quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Pior é difícil!

Vamos imaginar este cenário:
190 kms a fazer em estrada de montanha. É coisa para umas 3 horas.
Sem chuva, fazem-se bem!
Fizeram-se, pois.
E a fronteira de Andorra, logo ali, depois da subida, depois da curva.
Foi, pois, chegado o momento da pausa para o café, em ambiente tipicamente francês, num bistrô em Ax les Termes! Foi, inopinadamente, o momento para o banho de agua fria, gelada, gélida:
- A estrada encontrava-se cortada ao trânsito, devido à neve e ao gelo no pavimento, informaram.
Não quis acreditar. Insisti. Fiz questão de experimentar. Experimentei. O carro deslizava, sem tracção, como se sobre uma placa de vidro se encontrasse. Impossível prosseguir.
Restavam duas opções:
Desistir da visita a Andorra ou entrar por Espanha.
A segunda hipótese era mais sedutora, mas correspondia a uma volta gigantesca de cujos Kms perdi a conta.
Mas nessa recaiu a decisão.
Acabo de chegar ao hotel, depois de quase um dia a guiar.
Vamos ver se valeu o esforço.
Tenho todo o dia de amanha para o comprovar.

Beijo da absolutamente exausta
Nina

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Carcassone, fantasmas, chuvada, etc.





Já de regresso ao ninho, paragem em Carcassone, a incrível cidadela medieval que sempre, em cada nova visita, arranca "Ohs!" de espanto, em cada olhar que se derrama sobre o casario.
Nas ruelas que sobem em direcção à catedral, entre magotes de turistas, esgueiram-se vultos de guerreiros armados, perfis de nobres damas, ranchos de vagabundos esfarrapados.
Não que os tenha visto, que não vi, mas que os pressenti, não tenho a menor duvida,
E, sob uma chuvinha miúda e persistente, armada com uma amostra de guarda-chuva, repeti o trajecto que há séculos se repete.


A princípio, uma chuvinha. Depois, sem que nada o fizesse prever, um dilúvio, acompanhado por rijo vento.
Foi o fim do passeio, o fim do devaneio e, temo bem, o início de uma forte constipação, que o meu nariz gotejante nunca me engana.
Andorra será o destino de amanhã, com novidades, compras  e compras e compras ... Espero.

Beijo
Nina

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013

Acaba de chegar, aqui em França, com foguetes nos ares, 12 passas e champanhe comprado no supermercado.
De gala vestida, de chinelos nos pés e pijama enfiado, formulei (sentidamente ) votos de paz e saúde para 2013. Que nos poupe, que seja benevolente! Tanto, tanta coisa que foge ao nosso controlo e nos pode abater. Não consigo, ainda, estar otimista. Estou viva, com saúde e junto de quem amo, o que é uma felicidade suprema, mas, no fundo, dorida, esperando que a mágoa passe.
Festejei no quarto do hotel, cheia de sono , mas, estóica, fazendo questão de aguardar o primeiro minuto do novo ano.
Ele aí está, aí esteve.
Força, vontade, ânimo e um bocadinho de sorte ... E vamos em frente.
Bom ano para todos!
Amo todos os que comigo interagem.
Amo muito e muito dependo da vossa existência e da vossa presença.
Luz para todos.
Feliz 2013!

Beijo
Nina

Dali...





Logo que se transpõe o portão da entrada, desembocamos numa praça espaçosa, ocupada por um majestoso Cadillac, preto e branco, com um dos vidros partidos e uma mulher gorducha no capot.
Suspenso do tecto, sobre o automóvel, um barco pingando água, em gotas de vidro azul.
Porquê?
Porque sim, porque nos encontramos em pleno universo surrealista que, tal com o nome sugere, subverte a realidade.
Assim, nessas coordenadas se desenrola a fantástica visita.
Nada é o que aparenta, nada ocupa o lugar que seria suposto ocupar no quotidiano vivenciado por cada um de nós.
É uma viagem pelo mundo do sonho.

Com pinturas ...

... detalhes ...

... que não são o que parecem!


Esculturas ...

... que assim roubam os sentidos!

E Gala ...

... sempre ela, Gala, a deusa inspiradora.

A paisagem local, Cadaqués, seu reduto, seu ninho, também eternizada.

Em cada canto uma surpresa ...
Assim e muito, muito mais é a casa de Dali. Local obrigatório, tão obrigatório como plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho!
Podem não se cumprir os requisitos, mas se sim, se se cumprem, é a glória!

Bom Ano!
Por favor, sejam felizes, aproveitam o momento, vivam plenamente!

Beijo
Nina

domingo, 30 de dezembro de 2012

Se eu fosse Alice ...


... não hesitaria.
Ao dar de caras com esta construção fascinante, concluiria, sem hesitação que havia chegado às portas do País das Maravilhas.


