segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Do fim de semana ...


Saímos procurando o Outono.
Queríamos vê-lo nas árvores douradas e vermelhas, nos tapetes de folhas, e na vegetação rasteira que se tinge de roxo.
Queríamos fotografar o Outono idealizando faias douradas e vinhas sangrentas.
Daí não passámos. Do sonho.
A zona que visitámos estava linda, mas não ainda deslumbrante. Há que dar tempo ao tempo, suponho. Talvez para a semana, quem sabe?

Ainda assim valeu a saída, primeiro na Galiza, junto ao mar e a seguir em Portugal, às portas do Gerês.


Vesti-me de vermelho, porque é uma das minhas cores ...




Dos saldos da Zara, esta blusa ..

... com colar ...


... casando com o resto.




Combinei com o preto e branco das calças e a carteira vermelha que, se por acidente, me toca diretamente a pele, produz descomunal alergia ...

...e blusão de couro preto, muito, muito antigo - daquelas peças que merecem o investimento porque NUNCA passam de moda.

O dia estava sereno, quase quente, quase de Verão ...


À falta do tapete que queria dourado e não achei, contentei-me com as humildes florzinhas selvagens 

Almoçámos bem e bebemos vinho branco.

Achando que duas doses seriam excessivas ( e foram) questionei a empregada.
Assim me esclareceu:
- São nada!
É preciso encher "aqui" e "aqui" - e apontava detalhes anatómicos que, em mim,  não pretendo de modo algum "encher".
Porém, obedeci!
E deixei metade no prato!

Depois, do mar, seguimos para o interior.


Revisitando os espigueiros do Soajo ...

... seguindo depois, por estrada florestal, atá à Peneda, que se vislumbra ao fundo.

Lindos, os campos verdes divididos em socalcos.


O Santuário é, na sua ingenuidade, encantador ...
Encostado à gigantesca "Peneda"



Do santuário parte uma escadaria que, em cujo patamar, alberga duas capelas que representam cenas da via Sacra ...



Terminando neste arco ...

Que aloja este cruzeiro.

Daqui seguimos para Arcos de Valdevez, uma vila preciosa que mostrarei proximamente.


Beijo
Nina

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Sexta-feira de neblina e chuva miúda ...

Nunca uma sexta-feira tristonha me deixou tão bem disposta!

Que chova, que chova muito, que empape os solos e lave o ar, é o que necessitamos depois da calamidade , do horror dos incêndios, tanto mais que se prevê subida de temperatura para o fim de semana.

Fiquei em casa e continuei as arrumações, mas agora com um foco diferente - enchi vários sacos com roupas para o Inverno, bem como calçado, que vou enviar para as vítimas da catástrofe.


São casacos e camisolas de lã, algumas t-shirts e cachecóis ...

São sapatos e botas de Inverno ...

... Parkas, gabardinas e anorakes ...

Seguem também camisas de homem, bem como sapatos e roupa de casa.

Enfim, acredito que será uma ajuda bem recebida , imprescindível para quem tudo perdeu.

Quem pretender tomar iniciativa semelhante, vivendo aqui no Porto, poderá entregar os donativos na:

 Cruz Vermelha Portuguesa - Rua de Nossa Senhora de Fátima, 108 - 4050-425 Porto, com o telefone número - 22 600 63 53.

Esta delegação funciona de 2ª a 6ª feira, das 9H00 às 17H30M.

No resto do país, suponho que o contacto com a delegação local da Cruz Vermelha, funcionará igualmente como elo de ligação.

Tenham um bom fim de semana.

Beijo
Nina









quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Madeixas, mechas, nuances, transparências, luzes ...


Chame-se lá o que se chamar, este é um suplício  procedimento a que alegremente nos sujeitamos

em nome de um cabelo bonito.

Sou alérgica a tintas no couro cabeludo. Já insisti e o resultado chegou a ser assustador, de tal modo que me conformei a mostrar cabelos brancos semeados na cabeleira. Não são muitos, porque tive a sorte de ter sido favorecida pelos genes, mas estão lá . E eu não gosto.

Já que a necessidade aguça o engenho, facilmente cheguei a esta solução que (quase ) só tem vantagens. A saber:
- Só retoco as raízes da frente de 2 em 2 meses;
-Só em cada 6 meses "faço" a cabeça toda.

