muito atras, devorávamos em dias especiais.
No fundo, pouco difere do super banal Molottoff (será que escrevi corretamente?), mas difere. Leva alperces e faz uma enorme diferença.


A base, o corpo, o sustentáculo são claras

A cobertura, ovos moles

O resultado, indescritível - porque não sei descrever.
É mesmo imprescindível degustar


Então, é assim:

6 claras
12 c. sopa de açucar
100g de alperces
raspa da casca de 1 limão

Cobertura

6 gemas
200g de açúcar


Estes os ingredientes.

Faz-se assim:

Barra-se com abundante  manteiga uma forma de buraco que, a seguir, se polvilha com açucar.
Batem-se as claras em castelo firme e vai-se juntando o açúcar. Depois, a raspa da casca de limão.
Entretanto, fervem-se os alperces. Escorre-se bem a água e picam-se (no 1,2,3 , por exemplo)
Junta-se às claras.

Entretanto, liga-se o forno a 180 graus.
Coloca-se um tabuleiro com água onde caiba a forma.
A mistura irá assar durante cerca de 1 hora em banho maria.

Para a cobertura:
Cobre-se o açúcar com água (sem exagerar na quantidade) e ferve até ponto de pasta. Quando arrfecer, juntam-se a s gemas, mexendo continuam,ente, em lume brando, até engrossar, sem deixar ferver (se ferver, talha!)

Depois de desenformado o pudim, cobre-se com os ovos moles.

Será que fui clara?
Qualquer dúvida, é só dizer. Esclareço imediatamente.
Este pudim é um milagre, uma nuvem que se derrete na boca. A doçura é quebrada pela acidez do limão e dos alperces.
É bom mesmo.
Melhor, bem frio.
 Façam para sobremesa no Dia da Mãe.

Beijo
Nina

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Perdida no tempo


Sem saber a quantas ando, aparentemente sem necessidade de relógio nem de calendário, assim se sucedem os dias. Dias cheios, muito cheios, diga-se. Sem ajuda, faço questão de manter a casa organizada e limpa. Esclareço que organizada sempre esteve ou não fosse essa a minha natureza. Limpa também, quando dispunha de ajuda. Agora, quando a ninguém é permitido entrar neste espaço,  confrontei-me com as limpezas e - confesso - a princípio perdi-me, soterrada na avalanche de afazeres. Mas tudo se aprende, tudo se organiza e, neste momento, apreendi a estratégia relativa às limpezas que não precisam nem podem ser realizadas diariamente. Vai-se limpando, sem pressa, sem colocar a fasquia demasiado alta.

Ontem aspirei e conclui que o (raio) do aspirador é um monstro pesadíssimo.
Lembrei-me que, em tempos, comprara um outro, no Lidl, que não chegara a desempacotar. Tinha-me esquecido completamente da compra.
Hoje saiu à cena e, afianço que é uma pena, uma pluma, super eficiente.
Parece que o problemão da aspiração se encontra, pois, resolvido.


Ainda fiz um bolo, coisinha muito simples, de iogurte para comer ao lanche e ao pequeno almoço.

Abasteci-me de fruta o que confere à cozinha um ar de festa, um ar de vida.

Esta não chegou por encomenda online. Não! Eu própria a escolhi e comprei num supermercado pequenino, quase deserto.
Foi bom. Foi excelente confirmar que dispenso as encomendas online, se tal for necessário.

E assim, aos poucos, construo esta nova normalidade.
Espero que estejam bem.
Pacientes e cientes que este caos que sobre nós se abateu acabará por passar.

Bom fim de semana.
As previsões apontavam para sol e calor, mas aqui ainda não parou de chuviscar.

Beijo
Nina

terça-feira, 21 de abril de 2020

Olá!

Olá!
Nesta estranha fase em que vivemos, mudam-se inevitavelmente os hábitos e as rotinas, mesmo os que faziam parte inquestionável do dia a dia. Tanta coisa mudou. Dizem que nada voltará a ser como dantes.
Quanto a mim, não constitui drama o facto de ficar em casa... nem desgosto! O que me custa é, por exemplo, não poder sair quando preciso ou me apetece. É a prisão domiciliária que me incomoda. De resto, ocupo-me ( e como me ocupo, forçada que sou a tratar sozinha da “menage” , que , no fundo, encaro como uma ida ao ginásio) .
Dói-me o afastamento das minhas pessoas, das rotinas boas dos fins de semana, das cumplicidades. Substituo as presenças com o FaceTime, mas não é a mesma coisa. Sobrevivemos.
Continuo a usar e até abusar da Net, leio, pesquiso, informo-me. Mas algo mudou. Perdi o entusiasmo. Publico  quase nada. E nada há a fazer. A não ser esperar que a falta de entusiasmo passe. Sei que vai passar.
Por isso os meus silêncios, as minhas ausências não querem dizer nada. Querem apenas dizer isto. Que a vida mudou, que outras rotinas têm sido criadas.
Por exemplo, neste momento, 4 da tarde, aguardo que a Bimby sinalize que o arroz doce está pronto. Apeteceu-me. E havendo tantas restrições, mimo-me quando posso. Também já engordámos qualquer  coisita, admito.