A cor é rosa, rosa forte.
As paredes revestidas de figuras que tanto podem ser tartarugas, como pães.
Ciprestes idênticos, alinhados como mudas sentinelas, alinham-se ao longo da fachada.
No topo, uma torre ...

... sobre a torre, ovos gigantescos, alternados com alvas e enormes esferas.
No beiral do telhado, figuras esguias que gesticulam num secreto código de sinais.
Noutro extremo, uma cilíndrica torre branca, rematada por uma semi-esfera formadas por milhares de vidros que encaixam em perfeito puzzle!

Mas não sou Alice!
Não sou terreno fértil para desvairada imaginação!
Não atravesso o espelho!
Não mergulho, afoita, no túnel do universo paralelo!
Sou apenas eu, estupefacta, ante o museu Dali, em Figueres!
O interior, esmagou-me.
Vou compartilhar.

Beijo
Nina

sábado, 29 de dezembro de 2012

Plaza Mayor, ruas, praças ...



A promessa de "free wifi" nos hóteis, vale o que vale, quer dizer, oferecem este serviço, mas tão com sinal tão fraquinho, tão lento, tão incómodo que actualizar o blog com fotos é um trabalho exigente e frequentemente mal sucedido. 
Sabendo daquilo que " a casa gasta", tinha descarregado antecipadamente as fotos feitas em Salamanca, já que fazer um diário de viagem quotidiano é tarefa impossível.
 Vou , por isso, mostrando recantos de Salamanca, ainda que recolhidos no passado
 ( recente...) 


Numa cidade milenar, o casco antigo, preserva ferozmente o comércio tradicional.
Os exemplos são fascinantes.
Pessoalmente , não sendo muito de doces, adoro montras de pastelarias. Obras de arte, verdadeiras jóias, é o que são .
Apetece trincar cada uma das maravilhas expostas.



Mas, não só de montras é feito o charme da zona antiga da cidade.
Em cada esquina, uma surpresa:

Uma capela, no meio de prédios.

Arcadas e galerias protegem os transeuntes que circulam.


A Plaza Mayor durante a noite. Agora com direito a decoração natalícia.
A ver se consigo actualizar o blog com a resma de fotos actuais que possuo.
Até lá, ficam estes recuerdos.

Beijo
 Nina

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Fui às compras ...

Passando, inocentemente, pela auto-estrada que liga Barcelona a Girona vi, saltou-me aos olhos, assaltou-me, invadiu-me a indicação de saída para o outlet La Roca Village.
Ensonada, despertei, tive ideias e apetites.
Guinámos para a esquerda e, num ápice, estávamos lá, no outlet, carregadinho de gente, repleto de ofertas, de tentações de indispensáveis e dispensáveis tentações, mas ... há tanto, tanto tempo que não compro nadinha que, o diabinho tentador sussurrou no meu ouvido:
Por que não?
E mais, que há recessão porque o dinheiro não circula e que só se vive uma vez e que sabemos lá o que vai ser o amanhã e que não seja parva nem fundamentalista, e que olhar não custa nada e que até pode ser que encontre ofertas úteis e irresistivelmente baratas.
Estava perdida, já sei!
Pela rua principal, observei lojas de excelentes marcas, ainda sem entrar.
Depois, e já sabia que era apenas uma questão de tempo, vi um casaco comprido preto, lindo, irresistível, exactamente igual ao que povoava, desde há tempos, a minha imaginação.
Entrei! Vesti-o! Comprei-o!
Logo a seguir, (oh! maravilha das maravilhas!!!!), uma loja MBT! Marca de sapatilhas super caras, super confortáveis, super feias!
Descobri-as há uns anos atrás, indicadas pelo meu ortopedista e nunca mais deixei de as calçar para as caminhadas de todos os dias.
O preço? 50% mais baratas do que o preço de loja. Ok! são da época passada... e daí!? Duram, à vontade, 3 anos! Logo, a objecção não colhe!
Depois, caí na ratoeira da mais terrível cobiça. Comprei uma nova, linda e dispensável panela LA CREUSET!
Foi feio! Foi fraqueza, foi mau!
Mas estou feliz com a compra, também ela por metade do preço da loja. Vou cozinhar montanhas de iguarias na minha panela francesa, já para não falar no luxo que será a bancada da minha cozinha.
Em minha defesa ( ou não...) devo confessar que não estou absolutamente nada arrependida. Pelo contrário, apetece-me reincidir no pecado, o que não será nada difícil:
- Dirijo-me para Andorra!
Está tudo dito!
Andorra, paraíso das compras, comércio sem IVA, ofertas de TODAS as marcas de renome.
Eu, que não sou santa, ( nem quero ser...), ciente de que a carne é fraca, não me responsabilizo pelos meus actos!
E temo o pior!

Beijo
Nina