quarta-feira, 13 de abril de 2011

CLÍVIA

Acho que é o nome desta maravilha.
Batizei-a depois de consultar a minha bíblia  -- Guia Práctica Ilustrada Para El Cuidado de Las Plantas de Interior -- Editorial Blume.
Nela, estão, fotograficamente, reproduzidas as plantas normalmente comercilizadas.
Confesso que não tenho a certeza absoluta que esta beleza tenha este nome:


A capacidade de renovação da natureza não para de me espantar.
Comprei este exemplar há um ano, inserido num minúsculo vasinho, que alegrou a minha vida por escassos dias.
Começou a perder pétalas, a definhar, até que morreu.
Foi então retirada para um canto do terraço, com a ideia de a deixar descansar em paz.
Não a regava, não a alimentava, limitava-me a deixá-la em sossego - escondida por exemplares viçosos que alegremente floriam.
Num rasgo de clarividência, no outono ,transplantei-a para um recipiente de maiores dimensões.
Era, na altura, uma cebola enorme, feiosa e imprestável, mas era!
Com a chegada da primavera, regada por chuvas abundantes, observei um talo que emergia:


Ontem, explodiu com esta corola berrante, prometendo mais duas, de momento ainda fechadas.


Seria bom que nós, seres humanos, pudessemos usufruir de pausas regeneradores, promessa de vida nova , rejuvenescida.
Ao contrário da curva ascendente que, cedo de mais, inverte o sentido num mergulho implacável, deveria ser-nos dada a possibilidade, qual clívias, de adormecer, hibernar e verdadeiramente ressuscitar mais belos, mais saudáveis, mais pujantes que nunca.
Seria o nosso inverno... e, obedecendo ao ritmo das estações repetiríamos, ad aeternum, um ciclo vital, onde o adeus, não faria sentido.
Sonhos!

Beijos,
Nina

terça-feira, 12 de abril de 2011

Máquina de Costura

Falei:
- Na Burda,
- No meu fascínio por modelos originais,
- Que adoro tecidos,
- No meu interesse em frequentar um curso onde adquirisse as competências básicas,
- Que possuia uma velha máquina que se recusava a trabalhar,
-  E que tentei, em vão, que fosse consertada.

- O que ainda não comuniquei, mas os sinais estavam todos lá, é que acabo de comprar uma:





100 € de máquina.
Marca COROA... Made in Taywan!
Estou tão feliz!
Já me imagino a criar, com estas mãozinhas, peças únicas, maravilhosas...
Mas primeiro, tenho que aprender como se liga e como trabalha esta geringonça!
Só que arrojo, é coisa que não me falta e sonhar é livre, grátis e isento de impostos.

Entretanto, na Burda Style de 6/2010, obtive as seguintes informações, que divulgo, pois tenho a certeza que não estou só nesta cavalgada e que a vitória final será nossa.

A revista criou um conceito designado  "ACADEMIA BURDA" , que, através de workshops, pretende ministrar três níveis de formação, com complexidade crescente.
Estes cursos tiveram lugar no Porto e em Lisboa, em coordenação com o Civec e o Citex, pretendendo os seus responsáveis, alargar a sua realização a cidades como Santarém, Castelo Branco, Covilhã, Faro, Barcelos e Vila das Aves, no decorrer do presente ano.
Para mais informações, os contactos são:
Telefone - 210 094 712
academiaburdastyle@tailormade.pt

Acautelem-se, pois, estilistas e criadores de moda!
O meu génio está à solta!

Beijos,
Nina

domingo, 10 de abril de 2011

Quem vem e atravessa o rio ...

Junto à Serra do Pilar
Vê um velho casario
que se estende
até ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
és cascata São Joanina
erigida sobre um monte
no meio da neblina

Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós

E esse teu ar grave e sério
dum rosto de cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria

Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa

Assim reza a belíssima composição de Carlos Tê e Rui Veloso  Porto Sentido,   que, em duas penadas,  como só os poetas sabem, sintetiza as emoções dos que partiram, mas regressam. 
Então, ainda na margem sul do Douro, em Vila Nova de Gaia, a alma é assaltada pela visão de conjunto de um certo Porto, um Porto velho, misterioso, medieval, sombrio, imponente, humilde, majestoso, pobre, cinzento e colorido!

Esta é a minha cidade.

O único lugar do planeta em que quero viver, onde nasci, criei, raízes, cresci e onde, um 
dia, acabarei.

Dela deixo umas pinceladas e o sério aviso: 
Viver nesta cidade cria graves situações de dependência.


