sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A blusa bela e amarela


Levei-a comigo para o Algarve e, nos serões, enquanto não desmaiava de sono, tecia alguns pontinhos, Todos os dias, Poucos, mas todos os dias. E assim me surpreendi quando, regressada a casa, dei com a blusa em adiantadíssimo estado de conclusão , que hoje mostro.


Agrada-me este jogo de rede e renda. Tudo transparente q.b. para exigir um top opaco, em nome da decência e dos bons costumes!

Grau de dificuldade 0!


Retirada de um modelo fornecido pela SIDNEY  introduzi umas quantas modificações apenas porque tecia sem ter presente o modelo inspirador.

Encontro-me pois na meta final, mas, como sou avessa a pressas, presumo que vá arrastar-se por mais alguns dias.


Este o quadradinho ...

... aqui já "pegado".
Para mim, para o meu tamanho e para o estilo "solto" que me agrada, necessito de 12 "squares"... fui tecendo, ligando e medindo. Parece-me que acertei no tamanho.

Bem sei que o calendário garante que o outono se aproxima. Bem sei. Porém, atendendo ao verão infeliz e fraquinho que tivemos, não me surpreenderia se dias de canícula  vierem , o que permitirá deixar brilhar o sol da minha blusa.

A ver vamos!

Bom fim de semana.

Beijo
Nina

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Comida alentejana





A caminho de casa, rumo ao norte, vinda do Algarve, aproximando-se a hora de almoçar, com conhecimento adquirido de lugares a evitar, desta vez, jogando pelo seguro, rumei a Castro Verde, uma terrinha perdida no meio de nada.
De lá, segui para Estradas, a localidade assinalada pelo Google como local seguro para intervalar e comer.




Cheguei!
Uma rua. Casas brancas debruadas a cor. Calor. Silêncio.
Ao fundo a igreja.

Uma, duas voltas e estava concluído o circuito, explorada Estradas.
Faltava encontrar o restaurante.
Onde está o CELEIRO?

Mudara de localização, mas uma explicação sucinta pus-me lá.

Cheguei cedo. Pouco passava das 12:00H. Muitas mesas livres. Era só escolher.

Aqui,optei por esta. E pedi presunto de porco preto, azeitonas, pão alentejano e vinho da casa.
Tudo simples. Tudo genuíno. Tudo bom.

O espaço, janota!
Tijoleira no pavimento, paredes brancas, cortinas de chita colorida. - alegre, composto e muito asseado.



Gosto!
Ainda antes de provar a comida, sou altamente influenciável pelo ambiente.
Repito, gostei, gostei muito!
Da simplicidade sólida, com bom gosto sem pretensões a modernismos tendenciais.


As cortinas, ah! as cortinas ...



... já delas falei - em chita, coloridas, alegres, que esta é uma casa portuguesa com certeza ...
Adoro este tecido!

Depois o almoço ...


Grelhada mista de Porco Preto e ...

... a cereja em cima do bolo:
Migas de tomate!


Tão deliciosamente simples, tão sem defeito.

Diz-se da cozinha alentejana que, sendo criação de povo pobre,  atinge alturas divinas pelo recurso às ervas, aos aromas, aos bens acessíveis ( como é o caso do pão), de uma simplicidade que apenas o absolutamente excelente atinge.

Concordo!

O porco grelhado foi petisco fabuloso.
As Migas de Tomate, manjar dos deuses.

Fazem-se  ASSIM:


Ingredientes:
  • pão duro
  • água quente q.b.
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 3 colheres (sopa) de azeite
  • 2 tomates limpos de peles e sementes
  • sal e pimenta q.b.

Refogar no azeite a cebola e o alho, juntar o tomate picado e refogar mais um pouco.
Adicionar o pão desfeito, envolver bem e juntar a água quente à medida que for necessário para enrolar as migas. Temperar com sal e pimenta a gosto e ir mexendo até chegar à consitência desejada, mexendo sempre.


É experimentar!

Beijo
Nina





quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Florindo a vida!



Calluna é o seu nome.
Uma florzinha miúda, quase uma urze, esta branquinha, apenas porque é a minha cor favorita, mas há-as em rosa, que eu vi. Foi no Lidl, ontem.Um conjunto de 6 vasinhos, 4,99€!
Bem empregues!
Nada como um nada para iluminar o olhar.

Ontem, o meu estava baço. Coisas da vida!
Obrigada a todos os que se preocuparam. Obrigada!
Hoje um novo dia. Um passo de cada vez que assim se avança.

Trouxe pois esta calluna!
Gostei tanto que descobri imensos outros cantos e recantos onde a depositar.
Voltei, na esperança de mais compras!
Mas, que pena! Tinham acabado.

Com as que consegui, fiz assim :



Enfeitei uma mesa - embora não sejam as mesas o meu poiso ideal para flores.
Desta vez, porém, aí ficaram ...


Nesta beleza - uma clássica jarra branca, encontrada no paraíso das compras, uma loja francesa onde sempre me perco - MAISONS DU MONDE!


A jarra, clássica e aristocrata joga com dois vasos atarracados. E eu gosto.

A mesa em si, com tampo em mármore, admite todas as combinações, todos os jogos, todas as brincadeiras ...
Por isso, além das velas brancas, enchi duas taças com maçãs verdinhas, não porque as prefira, mas porque ficam bem no retrato e - já se sabe - beleza é fundamental.


