domingo, 26 de março de 2017

Oh !!!!


A CAMISOLA / BLUSA vermelha,, oversize, fofa e quente , uma vez concluída foi guardada numa gaveta, pensando eu que só no próximo Inverno seria vestida - depois dos dias quentes do início de Março.

Afinal, infelizmente, enganei-me, porque o tempo tem sido aquilo que se vê, miserável, com chuva, vento, frio e neve na serra.

Daí que para aproveitar o lado bom da meteorologia, no último sábado,  vesti a camisola/blusa vermelha. E gostei imenso.
É confortável e apesar do tamanhão, elegante.
Só não admite casaco!
Por isso, carrego uma écharpe, quase um xaile, que compõe "o boneco", em caso de necessidade.






 



Ainda que possa não parecer esta é tarefa de / para principiante:
- 2 rectângulos grandes, um para a frente, outro para as costas;
- 2 rectângulos para as mangas
- Nada de cavas, nada de decote;
- Coser as costuras;
- Tricotar a gola

Está pronta!

Tão aprovada que, se calhar, ainda tricoto uma segunda.
A ver ...

Beijo
Nina


quinta-feira, 23 de março de 2017

Manias


Não gosto de alturas, tenho vertigens, nem de espaços fechados, tipo túneis ou grutas - ronda-me a claustrofobia. De resto, tirando baratas, não sou pessoa dada a  chiliques! Controlo-me, é tudo. Mesmo nas alturas, mesmo nas grutas, controlo-me. O mesmo não direi face às baratas, que as bichas fazem-me perder as estribeiras, vá-se lá saber por quê.

Voltando às alturas e passando para a estatura, sou medianamente baixa, medianamente alta, mas gostaria muito de ser decisivamente alta.
Também aprecio e privilegio o conforto Daí que, desde que ficou aceitável e, mais que aceitável, giro, adoptei sapatos, ténis, sandálias, botas e botins baixos, estupidamente confortáveis abdicando da (tola) pretensão de (parecer) ser alta.

De vez em quando, porém, tenho uma recaída e aventuro-me, arrisco, aposto nos saltos altos - os tais que usava diariamente.



Como estes ...


Aparentemente inocentes, não demasiado altos, não demasiado finos - pelo contrário, o tacão grosso promete caminhadas suaves, não promete?
Mentira!
São perfeitos instrumentos de tortura!




Calcei-os, caminhei até à garagem, sentei-me no carro ...

Quando saí e me equilibrei em cima deles, senti facas  nos pés e, se há coisa que não suporto  é este tipo de atrocidade, verdadeira técnica de tortura.

Olho para as lojas e se vejo muito sapato sem salto vejo igualmente outros absurdamente altos. Questiono-me:
- Quem consegue equilibrar-se em tais andas?
- Eu, não!

Apressei-me para regressar a casa e libertar-me do suplício.
Não é mania, não. É dor real. Lancinante. Insuportável.
Abaixo os saltos altos.

Beijo
Nina



terça-feira, 21 de março de 2017

Inspiração


Dei a este texto o título de "Inspiração", mas poderia igualmente chamar-lhe "Aprendizagem".

Explico:
Criatura curiosa como sou, facilmente tenho a ilusão de que sou capaz de ... muitas coisas, incluindo costurar.
É certo que quando utilizo este verbo, longe de mim a ideia de que vou fazer roupa - não vou, nem quero! O que eu quero mesmo é concretizar projectos simples essencialmente virados para artigos de casa, como almofadas, toalhas, panos da louça e sacos - muitos sacos de todas as formas e feitios - por isso colecciono no meu Pinterest modelos para lá de giros.  

Na net - essa grande professora e musa inspiradora - tenho adquirido as noções básicas.

Aí, na net, faço questão de nomear uma pessoa (poderia e deveria apontar muitas outras, mas por uma questão de ordem, hoje falo apenas na



Conhecemo-nos há muito tempo, quase desde o início do (meu) blog. A certa altura, com grande pena minha, perdi-lhe o rasto . Depois, inesperadamente, voltámos a cruzar-nos. Fiquei muito feliz. Fiquei a ganhar com o reencontro. Por isso, os blogs da Denise - um de craft, outro de culinária - são para mim uma referência incontornável.

A ela devo  ter voltado à costura, já que a sua obra é imensamente inspiradora, já que tudo quanto faz, faz bem, faz bonito - e ensina o "como".

No meu canto de costura armazeno panos e paninhos e nem me passa pela cabeça deitá-los ao lixo, porque, conhecendo-me - sei que sou de fases e de impulsos - acabarei por voltar "ao local do crime".

Com a  Denise aprendi a brincar com formas e ousar até algumas ambiciosas estratégias ...



... tais como as que a imagem documenta - o CATAVENTO.

Não vou explicar nada que ficariam a perder com a explicação.
Indico antes o caminho para tirarem dúvidas, para que, com a maior simplicidade se faça luz!


Costurei seguindo o PAP ...

... pois então!
E foi fácil, foi simples , foi uma agradável forma de passar algumas horas desta tarde caseira quando ainda me recomponho da miserável gripe que quase me abateu ...


