quinta-feira, 22 de abril de 2021

 Olá! Ainda aqui estou, felizmente bem, embora ainda não vacinada.

O blogue está carregadinho de teias de aranha e, como acontece a todas as casas fechadas, necessita arejamento. Por isso aqui estou, abrindo portas e janelas e dando uma explicação aos amigos que, estranhando o meu inusitado silêncio, me têm procurado.

O clima estranho em que temos vindo a viver desde Março de 2020 afeta, inevitavelmente,  nossa normalidade.

Concretamente, para mim era normal, uma sã rotina, vir aqui diariamente, se não para postar, pelo menos para visitar amigos e responder a comentários. Acontece que tal decorria no dito clima normal que entretanto se esvaiu. Surgiram outras prioridades, outras necessidades, outros prazeres. E deixou de me apetecer blogar.

 Para já.

 Nada é definitivo e por isso não encerro o blogue. Deixo-o em repouso, em standby, convencidíssima que um dia destes regressarei pujante de entusiasmo.

Até lá, podemos encontrar-nos no instagram - https://www.instagram.com/ninapereira4305/ - um espaço muito menos íntimo, mas também muito menos exigente, onde descobri temas que muito me interessam e pessoas muito agradáveis que me fazem sentir bem entre elas.

Não é o blogue, bem sei. É apenas uma espécie de blogue.

Apareçam por lá, enquanto não nos reencontramos todos de novo aqui.

Obrigada por me fazerem sentir que faço falta.


Beijo

Nina


quinta-feira, 4 de março de 2021

Nasceu!


Nasceu!

Depois de uma gestação enigmática, nasceu uma das mangas cuja cultura ensaiara há algumas semanas e que tinha mostrado AQUI.

Então,  aproveitei vários caroços e, depois de retirar a semente, cobri-as com terra, esperei e reguei e continuei a esperar e a regar, até que ...



Nasceu!


Cá, está ela, a “manguinha”.

Planta tropical que é, exige clima adequado, bem sei, Para já, nesta espécie de estufa onde tudo germina e cresce desmesuradamente, as condições estão criadas, com solo humedecido, muita luz e temperatura amena.

As irmãs continuam em estado letárgico, não dando qualquer sinal de vida. Quem sabe se apenas necessitam de tempo, do seu tempo?

Aguardo, esperançosa.


Estatura - 15 cm
Folhinhas - 4 bem desenvolvidas e 2 mais a despontar

Escusado será dizer que, a partir de agora todos os caroços de manga têm o destino traçado;
- Serão projeto de futura mangueira e esperança de montes de mangas ... (sonhar não custa!)

Beijo
Nina



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Gengibre

 Gengibre! Quem não conhece? Aqueles talos de raíz, de cor branca, com paladar e odor intensos, estão a ver? Presente em todos os supermercados, não são  paradigma de bem económico. É certo que dois ou três talos, duram uma eternidade se conservados no frio em embalagem fechada.

Uso gengibre quase exclusivamente em chá - duas ou três fatias por chávena é quanto basta. 

Dizem os entendidos que tem propriedades curativas a nível do aparelho digestivo, que acelera a digestão e trata umas quantas mazelas desagradáveis. Não garanto.

Garanto que me agrada o paladar ligeiramente picante e que, quando suspeito que uma gripe ou constipação ameaçam a minha débil pessoa, insisto no gengibre. No chá que adoço com mel. Funciona. Mata os bichos maus que se organizavam para me atacar.

Pronto! Gengibre e suas virtudes apresentados.

Não é, porém, apenas isso que aqui me traz.

Não!



Encontrei ,por acaso, informações de como plantar e colher gengibre. Para tal bastava cobrir com terra alguns fragmentos da planta e esperar, esperar que germine e cresça. Assim fiz. 

Se bem me conheço, sei que vou vigiar atentamente o processo e, logo que os primeiros fiapinhos verdes emergirem, teremos motivo para comemoração.

Beijo 
Nina






domingo, 14 de fevereiro de 2021

Pau d’água

 

Pau d’água. É o nome pelo qual conheço esta planta, talvez porque se desenvolve muito bem com o tronco imerso parcialmente em água.

Trouxe do Brasil, há muitos anos,  dois pauzinhos enrolados em papel, dentro da mala de viagem.

Uma vez regressada, segui as instruções da vendedora - numa feirinha de rua - e coloquei-os num recipiente com água. A certa altura surgiram raízes e , então, plantei-os num vaso de barro.