Rio Douro, Ribeira e, ao fundo a Sé e o Paço Episcopal

Ponte D. Luís.
No tabuleiro superior circulam o metros e peões.
No tabuleiro inferior, automóveis e peões
O casario, o tabuleiro superior da ponte D. Luís e, ao fundo, o que resta das muralhas Fernandinas

O Mosteiro da Serra do Pilar, em Vila nova de Gaia
Velho Porto comercial


O rio é percorrido por embarcações turísticas, os barcos rabelos, similares aos que, antigamente traziam da Régua o Vinho do Porto, que, posteriormente seria armazenado e engarrafado em Vila Nova de Gaia.

Plano lateral da Igreja de S. Francico, uma jóia do Barroco

Teleférico que liga aparte alta de Vila Nova de Gaia à zona turística do Cais

Ao fundo, a Torre da Igreja dos Clérigos

A colorida ribeira do Porto, centro turístico de restaurantes, bares e esplanadas.
Jardins do Palácio de Cristal
Visível, parte da cobertura do Pavilhão Rosa Mota
 Digamos que esta é uma primeiríssima aproximação do Porto.
Nem um roteiro é!
 É um cheirinho!

Beijos,
Nina.






sábado, 9 de abril de 2011

Mais pechinchas!








Olhando para a foto, modéstia à parte, ninguém diria que o look final é composto, na sua maioria, por achados, ou negócios da China, como preferirem.

E passo a explicar:
O vestido foi comprado, no final do Verão passado, nos saldos do Corte Inglês, por menos de 30€.
O cinto preto, largo, de elástico, com aplicações de metal e fecho de molas do mesmo material, é da Zara e, embora não possa, com rigor, precisar o preço, garanto que não chegou aos 20€.
O mesmo não posso dizer dos sapatos.
Vi-os, no ano passado, em Junho, em Sevilha e achei-os irresistíveis.
Comprei-os, mas não foram nada baratos.
Dois meses volvidos fui a Vigo, às " rebajas!"
Nem me quero lembrar...  revi-os numa montra e fiz o que, em circunstância alguma se deve fazer:
Entrei e perguntei o preço.
Quis morrer e arrancar os cabelos, não necessariamente por essa ordem... Tinham um abatimento de 50%.
Conclusão, tenho olho para o negócio, sou perspicaz quanto às oportunidades, mas, a carne é fraca e, às vezes escorrego na mais elementar casca de banana.
Moral da história:
A partir de Junho, a haver  compras , só apontamentos de moda, perecíveis, em lojas acessíveis.
Esperar um mês para os investimentos duradouros a comprar com grandes abatimentos.

Beijos,
Nina 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Hidratação

Imprescindível fazê-lo.
Sabe-se o quanto a saúde e o bom aspeto da pele dela dependem.
Aqui, onde me vêem, fui a vítima perfeita das marcas glamourosas e caras.
Achava que era dinheiro bem gasto e que, um dia, o investimento daria juros.
Não posso queixar-me, pois sinto-me bem na minha pele e com a minha pele, mas, hoje, bem mais esclarecida, desmontei o esquema das grandes marcas.
 Com embalagens luxuosas, modelos carismáticas e, essencialmente, com um nome sonante impresso na face, vendem , antes de tudo, sonhos e ilusões.
Está provado que a força da publicidade é irresistível, que, para o bem e para o mal, muda comportamentos e ninguém pode seriamente garantir não se deixar influenciar por ela.
Os chamados produtos de beleza são bens que apelam a desejos inconfessáveis que passam pelo sonho da eterna juventude.
 E como apelam...
 É negócio de biliões! 
Às vezes, nos media, lá se ergue uma voz proclamando que "o rei vai nu".
Há tempos, no programa da Oprah, o conhecido Dr. Oz afirmava  que a celulite que tanto mortifica as mulheres, simplesmente não tem cura, que é um negócio milionário e que os homens não se incomodam minimamente se as ancas da sua amada dela se encontram revestidas.

Todo este preâmbulo para falar do meu eficaz hidratante, recomendado por uma dermatologista, com o custo acessível de 18 €.


Longe de mim pretender fazer propaganda ( ainda  por cima, gratuita ) ao produto.
Trata-se de um mero momento de reflexão, de quem, repito, já foi a vítima perfeita.
Era bom que existisse o elixir da eterna juventude, não era?
Mas não existe! 
O que existe é uma coisa chamada disciplina de vida, herança genética,  automatização de bons hábitos e o livre arbítrio que  permite filtrar as mensagens, por mais encantatórias e sedutoras que sejam.

