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sábado, 3 de março de 2012

Finalmente ...

... caiu alguma chuva. Ainda escassa para a seca que se prolonga há quase dois meses, mas, enfim, choveu!

Frio não está e, por isso, optei por vestir uma saia de couro que habita há anos no meu armário.
A surpresa muito querida foi verificar que  a dita está larguíssima  descaindo da cintura par o nível da anca.
É tão bom quando se comprova que a disciplina e um novo estilo de vida funcionam!
Preciso agora descobrir um local onde me apertem a saia que, usada assim, fica desconfortável.
Usei-a com um blusão também de couro, preto, e um colete sem mangas que desconfio ser de pelo de coelho.
É quentinho, leve e confortável.
A proteger o meu belo cabelinho um chapéu muito retro.
O look  preto total é quebrado pelas botas vermelhas.

Hoje, ocupando o parque de estacionamento, o CIRCO CARDINALI.
Em criança, adorava.
Atualmente, não acho a menor piada.


Este cavalinho deve ser uma das estrelas da companhia...

Regalando-se com a erva verdinha.

Em jaulas, estes infelizes!

Desumano e revoltante é como classifico esta prática.

Inaceitável e inadmissível numa sociedade que se proclama civilizada.
Só por este detalhe, jamais assistiria a um espetáculo

Entrei no recinto da feira com o objetivo de comprar fio de algodão para crochê, uns metros de renda branca e dois fechos.
Consegui tudo o que queria, menos o fio.
Entretanto, vi algumas tendas com ofertas agradáveis:

Por exemplo, esta oferecia uma incrível variedade de tapetes.
Alguns pareceram-me interessantes para casa de banho.
Os preços são muito acessíveis.

Esta oferece uma incrível variedade de louça de gosto discutível, embora, entre os horrores, se consiga pescar peças interessantes.

Do que mais gostei foi da oferta de pães.

Para todos os gostos, misturados com bolos e bolachinhas.

Aqui é o reino dos queijos e dos presuntos.

Os compradores diminuíram, queixam-se os feirantes, refletindo a crise económica que atinge toda a Europa, com particular incidência em Portugal e Espanha, país de onde, dada a proximidade, provêm grande número de compradores.
A feira já foi um recinto muito mais animado, quase claustrofóbico, onde, inclusivamente, era sensato prestar atenção às bolsas e às carteiras, dado que os apertos favoreciam os ladrões.
Hoje circula-se sem congestionamentos ou apertos, o que me agrada muito mais e, não sei como consigo, mas o certo é que consigo:
-Todas as semanas faço uma ou outra comprinha ( principalmente agora que sou costureira :-) !!!)

Beijos
Nina

sábado, 14 de janeiro de 2012

Por terras de Cerveira ...

... deparei-me com uma lojinha de artesanato que , na montra, exibia estas gracinhas:




Figuras em barro, coloridas, ingénuas, representando as atividades agrícolas locais.

A última ceia, pormenorizadamente documentada.

Um pouco mais à frente, uma minúscula venda de produtos biológicos, apresenta esta janela:

A renda em croche verde despertou em mim uma enorme vontade de a copiar.
É fácil, muito fácil, e adequada como remate para uma janela de cozinha.

Entrando no recinto da feira, comprei este retalhinho para juntar a muitos outros que esperam destino:
O azul é a cor dominante, com laivos de preto.
Nada de especial, não fosse o caso, de ao mesmo tempo, outra pessoa se ter interessado pelo tecido.
Era um homem, enorme, falando português com forte sotaque inglês.
Com a vendedora trocou ideias sobre a utilização do pano, parecendo-lhe muito adequado para a confeção de uma camisa.
Além deste, de um xadrês em tons cinza, comprou 20 cm para a realização de um papillon ( um lacinho).
As compras tiveram, naturalmente, a benção da vendedora, que, soberana, considerou a conjugação magistral.
Pude observar o cliente, enquanto o negócio se realizava.
Para além do tamanho descomunal em termos de volumetria, o sujeito não passaria despercebido onde quer que fosse.
Vestia calças em tons de verde  e um casacão às riscas de várias cores.
Era muito estranho!
Quando se afastou, depois de pagar, a vendedora confidenciou-me que se tratava de um professor inglês a viver nas imediações, seu fiel e habitual cliente, que confecionava as suas próprias roupas, assim como as da mulher.
Um artista, portanto!
Indiferente às modas e às conveniências, com um pedaço de tecido, deliciava-se a criar!
Achei lindo!
Principalmente porque não sou mulher dele ...

Beijos
Nina