domingo, 17 de fevereiro de 2019

Braga ... de novo!

Braga fica a 50 Km ao norte do Porto. Chega-se lá num instante seguindo pela A3 e, ultimamente, temos repetido a visita, porque de cada vez que lá vamos descobrimos coisas e lugares novos e interessantes para visitar.
Por isso, na última sexta-feira, repetimos a experiência.
Seguindo as indicações para o centro, encontrámos, no Campo da Vinha, um parque de estacionamento subterrâneo, gigantesco, que é o local ideal para guardar o carro. Depois é caminhar pelas ruas exclusivas para peões. São ruas antigas, com comércio tradicional que, só por si, é uma atração.



Por exemplo, nesta mercearia centenária, o bacalhau é rei!


Rei há mais de um século!


Vi também uma variedade imensa de conservas, que só não comprei porque não me apetecia carregar embrulhos

Para uma próxima ida a Braga, vou organizar-me de modo a comprar bacalhau (com excelente aspeto) e conservas, no percurso de regresso ao carro - vivendo e aprendendo, sempre!



Apesar de já ter visitado a cidade vezes sem conta, apenas numa ocasião, em criança, entrei na Sé catedral.
AQUI, informações sobre esta igreja:





SÉ CATEDRAL DE BRAGA

“É MAIS VELHO DO QUE A SÉ!”
Conhece a expressão popular “mais velho do que a Sé de Braga”? Não é utilizada por acaso! Esta é a catedral mais antiga do país e, curiosamente, o seu primeiro projeto de construção começou a ser criado antes de Portugal ser uma nação.
A cidade de Braga nasceu e cresceu em redor da Sé Catedral e hoje podemos observar as influências das mais variadas épocas nas suas paredes e fachadas e no seu interior predominantemente barroco.
A entrada principal e a entrada lateral fazem com que os locais utilizem a catedral para cortar caminho no meio das suas rotinas atarefadas e dão à Sé um encanto invulgar, quase familiar, que mostra a grandeza deste espaço. É muito mais do que um ponto religioso ou turístico. É parte da vida dos bracarenses.
A Sé continua a ser um grande símbolo da cidade e continua a surpreender quem lá entra. Os tetos, os órgãos de tubos, o altar tão especial com um frontal construído a partir de uma peça que restou de um antigo retábulo, mandado fazer por D. Diogo de Sousa para construir a capela-mor... A Sé Catedral e as capelas mais pequeninas que a rodeiam são especiais em cada um dos seus recantos e não pode deixar de visitá-las!
Dica Cool: Pensa-se que a Sé de Braga assenta nas fundações de um antigo mercado ou templo romano dedicado a Ísis porque, numa das suas paredes exteriores, existe uma pedra votiva com essa indicação. É um detalhe que passa despercebido aos olhos de muita gente. Descubra-a!
O interior é bem mais rico e interessante do que o exterior:







O orgão é imponente!








Gostaria de ter acompanhado uma visita guiada, mas, naquele momento não estava nenhuma prevista. Foi pena.
Ainda assim fiquei impressionada com o monumento, em que se vislumbram vários estilos -  "Arquitetura gótica, Arquitetura românica, Arquitetura barroca, Moorish architecture, Estilo manuelino" 


A seguir almoçámos.
Come-se bem em Braga e o prato emblemático é o BACALHAU À BRAGA - frito em azeite, acompanhado por batatas fritas cortadas em rodelas e coberto por abundante cebolada. É muito bom.
Nunca o cozinhei, mas questionei o funcionário que me deu indicações úteis.
Como sobremesa, PUDIM ABADE DE PRISCOS, uma bomba calórica, mas inegavelmente bom.

Sábado com sol foi também um dia muito bem passado na companhia de amigos, lá por terras da Galiza, concretamente em Baiona.
Hoje, o tempo ameaça chuva, mas , pela manhã, ainda permitiu uma longa caminhada junto ao mar. Tão bom!

E assim nos preparamos para mais uma semana.