Depois de arrefecer, polvilha-se com canela
O que emerge da espuma dourada é casca de limão e pau de canela




Há muito tempo que não comia arroz doce. Este está mesmo bom que já provei.
Pecado assumido, preparo-me para aspirar parte da casa.  Assim procedo. Aos bocadinhos para não sucumbir. E lá vou mantendo o espaço razoavelmente decente.

Portanto, nesta fase, será assim - vou aparecendo. Leio as publicações que me interessam. Às vezes comento, às vezes não.
Estou bem.
Espero que quem me acompanha, também.
Que volte à normalidade.
Que, enquanto não volta, não desesperemos.

Beijo
Nina



quarta-feira, 15 de abril de 2020

Esta manhã

O dia nasceu assim:



Um sol enganador - não durou muito e rapidamente desapareceu - quase fazia brilhar o meu terraço



Abrindo as janelas do meu quarto, esta a imagem  que me saúda

Quase esqueço que, pela frente, tenho um dia de confinamento

Não poderia deixar de mostrar a produção de morangos, dois ou três, mas enchem-me de orgulho e nem me passa pela cabeça a possibilidade de os apanhar.



São momentos bons, luminosos, reconfortantes nos dias que passam.


Beijo
Nina

terça-feira, 14 de abril de 2020

Está sol ...

... e eu deveria estar aqui!


Jantando junto ao mar ...

Esperando na compainhia de uma caipirinha

Olhando o céu azul do Algarve

Aceitando  o chamamento da piscina

Tem sido assim noutros anos, por esta altura.
Saudades!
Haja saúde!

Beijo
Nina


quinta-feira, 9 de abril de 2020

De agulha em punho ...


De agulha em punho, costuro. Não costuro, dou uns pontos. Pensei que seria tarefa monótona, mas não. É até bastante relaxante.
E, no entanto, tenho duas máquinas de costura. Uma, foleiríssima, de origem chinesa que, ainda muito nova, começou a dar problemas, desmotivando a quem nada motivada estava para a costura. No caso, eu. Era uma dor de alma de agulhas que se partiam, de fio que rebentava ... enfim, pura sabotagem aos meus intentos.

De modo que a substitui. Numa das idas a Inglaterra, decidi-me pela compra de uma Singer. Com ela a minha relação com a costura experimentou significativoa avanços.
Só que, ultimamente, as coisas descambaram e vi-me obrigada a tratar-lhe da saúde, isto é, entreguei-a a um técnico para que a reparasse.

Entretanto chega o Covid 19.
A máquina far-me-ia jeito e companhia. Mas está no hospital, encafuada em loja encerrada.
Entretanto fui contactada para a ir resgatar. Mas como? Como quebrar a quarentena? Impossível.

Daí que voltei às origens e de agulha em punho termino uma almofada (fronha) inacabada que, em pedaços, me estragava o visual da sala e me mexia com os frágeis nervos.

Informo que esta barra em crochê foi comprada  (a metro) na feira.
Palpita-me que seja obra chinesa.

Tenho utilizado este remate em tolhas e fronhas. O efeito é ingénuo mas agradável - e ninguém diria que foi, provavelmente, produzido  numa máquina.
Trata-se de um par de fronhas que já têm destinatária. A primeira foi cosida à maquina, já a segunda, pelas razões enumeradas, nasceu depois de muitos, muitos pontinhos.

Está quase pronta. E no serão desta noite ficará concluida.

Bom serão!
Beijo
Nina

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Continuando ...


 A quarentena mantem-se e cumpro-a religiosamente. Uns dias sem custo, outros não, confesso. Alguns são terríveis. E nem sei dizer ao certo porque me sinto mal. Deve ser cansaço, exaustão, privação.  Dos abraços, dos encontros, dos programas com as minhas pessoas. Deve ser isso.

