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sábado, 11 de junho de 2016

Tesouros

Trying to put some order in my drawers, I found treasures:
- One hand embroidered towel and one cover pillow.
They seem to be really ancient and I consider them true gems that will be put in everyday use!




Mergulhada em arrumações, agora , quando finalmente chegou o bom tempo, descobri tesouros, não perdidos, mas dos quais tinha esquecido a localização.

São peças de enxoval muito, muito antigas. Não sei a quem pertenceram nem as mãos que as criaram, sei apenas que são preciosidades. 
Uma toalha e uma fronha de almofada.
Brancas bordadas a branco, à mão, com perfeição e rigor de outros tempos.
O tecido é linho muito fininho.
São tesouros.




Esta a toalha bordada em ponto Richelieu nas duas extremidades.

Numa delas aparecem, enlaçados, um H e um A - sei a quem se referem.
Sei que a menina cujo nome começava com H a bordou ou mandou bordar para o seu enxoval.

Descobri ainda esta fronha:


Acho maravilhosa a bainha !


Já a inicial do monograma não consigo identificar.

A almofada vai ser posta a uso na minha própria cama, compondo a cabeceira onde se acumulam várias outras, todas em branco.
Quanto à tolha, ainda não decidi, mas, decididamente vai fugir da gaveta onde estava encafuada - as preciosidades só têm realmente valor se vividas, de preferência pelas pessoas mais importantes do mundo - no caso, nós, aqui em casa!
Bom sábado!

Beijo
Nina

sábado, 17 de janeiro de 2015

Se não tricoto, bordo!


Exatamente! Se não tricoto, bordo!
E por que não tricoto, já que esta é a minha atividade preferida?
Porque me doem os polegares!
A sério, doem-me! E a própria articulação faz um estalido pouco natural se a solicito.
Isto não é normal!
A senhora que me vende as lãs, a D. Helena, "diagnosticou-me" uma tendinite de esforço.
Será?
Só o nome me intimida!
Mas a verdade é que tenho tricotado desenfreadamente, como se não houvesse amanhã!
E o remédio é parar por uns dias a ver se a mazela, como chegou, desaparece!

Temos pois, que o serão frente à TV, com a lareira acesa, ameaça tornar-se improdutivo!
É, pelo menos, o que vejo ao meu lado, a quem me faz companhia, que embalado, passa alegremente pelas brasas.
O mesmo, de certeza,  me aconteceria se não me ocupasse.
Por isso e porque gosto e porque o resultado é lindo e porque já tenho destino (mental) para os bordados, bordo!


Esta a segunda menina de um conjunto fornecido pela NINA 
Enquanto os polegares repousam e se recompõem, a fila avança!

NINA é uma querida, muito disponível e se alguém quiser seguir-me o exemplo, é só contactá-la!
Ao mesmo tempo, inscrevi-me no desafio dos passarinhos, também uma graça!

Vão lá, vão visitar a NINA !

Um bom fim de sábado, um bom serão,  apesar da chuva, do vento e do frio!

Beijo
Nina

terça-feira, 26 de abril de 2011

Bordados 2

Cá em casa, habitualmente, mudamos os lençóis à segunda-feira.
Tenho , como estratégia , para garantir a rotatividade, mantê-los arrumados em duas pilhas, de modo que, se retiram da pimeira e se repõem na segunda, depois de lavados e passados.
Hoje, quando procedia a essa operação, verifiquei que chegara a vez deste conjunto, de que gosto particularmente:






Este conjunto foi bordado ( por mim, é verdade...) ao mesmo tempo que o outro já exibido em Bordados
quando, pela persistência, consegui alcançar um resultado satisfatório que, atualmente, me está completamente vedado.

Aprende-se a bordar, bordando, tal como se aprende a escrever, escrevendo.

Este desenho é, em si, uma obra de arte.
 Foi retirado de uma revista italiana, RAKAM, que continua a publicar-se e que, às vezes, ainda compro, mas que, infelizmente, não vale um décimo do que valia há 20 anos atrás.
A combinação do azul e verde é arrojada para os padrões normais, mas a natureza não se rege por eles e impõe os que muito bem lhe apetece, sendo que o resultado é sempre insuperável.

Reconheço que não são lençóis para os dias que correm, mas lá voltamos nós ao problema do tempo.
O tempo é uma realidade subjectiva, é aquilo que fazemos dele!
Se valorizarmos o espetáculo  visual que é uma cama feita assim, com tempo, com cuidado, concluiremos que foi tempo bem empregue.

Afinal, o que é a vida se não uma série de momentos pequeninos  que sobressaem da rotina dos dias?
Gosto, verdadeiramente, de alimentar esses momentos, feitos de pormenores de que se pode, mas, se estiver ao nosso alcance, não se deve prescindir.

Beijos,
Nina

segunda-feira, 28 de março de 2011

Bordados

Era uma vez uma menina que sabia bordar.
Aprendeu com as freiras do colégio que, em criança, frequentou e, mais tarde, já noiva, numa instituição que se destinava a preparar as meninas casadoiras, para as prendas domésticas -- A obra das mães -- onde também recebi noções elementares sobre a gestão de uma casa e aprendi os rudimentos da culinária.

Gostava de bordar, tal como gosto de todos os trabalhos de mãos. E bordava, bordava assim:




Bordava e fazia crochet:


Cedo, porém, conclui, que tal como " a função faz o orgão", a perfeição no bordado só se atinge com a repetição e treino diário, que, há anos não realizo.
Continuo, no entanto, a adorar uma cama imaculadamente branca, coberta por lençóis bordados e rendados.
Tenho imensos, de um vastíssimo enxoval que a minha mãe fez questão em providenciar e que ainda perdura.
Às vezes, apetece-me peças mais modernas e frequentemente, não resisto e compro-as.
 Mas têm que ser muito especiais, têm que me encher as medidas e, a seu tempo, tenciono mostrá-las.
Considerando-me uma pessoa do meu tempo, reconheço, contudo, em mim, traços nostálgicos do passado, quando havia tempo para os detalhes e  para os pormenores requintados.
Serão resquícios do charme discreto da burguesia?

Beijos,
Nina