segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Collants, meias, meiinhas e outras coisinhas!


Eis o caótico mundo dos collants e seus derivados:

Ainda que recorrendo às caixas separadoras do IKEA, não é fácil manter a organização.
São um quebra- cabeças para arrumar.
Exigem disciplina férrea.
Manhosos e dissimulados misturam-se, baralham-se e quando precisamos "daqueles" e só "daqueles", verificámos que, furtivos, se escaparam para um canto, camuflados.
Tenho um método para vencer este terrorismo. Guardo-os em sacos de acordo com a categoria.
Os novos, impecáveis, em sacos transparentes, normalmente, da origem.
Os outros, mais lavados e sem graça, que servem apenas para pôr com calças, noutro saco.
As meias para ténis, noutro compartimento.


Ainda assim, com todos estes cuidados, desvelos, disciplinas e rigores, acabam por fintar a minha estratégia e, às duas por três,baralham-se e baralham-me.
Então, para grandes males, grandes remédios.
É despejar a gaveta e proceder à vistoria, unidade por unidade.
Por uns tempos, submissos e disciplinados, permanecerão ordeiros e ordenados. Até que, à menor distração, furam o esquema, insinuando-se em saco alheio.
Chega, então, o terrível momento de repetir todo o procedimento.


Sensato será não guardar até à eternidade, exemplares disformes, só porque ainda estão intactos.
Chega o momento das grandes decisões, dar destino a quem já deu tudo o que tinha para dar.



Vagueando pela net, encontrei  aqui  sugestões inestimáveis:


Há sugestões mais efémeras que outras, umas mais radicais..., mas cada uma delas é uma segunda hipótese para uns collants estragados:


- como recheio: cortar em tiras e encher almofadas ou peluches;
guardar posters (ou rolos de papel): cortar o pé e a cinta e usar a perna para proteger os posters enrolados;
guardar jóias: para impedir que se misturem, guardar cada peça num “saquinho” feito com um pedaço de meia;
cruzetas almofadadas: envolver os cantos das cruzetas com os collants para impedir que a roupa mais delicada fique marcada (ver filme);
- em viagem: condicionar peças de roupa em partes de collants para não se amarrotarem;
elásticos: basta cortar a perna da meia em várias tiras, e usá-las como elásticos;
cordas: devido à sua resistência e elasticidade podem ser usados para pendurar ou amarrar quase tudo. Podem ser usadas simples ou entrançadas para maior resistência;
primeiros socorros: como têm elasticidade podem ser utilizadas como ligaduras, ou para exercer pressão sobre feridas ou lesões. Atenção: no caso de ferida, colocar uma compressa antes da meia...;
filtro: as meias são boas para filtrar líquidos, como por exemplo, tintas;
bolsa protectora: para lavar na máquina outros collants, protegendo-os;
- na máquina da roupa: envolver a mangueira de saída da máquina para prevenir entupimentos derivados de pêlos e fibras (isto não sei muito bem como se faz, mas hei-de descobrir...);
"aproveitador" de sabonete: colocar restos de sabonetes num pé de collant, dar um nó e usar no duche;
saquinhos perfumados: cortar os pés e a parte da cinta. Cortar a perna dos collants em 4 partes. Encher com lavanda, ou outra (ver aqui), para perfumar e/ou afugentar as traças do roupeiro. Atar as pontas com um nó, ou uma fita;
desumidificadores: fazer como nos saquinhos perfumados, mas encher com areia para gatos (que não é muitoecológica...), para absorver a humidade em sapatos, malas, roupeiros, ...;
"chouriços": encher uma perna com areia para gatos (...) e usar, no Inverno, para “selar” frinchas de janelas e portas (para quem, como eu, não tem muito jeito para os fazer);
esfregão anti-riscos: usar uma “bola” de collant como esfregão suave para superficies que "risquem" (louças de casa-de-banho, por exemplo). Também é uma boa opção para polir objectos de metal ou encerar madeiras;
sapatos: para os engraxar. Fazer como na sugestão do esfregão;
- no espanador: envolver o espanador do chão num pedaço de collant para apanhar mais eficientemente pêlos e afins...;
removedor de verniz: usar pequenas bolas para tirar o verniz das unhas;
removedor de pêlos: usar como uma luva para remover pêlos das roupas (esta tenho que experimentar!). Também remove resíduos de desodorizante (!);
- no aspirador: colocar na "boca" do aspirador um pedaço de collant evitando que nele sejam recolhidos objectos que entupam o mesmo. Se estiver à procura de algum objecto pequeno, usar a mesma técnica, passando a boca do aspirador com o collant nos sítios mais escondidos. Assim o aspirador “puxa” o objecto mas não o “traga”...;
apanhador para a piscina (que, regra geral, não é ecológica...): com uma cruzeta de metal e um collant fazer um apanhador para os lixos da piscina (ver filme);
apoio para plantas: para atar os caules aos apoios. Como são elásticas vão permitir que as plantas cresçam sem as ferir;
protecção para plantas: esticá-las sobre uma estrutura de madeira ou arame já colocada no vaso, para proteger as plantas de agressões e insectos;
proteger vegetais: envolver vegetais como abóboras, melões, … enquanto ainda estão na terra para os proteger de algumas pragas e insectos. Também se pode pendurar, desta maneira, alguns frutos mais rasteiros, para os impedir de tocar no solo;
- nos vasos: colocar um collant no fundo dos vasos que têm os furos de drenagem grandes de mais, para impedir que a terra saia;
dispensador: guardar cebolas (ou alhos, batatas) num collant permite que haja boa circulação de ar e assim não apodrecem. Ver filme;
armazenar bolbos: pelas mesmas razões e do mesmo modo que se guardam as cebolas, podem guardar-se bolbos de plantas;
secar sementes: guardar sementes num saco feito com um bocado de collant e pendurar para secarem;


