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sábado, 2 de maio de 2020

Para adoçar os dias


Diria que a atividade mais importante nos dias que passam  é comer. Como comemos! Quanto comemos!
Suponho que passa pela lei das compensações - tiram-nos tudo, mas não nos tiram o prazer de comer.
Pessoalmente e para dizer a verdade, o princípio não se me aplica absolutamente. Tenho dias! Dias em que não como, em que debico, outros, não. É uma gula incontrolável. Aí, todo o cuidado é pouco. Depois, para agravar a situação, tenho saudades das minhas pessoas, das nossas situações e cumplicidades.
Foi assim que, de repente , me ocorreu o Pudim de Alperce que, lá muito atras, devorávamos em dias especiais.
No fundo, pouco difere do super banal Molottoff (será que escrevi corretamente?), mas difere. Leva alperces e faz uma enorme diferença.


A base, o corpo, o sustentáculo são claras

A cobertura, ovos moles

O resultado, indescritível - porque não sei descrever.
É mesmo imprescindível degustar


Então, é assim:

6 claras
12 c. sopa de açucar
100g de alperces
raspa da casca de 1 limão

Cobertura

6 gemas
200g de açúcar


Estes os ingredientes.

Faz-se assim:

Barra-se com abundante  manteiga uma forma de buraco que, a seguir, se polvilha com açucar.
Batem-se as claras em castelo firme e vai-se juntando o açúcar. Depois, a raspa da casca de limão.
Entretanto, fervem-se os alperces. Escorre-se bem a água e picam-se (no 1,2,3 , por exemplo)
Junta-se às claras.

Entretanto, liga-se o forno a 180 graus.
Coloca-se um tabuleiro com água onde caiba a forma.
A mistura irá assar durante cerca de 1 hora em banho maria.

Para a cobertura:
Cobre-se o açúcar com água (sem exagerar na quantidade) e ferve até ponto de pasta. Quando arrfecer, juntam-se a s gemas, mexendo continuam,ente, em lume brando, até engrossar, sem deixar ferver (se ferver, talha!)

Depois de desenformado o pudim, cobre-se com os ovos moles.

Será que fui clara?
Qualquer dúvida, é só dizer. Esclareço imediatamente.
Este pudim é um milagre, uma nuvem que se derrete na boca. A doçura é quebrada pela acidez do limão e dos alperces.
É bom mesmo.
Melhor, bem frio.
 Façam para sobremesa no Dia da Mãe.

Beijo
Nina

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Sopa

Sou uma  adoradora de sopa, de quase todas as sopas, fazendo  estas parte incontornável do meu esquema alimentar.
Às vezes, ao almoço, dispenso-a, principalmente se o prato principal contém muitos vegetais, mas ao jantar, em casa, uma boa sopa basta-me como refeição. Vá que não me restrinjo à sopinha, não. Acrescento quase sempre um queijinho e fruta como sobremesa.

Desta vez, para variar preparei na Bimby uma SOPA DE TOMATE e, embora a receita original seja esta, introduzi umas quantas variações, já que, na cozinha, quase toda a inovação é permitida.




No caso, acrescentei uma beterraba, duas batatas e alguns raminhos de couve flor, que irão garantir "corpo" a uma sopinha que corria o risco de resultar aguada. 
Mais informo que, sempre atenta e vigilante (à balança)  substitui as natas por iogurte grego.
Já provei e recomendo. Está de se comer rezando. 
Antes de servir - providencio o que será a cereja no topo do bolo -  escalfo um ovo  por comensal e sirvo polvilhando a superfície com queijo ralado.
Mais italiana, só mesmo na Itália.

Beijo
Nina

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Avelãs e cerejas



De vez em quando dou uma volta às prateleiras da despensa, não só porque gosto de as limpar regularmente,  como também porque faço questão de rever o que se encontra armazenado. Não raras as vezes descubro autênticas antiguidades com prazos de validade caducados, cujo destino é o caixote do lixo -  Coisa que me incomoda valentemente, tal como me incomoda o desperdício.