Vieram também do Lidl, vendidas a granel,  baixo preço , em embalagens fechadas.
Se não forem tão boas como é suposto, acabarão em Tarte de Maçã ou em qualquer outra sobremesa improvisada.

E, assim, de repente, vêmo-nos no inverno, com chuva e vento perigosamente forte.
Há que tratar do ninho.
E com as poucas disponíveis flores, recorro a outras verduras.




Na janela, olhando o arvoredo exterior ...

... mais plantas e algumas velas.

Assim se repete o ritual de cada regresso a casa, tratando de fazer sentir que o melhor local do mundo continua estando aqui mesmo, onde se fazem os meus dias.

Beijo
Nina

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Ainda não inventaram nada melhor que colo de mãe!

Foi no blog da ANA MARIA BRAGA que li e gostei, talvez porque hoje, particularmente, especialmente, concretamente, hoje, esteja precisando muito de um colo de mãe!


Descobri que "amores eternos" podem acabar em uma noite. Que grandes amigos podem se tornar grandes inimigos. Que o amor, sozinho, não tem a força que imaginei. Que posso dizer que amei e no fundo descobrir que nem gostei. Que ouvir aos outros pode ser o melhor remédio ou o pior veneno. Que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos. Que confiança não é questão de luxo, e sim de sobrevivência. Que os poucos amigos que te apoiam na queda, são muito mais fortes do que os muitos que te empurram. Que o 'nunca mais' nunca se cumpre. Que o 'para sempre' sempre acaba. Que ainda não inventaram nada melhor do que colo de mãe desde que o mundo é mundo. Que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo. Que vou cair e levantar milhões de vezes... e ainda não vou ter aprendido tudo!






sexta-feira, 11 de setembro de 2015

CONTINENTE

O  CONTINENTE  é um fiteiro!
Quase um artista ... sedutor!

Aproxima-se, sorrateiro quando vê o meu carro.
Faz-se difícil, mas depois lá vem.
Come uma fatia de fiambre que trago da mesa do pequeno almoço e deita-se aos / sobre os meus pés, que o bicho aprecia o contacto físico.



















E por ali fica, sem me prestar grande atenção.
Limita-se a ficar.
É um artista, fiteiro, cheio de manias.Quase uma diva!

Beijo
Nina

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O que é o jantar?

O que é /foi o jantar nestes dias de calmaria, em que não havia almoço - só um lanchinho  ligeiro, com muita fruta e muita água - em que desliguei das horas e das rotinas?

respondendo:
- O jantar foi bom, p'ra lá de bom!
Conferindo:



Dourada escalada!
Tempero?
Apenas sal, que o que se acrescentasse roubaria sabor à excelência do produto.


Linguado grelhadao com legumes cozidos.


Polvo à algarvia - uma espécie de carne de porco à alentejana, com cubinhos de batatas e ameijoas!


Lombinhos de porco com cogumelos.

Bacalhau à Brás.


O peixe grelhado foi repetido uma e outra e muitas vezes - alimentei-me quase só de peixe.
Não fotografei as sardinhas, as melhores do ano.
Não fotografei os camarões de Montegordo, pedaços de mar, que de tão apelativos não deram tempo ao registo fotográfico.
De resto, contive-me. Comi 1 DOM RODRIGO  - 1! O que prova o meu potencial de resistência face à tentação!
Em resumo, foi muito mais que bom.
Foi bótimo!

Beijo
Nina


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

PRAIA EM SETEMBRO



Ou adeus, praia! Até para o ano!

Enquanto que a primeira foi ventosa, a segunda semana, não!
Foi tudo o que se espera de uma praia, com sol, calor, água do mar a 21 graus e céu profundamente azul!

Para melhorar o conjunto, as multidões da primeira semana decrescem e há cada vez menos gente e mais mar e mais areal para mim!

O para-vento é um tique do norte, das nossas praias terrivelmente ventosas.
Por isso, à cautela, sempre monto a proteção contra a ventania, ainda que ela não exista.

E então, o conforto é bem maior. 


Ao longe, uns vizinhos!

E, a norte ...


... uma bela duna.


Há quem prefira praias pequenas, enseadas limitadas por rochedos.
Não é o meu caso.
Gosto de amplos espaços e um grande areal para caminhar.


Como estes dois!
No mar, quase ninguém!
O mar todo para mim ...


... e para este cachorro acalorado.

Também há pescadores e muitos peixes que, em cardume, vêm atè à orla. São tantos e tão grandes! Sinto-me quase nas Caraíbas!


Será que tiveram sorte com a pescaria?
Ou será que os peixes são mais espertos?
Torço pelos peixes!

Na areia, montes de conchas!
Às vezes entretenho-me a apanhá-las!
Levo-as para casa, mas, confesso, não lhes dou fulgurante destino!


Por isso, este ano, deixei-as em paz!

Na imensa duna que limita a praia voam pássaros, cresce a vegetação e - que horror! - abundam abelhas! Eu, altamente alérgica, morro de medo!


Entre as ervas, sempre a musiquinha da aragem - muito repousante!



Para ganhar o direito ao isolamento, caminho e instalo-me longe!
Ainda assim, como disse, as enchentes sumiram ...


--- e este é o aspeto da praia.

Lá ao fundo, a Praia Verde e Montegordo!
Aí sim! Multidão assegurada.
Bom para quem gosta, porque ele há gostos para tudo.
Ainda bem!

Beijo
Nina