Neste blog tenho encontrado tesouros.
Neste post, a resposta às minhas preces.
Aconselho uma, duas, muitas visitas.

Beijo
Nina


domingo, 4 de novembro de 2012

Não é que precisasse ...



... que não precisava. Forrar prateleiras não se impunha. A madeira tratada, à vista, não destoava.
Não foi, pois, por necessidade que as revesti com o papel "chinês". Foi por vontade de mudar o aspeto, de enfeitar, de de decorar o interior do armário.
Ficou assim:

Melhor do que na singeleza simplificada inicial.

Abrem-se as portas e "Tcha-tcha-tcham!":

Tudo alinhadinho, como soldados na parada, prontos para ser enfiados nos pés.
Sobre uma base empapelada que sugere os veios da mármore, organizados por cores, ei-los, os sapatos!

Vi, há tempos,  um dia um filme, protagonizado pela Julia Roberts, que muito me impressionou. Chamava-se "Dormindo com o inimigo". Nele, um marido psicopata, sádico, ciumento delirante, maltratava a pobre da mulher em acessos de fúria assassina.
Quando esta se dissipava, era quase encantador.
Paralelamente, manifestava uma focalização patológica pela ordem. As toalhas tinham que estar milimetricamente colocadas nos varões, as embalagens arrumadas por ordem crescente de tamanho e, quanto aos sapatos, melhor nem falar.
Desta associação de ideias, não saio ilesa. Portanto, paro imediatamente com a conversa, não vá agora cair na tentação das comparações ... mas que as há, há!!!



Com um trabalhinho de nada e um investimento mínimo, o meu armário, aprimorou-se, vaidoso.

Não é que precisasse, que não precisava, mas não se age apenas em função da necessidade.
A beleza é importante, como já dizia o poeta -- que me perdoem as feias, mas beleza é essencial!
Mudar, também!
Se mudar corresponder a incrementar, ainda melhor!

Beijo
Nina

sábado, 3 de novembro de 2012

Almoço perfeito!


Local, Eiras,Restaurante LAGAR DE EIRAS!
Tempo, hoje!
Classificação, excelente!



Creme de lentilhas ...

... servido assim. Não ao acaso. Não de qualquer maneira. Não!
Foi assim. Caprichado. Um prazer para os sentidos. Todos!