Ontem investi na despensa com os propósitos que já atrás referi. Limpei, organizei e não achei nenhum artigo com prazo de validade ultrapassado. Foi bom!
Descobri, porém, dois produtos de que já perdera a memória:


Um pacote de avelãs raladas e ...

... um frasco de cerejas em calda.

Foram o pretexto para um bolo - muito bom.
Com uma receita que sai sempre bem, introduzi as alterações necessárias e ...

Ei-lo já pronto.
Usei uma forma redonda, sem buraco e, depois de frio, polvilhei a superfície com icing sugar - que preparo na Bimby sempre que preciso. Para tal basta pulverizar o açúcar branco comum, durante uns segundos, na velocidade 10. Fica perfeito.

Voltando ao bolo, a receita é esta:

INGREDIENTES

Farinha - 1 chávena
Açúcar amarelo - 1 chávena
Avelãs picadas - 1/2 chávena
Cerejas em calda bem escorridas - 1 chávena
Manteiga à temperatura ambiente - 200 g
Ovos - 4
Fermento em pó - 2 colheres de chá


O forno deve ser pré-aquecido a 150 graus e a forma untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Bate-se a manteiga com o açúcar;
Acrescenta-se os ovos 1 a 1;
Junta-se a farinha com o fermento e, por fim as avelãs;

Coloca-se a massa no forno e distribuem-se as cerejas na superfície.
Assa por cerca de 1 hora.


A consistência da massa é agradabilíssima e, devido à manteiga, nada seca.

O sabor das avelãs prevalece. Impossível não notar. Casa lindamente com a doçura das cerejas que conservam a suculência apesar do tempo no forno.

Apenas posso elogiar o resultado 

Este é dos tais bolos que desaparecem num instante. Não é maçudo, nem pesado, tão pouco é excessivamente doce.

Quase diria que raia a perfeição.

Eu que nem sou dada a doçarias, recomendo mesmo.
E se na despensa não houver avelãs, mas nozes ou amêndoas, também serve. E, presumo, que se não houver cerejas, outro fruto pode ser.
Que não seja por isso que deixam de experimentar.
Porque a culinária é isto mesmo, imaginação, invenção, liberdade e criatividade às mãos cheias.

Beijo
Nina

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Bolo de cenoura e noz

Comi uma vez em Frankfurt, na Alemanha, um bolo de cenoura  que ficou para todo o sempre gravado na minha memória.
Foi em Fevereiro e estava muito, muito frio, com um céu cinza chumbo, anunciando neve que não tardou em cair.
Passeando pela cidade antiga, dei de caras com uma confeitaria/ café convidativa. Entrei. Depois de instalada numa mesa junto à janela, pedi um chá e uma fatia de bolo.
- Pode ser de cenoura? - perguntaram. 
- Sim - respondi, embora a sugestão não me seduzisse particularmente - sou, por natureza, adepta dos "de chocolate".
Chegou o chá acompanhado pelo bolo - tão perfumado, tão fofo, na textura certa, ligeiramente húmido e com uma suculenta cobertura de creme de limão. Comi e guardei desde então a experiência.

Tendo apetência para confecionar bolos, tentei por várias vezes o "de cenoura". Mas nunca sequer me aproximei daquele comido em Frankfurt.

Na net, o que não falta são receitas deste, doutros e de todos os tipos de bolos.
Cheguei porém à conclusão que, salvas raras exceções, as receitas da net são tudo menos fiáveis. Tenho tido repetidos fracassos, seguindo embora, escrupulosamente, as receitas. 
Aliás, quando entrei neste mundo cibernáutico, numa tola atitude de nova-rica, desfiz-me de um grande número de publicações culinárias, que vinha acumulando desde há muito. Repito, uma atitude tola!
Felizmente conservei a minha bíblia - O LIVRO DE PANTAGRUEL - graças ao qual dei os primeiríssimos passos na cozinha. A ele e a uma amiga experiente, fui aos poucos, muito devagarinho, num processo de fracasso/êxito, evoluindo até ao ponto de garantir a autonomia e sobrevivência do recém formado casal. O pior mesmo, foram os primeiros meses, as primeiras tentativas,  aqueles em que, teoricamente, tudo corre bem e a mim (desgraçada)  tudo saí intragável.
Desabafos!