Perante a exigência imposta a quem pinta que se vê na obrigação de retocar as raízes cada 2 ou 3 semanas, este processo é incomparavelmente mais cómodo.

Então onde está o "suplício"? - perguntarão.

_ no tempo, no tempo imenso que demora a ser concluído - esclareço.

Com o cabelo ainda seco, inicia-se a cirurgia - são mechas finíssimas escolhidas, pintadas e embrulhadas em papel de alumínio.
Demoooooora!

Depois é necessário deixar que a tinta atue!
Demooooora!

Só então a especialista que, entretanto, examinou madeixa por madeixa, determina se é tempo de retirar a papelada e lavar.
Segue-se um banho qualquer;
Depois o hidratante que atua looooooongamente.
Só então o cabelo é lavado
Depois, seco.
E só depois, finalmente, estou pronta!

Fantástica e loira, mas com uma dor no pescoço considerável.
Mas valeu a pena, não valeu?

Beijo
Nina

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Chegou aquela época do ano ...


... quando, por muito que me custe - e custa-me imenso - tenho que trocar as roupas da estação passada pela que agora se inicia.

O ideal (inatingível) seria não me ver forçada a estas mudanças, mas ... o que fazer?
Cada um é como é e eu sou assim, gosto de roupa, gosto muito de roupa, acabando por ter mais do que o necessário.
Mas, já agora, entremos num debate filosófico:
- O que é o necessário?
- Quem sabe a resposta?
- O necessário para mim é, seguramente, supérfluo para outra pessoa.

Posto isto, adaptemo-nos à realidade, por outras palavras ... é o que temos!
Eu, pessoa que gosta de roupa e cai em frequentes tentações. Sempre assim fui e receio que sempre assim (alegremente) serei.

Portanto, quando os primeiros frios e as primeiras chuvas se anunciam ... troco tudo.

Foi o programa da tarde de ontem.


As calças (que se vêem em primeiro plano) são uma feliz excepção porque com ou sem casaco vestem-se durante todo o ano.

Já com os casacos a coisa fia mais fino - os de linho são arrumados esperando clima mais ameno.
Estes, apesar das cores suaves, são para o Outono/Inverno

Em gavetas fundas, guardo malhas volumosas por duas razões:
-1º porque ocupam imenso espaço se penduradas;
- 2º porque deformam no cabide, ao nível dos ombros.

Dobro as malhas e agrupo-as em três colunas, sabendo de antemão que dentro de semanas estarão todas misturadas.

Descobri um blazer "príncipe de Gales" antiquíssimo - o que prova que fiz muito bem em guardá-lo.
O vermelho é também do tempo da Maria Cachucha - deve ter uns bons 20 anitos ... e está na crista da onda em termos de moda.



Estes objetos informes são caixas desmontadas.
Nelas guardo roupas que não estão a uso.
Vão hibernar até ao próximo Verão.
E as meninas?
São umas princesas bem comportadas que dispensam esta confusão porque são moderadas nas compras ou são como eu?
As duas possibilidades estão super corretas! Não poderiam estar mais certas!
Chama-se direito de escolha e ainda bem que existe.

Beijo
Nina

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Antigo



Gosto do antigo, de muitos aspetos dos outros tempos, dos tempos em que se vivia mais lentamente, quando havia "tempo", disponibilidade para  afazeres que tornavam a vida mais bonita.
Não confundir com saudosismo, por favor.

É devido a esse gosto que me perco nas feiras de rua e nas lojas de caridade, resgatando tesouros - que provavelmente não passam de tralha, para quem deles se pretende desfazer.

Vem isto a propósito de lençóis - que adoro imaculadamente brancos, concedendo muito esporadicamente, uma leve corzinha.

De vários enxovais que fui herdando, e do meu próprio, acumulei uma tal quantidade que me parece impossível vir a ter necessidade, algum dia, de comprar lençóis novos - embora, às vezes, face à oferta da Zara Home, me apetecesse verdadeiramente alterar o espólio.

Infelizmente, algumas das preciosidades herdadas, pecam de defeito grave - são demasiado estreitos para as camas da actualidade. Tirando isso, são incomparáveis em beleza, como este:


É 100% algodão, por isso muitíssimo confortável ...

Na ponta, foi-lhe aplicada uma renda ...

... igual ao entremeio!


Dá um trabalhão !
Depois de lavado é passado a ferro com vapor ...

... ficando impecável!