A verdade é que já há algum tempo tenho vindo a cortar "quadradinhos"


Todos com 15cm de lado - apenas porque me pareceu um numero simpático, quadradinhos de todas as cores e padrões...


E, se os primeiros foram aplicados no chamado "Catavento", conclui que para uma manta - vai ser uma manta, sim! - prefiro uma junção mais simples, com menos costuras e, ainda por cima, mais fácil.


Para cada bloco escolho 4 quadrados, com 2 padrões. 

Depois ligo-os, atenta às costuras, passo e volto a passar a ferro e reservo.

Quando a dimensão me agradar, vou ligá-los entre si utilizando um tecido branco e pronto!

Foi uma tarde de inspiração, uma tarde de aprendizagem, uma tarde de opções e de total liberdade, porque, o bom deste tipo de costura é que, seguindo regras básicas, as escolhas são nossas, a criatividade é total e o resultado será, garantidamente, peça única, irrepetível, feita com carinho, sem pressas, na espuma dos dias.

Beijo
Nina

segunda-feira, 20 de março de 2017

Ainda as flores ...

... naturais ou artificiais?

Para mim, naturais, sempre!
Porque trazem vida para dentro de casa, porque exigem atenção e cuidados, porque me fazem bem.

Porém ... reconheço, é complicado manter a casa florida, especialmente certas zonas da casa, especialmente porque a sua manutenção é cara.
E, porque o bom é inimigo do óptimo, concedo a presença de artificiais em certos cantos e recantos, tanto mais que, dada a sua alta qualidade - não só à vista, mas também ao toque - se atinge um grau de elevada autenticidade.

Os exemplos que mostro serão, eventualmente, arranjos compostos por flores naturais, mas sugerem  composições belíssimas ...

No meu Pinterest formei um álbum com arranjos florais cada um mais bonito que o anterior  e nele bebo inspiração.

Tons quentes:

Este conjunto em cores quentes pode ser visto AQUI



Todas as flores são lindas, uma obra-prima da natureza, mas, quanto à cor, tenho preferência pelo branco:

Simple wedding bouquet of Lily of the Valley and Avalanche roses by Paula Pryke Mais:

AQUI, os próprios caules mergulhados em água fazem parte da beleza do conjunto.


No campo recolho muitas das minhas flores, mas, nem sempre as há.
Artificiais e perfeitíssimas, simulando as campestres,  comprei algumas.


Rustic Galvanized Metal Porch Planters:

AQUI, uma composição rústica, com objectos reciclados e plantas mais ou menos bravias.



Para um ambiente mais cuidado ...


Sábado é dia de flores!:
... como AQUI, flores e ramos de arbusto ...


Finalmente, as eternas rosas, as fantásticas tulipas ...

Arranjos florais - Blog Pitacos e Achados - Acesse: pitacoseachados.w... - www.facebook.com/... - #pitacoseachados:

Não sei se AQUI são verdadeiras ou artificiais, porque a água na jarra pode muito bem ser um artifício - que eu própria utilizo para dar maior realismo ao conjunto.
Sei, isso sim, que já fui muito mais reactiva às flores artificiais.
Actualmente reconheço-lhes qualidade e não me parece que devam pura e simplesmente ser excluídas apenas porque são a fingir - são a fingir, mas são lindas!
Abaixo os preconceitos!

Beijo
Nina




domingo, 19 de março de 2017

Coisas ...


Na última quarta-feira comecei a sentir-me estranha, era uma dor surda ao engolir, era uma ardência no nariz, eram os olhos que lacrimejavam sem motivo.
 Oh! diabo! estarei a chocar uma gripe?
 Eu que até me vacinei muito contrariada ...
 Será?- Interrogava-me.
Era!
Na quinta-feira dissiparam-se as dúvidas.
 Um mal estar difuso, uma impaciência, um não querer nada que me incomodava. 
Feito o teste do termómetro lá veio o veridicto inquestionável - quase 39 graus!
 Como me sentia mal!
 Como me sentia desgraçada!
Tratei de me hidratar com litradas de chá, muito mel, muito limão e um antipirético.
Sobrevivi depois de uma noite insone - o quadro , vá-se lá saber por quê , agrava-se imenso durante a noite!

Sexta-feira  a situação estabilizou. A má disposição manteve-se, mas a temperatura desceu
. Passei à fase dos lenços, caixas, montanhas de lenços  e um nariz transformado em torneira.
Segui-se a tosse, uma tosse irritativa, seca, alérgica, malvada ...

Sábado atrevi-me a sair embrulhada e sufocada por trapos.
É que a cabeça exigia espairecer.

Foi ainda um dia mau - almocei fora, mas jantei em casa, enterrada num sofá, com pouco ânimo, que estas viroses fazem tão mal à alma como ao corpo.

Hoje, dia do pai, sinto-me verdadeiramente melhor, capaz de preparar o almoço para o pai desta família - que correu muito bem, muito obrigada - e já com ideias e vontade de fazer coisas.