Verifico que tenho dado muito menor atenção ao blog, o que é natural, atendendendo às solicitações do INSTAGRAM  - podem encontrar-me AQUI - e do FB, onde estou AQUI

Sinto que os blogues estão a perder terreno face às restantes plataformas. É pena. Mas, se calhar, inevitável e imparável.
No blog a intimidade é incomparavelmente maior, mas, reconheço que exige tempo e apetência para escrever.
Ando por aqui desde 2011- 8 anos, já cá cantam!
Tem sido bom, gratificante e enquanto o for, manterei o blog embora o meu  ritmo tenha baixado consideravelmente.
Continuo a ter visitas e comentários (embora em menor número), mas, os blogs que sigo desde o início - esses sim -  postam cada vez menos, enquanto que as publicações no Instagram e no FB se mantêm em crescendo.
Sinal dos tempos, concluo!
Vamos indo e vamos vendo ... sem dramas!

Boa semana.

Beijo
Nina



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Leite Creme


Depois de ter publicado no Instagram - podem ver AQUI - uma sobremesa de Leite CremeQueimado,  recebi pedidos para que publicasse a receita.
Tradicionalmente (antes de possuir a Bimby) seguia a receita do Pantagruel e conseguia um resultado insuperável. Aliás, já em 2013 publiquei todo o procedimento AQUI (embora com ligeiras alterações relativamente à receita clássica do Pantagruel).
Essa reza assim:

Leite - 7 e 1/2 dls
Açúcar branco - 300 g
Gemas de ovos - 9
Farinha maisena - 2 c. de chá
Vagem de baunilha - 1/2

       
Desfaz-se a farinha num pouco de leite frio.
Põe-se ao lume o restante leite com o açúcar e a baunilha.
Quando estiver bem quente, retira-se do calor, junta-se a farinha desfeita no leite, mexe-se e volta ao lume para ferver.
Retira-se e, quando morno, adicionam-se as gemas muito bem batidas.
Volta ao lume, em calor brando, mexendo continuamente para engrossar, sem deixar que ferva.
Retira-se a baunilha e despeja-se numa taça ou em taças individuais.
Polvilha-se com açúcar e queima-se a superfície com a pá elétrica muito quente.
Em alternativa pode servir-se polvilhando a superfície com canela.

Depois da Bimby - posso afirmar que, na minha cozinha, existe um tempo antes da bimby - AB - e um tempo depois da Bimby -DB - passei a seguir a sua própria receita, muito mais rápida, mais prática e absolutamente segura, de acordo com a minha experiência, já que esta é uma sobremesa recorrente cá em casa - quando não tenho nada para a sobremesa, o leite creme é a solução.

Este segundo processo desenrola-se assim:





INGREDIENTES

8 dose/s
  • 1000 g leite
  • 6 gemas de ovo
  • 200 g açúcar
  • 40 g maizena
  • Casca de 1 limão, só a parte amarela
  • açúcar mascavado, p/ polvilhar

  1. Coloque no copo o leite, as gemas de ovo, o açúcar e a maizena e programe 15 seg/vel 3,5.
  2. Adicione a casca de limão e o açúcar mascavado e programe 12 min/90°C/vel 2,5. Retire a casca do limão e deite de imediato para uma travessa.

  3. Deixe arrefecer antes de servir, polvilhe com bastante açúcar mascavado e queime a superfície com um ferro quente.

Beijo
Nina

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Folar de Trás-os-Montes


No último post que publiquei, na última segunda-feira, falei de algumas das coisas que me fazem feliz - tal como acontecia na Música no Coração ... lembram-se?
Eram coisas tão simples como " ... gotas de chuva no rosto e de ter férias quando vem Agosto ...", porque, de facto, as melhores coisas da vida "são grátis ..." como já, um dia, vi gravado numa das Twin Towers em Nova York, quando, nem nos nossos piores pesadelos se imaginava o dia terrível em que desabariam.

Não levando rigorosamente à letra  o "grátis" - porque , realmente, nada o é - interpreto a afirmação como sendo um argumento sábio, isto é, não se pode nem deve adiar a felicidade, aproveitando-se com ganas (como dizem os espanhóis) cada minuto da vida, tempo único e irrepetível que pouco depende do dinheiro.

