terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Imagens, recordações ...

A viagem pela Bretanha já lá vai, mas a reportagem encontra-se incompleta.
Não falei, por exemplo, em Vannes, uma cidadezinha que justifica ser visitada.
Tem um porto. Cheio de barcos. Um local lindo!
Tem avenidas orladas por árvores onde sabe bem caminhar e tem a cidade antiga!
Foi murada e disso mantem muitos indícios - portas e muros.
A cidade foi maioritariamente construida no século XVI, conservando desde então, este seu coração intocável.

No coração da cidade antiga, abundam as casa com estrutuira visível de madeira - um encanto!

É um local concorrido, cheio de vida, por onde não circulam carros.

Perdemo-nos neste emaranhado de ruas e ruelas...


com  muitas lojas - lojas verdadeiras, nada de shoppings, nada de  "Zaras" !


Há quem leve a fotografia muito a sério, como este casal, que transporta a traquitana completa.

O céu escuro, anuncia a chegada da chuva.
Ainda assim, na praça principal, meio mundo circulava.

Palas ruelas encontra-se tudo - muitos restaurantes, muitos bares, muitos cafés.


Para pecar em grande, com gelado ...

... ou tarte de maçã ...

... num local moderno, dentro da cidade medieval.

Gostei muito de Vannes!
Fica ali, no noroeste de França, na Bretanha.
Não tem que enganar.

Beijo
Nina

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Velas


Sou grande consumidora e apreciadora de velas.
Gosto da luz ténue e do ambiente intimista que criam.

Já não gosto tanto do "day after", quando a cera derretida invade superfícies e objetos.



Apresentando este aspeto deplorável.

Tinha uma quantidade apreciável de castiçais sofrendo deste mal - eu olhava para eles, eles olhavam para mim e lá permaneciam, conspurcados, esperando solução.
Ontem decidi atuar:
- Liguei o forno a 100 graus. Sobre uma das grelhas coloquei um jornal dobrado, formando espessa  resma de papel.
- Sobre o jornal, coloquei os castiçais.
 -Como seria de prever, a cera derreteu e foi absorvida pelo jornal.
- Seguidamente, retirei com papel de cozinha a ceraderretida, mas que ainda não desaparecera.

O resultado foi bastante satisfatório.

Os meus catiçais em vidro, libertaram-se da cera e estão de novo apresentáveis.

Só que perdi o ânimo para os sujar novamente.
Por outro lado, não quero privar-me da luz das velas.
 O que fazer, então?

Decidi recorrer a estas velinhas que duram apenas uma noite.
É certo que não podem ser utilizadas nos castiçais clássicos, mas existem outras opções ...

... como esta, em que minúsculos copinhos acolhem as recargas de cera.
A vantagem acrescida destas velinhas é que podem ser utilizadas em qualquer tipo de copo ou taça.


Estes, são "rendados" e o efeito é muito engraçado.

Gosto de abrir a porta e receber quem chega neste espaço com o seu quê de mistério.


O meu hall de entrada transfigura-se ...

Ele que é um espaço pouco luminoso, quando a noite cai, cresce graças às velinhas.

São baratíssimas e compram-se em embalagens gigantes na loja chinesa.

Não chega a ser um truque para embelezar o ambiente. É apenas a consequência de experiências com custos excessivos - que isto de meter os castiçais no forno após cada utilização é, no mínimo, desmotivante.
Assim, nada me impede de diariamente recorrer a estas luzinhas mágicas.

Gostaram?
- Do truque?
- Da alternativa?

Sugestões?
- Venham elas!

Beijo
Nina

domingo, 10 de janeiro de 2016

Domingo, fim da tarde!


 Domingo, fim da tarde, já foi hora de grande nostalgia, outrora, em tempos idos. Hoje, não é mais. É apenas domingo, fim da tarde, fim de três dias bem vividos e ainda com uma noite pela frente que pretendo muito cozy, muito intimista, com velas, lareira acesa, chá perfumado e muitos filmes para assistir.

A tempestade que todo o dia cresceu, torna ainda mais apetecível o casulo!

O que fiz, em que me ocupei?
Numa sessão light de destralhamento e reorganização, esta impossível, sem a primeira, já que não é possível organizar tralha.

Curiosamente, tenho constatado que a aplicação destas regras ao meu contexto material se reflete no meu mundo interior, também ele sempre clamando pelas duas operações - destralhar e organizar .
Se paro para pensar, para (me) observar, sempre, mas sempre, verifico que "cá dentro" há tralha desnecessária que urge ser removida. É um procedimento muito terapêutico através do qual me liberto de coisinhas chatinhas que "só ganham pó" não tendo qualquer utilidade para o meu crescimento como pessoa.
A sério!
Quem se educa no destralhamento material e posterior organização, acaba por aplicar a mesma estratégia à sua organização interior.