Voltando ao que aqui hoje me traz - o bolo de cenoura.

Na semana passada, imprudente, decidi experimentar uma receita proposta num qualquer site e ... saiu uma porcaria! Uma grande porcaria. O bolo cresceu pouco, enqueijou e a cobertura talhou. Bem feito para eu não ser parva! 

Esquecido o fracasso, bolo atirado ao lixo, encontrei na FNAC um livro de culinária que despertou o meu interesse. Desfolhei-o e pareceu-me credível. Comprei-o. E dele tirei a receita que hoje apresento - introduzindo algumas alterações.





BOLO DE CENOURA COM NOZ

Açúcar - 350 g
Ovos - 3
Cenouras raladas - 3
Óleo - 200 ml
Farinha - 240 g
Fermento - 2 colheres de chá
Nozes - 100g


Cobertura

1 pacote de queijo Philadelphia
1 chávena de chá de icing sugar
2 colheres de chá de sumo de limão
Raspa de 1 limão

Preparei a massa do bolo na Bimby apenas porque é um processo prático, mas poderá ser feito de forma tradicional.

Liguei o forno a 180 graus e untei uma forma com manteiga, polvilhando-a depois com farinha.

- Comecei por ralar as cenouras e as nozes.
- Bati os ovos com o açúcar;
- Juntei o óleo;
- Adicionei as cenouras e as nozes, a farinha e o fermento. Bati até obter uma consistência cremosa e homogénea.
- Levei ao forno durante 50 minutos;
- Desenformei e deixei que arrefecesse.


Comecei por deixar que perdesse calor sobre uma grelha e, só então, o coloquei no prato


Preparei a cobertura, misturando o queijo com o icing sugar.
Juntei o sumo de limão, misturando bem.


A raspa da casca de limão é absolutamente vital.
 Dá personalidade à cobertura, quebrando o excesso de doçura que poderia enjoar.

Cobri o bolo.
Salpiquei com a casca de limão ralada.




E, assim, de repente, viajei até Frankfurt, sentei-me na mesma mesa junto à janela, na mesma pastelaria, na mesma  cidade velha, no mesmo gelado mês de Fevereiro.
Venham cá  agora dizer que isso da "máquina do tempo" é pura ficção", que eu dou a provar uma fatia deste bolo e vamos ver se não viajam até ao mais recôndito paraíso! 

Beijo
Nina


domingo, 2 de junho de 2019

Doce de tomate



Gosto que os meus domingos sejam cheios de nada. Inativos e preguiçosos, deixando os afazeres para amanhã. Ser mesmo preguiçosa é o que me sabe melhor, é o que faz do domingo, domingo.
Tal não invalida uma caminhada junto ao mar, pela manhã, mas isso, sendo puro prazer, equivale à preguiça. Junto-lhe um café, um monte de jornais e um imenso  pasmar olhando o infinito.
Às vezes, porém, os projetos saem furados, como hoje - na marginal realizava-se uma marcha / corrida; o trânsito automóvel fora cortado; resignei-me com um café estranho, espaço onde não encaixei - sou animal de hábitos, está provado. Havia barulho. Eram cadeiras a arrastar, louça que ao ser lavada quase se escaqueirava na banca e uma mãe, uma santa santa mãezinha, que sentada numa mesa junto à minha lia em voz sonante  uma história ao filho - e a todos os que se sentavam nas mesas  em volta. 
Reconheço que frequentemente sou incapaz de desligar e se algo me perturba ativo todas as minhas antenas e torno-me prisioneira do incómodo - ouvi a história toda.
Não foi pois a manhã perfeita.

