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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ei-lo!


Pronto!
Hoje vamos tricotar as frentes, mas exponho a obra já acabada para que se animem, peguem nas agulhas e aproveitem as noites frias para tricotar.
Acreditem que resultou em pleno e não sou apenas eu que o digo, pese embora eu ser esquisita e exigente quanto baste e  não me contentar com pouco.
Esta manhã, porque já me encontro mergulhada e entusiasmada com outro projeto de tricô que a seu tempo mostrarei, esta manhã, dizia, fui à loja das lãs, lugar terrível, tribunal implacável, sempre povoado por mestras no ofício.
Pois fui lá, usando o meu fofo, lindo, quente, confortável, elegante e novo casaco recém terminado.
Olharam-me insistentemente, as juízas,  primeiro em silêncio, depois aproximaram-se para observar em detalhe, colocaram questões e "IUPPI!!!!!" teceram rasgados elogios

Assim, de perto,  consegue ver-se o padrão que compõe as frentes, em ponto de arroz e com duas tranças.

Se bem se lembram, para as costas, montara 70 malhas.
Logo, cada frente teria 35 + 5 de remate em canelado 1/1, onde  seriam aplicados os botões e feitas as "casas".
Tal como ocorrera com as mangas, decidi-me pela execução simultânea das duas frentes e gostei da experiência. Demora um pouco mais, mas não ocorrem enganos nas contagens e teremos, garantidamente, duas frentes absolutamente simétricas.

A distribuição dos pontos é aritmética elementar:




- 12 malhas em ponto de arroz + 2 malhas em liga (tricô), 8 malhas em meia, para a trança, 2 m. em liga (tricô), 11 malhas em ponto de arroz e 5 malhas em canelado 1/1.

Tricota-se 67 cm (o decote da frente é um pouco mais acentuado do que o das costas) e repetem-se os mates feitos nas costas, prosseguindo até se obterem as 23 malhas para os ombros.

O avesso tricota-se tal como se apresentam as malhas.

Os botões e as casas devem ser colocadas equidistantemente, de acordo com o comprimento do casaco. 

Estes vieram da Feira de Cerveira e, pelos 10, paguei 3 € ... bom negócio!

No final, cosem-se as mangas, os ombros e as costuras laterais, tendo em atenção o espaço que forçosamente ficará aberto para pregar as mangas.

Depois é só rematar o decote com 5 carreiras de canelado 1/1 e pregar os botões.


Veste lindamente e, com uma camisola/ blusa usada por baixo, é  abrigo mais que suficiente para enfrentar o inverno.

Na minha gaveta de cachecóis descobri um acessório a condizer:


Esta gola!
Um peluche confortável que, por coincidência, se conjuga muito bem com a cor do casaco.

Obriga-me, apenas, a que prenda o cabelo para evitar confusões de cor!

Ainda outro ângulo!
Aprovam?
Então o que esperam para conseguir um igual?
A seguir virão vestidos e camisolas / blusas e o que mais a inspiração ditar.

Beijo
Nina

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mangas

Concluídas as costas - um retângulo sem mistério, passemos às mangas.
Antes, porém, faço notar que não foram desenhadas cavas, por duas razões:

- Para facilitar o trabalho de quem se inicia nestas artes;
- E ainda, porque um casacão amplo, como é este, permite que se vista uma camisola / blusa por baixo sem que o manequim fique com ar de chouriço prestes a explodir.

Essas as razões do retângulo, apenas talhado no pescoço com pequeno decote.

Duas mangas, portanto, nos esperam, o que equivale a repetir a tarefa!
Não gosto de repetições e para delas escapar decidi tricotar as duas mangas ao mesmo tempo!


Assim!
Dois novelos e duas mangas!

Os punhos executam-se em canelado 1/1, isto é, 1 ponto de meia, 1 ponto de liga (tricô), até serem concluídas 12 carreiras.

No prosseguimento, voltamos ao PONTO DE ARROZ, executando, no meio, UMA TRANÇA.
Recapitulando:
- O punho, inicia-se com 30 malhas;
- Tricotam-se 12 carreiras em canelado 1 /1
- Inicia-se o padrão principal, fazendo, pelo lado do direito:

9 malhas em ponto de arroz;
2 malhas em liga (tricô)
8 malhas em meia (que serão trançadas cada 10 carreiras)
2 malhas em liga (tricô)
9 malhas em ponto de arroz

Pelo lado do avesso, tricotam-se as malhas tal como se apresentam.