Aprendi-o há pouco tempo e sou defensora ferrenha do princípio.

Porém, para que não nos sabotemos, há que ir com calma, isto é, por etapas. Devagarinho para que nao canse nem sature.
Sabendo-o, cumpro horários - meia hora, no máximo! E o destralhamento continuará amanhã.

Por exemplo, num canto da minha cozinha, insidiosamente, instalou-se a desordem - que, evidentemente não fotografei, mas que - garanto - me incomodava.
É o canto do tabuleiro para pequeno almoço e lanche, muito, muito fácil de desorganizar - são compotas, bolachas, frutos secos ... sem saber como, os frascos de compotas multiplicaram-se e o espaço "adoeceu".


Tratei-o!
Destralhei-o!
Ficou apenas o essencial.

 Tudo o que daqui saiu, viajou para uma prateleira da despensa ... que agora precisa de ser organizada!
Sê-lo-à, a seguir!
Nunca hoje!
Seriam horas, seria castigo, seria suplício!


A ideia é esta:
Organizar (bem, muito bem, o melhor que se fôr capaz) uma só área!
Amanhã, continuo, que a desordem permanece imutável, não foge, espera por mim,
 até que decida enfrentá-la.


Aqui, nasceu um novo projeto:


Sobre esta toalhinha que muito acarinho - foi-me oferecida como "quadro para recados" pela minha querida  ANA -  estes 3 vasinhos adoráveis, comprados numa das muitas lojas MAISONS DU MONDE espalhadas por França.
Aqui viverão ervas aromáticas que, na próxima ida ao supermercado, virão comigo.

A minha cozinha é pequenina. Muito mais pequena do que eu gostaria - um espaço enorme, com uma grande mesa -, mas é o que temos e, ainda que pequena, acomoda uma mesa, habitualmente usada em lanches e pequeno almoço.
Acontece que, quanto menor o espaço, mais importante a arrumação e organização.

Este o canto das refeições.

Digamos que, com o novo ano, tornou-se psicologicamente incontornável as tais operações - destralhar e reorganizar - não só a casa, como a vida, que não há nada pior do que a inércia, o deixa andar, o imobilismo!

Concordam?
Então, destralhemos!
Depois, reorganizemos!

Acho que lá para o fim do mês a tarefa ( pelo menos a material ...) estará concluída!

Beijo
Nina

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Uma bela chávena de chá e uma fatia de bolo!


Há bolos perfeitos!
São o equivalente, na culinária, ao LBD - little black dress - o eterno "Vestidinho Preto", de quem se diz, justamente, que "com um simples vestido preto, eu nunca me comprometo".
Pessoalmente gosto muito de preto, seja o preto total, seja combinado com branco ou outras cores. Preto, como cor, é perfeito. E para viagem, quando se pretende reduzir a bagagem, funciona maravilhosamente, mesmo no Verão!
Sou, portanto, fã do preto, quer seja vestido, quer não!
Hoje, dia de chuva torrencial, vesti-me de ... preto, é claro.
Saia "pencil" preta, pelo joelho, blusa de seda azul com pintinhas pretas, botins pretos e anorak da mesma cor. Senti-me bem e podia ter recorrido à selfie para documentar, mas agora é tarde. Em casa, privilegio o conforto e já desmontei o boneco.
Fui para a cozinha com vontade de bolo!
Finalmente, depois de tanto rodeio, chego ao título deste post.

( Por favor, não esquecer que "o meu pensamento viaja" - posso e devo divagar!)

Na culinária, tenho uma lista de bolos perfeitos, daqueles que sempre saem bem, como é o caso do Bolo de iogurte!
O eleito!
Por quê?
Porque, antes de partir, congelei 4 iogurtes cujo prazo de validade seria ultrapassado - e aqui fica a dica:
-Congelem, congelem tudo desde que dentro do prazo de validade.
É gratificante, politicamente correto, sensato, exemplo de boa gestão, não desperdiçar alimentos.
O frio é um recurso excelente e a ele recorro permanentemente. 
Na arca e no congelador agora cheios, aguardam sobras do natal - perú, bacalhau, bolo rei, rabanadas, legumes, etc.
Tudo será consumido!
Não ao desperdício!

Preparei, portanto, este bolinho...