Inventei detalhes para inovar a decoração, que, como todos sabemos, nunca, mas nunca, está concluída, já que a decoração é um estado de espírito, um contexto que nos determina na mesma medida em que a determinamos, numa acção tipo estrada de dois sentidos.
Pronto!
Farto-me de aqui e noutros espaços e ambientes, repetir o meu conceito de decoração, uma coisa viva que apenas estará concluída quando ( o diabo seja surdo ...) eu por ela deixar de me interessar - o que será sinónimo de muito desagradável situação!
Adiante ...

Não sendo adepta de artificialidades, não o sou igualmente de flores ou plantas artificiais salvo raras e honrosas excepções.




É que as ditas flores artficiais têm vindo a ganhar uma perfeição no acabamento que, até ao toque enganam 

Sobre a bancada de uma casa de banho resolvi compor um flamejante ramo de narcisos ...

... e que bem ficaram, e que bem alegram o ambiente!

Noutro local, num mundo azul, coloquei quatro fantásticas tulipas brancas ...


Misturadas com a folhagem de orquídeas, brilham!

O termo é esse ...

Brilham ...

Este tipo de flores são caras, são muito caras!
Ainda assim dou por muito bem empregue o dinheiro já que aportam vida e alegria à minha casa.
Não peço mais!
Quero harmonia, um toque de cor e alegria e um profundo sentimento de vida.

Estarei sozinha nesta avaliação face às flores artificiais?
Acham-nas lindas?
Acham-nas intoleráveis?
O que acham?

Beijo
Nina

quinta-feira, 16 de março de 2017

Pão-de-Ló

Nesta (minha) casa sempre existe bolo caseiro, de preferência simples, sem recheio nem cobertura, pronto para acompanhar o café ou o chá e mesmo substituir o pão ao pequeno almoço.

Não sou de exageros nem de gulosos pecados, mas um bocadinho cai sempre bem.

Depois que me tornei feliz proprietária da Bimby, a tarefa simplificou-se deveras , porque, se existem capítulos em que a maquineta não me convence, no que diz respeito aos bolos revelou-se o suprassumo  da praticidade. É que pesa, indica as funções e apita quando a tarefa está concluída - só lhe falta falar, diria (mas, como já referi, apita!)

Sem nenhuma programação ocorre-me , assim  de repente, preparar um bolo e pronto, preparo. Ele há o de iogurte, de limão, pão-de-ló, clássico, bolachas e bolinhos - que num abrir e fechar de olhos ficam prontos para entrar no forno.

As receitas encontram-se muito bem organizadas no livro e na "pen" da máquina que indica no ecrã cada passo a ser seguido. Não falha!


A receita pode perfeitamente ser reproduzida numa batedeira normal, mas aqui, ganha em comodidade.


Preparada a massa foi despejá-la na forma previamente untada - a propósito, descobri um spray que substitui maravilhosamente a manteiga nesta etapa e, até ao momento nada agarrou! - levá-la ao forno e  ...


Voilá!

Pão-de-ló fofo e perfeito.


Tão fofo e tão perfeito que caminha a passos largos para se extinguir ...



Com uma casquinha crocante no exterior e uma massa fofa e ligeiramente húmida no interior,
 com sabor de bolo de infância ...


Só por esta perfomance em termos de bolos já se justifica a aquisição da geringonça maquineta.

Beijo
Nina

quarta-feira, 15 de março de 2017

Roupa nova?

Esta a pergunta que repetidamente ele me dirige, ao que eu, quase sempre respondo:
-Não! Não é nova, mas está nova.

Bem sei que tenho muita roupa, demasiada roupa, mas, porque será que quando a fatiota é mesmo nova, passa despercebida? Porque será?
Serão os homens sujeitos a lapsos frequentes de memória?
Serão apenas cautelosos e, não querendo correr o risco de deixar passar o elogio que se impunha, elogiam sem critério?
Serão mesmo assim tão irremediavelmente despistados?
Serão?

Não sei!
Sei apenas que estes piropos inconsequentes me são dirigidos a despropósito!

Ontem pus um vestido de malha bem antigo, com anos de vida em meu poder.
É verdade que este ano ainda não lhe tinha tocado. É verdade! Porém tenho a certeza absoluta que se o tivesse visto noutro corpo o reconhecia.
Se calhar estamos perante um tipo de amnésia selectiva, isto é, para eles trapos são e sempre serão apenas trapos que naquelas cabeças desarrumadas se misturam em trouxa informe.
Agora se se tratasse de um automóvel, aí não haveria hipótese de confusão, porque desde as rodas, às jantes, à grelha, ao motor - uma coisa de cavalos que ouço até à náusea e de que não entendo nada, nem quero entender  - aí todos os detalhes, todos os pormenores, todas as vírgulas seriam infalivelmente precisas e de milimétrico rigor.

Homens ...!

O tal piropo desadequado aplicou-se aqui:



Um vestido de malha hiper colorido - impossível ser confundido por uma mulher ...

.. sobre o qual vesti um blusão de couro ...

.. porque, o vento é agreste ...


... e receio ter-me constipado - o nariz pinga e a garganta dói.




Hoje calcei sapatos novos e ... nem uma palavra!
O que é que eu disse?
É amnésia!
Amnésia particularmente dirigida aos trapos!

Beijo
Nina