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terça-feira, 5 de julho de 2016

Leitura(s) para férias.




Sou leitora constante. Este o adjetivo que melhor me caracteriza. Isto porque não vivo sem um livro. Não que dedique à leitura horas do meu dia (que não tenho ...), mas porque leio, no mínimo, um livro por mês. Faço-o como ritual,antes de dormir e, às vezes, quando o sono não vem, uso o livro como sonífero - levanto-me e leio. Funciona razoavelmente.

Situações há, porém, em que estes "costumes" são adulterados. Falo das raras ocasiões em que a leitura me devora, muito mais do que eu devoro a leitura. Isto é, sinto-me presa nas redes da trama, do discurso envolvente, em que me vejo e revejo, como mulher e como ser humano, plena de certezas, de incertezas, de dúvidas e de contradições, mas sempre em busca da minha verdade.

São momentos iluminados em que não desligo, me enredo na intriga e, paradoxalmente, receio e temo o fim que velozmente se anuncia.

Ocorreu com o último livro que li - na verdade um conjunto de quatro, que, como por milagre - dada a raridade de tal situação - mexeu comigo de um modo íntimo, profundo e absolutamente enriquecedor.

Falo da obra de ELENA FERRANTE - retenham o nome!

Provavelmente este é o pseudónimo de uma escritora genial.

A obra?

- A AMIGA  GENIAL - livro 1
- HISTÓRIA DO NOVO NOME - livro 2
- HISTÓRIA DE QUEM VAI E DE QUEM FICA - livro 3
- HISTÓRIA DA MENINA PERDIDA - livro 4



Este o livro de todas as alegrias, de todas as penas ...
 Quase íntima da autora - afinal este foi o 4º volume "vivido", "ingerido" de uma assentada, quase de rajada , foi, dizia, a leitura de toda a intimidade, mas também de toda a pena - acabou! Agora é revisitar, reler, reviver.

Com a maior convicção, com todo o mais profundo entusiasmo, aconselho.
- Para férias?
- Sim!
Não que seja depreciativamente considerado levezinho, sem conteúdo. Nada disso!
Para férias, apenas porque sendo tempo de lazer , será para muitos(as) o tempo de todas as disponibilidades.

Esta manhã, na FNAC, deambulando entre estantes e mostruários, que vi?



Nova obra!

Veio comigo, evidentemente!
Contenho-me para não me lançar imediatamente na leitura, contenho-me a duras penas!

Antevejo, porém  e já a fantástica viagem que, mais logo, me aguarda.

Para terminar, diria:
- Se mais nada puderem/quiserem ler, leiam Elena Ferrante.

Beijo
Nina

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Leitura light!




Leitura light não tem que ser acéfala!
 Dessa não gosto, não passo das primeiras páginas, não tenho saúde nem paciência!

Para férias, para levar para a praia, para ler na sombra ou ao sol, gosto de prosa saborosa, bem temperada, com o seu quê de mistério desafiante!


É o caso!

Best seller, não sem motivo!
É um policial muito bem construído com intervenientes reais que poderiam ser os vizinhos da casa em frente.

Li-o - devorei-o - compulsivamente num instante.
E deixo a sugestão!

Boas leituras!

Beijo
Nina

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Livros

Gosto de livros.
Sempre gostei, desde criança, nunca parei de gostar cada vez mais deles.
Leio, em média, um por mês, melhor dizendo, delicio-me com um todos os meses.
Se é mau e não merece o meu tempo, descubro-o nas primeiras páginas e recuso-lhe as minhas preciosas horas.
Por isso, como nunca persisto em apostar no cavalo manco, nunca me decepciono e cada leitura é uma viagem que me transporta para outros tempos e outros espaços, que me abre janelas para presenciar ações insólitas, românticas, arrebatadoras ou proibidas.
Alguém disse que, quem ama a leitura, jamais está só.
Subscrevo sem hesitar.
Devo-lhes tanto, devo-lhes tudo.
Sem as leituras não seria quem sou!

Graças à leitura, abri horizontes, multipliquei opções, apaixonei-me por novas e improváveis paixões.
Como a costura, por exemplo, com quem me cruzei, primeiro através da Burda, depois nos sites da blogosfera e, neste momento, em leituras específicas onde busco a componente teórica que suporte os meus delírios de criatividade.
Assim, adquiri a Costura-mania, livrinho simpático, com uma centena de propostas razoavelmente esquematizadas, mas,infelizmente, pouco convincentes, ficando-se muito aquém das minhas pretensões.
Por um lado, não responde às minhas mais cruéis dúvidas (como pregar um ziper, por exemplo... para não referir outras), por outro, apresenta desafios demasiado  comportados para a minha mente alucinada.
A culpa é minha, suponho, mas o livro não me convenceu.
Já este, O JOGO DO ANJO, é outra conversa.

Do mesmo autor, li A SOMBRA DO VENTO, um best seller internacional, absolutamente viciante, envolvente, encarcerando o leitor na trama  magistralmente construída.

O JOGO DO ANJO, em nada, desmerece o seu antecessor.
Reverencio quem assim escreve, quem nos comove até às lágrimas, aterroriza deixando no ar , flutuando, o MAL em toda a sua crueza, nos implica na ação obrigando-nos a tomar partido, prende os nossos sentidos, paralisa a nossa vontade, impede que paremos, a não ser que o autor assim o decida, estruturando o enredo em capítulos.
Tenho andado perdida por lá, pelo Bairro Gótico de Barcelona, tenho passado fome e vivido em imundas pensões, tenho convivido com marginais, bandidos da pior espécie, tenho sofrido com as implacáveis dores físicas do herói, tenho presenciado os seus raros momentos de paixão, tenho sentido o arrepio de pavor, impotente perante forças maléficas que perseguem e dominam ... enfim, tenho sido barcelonesa deambulando pelos recantos das Ramblas.

Enquanto não o devorar, até à última palavra, aviso, encontro-me no início do século XX, numa Espanha amordaçada, sobrevivendo numa sociedade rasgada por injustiças, onde a crueldade desfila impávida perante a muda aceitação social.

Sou a alma gémea de Martin!
Sou o próprio Martin! 


 Beijos
Nina

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ganha fama ...

... e deita-te na cama, proclama a voz do povo, querendo com isso afirmar que a crítica deixa de ser isenta e objetiva, se condicionada por um êxito anterior estrondoso.
Aplica-se este raciocínio, como uma luva, ao escritor KEN FOLLETT, autor da admirável obra OS PILARES DA TERRA, cujo sucesso se deveu a um processo criativo de excelência, a uma investigação cuidada e a uma formatação admirável.
Quem não leu, deveria ler.

Outras obras se seguiram das quais acabei de ler o NOME DE CÓDIGO LEOPARDA.
Uma decepção.
Uma narração atabalhoada de um enredo previsível.
Muito pobre.
Vendendo, seguramente, milhões de exemplares.





Nesta fase do campeonato, não tenho paciência para batotas e perdas de tempo.
Quando leio, desisto no fim das primeiras páginas se me cheira a facilitismo.
E facilitismo é o que por aí não falta. Todo o bicho careta pode publicar livros que, por momentos, enfeitam vitrines e prateleiras de livrarias. Para dizer a verdade, ainda não percebi como funciona o negócio, dado que os editores, seguramente, que não perdem dinheiro
Considero, por isso, que, em caso de dúvida consistente, o meu tempo é muito melhor empregue se revisitar os clássicos que, a cada leitura, oferecem novos ângulos de deleite.
Fica o aviso.
Pena que não possa transmiti-lo ao autor, que, apesar do percalço desta obra, muito admiro.

Beijos
Nina