Almocei em casa. Muito bem, com almoço previamente preparado. Coisa simples.
Então, prontinha para a absoluta preguiça que do sofá me acenava,  dei de caras com os tomates "Coração de Boi" que, ganhando cor numa taça me pareceram quase excessivamente maduros.
- Isso é que não! Deixar que se estragassem estava fora de questão!
Portanto ...

Passei à preparação dos mesmos - lavar, retirar a pele, cortar em pedaços e pesar ...
(Não, não retiro as pevides - dá demasiado trabalho e são tão poucas que não interferm!)

 Para 1 kg de tomate, 1/2 de açucar (gelificante).
Não tem que saber:
- Espera-se que ferva, baixa-se o lume, e mexe-se ocasionalmente até atingir o ponto e está feito.


Entretanto fervi frascos e funil com que os encho ...

Este funil foi uma descoberta fortuita na Alemanha 

Através dele encho frascos sem que a compota se derrame - invenção muito feliz!

E pronto!

Não é doce que "renda" - por isso é caro e raramente encontro um que me agrade.

À mistura juntei 2 paus de canela e um gomo de limão sem pele - dica de uma amiga muito entendida na arte.

Já que o sofá pode esperar, vim aqui escrevinhar este post, antes de me entregar finalmente ao divino momento da preguiça.

Beijo
Nina

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Folar de Trás-os-Montes


No último post que publiquei, na última segunda-feira, falei de algumas das coisas que me fazem feliz - tal como acontecia na Música no Coração ... lembram-se?
Eram coisas tão simples como " ... gotas de chuva no rosto e de ter férias quando vem Agosto ...", porque, de facto, as melhores coisas da vida "são grátis ..." como já, um dia, vi gravado numa das Twin Towers em Nova York, quando, nem nos nossos piores pesadelos se imaginava o dia terrível em que desabariam.

Não levando rigorosamente à letra  o "grátis" - porque , realmente, nada o é - interpreto a afirmação como sendo um argumento sábio, isto é, não se pode nem deve adiar a felicidade, aproveitando-se com ganas (como dizem os espanhóis) cada minuto da vida, tempo único e irrepetível que pouco depende do dinheiro.

Por isso - voltando à argumentação inicial - enumerei algumas das coisas que me fazem feliz todos os dias ... as minhas coisinhas que enchem os meus dias.

Então, falei muito por alto numa Bôla de Carne, designação incorreta pois o seu nome próprio é ...
FOLAR DE TRÁS-OS-MONTES.

Já o tinha comido, há muitos anos,  mas não fazia a menor  ideia de como se preparava.

Foi então que uma amiga generosamente me cedeu a receita.
Li, reli e tirei dúvidas.
Esclarecida e convencida embarquei na primeira aventura do Folar, tanto mais que era preparado na Bimby o que, parecendo que não, facilita muitíssimo a tarefa.

Entretanto, recebi pedidos para publicar a receita que, não sendo minha, exigia a anuência de quem ma transmitira. Pedi e obtive-a. Por isso a compartilho.
Ora atentem:

INGREDIENTES

500 g fe farinha T65
150 g de margarina
40 g de azeite
6 ovos + 1 gema para pincelar
1 saqueta de fermento de padeiro seco ou 1 cubo de fermento fresco
1 pitada de sal
Óleo para untar a forma
Presunto, salpicão, chouriço de carne, bacon

PREPARAÇÃO

Deitar no copo da Bimby os ovos, a margarina, o azeite, o sal, e misturar 37 graus/ 2 minutos / velocidade 4.
Juntar a farinha e o fermento e amassar 5 minutos velocidade Espiga.

Retirar a massa do copo, polvilhar com farinha, fazer um corte em cruz por cima.
Cobrir com um pano e deixar levedar em local quente, até dobrar de volume.