Lombo de porco ibérico fatiado, grelhado, temperado com flor de sal.
no ponto!
No ponto perfeito!
Mais que perfeito!

Acompanhando patatas pocheras.
Uma delícia estufada às rodelas que termina a preparação no forno.

À sobremesa, um poema.
Um poema de creme de castanhas, com bolachas crocantes de amêndoa e gelado de erva doce.
Muda, sem palavras, remeto-me ao silêncio degustativo e  contemplativo.
Ide lá, ide!

Beijo
Nina

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Em caso de dúvida ...






... recusa!

Ouvi esta máxima algures.Para mim, faz cada vez faz mais sentido.
Não fazer concessões, dizer "não" ao frete!
Falo da máquina de tricô. Aquela que me foi proposta. Aquela a que não aderi imediatamente. Aquela, para cuja aquisição pedi palpites e sugestões.
Foram maioritariamente negativas, no sentido de me fazer ver que estava adquirir um mamarracho imprestável, sendo que, algumas das sugestões eram fundamentadas na própria experiência.
Eu que não estava entusiasmada, não podia ficar indiferente. Obrigada por todos os palpites.
Já recusei a oferta, feliz, com a certeza de que esta era a única decisão a tomar.

E, já que estava na onda de decisões, repensei a aquisição da máquina "corte e cose" que, por algum desígnio que me transcende, ainda não retirara da caixa.
Repentinamente, fez-se luz:
Mas, por que carga de água é que eu preciso de uma máquina sofisticada que, nem ao menos, sei como se põe a funcionar?
Vai daí, hoje, decisão tomada, seguiu para o LIDL, onde a comprara, para devolução.
Fiquei com a casa desimpedida e com mais 140€ na carteira.
Já para não mencionar o enorme prazer  de leveza na alma por me ter libertado de uma quase certa inutilidade.

A última situação a que se aplica a "máxima" atrás citada, tem a ver com o sexto sentido, com a campainha que se ouve lá no fundo do cérebro, quando algo parece improvável.
Importante não ignorar  os avisos. Se não tiverem outro mérito, servem para criar dúvidas. Importante não insistir na surdez quando os alarmes se fazem ouvir.
Foi assim:
Quis inovar. Preparar um pão diferente. Fugir ao facilitismo da farinha comprada, previamente preparada, ousar uma experiência inovadora.
Vasculhei blogs de culinária. Neles, a confeção de pão. Encontrei uma foto sedutora e uma lista de ingredientes inusitados, mas que, infelizmente, estavam na minha cozinha. Avancei. Liguei a máquina. 3 horas depois cheirava a pão recém cozido.
Desenformei. Nada! Não saía. Insisti, usei uma faca, uma espátula, martelei o fundo com uma colher de pau. Uma, duas, muitas vezes.
Soltou-se. Parte. Só o centro.
O restante do pão permanecia grudado às paredes da forma.
De consistência esponjosa, embora perfumada, revelou-se impróprio para consumo humano.

Por que é que não ouvi a campainha da dúvida?
Timidamente, uma vozinha  tinha sussurrado que nada daquilo fazia sentido. O desastre estava anunciado. Eu tinha obrigação de saber que não funcionaria. Mas que fiz?
Ouvi?
Não!
Persisti, ignorei os sinais de aviso, fiz concessões.
Deu no que deu. Uma nuvem de migalhas esfareladas, excelentes para alimentar pássaros, mas que na minha branca e impoluta cozinha, teve um papel devastador.

Isto é tudo muito lindo, a net é excelente a alargar horizontes, a transmitir conhecimentos e bláblábláblá !!!
Mas de nada vale sem o ingrediente mágico chamado bom senso.
Em caso de dúvida, recusa!

Beijo
Nina

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

As últimas rosas do ano!


Não seria suposto colher rosas em Novembro, mas, atualmente, o que não era suposto ocorrer, ocorre.
Assim, pondo alguma ordem no meu terraço, abandonado desde as férias de Agosto, mês de todas as ausências, deixando que os ritmos se completassem, não plantei nada, pouco colhi, mas muito podei.
As roseiras suplicavam um desbaste drástico, de pontas esguias e fininhas, sem graça, à mistura com folhas amarelecidas e ramos mortos, exigiam a intervenção da tesoura de poda.
Foi então que descobri as derradeiras rosas brancas.