Com 4 ovos, 3 medidas de açúcar (usando o copinho do iogurte), 1 iogurte, 1 medida de óleo, 3 medidas de farinha, 1 colher de chá de fermento, raspa da casca de 1 limão e uvas passas - também elas sobras dos festejos.

Juntam-se os ingredientes pela ordem atrás citada, batendo bem entre cada adição. 

Coze em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha, em forno previamente aquecido a 180 graus, durante 40 minutos.
Desenforma-se ainda quente testando a cozedura com um palito.

Está ali, sobre a mesa, esperando arrefecer.
Cheira lindamente, é bonito, é perfeito, é um LBD!

Beijo
Nina

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

À descoberta ...


 Frequentemente, é por puro acaso, que se descobrem verdadeiros tesouros, daqueles capazes de provocar "OHS!" de espanto.
A condição indispensável para que tal ocorra é viajar sem horário, sem metas rígidas pré-definidas, o que apenas se consegue viajando de carro.

É claro que, antecipadamente, traço um plano, informo-me nos sites turísticos sobre o que merece ser visitado, procuro hotéis, calculo distâncias e, forçosamente, consulto as previsões meteorológicas.

Nas últimas férias, deliniei um plano que incidia sobre a Bretanha e incluia uma incursão à Alemanha, a uma pequena cidade fronteiriça - visitar a Alemanha é para mim um prazer imenso, sempre novo, sempre gratificante!
Precisaria de 12 dias.

Tinha assim um plano genéricamente elaborado.
Só que ...
Ao entrar em França, pernoitando em Biarritz, constatei que o tempo estava feio, para norte, ameaçando piorar, principalmente no litoral oeste, zona onde pretendia passar alguns dias.

Portanto ...
Toca a mudar tudo!

Opto sempre pela reserva de hotel que permite cancelar ou mudar datas até ao dia da chegada. É um pouco mais caro, mas compensa, pois de outro modo fica-se refém das marcações.

Tratei, pois, de cancelar, não um, mas todos os hotéis, iniciando um processo de navegação à vista, isto é, todas as manhãs se decidia a progressão da viagem de acordo com o tempo.

Não ocorreu nenhum problema e a disponibilidade dos hotéis escolhidos foi total.

Digamos que foi uma feliz decisão, com liberdade total de movimentos.

Foi assim que, uma manhã, numa qualquer estrada francesa, avistei uma placa indicando uma povoação com interesse turístico e assim cheguei ao ...




 ... que, embora fechado, se deixava contemplar do exterior ...


Assim, magnífico, imponente, no meio de um lago!

O desvio mostrou-se, portanto, absolutamente compensador!

Seguindo pela mesma estrada secundária, chegámos a ...


Este local encantado ...
 Atravessado pelo rio La Vilaine, ostenta recantos, bacias, rias, cais e ancaradouros de uma beleza incrível, sugerindo a dos Fjordes da Noruega.


Acho que este e outros paraísos, apenas são acessíveis aos franceses ...


.. sendo vedados a essa praga que se chama turismo em massa.


Orgulhosamente, proclama-se a história local.

... de La Roche Bernard.

Na atualidade foi construida uma elegante ponte que, na cota mais elevada, liga as duas margens do rio.
Foi dessa ponte que registei esta foto.

Tive uma sorte incrível.
Descobrir este local é/ foi, quase como espreitar o paraíso!
À descoberta, portanto, sempre!

Beijo
Nina





quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Home!


Em casa!
E como é bom voltar!

Nem o frio, nem a chuva beliscam o prazer de retornar ao ninho.

Ninho que, diga-se em abono da verdade, se encontra bastante desorganizado.
Prometi, porém, a mim mesma que tudo tem o seu tempo e que hoje é tempo de assumida desorganização.
Foram apenas 10 dias de ausência e pouquíssima roupa usada- que com o frio do norte, o sistema adotado foi o da cebola, isto é, peça sobre peça.
A propósito reafirmo que este é o melhor método para combater o frio.
É que, lá pelo norte, de clima implacável, os espaços interiores encontram-se super aquecido, sofrendo-se um horror de sauna, se não for possível "descascar" camadas à cebola em que se transforma a nossa enregelada pessoa.

Há anos - recordo - passei o reveillon em S. Petersburgo, na Rússia.
Foi lindo!
Maravilhoso, num cenário encantado de palácios herança dos czares, cobertos de neve.

Foi, na mesma medida, um suplício!

Protegida por camisolas de lã grossíssimas, sofri horrores, suei em bica, dentro de edíficios hiper aquecidos.
Aprendi a lição:
- Agora, visto t-shirt, uma blusa ou casaco de malha fina e, por fim, um agasalho digno desse nome.
É a resposta ideal em termos de vestimenta.