A cada 5 carreiras, aumenta-se 1 malha em cada extremidade da manga, tricotando até se alcançar o comprimento necessário, medindo desde o punho à axila.

Falando de medidas e do número necessário de malhas para iniciar o trabalho, repito que visto tamanho M, mas, este e qualquer outro modelo poderá ser aumentado ou diminuído de acordo com o corpo com a necessidade.
Para o efeito, indispensável se torna que seja executada uma amostra, montando 20 malhas e tricotando um quadrado.
Depois é só medir, aplicar uma regra de três simples e determinar o número exato de malhas a tricotar.
Matemática útil e prática.

Alguma dúvida?

O meu belo casaco está pronto e já hoje saí com ele.
Um sucesso!
Garanto que não vale a pena inventar coisas complicadíssimas, pois, este modelo facílimo poderá ser incrementado, inovado, transformado até ao infinito, funcionando como se deseja, isto é, como uma luva!

Amanhã, terceira lição:
- As frentes!

Beijo
Nina



domingo, 14 de dezembro de 2014

Casaco


Vamos tricotar um casaco?
 Vamos?
Um casaco original, impossível de encontrar nas lojas, por um preço incrivelmente baixo?
Vamos?
Atenção que o convite é formulado por mim, pessoa sem pretensões a expert em nenhum campo e muito menos neste, o que, de algum poderá motivar as mais inibidas, já que, se eu sou capaz de levar o barco a bom porto, quem não será?
E juro que nisto não existe a mais ténue sombra de falsa modéstia!

No caso, fiz assim:
- Desmanchei um desastre ( e quando digo desastre quero dizer catástrofe ou mesmo cataclismo ....) tricotado no inverno passado, seguindo as instruções de uma revista da especialidade que exibia  uma foto irresistível ... 
Infelizmente, aprendi à minha custa, que essas revistas são tudo menos fiáveis, por isso desconfio, desconfio muito e sempre, das ditas revistas e  instruções inclusas.
Enfim, infelizmente o mesmo ocorre noutros campos, como, por exemplo, na culinária, na qual imagens incríveis correspondem às vezes a resultados intragáveis ... e, também aí, sei do que falo.

Voltemos, porém, ao que aqui hoje me traz - um casaco quente, original e giro, que como todas  sabemos, é característica fundamental e imprescindível , sem a qual não vale a pena investir 1 minuto que seja desse bem mais precioso, que é o nosso tempo.

Tinha então um mostrengo "investível" que me provocava alguma (muita e desenfreada ...) raiva pelas horas de trabalho que envolveu.

Horas exigiu, igualmente, para ser desfeito e reduzido a vários novelos.
O fio não se mostrava marcado pelos pontos anteriores, sendo que a sua própria fiação era irregular.
 Usei-o portanto sem qualquer operação suplementar.





Usei-o com o prazer que sempre acompanha a reutilização, o não ao desperdício.

Espesso, exigia agulhas grossas para que a trama resultasse fofa. Usei as número 7 e comecei pelas costas, montando 70 pontos. Esclareço que o meu tamanho é o M.

Utilizei Ponto de Arroz, simples, muito simples que se a fasquia se encontra demasiado elevada, desmotiva os participantes.
Ora vejam:

- 1ª carreira - 1 ponto meia, 1 ponto liga (tricô), até ao fim;
-2ª - carreira - tricotar os pontos como se apresentam (será a carreira do avesso);
- 3 ª carreira - 1 ponto liga (tricô), , 1 ponto meia, até ao fim;
4ª carreira - tricotar os pontos como se apresentam.

Em suma, o Ponto de Arroz consiste em tricotar alternadamente ponto meia e ponto liga (tricôt), nas carreiras do direito, enquanto que as carreiras do avesso se tricotam conforme se apresentam.
Alguma dúvida?

Sendo extremamente fácil e quase mecânico revela-se ideal para executar durante o serão , frente à TV.

