terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Almofadas


Faço e refaço almofadas, à medida que se me apresentam como uma necessidade inadiável da qual depende a felicidade das nações.
Sou assim, repentista e muito exagerada, querendo tudo para ontem.
Portanto, andando a embirrar com umas desgraçadinhas que fiz em crochê para o meu quarto azul, sabia de antemão, que as pobres tinham o destino traçado - a inevitável e radical reciclagem.


Demasiada cor, demasiado enfeite, demasiada informação!
Não, não queria olhar mais para aquele emaranhado de cores!
 - Assim são as paixões - desfazem-se em cinzas, em nada, quando menos uma pessoa se prepara!
Brinco, naturalmente!
Pois bem, ontem, tarde de feriado, decidi-me por concretizar a transformação.
Como?
Costurando, que é técnica rápida e espetacularmente eficaz, se dominada, porque, se acaso nos desentendemos com a máquina, o prazer some e são só desgostos e consumições e eu sei do que falo, oh! se sei!


Do forro da cadeira em primeiro plano, tinha sobrado um retalho ...

Na Zara Home, comprara fronhas em envelope, das que dispensam botões ou fecho ...

Não inventei nada de nada ...

Limitei-me a copiar e em menos de 1 hora tinha as almofadas revestidas, renovadas, repaginadas.
Prefiro mil vezes este novo look!
Fiquei feliz!
Domino a técnica do envelope!
Fiquei feliz!
Prossigo a transformação / decoração do meu quarto azul!
Fiquei feliz!
Em suma, um nada me deixa feliz!

Beijo
Nina

domingo, 7 de dezembro de 2014

Cheesecake de Framboesas

Adoro framboesas de uma forma quase infantil, tal como adoro todas as bagas e morangos.
Sobre os outros frutos, a framboesa tem a seu favor o casamento perfeito de sabor, odor e aspeto!
Diria que é o fruto perfeito.

Atualmente, encontram -se, todo o ano, congelados nas arcas das grandes superfícies e, por precaução - sabe-se lá qual o intempestivo apetite que, sem se fazer esperar, me ataca? - faço questão de sempre ter de reserva uma destas preciosas embalagens.

Verifiquei, fazendo a habitual pesquisa no congelador, que, lá atrás, escondidinha, jazia uma embalagem.

Imediatamente, como sempre, as minhas glândulas salivares, dispararam em chuva incrontrolável. 
Apetecia-me tanto, tanto que não hesitei.
Consultando o meu depósito de tesouros, parti para a ação imediata, assim nascendo este transcendente, divino, incomparável, cheesecake!



INGREDIENTES:

1 pacote de Bolacha Maria (ou outra!)
100 g de manteiga


- Pica-se a bolacha até ficar reduzida a uma espécie de farinha;
- Junta-se- lhe a manteiga derretida, incorporando;
-Com esta pasta, forra-se uma forma de fivela;
-Aguarda;

Passamos ao recheio:

- 450g de queijo creme (Philadelfia light, por exemplo)
- 1 lata de leite condensado;
- 3 ovos
- Raspa da casca de 1 limão
- Meio pacote de framboesas congeladas + 2 c. de sopa de açúcar, para cobrir

No copo liquidificador, mistura-se o queijo + leite condensado + 3 ovos inteiros + a raspa de limão.

Depois de bem misturado, despeja-se na forma previamente forrada.

Assa a 180 graus durante 40 minutos, adquirindo o aspeto que a imagem anterior documenta.


Passamos à cobertura, levando a fogo lento o açúcar e as framboesas até que apresentem o aspeto de uma geleia ...


... com a qual se cobre o cheesecake.

Ao servir, a calda escorre preguiçosamente ...

... colorindo o branco do "cake" num contraste sublime de cor e de sabor, onde o doce do bolo se mistura com o ligeiramente ácido das framboesas.
Esta receita deveria continuar sendo um segredo de família, mas ... é natal e a generosidade invade seres e  compromete segredos ...
Logo, compartilho!
É favor experimentar e maravilhar os comensais!

Beijo
Nina

sábado, 6 de dezembro de 2014

Já é natal!

Por aqui, já é natal!
Fiz a árvore e decorei a casa!
Com parcimónia que não me atraem os excessos!



Uma ou outra bota , umas quantas grinaldas nas portas ...

... e uma árvore com tudo a que tem direito!

Tenho , dos natais anteriores, caixas de enfeites. Tantos, que há vários anos nada compro.