Este ano, para culminar o sucesso, comprei um anorak com carapuço, preto, impermeável, recheado com penas - uma maravilha, arma infalível para o frio e para a chuva, leve e prático.

Descobri ainda que nestas situações devemos abolir malas ou carteiras, um incómodo, um peso arrasador que derruba o mais forte.
Para as substituir, usei uma bolsa em lona, a tiracolo,  com muitos bolsos e muitos fechos, onde cabiam o telefone, os cartões de crédito, os óculos, algum dinheiro, um batom e pouco mais. 

Foi, portanto, a logística perfeita - associada a botas altas, sem tacão - detalhe importantíssimo para quem pretende enfrentar quilómetros, frio e chuva.


Regressando ao aqui e agora, iniciei calmamente a reorganização, lavando e arrumando roupa.

Reassumi também as rotinas e hoje já tivemos almoço em casa - a dizer a verdade estava farta de comida de restaurante.

O congelador, repleto de mantimentos, começou a ser esvaziado.

Já preparei uma sopa de legumes, com enorme percentagem de abóbora que procuro ter congelada e pronta a utilizar - é uma dica que ainda desenvolverei aqui.

Depois, para prato principal, a simplicidade de um empadão de carne: 



Estava muito bom!

Congelada, tinha uma embalagem de carne de porco picada.
Descongelou durante a noite.
Hoje, ao meio-dia, quando cheguei a casa, preparei o picado, refogando cebola, alho, concentrado de tomata e a carne, que, depois de frita, semi cobri com vinho branco, temperando com sal, pimenta, louro e noz moscada.
Deixei que cozesse meia hora e engrossei o molho com 1 colher de sobremesa de Maizena e um pouco de leite.
Preparei o puré de batata e montei o empadão:
- Uma camada de puré, uma camada de picado, terminando com uma de puré.
Polvilhei com queijo ralado e foi ao forno a gratinar.

Para sobremesa, bolo-rei (congelado) e fruta.

Foi um almoço agradável e que, para melhorar, sobrou para o jantar, pelo que - excelente notícia - por hoje, encerrei as hostilidades na cozinha.

Beijo
Nina

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Saindo de Andorra

Conforme o previsto, esta manhã saí de Andorra.

Uma tarde, ou uma manhã é tempo mais que suficiente para circular na parte comercial e aí fazer as compras. Pelo menos para mim que conheço muito bem o local e quais as lojas que me interessam, esse tempo basta.

Se vale a pena aí fazer compras?
- Vale! Quanto mais não seja porque a taxa de IVA não existe.
Além disso, a oferta de grandes marcas, que, durante a época dos saldos, atinge valores baixíssimos, é, só por si um argumento de peso.
Encontramos algumas marcas - concretamente a Zara e afins - mas, na minha opinião, são as que menos compensam já que o preço é bastante aproximado ao que se pratica em Portugal.
Se falarmos, porém, em GRANDES marcas - Dior e equivalente - então sim. 
Já adquiri peças para a vida a preços inacreditáveis.

Sempre, mas sempre, compensa a perfumaria e cosmética, com reduções incríveis.

Como quase todos os anos passo por Andorra, lá me abasteço nesse departamento.

Se encontro malas ou carteiras de elevada qualidade a bom preço, invisto sem hesitar, nem que compre apenas uma peça por ano.

É certo que Andorra já foi bem melhor, neste capítulo, mas, a partir de certa altura, ocorreu a invasão ( literalmente falando) dos russos que compram/ compravam tudo a qualquer preço, o que, inevitavelmente, provocou inflação.
Ouvi dizer que viajavam de avião até Toulouse e daí partiam e invadiam Andorra.

1200 Km a separam do Porto.
Às vezes fazemos a viagem numa só etapa, outras não. Paramos em Zaragoza, partindo na manhã seguinte.

Esta foi a opção hoje tomada.


É que, no alto da montanha, no hotelzinho onde pernoitámos, a vista era esta.

De carro, subimos para além dos 2000 metros...

... fotografámos ...

... e a manhã avançou!

Seria meio dia quando iniciámos a descida ...

... permanentemente interrompida ...

... para mais ...

... e mais fotografias.

Pelas 13h00m, paragem para almoço o que levou a que às 16h00m, tivéssemos pela frente, 800 Km, missão verdadeiramente impossível.

Em Zaragoza, no hotel de sempre, descansamos, esperamos pelo jantar para amanhã seguirmos diretos a casa.

Aqui chove!
Chove muito!
Imensa sorte a nossa termos escapado à chuva lá no norte de França.

Beijo
Nina