Querendo um casaco "grande", executei , um total de 75 cm, sendo que, ao atingir os 70 cm, fiz o decote.
Considerei  que deveria dividir o total das malhas (70) em 3 partes - 2 para os ombros e 1 para o decote.
Cada um dos ombros ficaria com 23 malhas.
Assim, comecei por rematar as 11 malhas centrais e continuei a tricotar em  separado cada um dos ombros.
Após o remate das 11 malhas centrais, rematei, seguidamente, 3, 2 e 1 malha,de cada lado do decote,  ficando com as malhas necessárias para o ombro.
Repeti a operação, simetricamente, no ombro restante.
E assim completei as costas.

Cá estão elas numa fase avançada do trabalho, devo confessar.
Neste momento o casaco está praticamente concluído. Daí que o relevo inestético, mais não é que uma das mangas
já aplicadas.
Querendo mostrar o passo a passo, vejo-me condicionada por tais circunstâncias.
 As fotos deixam muito a desejar, bem sei!
 São feitas com o Ipad na tentativa de driblar a incapacidade do meu decrépito PC.



Alguma dúvida?

Bom, então, amanhã, faremos as mangas!

Beijo
Nina

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Que frio!


Uma vaga de frio polar, é o que é! 
Hoje, pela manhã, 5 graus!
 Depois, ao longo do dia, enquanto o sol brilha, vai aquecendo, para, ao anoitecer, se enregelar novamente.
Ainda assim, não consigo vestir grandes agasalhos.
 Explico:
-Dentro de casa, nas lojas, no Shopping temos temperatura amena.
Só no exterior se congela.
Por isso, continuo fiel à teoria da cebola e, como ela, sobreponho camadas.

Um top, uma camisa e um colete, é tudo quanto visto ...
sem esquecer o incontornável lenço
à volta do pescoço.
 É que adoro lenços!
 Acho-os super confortáveis e muito femininos,
 dando um "acabamento"
 cuidado e elegante ao mais simples conjunto, como é o caso.

Aliás, como já aqui referi, este inverno fui absolutamente controlada no que às compras diz respeito. Comprei pouco e muito ponderadamente, por muitos motivos entre os quais se inclui a defesa da minha sanidade mental. É que  o excesso  do que quer que seja aproxima-se perigosamente de um estado de alma alucinado, que não traz nada de bom!
Recapitulando, portanto:
- Não tendo caído no extremo de rejeitar liminarmente qualquer tipo de consumo, de fugir radicalmente às compras - atitude perigosa, pois, como todos os excessos, pode conduzir a uma situação desenfreadamente consumista - comprei  com muita parcimónia, comprei com qualidade e foi muito bom e mais do que suficiente.

É que, dos invernos passados, muito transitou para o atual.

É o caso deste colete!
Levezinho como uma nuvem, não oferece a menor dificuldade.
Aprendi com a ROSANGELA , que, me explicou tudo, como se pode ver AQUI!

Com uma blusa da Zara, um lenço do Roberto Verino ..

... calças e botas antigas, estou confortável sem, para este conjunto, este ano ter gasto nada.
Voltando ao colete, é uma ótima ocupação para o serão. Não exige atenção, sendo cada quadradinho tricotado em completo modo "piloto automático". 
Com o mesmo quadrado se tecem mantas lindas, ou écharpes, ou o que quer que dite a imaginação e criatividade de cada um.
Quando acabar o trabalho que de momento me ocupa, voltarei ao Quadrado Perfeito!

Beijo
Nina


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Concluída!


Rapidamente e com grande prazer!Assim decorreu o processo de tricotar a minha camisola / blusa branca.
A inspiração veio DAQUI!

Mas, como sempre acontece, não passou de inspiração, pois à medida que as agulhas se moviam e as malhas nasciam, mudei o rumo ao projeto ... mudo sempre, sempre ... tal como faço com as receitas de culinária.

Aqui está ela, vestida na manhã fria de domingo.

Para o retrato, tirei a parka, parecendo-me que o resultado é satisfatório.

Gosto de malhas que se adaptem, que não apertem, mas que, ao mesmo tempo, não sejam oversize.
A vantagem dos "torcidos" é que funcionam como uma espécie de canelado, resultando bastante elegantes.
Este modelo é de uma simplicidade total, daqueles em que podemos apostar, porque "saem" sempre bem. 
É só mudar a cor, que as peças nascem com cara nova e garantia antecipada de sucesso.
No caso, decidi tricotar as mangas com torcidos, mas, pretendendo que resulte mais leve, é só eliminá-los.