Procuro criar novas rotinas e ocupar-me.
Incapaz de deambular em pijama e chinelos, visto-me , maquilho-me, preparada para um dia com compromissos.
Durante a manhã, a arrumação básica.
Almoço. Variado, incluindo vinho.
Depois, como se fosse uma sesta, tempo para um filme na tv, geralmente um policial inglês.
A seguir, alguma leitura.
Antes do chá, uma ou outra tarefa, daquelas que esporadicamente exigem atenção.
Ao fim da tarde, tempo de ginástica.
Depois de jantar, tricô e outro filme.

.
Nas agulhas o que será um colete.
O fio foi adquirido antes da crise sanitária e agora mostra que valeu a pena


Tem sido assim!
Gostava que tudo isto passasse. Que se transformasse numa má recordação.
Já!


Beijo

Nina 


terça-feira, 7 de abril de 2020

Bolo pudim



Para a Patrícia
Vamos falar do tal bolo/pudim. O bolo de que falei ontem, carregada de culpa.






Tenho esta receita há imenso tempo . Foi-me dada pela Adelina, uma colega  com quem estudei. Fomos amigas muito chegadas. Partilhávamos aulas, trabalhos e apontamentos. Fizemos o percurso juntas. Fui madrinha do seu segundo filho e amiga do casal. Os maridos simpatizavam um com o outro. Por isso a convivência ultrapassou os limites profissionais. Durante anos.
Depois, não sei dizer como nem porquê, perdemo-nos. Ouvi dizer que o casal se desfizera. Terá sido essa a razão do afastamento? Não sei. Respeito as decisões de quem as toma.

O que não passou foi o Bolo/Pudim, um malvado deliciosamente irresistível , faz-se assim:


INGREDIENTES

Para o Bolo

4 ovos
açucar - o peso dos ovos
farinha - metade do peso dos ovos
1 c. chá de fermento
raspa de 1/2 limão


Para o Pudim

3 ovos
3 dcl  leite
200g açúcar
raspa de 1/2 limão


Com 15 colheres de sopa de açúcar faz-se um caramelo com que se barra a forma.

Seguidamente, o pudim:

Misturar o açúcar com os 3 ovos inteiros. Juntar o leite + raspa de limão.
Verter para a forma caramelizada.

Agora a massa para o bolo:

Bater as gemas + açúcar+ raspa de limão + farinha c/ fermento.
Separadamente bater as claras em castelo firme. Envover cuidadosamente na massa, utilizando uma espátula - este passo é fundamental para que o bolo fique fôfo.

Verter na forma, sobre a mistura pudim..

Assa a 180 graus cerca de uma hora.

Desenformar depois de frio.
(Patrícia, que seja um sucesso)

Beijo
Nina

segunda-feira, 6 de abril de 2020

A roupa encolheu



Não percebo!
Em duas semanas a minha roupa encolheu. Noto principalmente nas calças. As malvadas encolheram. Não no comprimento. Isso é que era bom, significaria que mais vale tarde do que nunca - sempre suspirei por ser mais alta. Não que seja baixa. Mas, ainda assim ,mais 10 cm seriam muito bem vindos. Mas não. No comprimento estão perfeitas. Queixo-me da largura. Aí encolheram, as antipáticas.
Coisas!
Acabado um bolo, não resisto e faço outro.
E assim, um bocadinho agora, uma fatia mais logo, encolhem-se-me as calças.

Hoje fiz este. Chamo-lhe Bolo Pudim, uma receita que esvoaça pela net e que recomendo.

Tal como o nome indica é um híbrido - metade pudim, outra metade bolo



A forma é forrada com caramelo o que lhe garante um sabor especial e uma humidade qu , aliada à leveza da massa do bolo, resulta num pitéu de se lhe tirar o chapéu.


Aqui, ainda no forno, assa durante 50 minutos, crescendo e cheirando muito bem.
 A olho, concluo que atingiu o ponto correto, quando começa a separar-se da forma.

Depois, viro para o prato de serviço e só retiro a forma quando arrefece completamente.
Não sei se estão a ver a ideia - é que assim não há gota de caramelo que se perca.
Uma verdadeira desgraça.

Beijo
Nina


terça-feira, 31 de março de 2020

Revolução




Na minha vida tudo isto é uma revolução. Revoluciono hábitos e horários e, de repente tudo muda.
O meu lazer transformou-se em frenética atividade doméstica. Passei a executar atividades que me eram alheias há muitos anos. Por exemplo, (até) limpo janelas. E descobri que não é nada do outro mundo. A coisa faz-se. Sem pressa, faz-se.  Mantenho a casa organizada com as tarefas de todos os dias - a cama é feita, as casas de banho são limpas, um aspirador leve e sem fios garante a ausência de poeira..