Mais franzinas que o habitual, mas, ainda assim, rosas.

Voaram para um canto branco, com anjinhos e flores de porcelana ...

... e por lá ficarão ...

... num definitivo adeus ao Verão.

Tão perecíveis como a própria vida, enquanto vivas, vivem, cada momento, perpetuando-se no meu olhar nostálgico.

Beijo
Nina

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

É assim como se eu tivesse uma quinta!


De quando em vez, lá me chega às mãos uma  gigantesca embalagem de produtos da terra. São molhos de couves, sacos de espinafres, maçãs tortas, descalibradas, com bicho, frascos de compota de mirtilho. Tudo caseiro, tudo sem inseticida. Tudo biológico. Tudo como antigamente.


Desta vez, vieram ainda chás.
De lúcia-lima, de cidreira e de sálvia.
Gostei!
É como se eu tivesse uma quinta.


Os cházinhos já estão enfrascados, postos em bom recato.

A lúcia- lima parece-me demasiado fresca, pedindo secagem.
Vou conservar o frasco aberto.
E fazer litros e litros de chá.
Tinha dúvidas sobre a sálvia. Melhor dizendo, estava na mais completa e negra ignorância.
Por isso pesquisei e encontrei isto:




Sálvia

FICHÁRIO
Nomes PopularesSálvia, salva, erva das feiticeiras, salva de botica,salveta, chá da Grécia
Nome CientíficoSalvia officinallis / Labiadas
PlanetaJúpiter
OrigemDe origem Mediterrânea, desde a costa sul da Espanha até Marselha e na Itália.A sálvia é tida desde tempos imemoriais como a erva da longevidade. Quem tem sálvia em casa nunca envelhece, já dizia um velho provérbio chinês. Seu nome deriva da palavra latina salvere, que significa estar de boa saúde, curar. É uma ótima erva culinária também, mas é melhor não misturar com outras, pois como disse um cozinheiro chefe: "Na grandiosa ópera da culinária, a sálvia representa a prima donna caprichosa, que se ofende por tudo e por nada, Gosta de ter o palco por sua conta."
Partes usadasFolhas e flores
Lendas e
Mitos
Para os romanos era erva sagrada, cuja colheita era cercada de rituais. A crendice popular dá conta de que é uma das ervas das feiticeiras, já que protege contra feitiços. É também usada para compor o vaso das sete ervas de proteção. Ainda segundo a crença popular, toda pessoa deve ter um pé de sálvia plantado em casa, mas nunca pelo próprio dono da casa, é melhor pedir para alguém de fora.Dormir com folhas de sálvia sob o travesseiro torna os sonhos realidade.
Características
e Cultivo
Arbusto rústico e sempre verde, vai de 30 a 75 cms de altura. Folhas inseridas aos pares, verde-acinzentadas, muitas vezes manchadas de amarelo, se forem mais velhas espessas e tomentosas, de cheiro intenso e penetrante. Flores bilabiadas, vão do branco ao lilás. O caule torna-se lenhoso a partir do segundo ano.Cultivada junto à arruda e orégano vai super bem; suporta a seca e terra areno-argilosa. Em épocas frias ou de muita chuva perde as folhas, e aproveita-se para fazer novas mudas a partir de estacas de galho. Planta companheira do alecrim, morango e cenoura. Clima frio com bastante sol.
Outras EspéciesSalvia splendens - Sálvia de jardim, com flores vermelhas.
S.officinallis purpurascens - folha intensamente aromática e avermelhada.
S.o.prostrata - S.lavandulifolia - S. sclarea - S.o. Icterina - S.o. Broad leaf - S.o.tricolor
Propriedades
MedicinalAjuda a fazer a digestão e é anti-séptica, fungicida e contém estrógeno. Ajuda a combater a diarréia. O chá é bom para gengivas inflamadas, aftas, dores de garganta e problemas de mucosas, além de aliviar diabetes e sintomas de menopausa. Diminui suor excessivo e é restauradora de energia, tendo poder tonificante sobre o fígado. Usada também para dores de ovário, icterícia, depressão, tremores, vertigens, impotência sexual.O chá das folhas e flores tem ação anti-séptica, anti-sudorífera, fungicida,estimulante da digestão e balsâmica; contém estrógeno. Não deve ser tomada em grandes doses por períodos muito longos.
  • Infuso: 5 gs de folha em 100 ml de água fervente por 10 minutos. Para picadas de insetos esfregar folhas frescas no local atingido. Friccionada nos dentes, clareia-os.
Cosmética
Infusão é um bom adstringente para pele oleosa e escurescedor de cabelos. A infusão também é boa para combater a caspa e inflamações do couro cabeludo. Dentrifício caseiro para remover tártaro e clarear os dentes: Sal marinho e sálvia.
Utilização
  • Uso caseiro: Pôr folhas secas de sálvia entre as roupas, para afastar insetos. 'Faz parte das ervas inseticidas( em infusão).
  • Uso culinário: Para rechear aves, misturar com cebola. Cozinhar com carnes gordurosas (porco, pato e salsichas). Dá bom vinagre aromatizado e manteiga de ervas. Faz deliciosos pães. Receitas.Substitui o louro na aromatização de carnes e cozidos, principalmente os gordurosos, podendo também ser usada para temperar patês de queijo e peixes. A manteiga aromatizada com sálvia dá um realce especial aos assados.
  • Uso mágico: Onde o pé de sálvia cresce viçoso é porque a mulher manda na casa; considerada uma poderosa erva de proteção, afasta mau-olhado. Erva das feiticeiras, entra na composição de magias de proteção.