Estender (com a mão) a massa, dispondo as carnes. Fazer várias dobras e sobrepor mais carnes.
Colocar numa forma redonda untada com óleo e deixar levedar novamente.

Pincelar com gema de ovo batida e levar ao forno previamente aquecido a 180 graus, durante 45 minutos.

Segui escrupulosamente estes passos e fiquei a observar o crescimento do Folar.

Como cresceu!
Como estava lindo!
Dourado!
Fofo!

Ainda não completamente frio, decidi provar!
Que bom!

Isto foi  2ª feira à tarde!
Em 2 dias, dois gatos pingados, piscos, daqueles que petiscam ,
 mas não fazem jus aos pitéus - concretizando, eu e o meu 
marido - conseguimos a proeza de devorar o folar. 
Tão depressa que não fotografei (na verdade tenho
 duas fotografias no Instagram, mas, a minha competência 
não me permite importá-las para o blog, mas se quiserem
 vê-las estão AQUI e AQUI )  

Não interessa.
Têm que acreditar na minha palavra sem provas documentais.
É incrivelmente bom!


Já me lembrei não sei quantas vezes de repetir o folar.
Hoje. 
O mais tardar, amanhã.
Mas não! 
Não pode ser.
Um por semana parece-me mais que razoável. 
Mais, não!
Mas que me apetece ... lá isso apetece.


Beijo
Nina




segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

É obrigatório, incontornável ...



Refiro-me a não desperdiçar comida.
É obrigatório.
Imperativo aproveitar.
Sempre o fiz, mas agora tenho verdadeira repulsa em deixar sobras no frigorífico esperando, esperando, esperando até ficarem velhas, intragáveis.

Tenho a certeza que felizmente não estou sozinha nesta preocupação. E não se trata apenas de uma questão econômica. Não!
É também um problema social.

Não pretendendo dar lições a quem quer que seja, mas partilho a minha estrtégia;

Procuro cozinhar apenas uma vez por dia, normalmente ao almoço, em quantidade que chegue para o jantar - refeição sempre mais leve, sempre mais frugal, com insistência numa boa sopa e numa sobremesa de fruta. Procuro preparar a quantidade certa, mas nem sempre o consigo. E, às vezes sobra.É então que "o problema" das sobras se coloca.
Sei de quem junte sobras para, num dia da semana, fazer uma refeição com elas. Pode até ser boa ideia quando os comensais são vários. Não é o meu caso.
Então, faço todos os possíveis para despachar de imediato - quanto mais depressa, melhor - os chamados "restos".

Dou um exemplo recentemente ocorrido.
Tinha temperado 4 filetes de pescada (pequeninos) que seriam, só por si, uma refeição.
Acontece que, dos 4 sobraram 2.
Acontece ainda que não é possível "aquecer" filetes de pescada - jáexperimentei e ficaram intragáveis.

Lembrei-me da açorda, da velha e deliciosa açorda:

- Tinha pão;
- Tinha alhos;
- Tinha molho de tomate (deliciosamente caseiro);
- Tinha o peixe desfeito em lascas;
- Tinha uma mão cheia de camarões congelados, tinha salsa e tinha ovos.



Foi um instante ...

Cozi os camarões.
Com a mesma água amoleci o pão ...

Fritei os alhos, juntei o molho de tomate, acrescentei o pão...



Depois o peixe e os camarões.
Escalfei dois ovos e salpiquei com salsa picada.

Não deu nenhum trabalho.
Não sujei louça - usei apenas este tacho ...
Ficou muito bom - só por si uma refeição...
E, o que é mais importamnte, lá se foram os restos.

Repito, apenas sugiro, apenas partilho a minha experiência.
Apenas!

Beijo
Nina


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Croquetes

Croquetes é uma opção simpática (e trabalhosa, quase chata ...) para aproveitar sobras de carne (ou de peixe).