Por exemplo, a minha cozinha que, como todas as cozinhas de todas as casas do mundo, tende para uma certa desarrumção. Pois, é falso!
A minha cozinha nunca esteve tão arrumada como nos dias que correm.

Na cozinha preparo refeições. Na lavandaria trato das roupas, tendo descoberto a quase inutilidade do ferro de passar - da secadora as roupas saem quase impecáveis.
Encaro toda esta atividade como ida ao ginásio.
Desço as escadas até à garagem onde é depositado o lixo, de dois em dois dias. Nada de elevador.
As compras são feitas on-line.
Dei por mim a adaptar-me sem complicação a uma ou outra falha, esperando pacientemente que o produto seja reposto.
E assim se vive.
Se escaparmos à pandemia, todas as restrições valeram a pena e delas consegui até extrair ensinamentos ... de repente , por exemplo, descobri o prazer imenso de viver sem empregada.
Sou bem capaz de, no futuro, manter este esquema.

Tenham um bom dia - embora, assim de repente, não saiba em que dia da semana estou.

Beijo
Nina

domingo, 29 de março de 2020

Por aqui


Por aqui, uns dias razoáveis outros assim, assim.

Lá me vou ocupando e acho que nunca tive a casa tão limpa. Infelizmente, temos tempo, demasiado tempo e, por isso, não exagero na faxina. Vou intervalando com a culinária - isto vai dar asneira, peso excessivo  e roupa a encolher - com alguma leitura, filmes e séries e, claro, o meu tricô.

Terminei ontem um camisolão que, na pressa de oferecer, não fotografei. Foi o meu primeiro trabalho para homem, tricotado a medo e com imensas dúvidas quanto ao tamanho. Felizmente  assenta como uma luva. Agora, afoita, outros virão.

Entretanto, para esvaziar as gavetas (são várias, sim) comecei uma blusa/camisola às riscas.






Desconfio que o material é insuficiente e porque não pretendo interromper a quarentena, tentarei que me forneçam o necessário sem que tenha de me deslocar à loja. Se tal não for possível, vou certamente descobrir outro afazer para preencher os meus pacatos serões.

Perdi a noção do tempo. Não sei a quantas ando. Acabo de descobrir que hoje é domingo.
Tenham, portanto, uma semana tranquila.
Cuidem-se e nada de correr riscos.

Beijo
Nina

terça-feira, 24 de março de 2020

Companheiro

Camarada, amigo, não me largou toda a tarde.
Fez o seu papel que foi um gosto.
Lavou, esterilizou e diria até que dizimou qualquer bicharoco indesejável.


Chamam-lhe Vaporetta porque, como o nome indica, limpa a vapor


Estava há meses esquecido.
Já tinha perguntado o porquê, mas não obtive resposta que me convencesse.
Hoje descobri a razão e redescobri a maquineta.
É que o aparelho limpa que se farta, a 120 graus, dizem, mas deixa cá umas dores nas "cruzes" bem desagradáveis.
O certo é que tenho a casa mais desinfetada das redondezas.
E o resto são tretas!

Beijo
Nina

domingo, 22 de março de 2020

Domingo

Domingo igual a quarta ou a qualquer outro dia da semana. Há 48 horas que não destranco a porta. Limito-me às janelas escancaradas de manhã à noite.

Passei parte da manhã no terraço, jardinando e aproveitando o sol.

Após o almoço pareceu-me boa ideia aspirar a casa toda. Casa aspirada, dispus-me a fazer nova encomenda no Continente on-line, mas, tal como a anterior só será entregue em Abril. No problem! Tudo sob controle.

Dediquei-me a seguir ao casaco.






Faltavam os botões e já que sair de casa não é possível, revirei caixas e caixinhas e consegui descobrir 6 que me agradaram. Acabei de os pregar e gostei do efeito.
As cores não são exatamente as que aparecem na imagem. De facto são muito mais bonitas, mais brilhantes.

O fio é fino e leve, apropriado para a Primavera , combinando lindamente com jeans e branco. Estou animada com o resultado.

Entre mãos tenho um camisolão que deu muita mão de obra. Está quase pronto. Mais umas voltinhas na gola e fica despachado.

Por acaso tenho um razoável depósito de fios, por isso, concluído o camisolão decidirei qual a próxima empreitada.
Tenham um bom domingo, ocupem-se e fiquem bem.

Beijo
Nina