O local  onde vivem é quase uma estufa, quente e plena de luz. Simula facilmente o clima tropical. Talvez por isso têm crescido e multiplicado. Repetidamente batem no teto e frequentemente produzem uma flor com perfume tão intenso que é quase intoxicante. Coitadinhos deles. Pensam que estão na selva amazónica.


Nessa altura corto as hastes superiores e repito o procedimento.

Sempre com absoluto êxito.




Este tem o destino traçado e vai multiplicar-se no próximo Verão.



Este, também.




Dado que ocupam vasos muito grandes, aproveito a superfície à volta do tronco e aí planto todas as estacas, todos os rebentos imberbes.

O resultado é esta mata colorida. 

Dela nascerão outros vasos e assim sucessivamente numa cadeia de nascimentos ditada apenas pela natureza.


Hoje, depois de um mês de chuva intensa, o sol raiou.

Pareceu-me este um quadro bonito, animador, uma mensagem de esperança. 

Pois a vida insiste, persiste em progredir.


Beijo 

Nina

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Pintei o cabelo




 Há 6 meses que não vou ao cabeleireiro, coisa pouca para quem nunca vai, uma eternidade para quem, como eu, ia todas as semanas. À quinta-feira, às 2 da tarde, lá estava eu. Nem precisava marcar. Tinha lugar cativo.

Geralmente, apenas lavava e secava e de lá vinha muito bem disposta com o resultado. Esclareço que tenho o que se pode chamar um cabelo horroroso. Muito fino, indomável e com tendência a encrespar. Se lavado em casa, aguenta-se 1 ou 2 dias, até que desisto de o domesticar, prendendo-o ou recorrendo a um qualquer artefacto que o deixa sempre mal.

Por isso, às quintas-feiras, às 2 horas, lá estava eu, entregue às mãos da Márcia.

De dois em dois meses dava um toque nas madeixas e cortava as pontas.

Mas isso era dantes. Antes da pandemia. Num intervalo da maldita, em Agosto, trataram-me do cabelo.

Depois, confinei.

O cabelo cresceu, as nuances dissiparam-se e  - confesso- uma manhã, ao espelho, desesperei.

Parecia uma zebra.

Às riscas.


Passei pela farmácia e comprei um produto hipoalergénico, sem amoníaco. 

Recomendava prévio teste. 

Atrás da orelha, 48 horas antes da aplicação.

Esperei 24 e não vi reação.

Apliquei.

A cor uniformizou medianamente.

Não gostei.

Mas ...

O pior estava por vir: dois dias após a aplicação, acordei com picor generalizado. 

Chato. 

Tomei um anti-histaminico e nem assim passou o incómodo.

Conclusão, acho que só de chapéu, gorro, boina ou carapinha assumida.


Beijo 

Nina



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Tudo amarelo

 Gosto muito do amarelo em múltiplas situações incluindo as flores.



Inesperadamente, sobrevivendo a inclementes chuvadas, flores amarelas têm brotado no meu terraço. Narcisos resilientes, aparecem em tufos.



Decidi, num intervalo da chuva, apanhar alguns e trazê- los para alegrarem o ambiente , dentro de casa.

Mas, olhando com atenção, descobrimos uma rosa. Amarela. A minha cor preferida no que às rosas diz respeito.

As roseiras haviam até já sido podadas, mas, está, determinada, decidiu desabrochar. Linda e amarela.


Foi o facto do dia.



Beijo 

Nina 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Isto vai acabar mal

 Acho que este confinamento será responsável por salvar muitas vidas, evitar muitos internamentos e , quando tudo passar, seremos gratos, mas também gordos.

Por mim falo que me entretenho na cozinha. 

A meu favor tenho o facto que gosto muito mais de fazer do que de comer.

Esta tarde, tarde de chuva ameaçando temporal, com esta cara assustador e, ao mesmo tempo, espetacular.




Foi tempo de doçuras.


Comecei com:

Compota  de mirtilos - 1kg rendeu 4 frascos e continuei com:


Marmelada, agora que já concluira que os marmelos tinham acabado.

A marmelada foi preparada na Bimby e, como sempre, saiu perfeita.

Tenho, pois, prateleiras bem abastecidas de conservas e doces.
Não exagerando na gula, temos gulodices para um ano.

Beijo 
Nina