Beijos,
Nina

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Loção de proteção solar para o rosto

Primeira estranha-se, depois entranha-se!
É mesmo assim.
Depois de nos habituarmos a usá-la diariamente como fator de muito alta proteção (50+ SPF), e, simultaneamente, como hidratante, não podemos passar sem ela.
Por recomendação do meu dermatologista, uso um produto da Avène, fator de proteção 50:


Por pouco mais de 30€, resolvo a hidratação diária do rosto e protejo-o dos malefícios do sol, seja Verão, seja Inverno, haja ou não nuvens.
Na praia, opto por um fator de proteção 30 para o corpo, mas para o rosto mantenho-me fiel ao 50.
Acontece, por isso, ficar bronzeada no corpo, enquanto que a face  mantem a sua tonalidade natural.
Recorro, então, a uma base  que uniformiza e proporciona uma corzinha saudável.
Estas recomendações são importantes em todas as idades, mas são as mais jovens quem mais as deveria levar em conta.
É que o património de colagéneo de que cada uma de nós é senhora, é um bem que se esgota e não se renova, tanto mais depressa  acabando, quanto menos cuidado tivermos com a nossa pele, não a protegendo adequadamente.
Ontem mesmo, encontrei uma amiga que não via há bastante tempo.
É uma adoradora do sol e sempre, de Verão e de Inverno, a vi tisnada, exibindo uma tonalidade meio pele-vermelha, meio terrosa.
Acho que na ausência de sol, recorria aos solários.
Fiquei pasma!
Parece uma ameixa seca, muito bronzeada.
É que aos 20, tudo fica bem, mais bronze menos bronze ... até careca se é gira!
Mas com mais 20 ou 30  em cima, as coisas mudam de figura...
Garanto, para além dos problemas oncológicos associados ao sol, "bronze" a qualquer custo, é crime que não compensa.

Beijos,
Nina

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Pechinchas

Adoro!
Sou uma profissional, sou pechincheira!
Mas vamos lá definir "pechincha":
--Não, é de modo algum, o que  apenas é barato. É  mais, muito mais do que isso.
Pechincha, por definição é barato, mas para mim, tem que ser bonito e bom.
Então, sim, então estamos perante uma pechincha.
E dou um exemplo:



Esta mala de pele de cobra, da Tods foi e sempre será uma incrível pechincha.
A qualidade é insuperável e o design intemporal.
Via-a numa loja em Milão e, timidamente, perguntei o preço que não me atrevo a repetir.
Saí espavorida, com o coração despedaçado.
Estava absolutamente fora do meu orçamento!
Quis o destino que, no ano seguinte voltasse a Itália, dessa vez a Florença.
Antes de partir informei-me, como sempre faço, dos pontos a visitar, dos restaurantes onde comer, dos hotéis mais centrais e, eis senão quando, durante a pesquisa, bato de frente com um Outlet, The Mall,  é este o seu nome, a cerca de 50 Km a sul de Florença.
Registei a informação, ainda não estando certa que o visitaria.
O que é facto é que o visitei e, na loja da Prada encontrei esta preciosidade com 80% de desconto!
O que é que eu podia fazer? Digam-me? Como resistir?
Comprei-a, ainda carota, mas tendo em conta que é uma aquisição para a vida, foi a maior pechincha de sempre.

Os sapatinhos chanel chegaram aos meus pés de uma forma muito menos dramática:
-- Numa ida a Vigo, entrei no Corte Inglês e, na secção de sapatos, em saldo, lá estavam eles, aos gritos, pedindo-me que os trouxesse.
Não resisti e aqui os vêem nos meus pezinhos.

Quanto ao vestido, muito clássico, mas muito trazível, é do Roberto Verino.Com o corpo numa malha com elasticidade, que o torna muito confortável e a saia, numa seda pesada com estampado geométrico, dá-lhe versatilidade para o dia a dia, ou , com outros acessórios, para ocasiões mais especiais.
Comprei-o no Outlet de Vila do Conde, a uns meros 20 Km do Porto, por uma quantia simbólica, já que o próprio Outlet estava em saldos.

São estas as compras que me dão mais prazer.

Depois, recorro à Zara, à Mango e a outras lojas do género para adquirir peças modernas, que atualizam as clássicas e cujos preços são totalmente acessíveis.

Voltarei a este assunto porque, confesso, sou uma mulher cheia de recursos, de segredos preciosos capazes de satisfazerem as mais vaidosas.

Beijinhos,
Nina