Por isso - voltando à argumentação inicial - enumerei algumas das coisas que me fazem feliz todos os dias ... as minhas coisinhas que enchem os meus dias.

Então, falei muito por alto numa Bôla de Carne, designação incorreta pois o seu nome próprio é ...
FOLAR DE TRÁS-OS-MONTES.

Já o tinha comido, há muitos anos,  mas não fazia a menor  ideia de como se preparava.

Foi então que uma amiga generosamente me cedeu a receita.
Li, reli e tirei dúvidas.
Esclarecida e convencida embarquei na primeira aventura do Folar, tanto mais que era preparado na Bimby o que, parecendo que não, facilita muitíssimo a tarefa.

Entretanto, recebi pedidos para publicar a receita que, não sendo minha, exigia a anuência de quem ma transmitira. Pedi e obtive-a. Por isso a compartilho.
Ora atentem:

INGREDIENTES

500 g fe farinha T65
150 g de margarina
40 g de azeite
6 ovos + 1 gema para pincelar
1 saqueta de fermento de padeiro seco ou 1 cubo de fermento fresco
1 pitada de sal
Óleo para untar a forma
Presunto, salpicão, chouriço de carne, bacon

PREPARAÇÃO

Deitar no copo da Bimby os ovos, a margarina, o azeite, o sal, e misturar 37 graus/ 2 minutos / velocidade 4.
Juntar a farinha e o fermento e amassar 5 minutos velocidade Espiga.

Retirar a massa do copo, polvilhar com farinha, fazer um corte em cruz por cima.
Cobrir com um pano e deixar levedar em local quente, até dobrar de volume.

Estender (com a mão) a massa, dispondo as carnes. Fazer várias dobras e sobrepor mais carnes.
Colocar numa forma redonda untada com óleo e deixar levedar novamente.

Pincelar com gema de ovo batida e levar ao forno previamente aquecido a 180 graus, durante 45 minutos.

Segui escrupulosamente estes passos e fiquei a observar o crescimento do Folar.

Como cresceu!
Como estava lindo!
Dourado!
Fofo!

Ainda não completamente frio, decidi provar!
Que bom!

Isto foi  2ª feira à tarde!
Em 2 dias, dois gatos pingados, piscos, daqueles que petiscam ,
 mas não fazem jus aos pitéus - concretizando, eu e o meu 
marido - conseguimos a proeza de devorar o folar. 
Tão depressa que não fotografei (na verdade tenho
 duas fotografias no Instagram, mas, a minha competência 
não me permite importá-las para o blog, mas se quiserem
 vê-las estão AQUI e AQUI )  

Não interessa.
Têm que acreditar na minha palavra sem provas documentais.
É incrivelmente bom!


Já me lembrei não sei quantas vezes de repetir o folar.
Hoje. 
O mais tardar, amanhã.
Mas não! 
Não pode ser.
Um por semana parece-me mais que razoável. 
Mais, não!
Mas que me apetece ... lá isso apetece.


Beijo
Nina




segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Segunda-feira, de novo!

Há quem desenvolva forte embirração pela segunda-feira e com razão, pois significa o regresso ao trabalho, às rotinas fora de casa que nem sempre são gratificantes.
Aliás, na minha perspetiva , raramente são.
As  tais rotinas.
O meu lugar preferido é em casa. Desde que sem limitações. Gosto de estar, de trabalhar, de descansar em casa. Daí que as segundas-feiras não ensombrem o meu humor.
Dias virão em que será normal, banal, trabalhar a partir de casa, de uma forma generalizada e não excepcionalmente como hoje acontece.