Aqui, coloquei a colcha em tons pastel que aquece na medida certa, neste clima incerto.
Já tinha sido mostrada AQUI!

Para que não restem dúvidas da propriedade, um monograma bordado a branco completa o conjunto.



Da colcha, que não destoa, o pormenor dos pompons na borda.


Sou assim!
Antiiiiiiiga, não sou?

Beijo
Nina


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Mirador de Ezaro

Saindo de Finisterra em direção a Santiago de Compostela deve optar-se pela estrada marginal que se desenrola ao longo das rias. É um espetáculo a não perder.

Sucedem-se as baías e as praias de areia branca e água cristalina e a dada altura, encontra-se uma subida para o interior , apontando Mirador de Ezaro.

É uma subida muito íngreme que termina num planalto com uma vista deslumbrante.









Junto ao mirador, um monumento ao ciclista.
Haja pulmão e principalmente pernas para vencer esta encosta a pique!

Aldeias, foz do rio e o mar ...

Uma verdadeira foto de calendário.


Quase não me apercebera de que tinha estas fotos.
Felizmente vi-as a tempo, antes de limpar o cartão. Seria uma pena mandar para o lixo esta beleza.

Beijo
Nina


domingo, 15 de outubro de 2017

Do fim de semana ...




Do fim de semana que está quase a acabar tenho memórias, gratas memórias!
Fomos a Finisterra, lá na Galiza, um Cabo por muito tempo e por muitos considerado o lugar onde a terra acaba.



AQUI pode ler-se:

"Os romanos pensavam que este era o ponto mais ocidental da terra e, portanto, era aqui que o mundo acabava. Era o "finis terrae"Porque razão alguém viria ao fim do mundo?
Talvez porque o Cabo Finisterra esconde o verdadeiro segredo da Costa da Morte: paisagens agrestes e praias impressionantes, umas (ao abrigo do cabo) de águas tranquilas e outras de forte ondulação, como a Mar de Fora, uma das praias mais selvagens da Galiza. E a grande atração de todos os tempos: o por-do-sol sobre a imensidão do oceano, o mar do fim do mundo."



Numa rocha, sobre o precipício o símbolo principal dos caminhantes - uma bota.


Na Galiza, terra de muito granito, abundam os cruzeiros, os espigueiros e os paços .



O Farol!



Aqui em evidência ,,,



... e mais um cruzeiro.


Finisterra é uma pequena aldeia que vive das peregrinações e do turismo.
Fica a 4 Km do Cabo e possui praias belíssimas de fina areia branca e águas transparentes.
O mar é calmo, porque, na verdade se divide em rias protegidas, formando amplas baías. São as Rias Altas, verdadeiros paraísos com clima ameno.



Apesar de estarmos em pleno Outono, a zona fervilhava de turistas que arriscavam ir até à água para despedida, que o Inverno não tarda.




Na própria aldeia, multiplicam-se os cruzeiros ...





Este, invulgar, porque apresenta duas faces distintas.








A aldeia em si, é muito modesta, sem atractivo de maior ...



... com esta excepção - um monumento ao povo galego!



No Cabo, junto ao farol, a paisagem é impressionante ...


Esperámos o pôr do sol ...

Junto esta imagem da vegetação quase aquática - daria um quadro que não hesitaria em colocar numa das minhas paredes.

Até que as horas avançaram e tudo se transformou:
Não há como descrever o espetáculo. Não há!
Olhem:





A multidão reúne-se junto à escarpa e - acreditem! - faz-se silêncio.
Um emocionado e respeitoso silêncio face ao incrível poder da Natureza.

Fez-se frio e fez-se noite.

Fomos jantar!
O quê?
Pois que mais poderia ser?
Jantámos o que o mar generosamente fornece.





No outro dia, pela manhã - uma gélida manhã - partimos.




Embora a oferta seja abundante, só conseguimos alojamento aqui, no Hotel Arenal que, embora modesto é muito limpo, oferecendo um pequeno-almoço completamente satisfatório.
Foi uma experiência sem traumas. Aliás já tenho tido muito mais razões de queixa noutros locais que se pretendem "finos"


Não esquecerei, não quero esquecer este pôr do sol único.

Foi uma espécie de adeus ao sol, ao Verão, ao calor.

Parece que amanhã a temperatura descerá 16 graus (?????) e vai começar a chover.

Tenham uma feliz semana.

Beijo
Nina