O fio tem um toque muito suave e sendo relativamente espesso, utiliza agulhas nº 7, que tornam o trabalho "fofo", crescendo que é um gosto ver!

No inverno passado, tricotei com o mesmo fio, um casaco em cinza mesclado, que resultou só  "assim, assim ...", numa palavra, detestei!
Como, para grandes males, grandes remédios, desmanchei-o e já recomecei um novo modelo, simples, sem grandes invenções, para evitar surpresas desagradáveis.
Avança a todo o vapor e espero vesti-lo (e mostrá-lo ...) em breve!

Estamos no tempo certo para tricotar!
À noite,com frio,  em frente à lareira, com um olho na TV, o serão torna-se um ritual muito simpático!
Aconselho!

Beijo
Nina

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

1253 - Torcidos ou tranças!

Como já tinha referido e mostrado AQUI, com a chegada do frio, despertou-se em mim o "bichinho" das lãs, dos tricôs, iniciando a camisola/blusa inspirada numa revista da especialidade.
Não segui à letra as instruções, demasiado rebuscadas e complicadas o suficiente para desmotivar a maior expert na matéria, que não é o meu caso. Não sou! E não se trata de falsa modéstia.
Não aprendi com a mãe, com as tias, ou com as avós. De facto, aprendi a tricotar quase sozinha, com raras ajudas indispensáveis  a toda a iniciante. Aprendi porque quis aprender, porque me atraia o milagre de, com fios e agulhas, ver nascer "coisas".
Os primeiros pontos foram os mais difíceis, sentindo que não dominava o material ... ele era montar malhas que se escapuliam, era montá-las tão apertadas que se tornava impossível o passo seguinte - a utilização da segunda agulha - enfim, um tormento que cheguei a considerar intransponível, dadas as minhas reduzidas capacidades.
O certo é que, não sei como, dei por mim tricotando, primeiro em liga (tricô), depois em meia!
Uma vitória!
A seguir comprei livros, decifrei esquemas, assinei revistas e, continuando a confrontar-me com verdadeiros enigmas, o certo é que me aventuro e das noites de tricô recebo imenso prazer.




De momento, completei as costas da camisola atrás mostrada.

Terá mangas raglan e foi tricotada em torcidos/tranças, um
desafio que enfrentei sozinha, numa primeira
tentativa que , a meus olhos, era o verdadeiro
"bicho de sete cabeças"
Na perspetiva de tentar ajudar quem, até ao momento, não se atreveu, deixo dois esquemas e algumas dicas:

Para fazer os torcidos / tranças, é necessário passar para uma agulha auxiliar um número de malhas correspondente à metade daquelas em que é feito o torcido / trança.
Neste esquema, temos um conjunto de 6 malhas. Vamos passar, pois, para a agulha auxiliar 3 malhas, no caso, pela frente do trabalho, sendo que é possível fazê-lo por trás.

Na camisola / blusa que tricoto, faço o torcido / trança sobre 8 malhas, passando, portanto, 4 , para a agulha auxiliar.

Estes são os passos que sigo, para executar o ponto torcido / trança simples - torcido/trança de 8 malhas, com 10 carreiras de intervalo:
Execução sobre um número de malhas múltiplo de 12.

1ª carreira - (avesso do trabalho) - 2 m de meia, 8m de liga (tricô), 2 m de meia, repetindo até terminarem as malhas.
2ª carreira - 2 m de liga (tricô), 8 malhas de meia, 2 m de liga (tricô), repetindo até terminarem as malhas.
3ª carreira - igual à 1ª.
4ª carreira - 2 m de liga (tricô), passar as 4 próximas malhas para uma agulha auxiliar, colocada por trás do trabalho (ou pela frente), tricotar como meia as 4 malhas seguintes, da agulha esquerda e tricotar, também como meia, as 4 malhas que se encontram na agulha auxiliar, e 2 malhas de liga (tricô), repetindo até terminarem todas as malhas.
5ª, 7ª e 9ª carreiras - iguais à 1º carreira.
6ª, 8ª e 10ª carreiras - iguais à 2ª carreira.
Repetir as carreiras da 1ª à 10ª.