No caso, tinha congelado uma quantidade considerável de peru assado, que sobrou do almoço de Natal. Acontece que a carne desta ave é por natureza seca e exige cuidados na sua preparação. Embora esteja longe de ser a minha ave preferida, no almoço de Natal, em nome da tradição e da exigência de alguns dos meus comensais, sempre temos peru assado recheado.
A parte mais escura - pernas e coxas - são as mais suculentas e as preferidas pela maioria, embora haja quem não abdique do peito, mas esses estão em minoria.
De modo que sobra principalmente peito.
Este ainda é possível ser comido no dia seguinte, bem regado com o molho.
Depois, torna-se intragável de tão seco.
Por isso o congelo e, semanas volvidas, dou-lhe destino.

Começo por passar toda a carne, sem pele nem vestígio de ossos, pela máquina de picar.
Só esta operação acarreta já uma carga de trabalho, sujando-se uma imensa traquitana.
Para não me fartar nem desistir, guardo a carne picada numa caixa hermética e só no dia seguinte a utilizo.

Como disse, a quantidade era grande.

Comecei por preparar o recheio para um empadão - refogando cebola, alho, aipo e tomte a que juntei a carne em quantidade suficiente. Borrifei com vinho branco. Acrescentei um iogurte grego natural. Retifiquei os temperos. Montei o empadão com puré de batata que polvilhei abundantemente com queijo ralado, antes de gratinar.

Estava bom.
Muito bom.
E não fotografei que me esqueci.

Com o restante picado preparei os croquetes.
Oh! Trabalheira!

Comecei pelo bechamel em que utilizei uma chávena de chá de leite seguindo os passos normais.
Juntei o bechamel à carne picada. Levei ao frigorífico para ganhar consistência.



Quando endureceu, estava pronto para modelar "as bolinhas"

Agora a parte chata:


Modelar bolinhas ou ovinhos conforme a preferência ...


Um prato com farinha, um prato com ovo batido, um prato com pão ralado são indispensáveis ...

Não tinha pão ralado!
Oh! vida!
Resolvi a falha recorrendo à Bimby ...


Já tenho pão ralado!

Depois é passar cada bolinha por farinha, ovo e pão ralado, nesta sequência.

Tirando o facto incontornável que esta operação provoca uma considerável desarrumação ...



Vale a pena ...

MESMO!!!
Estão ótimos e são suficientes para duas refeições (notícia mais deliciosa!)

Moral da história:

- Sobrou carne?
- Sejam lindas(os), queridas(os) e preparem croquetes!

Beijo
Nina

domingo, 16 de dezembro de 2018

Bolos, sobremesas, cozinhados ...


Desde muito cedo me interessei (teoricamente) pela culinária, com especial interesse pelas sobremesas. Por isso, lia e colecionava receitas, muitas receitas, que guardava religiosamente no "Meu caderno de Receitas".
Nessa altura, repito, era uma teórica, pura e dura. Mas uma teórica ambiciosa que planeava pôr em prática todos aqueles tesouros. Pus alguns. Poucos. Porque cedo conclui ser inútil diversificar só por diversificar, arriscando surpresas desagradáveis e frustrantes - tive algumas. Muitas.
Por isso, mulher feita, comecei apostando numa variedade restrita de propostas - aquelas que nunca falhavam e só de longe a longe, arriscando em experiências inovadoras.
Para acentuar esta minha tendência conservadora, entrou na equação um elemento decisivo chamado desarrumar a cozinha, com montanhas de louça e uma variedade de ingredientes que pesavam na minha escolha. É que deixar a cozinha virada do avesso acobarda-me, faz de mim uma medricas assustada. Por isso, na hora da escolha, a instauração da bagunça reprime-me sem salvação. Porque se , para fazer uma sobremesa, sou obrigada a enfrentar um mundo de louça, não faço a sobremesa. Ponto.