Há tempos, recebi um e-mail convidando-me para participar num programa televiso - desses que passam durante a tarde e que devem ter chegado a mim através do blog ... - para dar o meu testemunho sobre a "aberração" que é ser (apenas) dona de casa.
Imediatamente respondi que não, que era a pessoa menos indicada para defender o tema, uma vez que, do fundo da alma, toda a vida achei que ser dona de casa, sendo dona da (minha) vida, é uma tarefa muito gratificante (da qual, com grande pena, não pude usufruir) - porque precisava de ganhar o meu próprio dinheiro e só o conseguia trabalhando fora.
 Acabei por não aceitar o convite, não cedendo à insistência da minha interlocutora, por razões várias, entre as quais oa obrigatoridade de me deslocar a Lisboa.

Não preciso sequer de companhia. Sei estar sozinha comigo sem dramas. Aliás considero-me uma excelente companhia.
A liberdade que é não ter horários não tem preço.
E escolher as companhias, tão pouco - lembro bem todos os "sapos" que engoli.
E que não me deixaram boas recordações.

De modo que, voltando ao início de conversa, segunda-feira é bom.
É recomeçar.


Mimos ...

... às orqídeas que começam a florir.

Transplantar begónias ...

Rapidamente agradecerão o carinho.

Agendei para hoje umas atividades de jardinagem - mudar dois vasos que precisavam de um contentor maior e apliquei estacas nas minhas orquídeas que depois de um longo período de hibernação, mostram que vão florir não tarda nada.

A bola de carne transmontana promete e cheira muito bem.

Ao bolo juntei desta vez côco e mirtilhos.
Já provei. Nunca falha. Está ótimo.
Na cozinha houve igualmente grande atividade - logo a seguir ao almoço preparei o bolo da praxe (de iogurte, claro, desta vez com côco) e aventurei-me na preparação de uma bola transmontana, de que muito gosto, mas que, até ao momento me tinha limitado a comer.
Uma amiga facultou-me a receita e logo veremos como me saí.


Comecei novo projeto - uma camisola/ topdown num fio matizado

Diria que este modelo é como o bolo de iogurte - nunca falha ...

Sucesso garantido!

Do fim de semana que foi muito bom - tenho esta mania de gostar ...- ficaram dois ou três filmes, muita leitura, muito chá, um almoço perfeito em Eiras ( já mostrei no Instagram) e também muito tricô junto à lareira acesa.
Nada de especial, portanto.
Apenas o suficiente para eu ser feliz.

Beijo
Nina

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Passou!

Passou!
Acabou!
Foi-se!
A maluqueira, a impossibilidade de comentar.
Assim como se instalou, vindo do nada, assim sumiu, desvanecendo-se no ar.
Já estou de novo  senhora da situação.
Poderosa!
Comentando.
Novamente.

Beijo
Nina 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Comentários

Estou aqui que não posso.
Explico:
Não consigo deixar comentários nos blogues que visito.
Só eu ou mais alguém sofre do mesmo mal?

Expliquem-me!
Beijo
Nina 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Sempre o mesmo bolo ...



Sempre o mesmo bolo, o de iogurte,  mas sempre um bolo diferente.

Desta vez com sabor a laranja e coberto com tiras de fruta cristalizada.






Este bolo é,  por assim dizer, o bolo perfeito  por vários  motivos:

- É  siimplicissimo. Não  exige ingredientes complicados, apenas o iogurte, açúcar,  ovos, farinha com fermento e óleo  que pode ser substituído por manteiga. Nada daquelas coisas modernas e esquisitas, daquelas que quase ninguém  tem em casa, daquelas que imediatamente  me fazem passar a vontade de fazer o bolo.

- Faço-o na Bimby, porque é  rápido  e porque assim dou uso à  maquineta.

-Resulta num bolo fofo, pouco doce, agradável  até  para quem, como eu, não  delira com doces. Este combina lindamente com chá  e até ao pequeno-almoço  (café da manhã ) com uma fatia de fiambre ou de queijo.

- Assa em 30 minutos. Espera 10 para ser desenformado.

É  tudo.

A receita está no site da Bimby, sem segredinhos, sem mistério.

Num dia como o de hoje, particularmente  horrível  com chuva permanente e frio agreste, só  uma fatia deste docinho animará a minha tarde.

Beijo
Nina