Aromaterapia: Na aromaterapia, o óleo essencial de sálvia é usado como antioxidante, extimulante, tônico, desinfetante, adstringente, é indicado para cabeça e cerebro ativando os sentidos, a memória, fortalecendo os nervos.
Efeitos colaterais: Não usar a erva em casos de insuficiência renal, durante a menstruação ou amamentação. Pode causar súbita elevação da pressão arterial. Não consumir em grandes quantidades ou por longos períodos de tempo consecutivos. Não deve ser tomado por mulheres grávidas e crianças.

O que mais me agrada é a garantia de que se dormir com um raminho debaixo da almofada, os sonhos se tornam realidade. Que fantasia mais sedutora!!!!
Acho que esta é a manifestação da minha costela de bruxa.
Também gostei da ideia de perfumar as roupas de casa com saquinhos cheios de sálvia. Vou fazer saquinhos.
A cereja no topo do bolo foi, no entanto, a confirmação de que casa em que a erva cresça viçosa significa que o domínio feminino no território está garantido.
Como brinde, a promessa de que afasta o mau-olhado, torna-a irresistível.

Plantem sálvia, plantem !!!

Beijo
Nina

Compro uma máquina de tricotar?





Na fase que atravesso, qualquer proposta aquisitiva me parece sedutora. Conheço-me.  Daí o perigo! Daí a questão!

Hoje, fui comprar umas lãs, na loja de sempre. Fui recebida efusivamente. Estranhei.
A vendedora falou e, então entendi!
Uma cliente da mesma loja, amiga da vendedora, queria vender por 150€ uma maquina de tricotar, usada, em perfeitas condições de funcionamento.
A vendedora lembrou-se de mim que, em tempos, lhe confidenciara a vontade pela maquineta.
A vontade, entretanto, sumiu e nunca mais pensei no assunto.
Compro ou não compro?
Eis a questão!



Relembro que a "corta e cose" ainda não saiu da caixa;
Que, de momento, sou presa fácil;
Que não sei como a dita trabalha;
Que metade do prazer do tricô reside no desenrolar lento da obra;
Que não sou friorenta e que, pelo contrário, tenho calor a maior parte do ano;
Que a "bicha" é espaçosa;

Por outro lado, o preço parece-me muito razoável;
Que num abrir e fechar de olhos concluo um projeto;
Que até poderia lançar-me na venda de tricôs e transformar-me numa empresária de sucesso;

O que é que eu faço?
Ó dúvida cruel!

Beijo
Nina