Portanto, impõe-se ser criteriosa no momento decisivo e valorizar o binómio custo/benefício - como proclamam os nossos gestores. Sei, mais ou menos, do que falam.

Então, pessoas, tenho meia dúzia de trunfos na manga que correspondem às minhas exigências.
Um deles chama-se Bolo de Iogurte, fantástico, maravilhoso, imprescindível para os lanches Invernosos.


Ontem, chegando a casa a meio de uma tarde tenebrosa de chuva, vento e frio, senti o impulso irresistível de tomar chá e comer bolo.
Sem demora, recorri à receita da Bimby que, se executada na maquineta demora menos que nada.
Sem qualquer problema pode ser preparado da forma tradicional.

A receita reza ASSIM




Ingredientes

Instruções

  1. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com óleo uma forma de coroa (Ø 22-24 cm aprox.)
  2. Coloque no copo a casca de limão e o açúcar e pulverize 10 seg/vel 10. Baixe com a ajuda da espátula o que ficou na parede do copo.
  3. Adicione os ovos e bata 30 seg/vel 3.
  4. Adicione a farinha, iogurte, o óleo e o sal e bata 1 min/vel 5.
  5. Adicione o fermento e misture 15 seg/vel 5. Deite na forma e leve ao forno a 180ºC cerca de 30 minutos. Deixe o bolo arrefecer na forma cerca de 10 minutos antes de desenformar. Sirva polvilhado com açúcar em pó.

Notas

Pode usar iogurte com diferentes aromas (ex.: café, baunilha, frutos silvestres).


No caso, acrescentei uma mão cheia de passas, mas as variações não têm limite - conservando a receita base, podemos acrescentar fatias de maçã e temos bolo da dita; ou dividir a massa em duas partes, acrescentando a uma delas chocolate em pó - e nasce um Bolo Mármore; ou nozes, ou amêndoas, ou ... o que muito bem calhar

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Molho de tomate

Também eu resolvi preparar o meu próprio molho de tomate - tal como fazem e divulgam algumas amigas aqui na net.

Em nome de uma alimentação mais saudável, é de evitar os alimentos processados que aparecem nas prateleiras dos supermercados.
 Na verdade, nunca fui de comprar "comida pré-preparada", mas, às vezes lá trazia uns molhos, uma maionese e outros produtos que me facilitavam a vida.
Agora, resolvi estar atenta e recusar esse tipo de oferta.

Para já, preparei 2 quilos de tomates, seguindo a receita da Bimby, mas nada impede que seja preparada pelo método tradicional.



INGREDIENTES

0 dose/s
  • 40 g azeite
  • 150 g cebola
  • 2 dentes de alho
  • 1 cenoura pequena
  • 500 g tomate maduro c/ pele
  • 1 c. chá de sal
  • 1/2 c. chá de pimenta
  • 1 c. chá de orégãos
  • 32min
    Bimby® 32min
    Total
  • Fácil
    Bimby®
  • Appliance TM31 image
    Receita criada para
    TM31

ETAPA DE PREPARAÇÃO


    1. Coloque no copo o azeite, a cebola, os alhos, a cenoura e programe 5 seg/vel 5
    1. De seguida programe 5 Min/ Varoma/ Vel 2
    1. Adicione os restantes ingredientes e programe 20 min/100ºC /vel 2
    1. Se desejar triture 30 seg  e vá progressivamente até à vel 7.
    1. Guarde o molho no frigorífico até 1 semana ou no congelador até 3 meses em recipientes próprios.




É muito prático e muito rápido.

Usei tomates frescos que comprei em promoção ...

Fervi escrupulosamente os frascos ...

... durante 10 minutos.

Depois foi enchê-los e guardar o belo do molho para ser utilizado.

Aproveitar a promoção dos tomates é um otimo investimento, quer para confecionar o molho, quer compota, que resulta deliciosa.
Atenção, portanto, às promoções.

Beijo
Nina