sábado, 28 de abril de 2012

Decorar com tecidos


Quando se fala em decoração surge, imediatamente, na mente, a balbúrdia total,  a casa virada de pernas para o ar, o desconforto mais absoluto... um horror que ninguém merece.
Há, porém, uma maneira simples e económica de dar um aspeto diferente à casa nossa de todos os dias.
Refiro-me aos tecidos.
Com eles se fazem almofadas que transformarão radicalmente os sofás e abat-jours que, de dia ou durante a noite, criarão um ambiente novo.
Para as mais competentes, cortinas e reposteiros tornarão irreconhecível a sala mais monótona e insípida.
As próprias paredes, vestidas com quadros de tecido, ganham nova vida.
Sou fã incondicional desta forma de decoração e, dificilmente resisto, à oferta de um padrão alegre e moderno.
Os próprios estofos, sofrem, cá em casa, remodelações constantes, embora, nesse capítulo, recorra ao meu estofador de sempre.

sofa with paper art
Martha Stewart
Nesta foto, as almofadas amontoadas no sofá, são irresistíveis, particularmente a terceira, a contar da esquerda, com padrões sobrepostos que apertam com lacinhos.
Garanto que vou copiá-la!
Para paredes nuas, acho divertido e despretencioso este esquema decorativo.
Mil vezes estes quadrinhos modernos do que reproduções de reproduções compradas a metro.

Beijos
Nina

Por que será ...

... que as pessoas vivem noutro mundo?
Por que será?
Previdente e despachada, telefonei esta tarde para determinado restaurante, para marcar uma mesa para 4, para sábado, se faz favor!
Que não, que não marcavam para 4. Só para um número superior a 4.
Para 2 ou para 4 não havia reserva, era por ordem de chegada.
O dito restaurante é daqueles que figuram nos guias, com estrelas Michellin e clientela  que enfeita as revistas cor de rosa? perguntarão!
Não! É um desconhecido, humilde, sem pedigree, construído com  a assinatura de qualquer um pato bravo, localizado num bairro popular.
Escolhi-o, apenas porque, dada a localização junto a um porto pesqueiro, tem, seguramente, bom peixe.
Só por isso.
Então donde é que lhes vem esta arrogância de enxotarem clientela? É que embora sendo 4,  pagamos o que comermos, do mesmo modo que um grupo de 20.
Ainda perguntei se estava cheio.
Que não, que só tinham uma reserva para 8 pessoas, mas que, ainda assim, não marcavam.
Que fossemos sem marcação, que quase de certeza não haveria problemas, que fôssemos e "Oh! menina, seja compreensiva!".
Nesta zona, há, li em fonte segura, cerca de 500 restaurantes, uma coisa do tipo porta sim, porta sim...
Então, alguém me sabe explicar porque não me reservaram a maldita mesa?
Mas não é verdade que anda por aí uma crise em que todos os dias fecham não sei quantos?
Alguém me sabe explicar?

Beijos
Nina

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Esta sexta-feira ...

...  nasceu assim, gloriosa.

Os surfistas não perderam a maré e, apesar do frio, ei-los, golfinhos nas ondas.

O areal, em redor do Castelo do Queijo, lavado, branco e liso, sugere passeios.

Ao fundo, o terminal onde encostam os grandes barcos de cruzeiros, hoje desocupado.

Ao longo da praia desenrola-se o passadiço que, até à Praia da Luz, permite uma caminhada de 1 hora.

Sinto-me rica, riquíssima, privilegiada por, ao pé de casa, a natureza me presentear com esta dádiva.

Para completar o quadro, hoje, o ar encontrava-se perfumado por forte maresia.
Assim, os sentidos prendem-se neste quadro e o espírito voa.
Desconfio que é por isso que o meu pensamento viaja.

Beijos
Nina

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Quando chega a Primavera ...


... fartos de frio, de chuva, de dias curtos, de lãs, casacos compridos, cachecóis e botas, estamos prontinhos a abraçar as novas tendências. Só que, rotativamente, como as estações, ano após ano, as tendências repetem-se.
Sem surpresa vemos as montras vestirem-se de cores pastel, às vezes da clássica combinação                                                                                                                                     navy, marcada pelo azul marinho e branco, riscada acidentalmente por vermelho, ou casamentos de vermelho e branco, ou amarelo, ou verde, ou ... qualquer outra conjugação mais ou menos inesperada, porém, respeitando sempre, determinadas regras:
-Laranja e vermelho, nunca!
-Coral e rosa, nunca!
-Vermelho e rosa, nunca!
- Azul e verde, nunca!

Cresci com estes conceitos estéticos enraízados na minha cabeça, porque sempre assim foi e sempre assim haveria de ser!
Até que, este ano, sem saber como nem porquê foram derrubados estes tabus.
E a Primavera está diferente, original, uma verdadeira Primavera, repleta de inovações e arrojo.
Comecei por achar graça.
Agora, adoro e adiro.

Na Zara de Vigo comprei este conjunto impensável.
Blusa rosa pálido, saia salmão e écharpe  em tons pastel e motivos florais, sobre fundo branco. 

A blusa é de uma malha de seda suave e leve como uma pena

A saia comprida, num tecido semi-transparente, é forrada apenas até à altura dos joelhos.
Veste lindamente e, neste caso, requer apenas que lhe suba a bainha.