Só árvores de natal, são três:
- Uma, megalómana, que depois de montada toca o teto e duas menores.
Confesso que não tenho pachorra para montar a grandona! Não tenho! Exige uma tarde de trabalho para a montar e outra para a desmontar!
Exige transporte a quatro braços para sair da arrecadação!
Exige escadote para que a decoração atinja o cume!
Exige paciência!
Dá uma trabalheira incrível que não me apetece enfrentar.
Por isso, monto uma menorzinha, que se abre como um guarda chuva e que depois enfeito, abrindo caixas ao acaso.
Tudo está devidamente empacotado o que não impede que  uma poeira fina penetre nas embalagens . Resultado, no fim da decoração as minhas mãos encardidas confirmam que a tarefa deixa marcas!
Mas é natal! Há que cumprir rituais, sendo que o da árvore é incontornável.
Pela minha parte, está cumprido!
Verde, vermelho e dourado como se exige e muitas velas acesas pela noite dentro - dessa parte, gosto muito! E lareira, que o frio e a quadra aconselham.
Até janeiro, será assim.
Depois, quando chegar a altura de desmontar "a tenda", talvez siga uma sugestão  revolucionária e radical que por aí circula - embrulhar a dita, montada e decorada, em plástico, assim seguindo para arrecadação ...
Para o ano seria só desembrulhar ... Má ideia, não?
Isto sou eu a fantasiar, sonhando com facilidades! 

Beijo
Nina

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Que frio!


Uma vaga de frio polar, é o que é! 
Hoje, pela manhã, 5 graus!
 Depois, ao longo do dia, enquanto o sol brilha, vai aquecendo, para, ao anoitecer, se enregelar novamente.
Ainda assim, não consigo vestir grandes agasalhos.
 Explico:
-Dentro de casa, nas lojas, no Shopping temos temperatura amena.
Só no exterior se congela.
Por isso, continuo fiel à teoria da cebola e, como ela, sobreponho camadas.

Um top, uma camisa e um colete, é tudo quanto visto ...
sem esquecer o incontornável lenço
à volta do pescoço.
 É que adoro lenços!
 Acho-os super confortáveis e muito femininos,
 dando um "acabamento"
 cuidado e elegante ao mais simples conjunto, como é o caso.

Aliás, como já aqui referi, este inverno fui absolutamente controlada no que às compras diz respeito. Comprei pouco e muito ponderadamente, por muitos motivos entre os quais se inclui a defesa da minha sanidade mental. É que  o excesso  do que quer que seja aproxima-se perigosamente de um estado de alma alucinado, que não traz nada de bom!
Recapitulando, portanto:
- Não tendo caído no extremo de rejeitar liminarmente qualquer tipo de consumo, de fugir radicalmente às compras - atitude perigosa, pois, como todos os excessos, pode conduzir a uma situação desenfreadamente consumista - comprei  com muita parcimónia, comprei com qualidade e foi muito bom e mais do que suficiente.

É que, dos invernos passados, muito transitou para o atual.

É o caso deste colete!
Levezinho como uma nuvem, não oferece a menor dificuldade.
Aprendi com a ROSANGELA , que, me explicou tudo, como se pode ver AQUI!

Com uma blusa da Zara, um lenço do Roberto Verino ..

... calças e botas antigas, estou confortável sem, para este conjunto, este ano ter gasto nada.
Voltando ao colete, é uma ótima ocupação para o serão. Não exige atenção, sendo cada quadradinho tricotado em completo modo "piloto automático". 
Com o mesmo quadrado se tecem mantas lindas, ou écharpes, ou o que quer que dite a imaginação e criatividade de cada um.
Quando acabar o trabalho que de momento me ocupa, voltarei ao Quadrado Perfeito!

Beijo
Nina


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A minha casinha ...

A minha casinha está, finalmente, encaixilhada, pronta para se juntar à tribo que povoa uma das paredes do meu quarto azul.

Demorou, demorou muito, passou meses numa gaveta, incompleta,
 inacabada,
 pacientemente aguardando a sua vez.
Acontece que isto do ponto de cruz tem muito que se lhe diga.
 Exige atenção, dedicação, quase devoção!
Não gosto de exigências e, por isso, neste como noutros casos,
sou pouco colaborante.
O que eu gosto é de ir fazendo, longe da sensação de trabalho obrigatório.
Por isso, naquela zona de flores e relva- confesso, sem culpa, sem remorso -
inventei!
Fiz assim:
Delineei o contorno e, seguidamente, preenchi-o sem preocupações esquemáticas.

E funcionou muito bem!
De outro modo, se tivesse, escrava do esquema, utilizando as cores e
quantidades sugeridas,
não só ficaria vesga, à conta de tantas cruzinhas,
como - posso garantir - não concluiria o bordado.

