quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A gola da Dudis

Dudis, uma muito querida amiga virtual, talentosíssima, mostrou, entre outras maravilhas presentes no seu blog, esta gola.
Pareceu-me tarefa acessível aos meus conhecimentos.
Por isso, pedi detalhes.
Ela, generosa e amiga, correspondeu:
30 malhas de início, tricotando por 80 cm, com fio duplo.
No momento de coser as extremidades, torce-se, obtendo este resultado.
Acho que dá um toque especial a qualquer conjunto.



Hoje, vestida em tons de verde tropa, incrementei o conjunto com a minha nova golinha.


Eu própria me fotografei.
Daí que se vislumbram, lá ao fundo, uns sapatinhos dourados tamanho super mini,  detalhe que achei por bem esclarecer, já que os meus pés são normais:-)!!!


À Dudis, renovo, publicamente, o meu agradecimento e incentivo  uma visita ao seu blog, um tesouro repleto de maravilhas.

Beijos
Nina

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Decididamente,

... .ei-lo que chega, o outono.
Vento forte, chuva a cântaros, descida brusca de temperatura e neve nas montanhas.
Fez questão de aparecer como uma grande vedeta, com um golpe de teatro que não deixasse ninguém indiferente.

Da minha janela, virada a sul, este é o cenário.
 Em casa, está-se bem, muito bem.
Apetece aproveitar o conforto, folhear revistas, esperar que a chuva pare e que o frio permita  novos materiais, novas cores, novas tendências.


Sobreposições, vestir em camadas, como faz a cebola, permite que, nos ambientes aquecidos, nos despojemos do excessivo.
Na rua, contudo, é irrepreensível.
Este look british tem tudo para funcionar, até um gorro e um colete masculino.

E que dizer destas cores?
Roubaram à natureza  a inspiração.
De novo o chapéu (obrigatório!), a mega  écharpe, as botas confortáveis que permitem longos passeios e a saia fabulosa, maxi, em viés, num padrão de xadrês gigante, uma perfeição.
O cinto, remata impecavelmente o blazer masculino.

Gabardine sobre calças de corte masculino.
O bom humor aparece no detalhe das meias grossas rematadas com pom-pom.

Cinza com ar de tweed.
Casaco sobre casaco e, para que não restem dúvidas, a gravata  sublinhando a tendência masculina, que, resulta, paradoxalmente, extremamente feminina.
Sugere-me o look  das vedetas de Woody Allen ...

Écharpe, maxi, tons terra, um must.

Sempre os mesmos detalhes, chapéu, malhas, muitas malhas, cores terra, sobreposições.

Escusado será repetir o quanto me agrada esta tendência.
Linda e acessível.
Poucas ou nenhumas compras.
Está tudo lá, no fundo do armário.
Há que selecionar e conjugar.
Quem não tem chapéu, não tem nada.
Quem não tem uma maxi écharpe perca a esperança de estar bem,  moderna e muito cool.

Beijos
Nina




domingo, 23 de outubro de 2011

Capela do Senhor da Pedra

Mostrei-a, de relance, ontem.
É um templo curioso cuja construção remonta ao ano de 1686.
Curiosamente, é o único conhecido, construído de costas voltadas para o mar.
Terá sido, inicialmente, um templo de culto pagão que, posteriormente foi devotado ao cristianismo.

Murmura-se que, ainda hoje, quando a noite cai, aí se praticam misteriosos trabalhos de feitiçaria, comprovados pelos vestígios de velas, pela manhã, encontrados no local.

À luz do dia, a devoção é claramente cristã e, aí mesmo, se realiza a romaria do Senhor da Pedra, com início no domingo da Santíssima Trindade, prolongando-se as festividades até à terça-feira seguinte.

Pessoalmente, nela vejo apenas um templo lindo na sua simplicidade, ingenuidade e localização privilegiada.




Em casa, possuo uma aguarela produzida por um dos maiores aguarelistas portugueses, António Joaquim, amigo de longa data que, num gesto de grande generosidade ma ofereceu:




O artista captou a magia do local, o inesperado surgimento de uma capelinha na areia, implantada em rochedos, beijada pelo mar.
Aí assisti e participei num casamento memorável:
-O meu!