Parece complicado?
Parece!
Mas tentem executar uma amostra apenas com 12 malhas. Depois, entendendo o esquema, entram em "piloto automático", tendo apenas a precaução de , a cada 10 carreiras, executar o torcido/trança.

Vendo-me aqui - estupefacta com a ousadia -  dando uma aula de tricô, é prova provada que isto é fácil e muito gratificante e, assim que mostrar a camisola/blusa concluída verão que vale mesmo a pena tricotar, porque conseguimos peças únicas por quase nada (os fios não são caros e, para iniciantes, a qualidade não é importante ... já que,  se estragar, o prejuízo é mínimo).

Oxalá tenha conseguido despertar as "tricoteiras" adormecidas que habitam aí dentro.

Beijo
Nina

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

1232 - Super cool!

Apesar deste calor fora de época, estamos em pleno outono, quase em novembro, o que, por si só, justifica o início das hostilidades com as lãs e as agulhas.



Dei, pois, como oficialmente inaugurada a estação do tricô - que isto do outono, como se sabe,nunca devia chegar, sendo com  é um horror, uma tristeza, um convite à depressão -  o que prova que, mesmo na mais funesta estação, há detalhes a valorizar.
Como puro exercício terapêutico, comprei uma revista, desfolhei-a de trás p'ra frente, da frente p'ra trás, detive-me  nas propostas mais apelativas, hesitei, decidi, escolhi e fui às compras.
Trouxe esta lã branco pérola a ser trabalhada com agulhas 7 e 8

O modelito em todo o seu glamour!

Gosto do decote amplo que não me esgana e da manga pelo cotovelo que me areja. Gosto dos torcidos e do comprimento pela cintura.
Já iniciei os trabalhos, devagarinho que está calor!  Mas estou animadita! E, enquanto tricoto, a neura desvanece-se!
Recomendo!
1 hora por dia, para começar, parece-me razoável. Depois, ganha-se ritmo e balanço e, sem saber como, estamos de novo na loja investindo em munições para novo ataque.

Beijo
Nina

domingo, 29 de junho de 2014

1142 - Tricô Top-Down


As minhas memórias desta técnica, por nítida associação de ideias,  remontam aos filmes do sueco Ingmar Bergman.

Neles, apareciam os interiores clean  e sépia das casas nórdicas e, num espiar do dia a dia das suas gentes, assisti, simultaneamente,  ao processo criativo de  peças de tricô fascinantes, iniciadas pelo decote, numa técnica misteriosa que me encantava.

Guardado no depósito dos desejos a concretizar, estava este, o domínio deste procedimento.

Ultimamente, com o multiplicar de adeptos do tricô e do crochê, com a formação de grupos e clubes, os ensinamentos voam e estão por aí, prontos a ser colhidos por quem deles se apaixonar e, cada vez mais surgem adeptos e filiados.

Quanto a mim, sem grupo e sem clube, é na net que bebo os ensinamentos, às vezes com sucesso, às vezes nem tanto.
Porém não sendo pessoa de desistir, insisto e, aos poucos, sei e sinto que as minhas competências têm evoluído.

Preferindo testar as aprendizagens em peças pequeninas, em roupa de bebé,   vou acumulando enxoval que distribuo sempre que, nas minhas relações, chega um  novo ser. 

Foi nesta perspectiva que tricotei este casaquinho, executando a "Pala em folhas", aproveitando restos de fio a que pretendo dar destino.
Os ensinamentos chegaram-me através de um vídeo publicado pela REGINA.
À Regina devo muito.
Com ela tenho aprendido a deslindar verdadeiros mistérios no mundo do tricô e, por isso, lhe sou imensamente grata.

Visto por trás, as folhinhas que formam a pala tornam-se bem mais nítidas.
Suponho que a partir daqui, aumentando o número de pontos de acordo com o tamanho  pretendido, será fácil chegar à execução de peças para adulto.
Curiosa e inexplicavelmente, nas imensas revistas de tricô que possuo e que não paro de adquirir, não é divulgado esta técnica, na minha opinião irresistível e absolutamente encantadora.

A fase seguinte, que chegará apenas no próximo Outono -  quando as baixas temperaturas  permitirem a manipulação dos quentes fios de lã - será a aventura de tricotar em tamanho adulto, peças de inspiração nórdica que me farão sentir interveniente no mágico mundo de Bergman.

Beijo
Nina