Pois bem, está pronto em todo o seu colorido, em todo o seu esplendor, pronto para se juntar aos amiguinhos:

... esperando companhia.
Pareceu-me que a moldura deveria ser igual e, para evitar confusões, levei um dos já emoldurados, no momento em que me dirigi à loja para tratar do assunto.
Conversámos, comparámos cores e dimensões e ficou assente- estaria pronto dentro de uma semana.
No dia previsto, lá fui, desejosa de trazer para casa o meu tesourinho.
Estava pronto, "que nós somos pontuais!"
Mas ... que vejo?
Oh! horror dos horrores!
A cor não era a que eu escolhera!
Reclamei, que não, que não era o que eu tinha encomendado, que estava mal, que assim não gostava! Mas que diabo de trabalho era aquele?
O senhor, um velhinho empertigado, aceitou muito mal a crítica!
Puxou do mostruário e ... verificou que eu tinha razão. Ainda assim insistiu:
- A culpa é da fábrica!
Cansou-me! Cansou-me a beleza!
Desisti de argumentar!
Apenas acrescentei:
- No mínimo, deveria assumir o erro e pedir desculpa!
- Pedir desculpa para quê? - ripostou o garnizé vendedor velhinho e pequenino. Desculpas não mudam a cor à moldura!
- Ahhhhhhh !!!!!!! - emudeci e retirei-me do salão.

Beijo
Nina

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Bolo Alemão!

Assim se chama!
Simples de preparar com todos os ingredientes presentes na despensa, com poucos ovos e com manteiga saudável - aquela que é amiga do coração ... à qual não faço publicidade porque não me apetece - mas isso são outras histórias!

Acontece que gosto muito de maçãs, não tanto para comer - estão longe de ser a minha fruta preferida - mas para decorar, já que, não apenas com flores frescas se traz vida para dentro de casa! Taças de maçãs, também! Ainda mais, havendo-as de várias cores, compõem centros de mesa lindos e perfumados!


Estas amarelinhas - golden, suponho que assim se chamam ..

... estas vermelhinhas, raiadas, aquecem extraordinariamente o ambiente. Gosto igualmente das verdinhas, que de tão verdes quase parecem artificiais.
Acontece, porém, que não são eternas e ao fim de algum tempo começam a manifestar sinais de "velhice".
É chegada a hora de as utilizar!
No BOLO ALEMÃO, invulgarmente, surpreendentemente, incrivelmente delicioso!

INGREDIENTES

Farinha - 200 g
Açúcar e manteiga - de cada 125 g
Ovos - 3
Leite - 3 c. de sopa
Fermento - 1 c. de sopa
Maçãs - 3 cortadas em fatias finas
Laranja - raspa de 1
Açúcar e canela para polvilhar - q.b.

PREPARAÇÃO

- Bate-se a manteiga com o açúcar e a raspa de laranja, até ficar cremosa;
- Juntam-se as gemas uma a uma, batendo sempre;
- Acrescenta-se o leite, intercalando com a farinha misturada com o fermento, até que a massa faça bolhas;
- Envolve-se nas claras batidas em castelo firme;
- Despeja-se em forma de buraco previamente untada e polvilhada com pão ralado;
- Distribui-se, por cima, as fatias de maçã que se polvilham com açúcar e canela;
- Assa em forno previamente aquecido a 180 graus, cerca de 40 minutos, não esquecendo de realizar o teste do palito.

Tenho particular predileção por bolos "secos". Tenho experimentado imensos. Tenho de concluir que este é um dos melhores que já provei!

Beijo
Nina

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cestos


Eu e os meus cestos!
Continuo a vesti-los, cada vez com maior desenvoltura, o que prova que, estas coisas da costura dependem inteiramente do treino, da insistência, do fazer errado para a seguir fazer certo.


De modo que, estou perita na arte de forrar cestos!

Vá, perita ainda não, mas, pelo menos atrevida e desenvolta.

Queria um cesto no meu quarto azul, onde pudesse guardar trabalhos em lista de espera, tipo coser botões ou subir bainhas.

Teria que ser azul, evidentemente, de preferência sem precisar de comprar tecido.
Encontrei este retalho na prateleira dos "panos" e fiquei feliz com a descoberta.

Tirei medidas, cortei e cosi.
Depois rematei com a renda que comprei na Feira de Cerveira.
Pus-lhe uns laçarotes e faz agora companhia à Tilda, Nina, que viajou do Brasil até mim, enviada pela muito querida JU.

Este é apenas mais um pormenor deste quarto que tarda a ficar pronto!
Que culpa tenho eu de, inconstante, sempre imaginar mais um detalhe, mais um fru-fru!
Decididamente não sou minimalista!

Beijo
Nina