Beijos
Nina

sábado, 22 de outubro de 2011

Ontem,


... dia 21 de Outubro, com um mês de atraso, vivemos o último dia do verão, já que, segundo sucessivas e repetidas previsões meteorológicas, hoje, sábado, a temperatura cai a pique, o céu esconde o seu azul e veste-se de cinza, antecipando um domingo de chuva forte e mesmo neve.
Enfim, o outono atrasou-se e o verão dilatou-se fazendo questão de festejar a sua  despedida assim, gloriosamente:


Ao fundo, o Atlântico, imenso, profundo, sereno.
Céu de um azul sem mácula.
Areal impoluto, branco, mas deserto, que as férias já lá vão.

Estamos no passadiço de Vila Nova de Gaia,  um passadiço kilométrico que começa na Praia de Lavadores e termina em Miramar.

Na praia, desagua uma cristalina ribeira,

onde nidificam aves marinhas.


Ao longe, em pleno areal, quase mergulhada no mar, a capela do Senhor da Pedra,

de cuja história falarei num próximo post.

A caminhada por este passadiço é um grande privilégio, acessível a todos quantos pretendam  fazer exercício, passear ou, apenas, deixar que ... o pensamento viaje.
Melhor contexto, não é fácil descobrir.
E tudo isto, como as melhores coisas da vida, é grátis.

Beijos
Nina

Coração de estudante


A propósito do me post  Amigos de Infância , a Maria Filomena, por associação de ideias, sugeriu-me esta canção extraordinária de Milton Nascimento, que merece ser ouvida uma e outra vez,  Coração de estudante .
Fica o convite.

Beijo
Nina


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Amigos de infância





São o paradigma de uma amizade especial, daquela que sobrevive a ventos e marés, mais durável que qualquer ligação, mais durável que os laços de sangue, mais durável que o próprio casamento.
Por definição, nasceu na infância e perdurará por toda a vida, mesmo quando um dos envolvidos desaparece, continua a ser para o outro, o amigo de infância.
Acontece que com a vida tenho redefinido conceitos e aprendido excepções.
Tenho grandes amigos, alguns de infância, outros descobertos nos idos do liceu ou da faculdade, e tenho ainda outros, preciosos, íntimos, tão íntimos que poucas vezes se consegue uma tão profunda intimidade, descobertos, adulta feita, com vida sedimentada e organizada, em quem descobri tantas similitudes que, apesar da longínqua infância, se transformaram, por direito próprio em amigos de infância.
Já o sabia, apenas nunca o havia verbalizado.
Dei por mim, há dias, assistindo a uma entrevista ao eterno candidato a nobel da literatura, António Lobo Antunes, concordando entusiasticamente com o seu depoimento, quando afirmava que, "amigos de infância" podem ser descobertos no outono da vida e, de tão verdadeiros, tão próximos, ascendem, automaticamente a esse escalão.
Tive a sorte de, mulher feita, encontrar em, até então, desconhecidos, Amigos de Infância.
Por isso, por ser amada, sou rica e sou poderosa.

Beijos
Nina

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Tesouros


Pretendo terminar hoje as postagens relativas a Guarajuba.
Faço-o com o título tesouros, por uma razão.
São verdadeiros tesouros da natureza os que aqui exponho, numa seleção que peca por defeito.
Neste mundo tropical, o reino vegetal é assim, espampanante, excessivo, maravilhoso.
Da maior parte das flores não conheço o nome.
Basta-me expô-las, um espetáculo para os olhos, um deslumbramento para a alma!




Arranjo exuberante no lobby do hotel

Parece-me ser a flor do maracujá, quase uma aranha de mil patas, vestida de tons roxos

Hibiscus, flamejante, ardente...

Planta, animal?
Apenas bela!

Um casal entrelaçado





Côcos, luzidios, prometendo delícias.


Costela de Adão, luxuriante.

Em cacho, anónimas, lindas.

Tâmaras?
Talvez, quem sabe?

Orquídeas, orquídeas aos montes, parasitando troncos de árvore.

Enorme, misterioso, um fruto que não identifico


Humildes, sem exigências, crescem lindas, por todo o lado

Um tapete roxo e verde recobre um canteiro

Poderia, se quisesse, continuar a expor outras e mais outras plantas e flores que, em cada canto, pela mão do homem ou por vontade da natureza se multiplicam.
Não é esse, contudo, o objetivo deste texto.
Deixar um apontamento da riqueza vegetal deste canto do mundo, sim!

Beijo
Nina