A écharpe, muito comprida, brinca perfeitamente com o conjunto, quer se sobreponha à saia,

... quer à blusa.
Ainda não vesti o conjunto, porque está frio e tem chovido todos os dias, mas acho-o muito engraçado e, principalmente, muito diferente, dada a conjugação de cores inesperadas que, afinal, convivem perfeitamente, assim, próximas.
Para o completar, necessito apenas de umas sandálias sem salto ou  de umas sabrinas numa das cores dominantes.
Vou tratar do assunto.

Beijo
Nina









quarta-feira, 25 de abril de 2012

Costurando a crise.



Há muito que suspirava por uma máquina de costura. Tinha uma velhinha que se recusava a trabalhar e a quem foi declarada morte cerebral quando a levei, em desespero de causa, ao especialista.
Que não tinha conserto, que não valia a pena, que o melhor era deixá-la e comprar uma moderna.
Comprei.
Foi em Abril do ano passado. O tempo passa tão depressa que até me arrepio.
Já passou um ano!
As primeiras relações entre mim e a dita foram desastrosas. Conclui que a bicha não funcionava, que o defeito era dela, chinesa e barata, e nunca meu, exímia costureira. Quase nos divorciámos.
Contudo, conhecendo-me, teimosa, persistente, insistente, pedi ajuda, azucrinei as amigas mais pacientes e sabedoras, ouvi conselhos, tomei notas e insisti.
Ainda bem!
Hoje dámo-nos como Deus com os anjos, numa paz interrompida por pequenos sobressaltos insignificantes.
Certo, certo, é que a máquina já está paga e mais que paga.

Para o provar, mostro estas calças, todas muito compridas pedindo, exigindo bainhas que as encurtassem.
Agora que perdi o medo à tesoura, marquei com  régua a linha do corte e Zás!
Marquei as bainhas com alfinetes e nada de alinhavar, que não tenho pachorra para o que é desnecessário,
Em menos de 1 hora, 3 calças com bainhas cosidas.
Ok! não são maravilhas de criatividade, são banalíssimas bainhas, bem sei!
Mas são 15 € que não saíram da minha carteira e, posto assim o problema, parece-me que não há argumento a contrapor! 
Repito, a máquina de costura pagou-se a si própria num instante.
Em tempos de crise é um investimento com dividendos garantidos.

Beijos
Nina

terça-feira, 24 de abril de 2012

Finalmente, pronta!


Depois de muita hesitação, muita cogitação, pesquisas, troca de opiniões e de informações, encontrei a solução para a minha bolsa.


No extraordinário blog da Roberta que, generosamente, faculta toda a informação necessária, neste e noutros capítulos.
Esse blog é um tesouro, um achado para quem gosta de manualidades.
Já agradeci em privado, mas faço-o de novo publicamente:
Obrigada Roberta!


Esta é uma das fases da conclusão de uma das alças.
Fácil, fácil ...

Concluída, admito, ficou uma beleza!

Mais de perto, um acabamento perfeito.

Noutro ângulo, sempre com um look de profissional.

Aqui, displiscente, pronta para brilhar.





Exibindo o florido forro, esperando que o sol volte, para combinar com o céu!
Gosto muito da bolsa.
Vi-a, pela primeira vez, numa loja Gérard Darel, marcada com um preço astronómico. Na altura, fotografei-a e mostrei-a aqui no blog. De imediato choveram comentários, informações e PAPs para levar a cabo a empreitada. Adiei, mas agora, com a Primavera a rondar, tomei a decisão que me trouxe a este resultado.
Havia o problema das alças. Recorri à Casa Crocodilo que tudo resolve, mas, desconsolada, recebi um não.
Novos comentários, novas pistas, novas sugestões, até que cheguei ao blog da Roberta ( obrigada de novo, querida) e, ao mesmo tempo, cheguei a bom porto.
Esta é a maravilha da blogosfera, que recusa impossibilidades e em cada dificuldade vislumbra um desafio.
A todas as amigas que opiniram e sugeriram, obrigada!
Visitem o tesouro que é o blog da Roberta, é o conselho que deixa quem do nada fez uma bolsa.

Beijos
Nina

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Nada como uma pausa...

Ontem, concluída uma almofada, senti que a vontade de costurar  me abandonara, por isso parei e mostrei a obra pronta.
Intervalei, então, com 1 hora de blog, durante a qual visitei amigos, respondi a comentários e, em resumo, pus a escrita em dia.
Voltei, então, a olhar para a mesa desarrumada, a máquina parada e montes de fios no tapete.
Apeteceu-me pôr mãos à obra e concluir a tarefa.
Foi o que fiz.



Numa gaveta, esquecida, estavam  estas flores que, em tempos, serviram de tampo a uma almofada.
Num repente, decidi reaproveitá-la, aplicando retalhos vários para  atingir os 45/45 cm, tamanho final da almofada.

Resultou muito melhor do que esperava.
Tornou-se apenas necessário um forro sob o crochê.

Nas margens, flores e mais flores.

E, sem saber como, sem pressão nem pressa, surgiram 3 almofadas.
Já estão entregues.
Deixei-as há pouco em casa da amiga a quem se destinam.
Sei que irão para o sofá de uma sala, numa casa de campo lindíssima.
Todas as vezes que me sentar nesse sofá, terei um olhar especial para estas meninas a quem dei vida e utilidade.

Beijo
Nina